Crónicas de uma Leitora: Janeiro 2016

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Televisão| Uma Série de Desgraças| Lemony Snicket

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Mau começoA Sala dos RépteisA Sala dos RépteisLugar Tenebroso
Uma Austera AcademiaO Elevador de RecursoA Aldeia InfameO Hospital Hostil

A Netflix anunciou recentemente a compra dos direitos da série infanto-juvenil Uma Série de Desgraças, do autor Lemony Snicket (pseudónimo de Daniel Handler), publicados em Portugal pela editora Terramar.

Em 2004 foi produzida uma outra adaptação que compilava os três primeiros volumes da série mas, apesar do sucesso moderado, tal não foi suficiente para garantir mais filmes dessa franchise.


Desta vez os livros não serão adaptados para o cinema, mas sim para uma série de televisão - ou melhor, streaming online. Para já, não há ainda indicações sobre o elenco ou data de estreia.



Actualização [06/07/2015]:


O serviço de streaming Netflix, em parceria com a Paramount Television, encontra-se neste momento a iniciar o processo de produção desta série. Para já não se sabe ainda de qualquer notícia em relação ao possível elenco, tendo apenas sido revelado que a equipa por detrás deste projecto se encontra em conversações com vários realizadores que poderão potencialmente vir a assumir a direcção desta adaptação.

Uma Série de Desgraças narra as aventuras e desventuras dos irmãos Baudelaire à medida que os mesmos tentam desvendar os segredos e mistérios por detrás da morte dos seus pais.

Apesar de ainda não ter havido confirmação a esse respeito, especula-se que esta série venha a fazer parte da grelha de programas da Netflix para a temporada de 2016.



Actualização [29/01/2016]:

Tem saído muitas notícias em relação ao casting de "Uma série de desgraças" da Netflix. A primeira vai para a contratação do seu protagonista, Neil Patrick Harris, o eterno Barney de "How I met your mother". O papel já foi confirmado e Harris dará a vida ao conde Olaf, o perigoso vilão que irá tentar roubar a fortuna dos irmãos Baudelaire, após a morte dos pais.

Conde Olaf

O que também já foi confirmado foi os irmãos Baudelaire. O papel de Violet coube à actriz Malina Weissman e o de Klaus estará a cargo de Louis Hynes

sobre sagas atores desventuras
As gravações estão marcadas para começar em Março deste ano, em Vancouver, no Canadá. Ainda não há data de estreia da produção mas é provável que chegue ao serviço ainda este ano.

Perguntem a Sarah Gross | João Pinto Coelho | Dom Quixote | Opinião

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Olá a todos, sou a Carla do Trivialidades Literárias e como novidade fresquinha de novo ano, sou a nova colaboradora deste magnífico cantinho. Fico muito feliz por ter a oportunidade de fazer parte deste blog que tanto admiro, cuja fundadora é alguém por quem tenho muito carinho e que conta com o apoio de mais 11 cronistas loucas lindas. 

Nada melhor para iniciar a minha colaboração do que com a opinião daquele que considerei ser um dos melhores livros que li em 2015 e cuja opinião andei a arrastar, em parte porque ainda o estava a digerir e posteriormente devido ao cansaço extremo que não me deixava escrever nada conciso.





Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador.

Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.

Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.

Quando decidi ler este livro em Setembro fui, como na maior parte das vezes, às escuras, movida apenas pelo burburinho que tanto andava a causar pelo universo da internet, nomeadamente em blogs, facebook e goodreads. Como em tudo na vida, não gosto de me ficar apenas pela opinião dos outros e, como tal, tive de ler para ter a minha própria opinião fundamentada.

De início estava um pouco reticente porque a narrativa se estava a desenrolar de um modo um pouco arrastado e eu sem perceber o porquê de tanto falatório. Expectativas my dears, a culpa era toda das expectativas e, quando o percebi, refreei-as e comecei a apreciar mais a leitura.

Tenho que começar por destacar a escrita de João Pinto Coelho, que só muito a custo acreditei tratar-se de um estreante, tal é a sua complexidade e riqueza. Os detalhes retratados ao pormenor, as analepses recorrentes e que resultaram tão bem (embora não sejam novidade neste género literário), onde tão depressa estamos em 1968 em Nova Inglaterra, como de seguida estamos a viver o período pré e durante Segunda Guerra Mundial. Está tudo tão bem descrito e pormenorizado que nos sentimos lá. Percebe-se a profundidade da investigação que esteve por detrás do livro, de tal modo que damos por nós a acreditar que também nós lá estivemos e que sim, sem sombra de dúvida tudo se passou tal como nos é contado.

