Crónicas de uma Leitora: Outubro 2014

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Passatempo Os Diários de Stefan [Especial Halloween]

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Com o apoio da  Planeta e dentro da temática Halloween temos para oferecer um pack com os livros "Os Diários de Stefan - Origens" e "Os Diários de Stefan - Sede de Sangue". Boa sorte a todos.


As regras são as do costume e o vencedor é escolhido aleatoriamente através do random.org
1 - Podem participar até dia 10 de novembro às 23H59 e o vencedor será escolhido pelo random.org.
2 - É obrigatório ser seguidor público do blog
3 - É obrigatório ser fã da nossa página do facebook, clicar aqui 
4 - Podem participar UMA VEZ POR DIA (quem participar mais é automaticamente excluido)
5 - Só serão consideradas as respostas que mencionem os dados pedidos.
6 - Passatempo válido apenas para Portugal Continental e Ilhas.
7- O nome do vencedor será publicado no blogue e o mesmo será contactados por email.
8 - A entrega do prémio ficará a cargo da editora.
9 - A Administração do Blog e a editora não se responsabilizam por qualquer atraso ou extravio dos CTT.

Todas as respostas estão no blog em posts colocados durante o mês de outubro.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

"Na pele de Meryl Streep" de Mia March [Opinião]

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Uma história de amor, amizade e noites de cinema. Duas irmãs e uma prima, criadas juntas, regressam à casa onde cresceram. Assim, Isabel, June e Kat acabam a partilhar o espaço no sótão da pousada de Lolly, com muito para contar depois de tantos anos. Mas quando Lolly as convida a participarem na noite de cinema que realiza semanalmente para os hóspedes - coincidindo ser o mês de Meryl Streep - começam a partilhar segredos, falando até altas horas da noite e questionando tudo: a vida, o amor e aquilo que julgavam saber umas das outras. Cada uma vê a sua vida refletida na magia do cinema: o marido de Isabel tem uma amante; June prometeu ao filho de sete anos que fará tudo para descobrir quem é o seu pai e Kat, entre a espada e a parede, não sabe se há de aceitar a proposta de casamento que lhe fez o seu melhor amigo. Além disso, Isabel, June, Kat e Meryl - têm de estar ali por Lolly, já que ela sempre as ajudou a encontrarem-se a si mesmas e umas às outras, e a lutarem por um final feliz.
Simplesmente fantástico! Um livro que nos faz repensar muitas coisas e por em questão se por vezes vale a pena darmos valor àquilo que não o tem. Um livro que vale a pena ler com tempo e parando para pensar naquilo que estamos realmente a ler.
O livro vai-nos apresentar a 4 mulheres. Todas parentes, mas que uma tragédia separou. Mas será também uma nova trágica noticia que as irá juntar.
Cada uma com uma história de vida e nenhuma com um final feliz, vão de novo aproximar-se quando Lolly as convoca para a pensão que gere, para lhes contar uma coisa que vai mudar a vida de todas.
Kat, filha de Lolly, nunca