E quanto ao enredo, ai o enredo... Como já referi, começa de forma lenta mas, sabem que mais, não poderia ser de outra forma. Leva-nos gradualmente ao cerne da questão, a querer saber sempre mais acerca da extremamente enigmática, mas profundamente carismática, Sarah Gross. Rimos, suspiramos e choramos com o que "ela" tem para nos contar. Envolvemo-nos de tal maneira que damos por nós numa bola de neve, onde cada pormenor que nos é revelado nos leva a querer mais e mais e cada vez nos prende mais e assim nos deixa rendidos.

Já o desenrolar da ação, este por várias vezes dá-nos um murro no estômago pois não vai na direção que suspeitamos. Principalmente aquele final (não, não vou spoilar, don't worry). Bolas! Que final! Em momento algum sugeriu ir naquele sentido, apanhando-nos completamente desprevenidos. Como, quando, onde é que aquilo se deu? Foram as questões que preencheram o meu cérebro durante dias e que até hoje ainda não consigo responder. Mas posso dizer que foi perfeito e que foi de génio, afinal levou-nos o tempo inteiro numa direção, para terminar abrutamente noutra (damn!).

Quem diria que aqui iria encontrar de tudo, história, ação, suspense, romance...É um livro sem dúvida completo, que se enquadra em variados gostos literários.

Bem, acho que não me vou estender mais...

Por fim, resta-me reforçar o que em inúmeros comentários e opiniões já foi dito. Este livro tem MESMO que ser traduzido no maior número de línguas possível! 

Não vou dizer se devia ou não ter vencido o prémio Leya pois, por um lado não faço parte do júri, e por outro,  não li o livro vencedor (que confesso que não o tenho sequer na wishlist) portanto seria presunção da minha parte fazer tal afirmação. Apenas posso dizer que, à sua maneira, este acabou por ser o grande vencedor e fico feliz por isso. 

Por tudo isto e por mais que não consigo exprimir, merece 5* !

Ah, não se vão já embora! Aproveito ainda para vos recomendar a leitura deste artigo sobre o autor e o livro. Enjoy!


Carla Ramos

Novidades Infantojuvenis da semana 1 a 7 de Fevereiro

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Trono de Vidro | Sarah J. Maas | Opinião

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Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier, a contas com os seus crimes, a assassina Celaena Sardothien é levada até à presença do prícipe herdeiro. Ele oferece-lhe a possibilidade de conquistar a sua liberdade, com uma condição: Celaena tem de aceitar representá-lo, como seu campeão, numa competição cujo vencedor terá o estatuto de novo assassino da Coroa.
Os oponentes que terá de defrontar são ladrões, assassinos e guerreiros vindos de todos os cantos do império. Cada um deles é patrocinado por um membro do Conselho do Rei. Celaena exulta com os desafios e com as sessões de treino ao lado do capitão da Guarda, Chaol Westfall. No entanto, a vida da Corte não a poderia entediar mais. Mas tudo fica mais interesante e ganha nova emoção quando o príncipe começa a demonstrar um inesperado interesse por ela... mas é o austero capitão Westfall quem melhor a consegue compreender.
Durante a competição, um dos concorrentes é encontrado morto... e logo outros se lhe seguem. Ao embrenhar-se numa investigação solitária, Celaena alcança descobertas surpreendentes. Conseguirá ela descobrir quem é o assassino antes de se tornar na próxima vítima?
Em O Trono de Vidro, a luta de Celaena pela liberdade torna-se numa luta pela sobrevivência e numa jornada inesperada para expor um mal antes de que este destrua o seu mundo.

Para mais informações consulte o site da Marcador AQUI

Terminei este livro há poucos dias e ainda estou maravilhada, cada vez me convenço mais que deveria de apostar neste género de high fantasy porque até agora todos os livros que me tenho proposto têm sido excelentes apostas. As expectativas para Trono de Vidro eram altíssimas e Sarah J. Maas estava na lista de autora a ler o mais brevemente possível. As expectativas não saíram goradas, adorei cada página, cada detalhe e assim se foram 400 páginas de um dia para o outro.

Além de um enredo bem construído, com uma história muito interessante e viciante a autora conseguiu dar-nos personagens tão ricas com personalidades complexas que é difícil não sentirmos uma ligação com elas. Calaena deve ser uma das melhores protagonistas que já li, aos 18 anos é a maior assassina da sua época, condenada pelos seus crimes cumpre pena em Endovier, nas minas de sal e a quem lhe é dada a oportunidade de sair de lá. Apesar de tentar sempre pensar com clareza sem se deixar envolver pelo meio que a rodeia (depois de deixar as minas), tem uma mente muito racional e estratega acaba por muitas vezes se deixar cegar pelo ódio e pela injustiça. No meio de tudo isto ainda podemos ver um sentido de humor muito próprio que retira um pouco do dramatismo de algumas cenas.

Julgo que havia apenas duas previsibilidades, o triângulo amoroso e o vencedor da competição. A quem já leu o livro peço que não me julguem muito mas não gostei assim tanto do príncipe Dorian, não me interpretem mal, eu gosto da personagem, do que representa, da forma como se impõe e tenta estender limites, apenas o interesse amoroso por Calaena não me "caiu bem" mas adoraria vê-lo com a princesa Nehemia. Os dois fariam um par espectacular, quem leu pense bem o que seriam capazes de conseguir juntos num mundo onde reina o pavor por um rei cruel e sem escrúpulos, quem não leu fique com esta ideia em mente, não sei o rumo da história mas os príncipes juntos seria espectacular. Assim como também acho que a personalidade de Calaena se completa com a personalidade de Chaol, os dois juntos são igualmente capazes de grandes feitos e para mim são o casal que faz mais sentido. Mas claro que tudo isto são considerações pessoais.

O livro é fantástico, a história viciante e só me resta esperar que a Marcador continue a apostar nesta série, quanto a mim, acho que até sair o segundo terei de me contentar em ler o ebook em inglês The Assassin's Blade que conta um pouco da história de Calaena antes do primeiro livro. Aos amantes do género recomendo esta leitura e a quem quer experimentar este é o livro perfeito.




Este exemplar foi gentilmente cedido pela Marcador em troca de uma opinião honesta.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

DUFF - A amiga feia e gorda | Kody Keplinger | Divulgação | Editorial Presença

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Duff – A Amiga Feia e Gorda

Kody Keplinger

Título Original: The Duff

Tradução: Catarina Gândara
Páginas: 320
Coleção: Ficção Juvenil Nº 5
PREÇO SEM IVA: 15,00€ / PREÇO COM IVA: 15,90€
ISBN: 978-972-23-5762-3
Código de Barras: 9789722357623

Data de Publicação: 3 Fevereiro 2016


AMOR E AMIZADE NA ADOLESCÊNCIA
NUM BESTSELLER DO NEW YORK TIMES


Apesar de não ser a rapariga mais gira do Secundário, Bianca Piper é espirituosa, inteligente e tem um grupo de verdadeiras amigas com o qual se diverte e sonha com rapazes. Bianca nunca pensaria em envolver-se com Wesley, o rapaz mais popular da escola, muito menos depois de este lhe dizer que ela é a Amiga Feia e Gorda que serve apenas para realçar a beleza das outras.
No entanto, a sua vida familiar desmorona-se, o que a atira para uma espiral de tristeza e insegurança. Nisto, dá por si a beijar Wesley. Os dois veem-se enredados numa relação de amor-ódio que tinha tudo para correr mal, mas que inesperadamente pode dar frutos…



Kody Keplinger nasceu nos Estados Unidos da América. Escreveu este seu romance de estreia com apenas 17 anos. O livro rapidamente se tornou num bestseller do New York Times e do USA Today e entrou na lista dos dez livros mais vendidos de ficção para jovens da Young Adult Library Services Association. Duff – A Amiga Feia e Gorda foi adaptado ao cinema.

Mais informações em: http://kodykeplinger.com.

GÉNERO: Ficção Juvenil/ Jovem Adulto
PÚBLICO-ALVO: jovem adulto.
CITAÇÕES DE IMPRENSA ESTRANGEIRA:

«Os jovens leitores reconhecerão as suas próprias vidas no mundo agitado e complexo de Bianca.» - Kirkus Reviews


«Um romance de estreia bem escrito, irreverente e genuíno.» - Publishers Weekly

Para mais informações sobre os títulos da Editorial Presença, clique AQUI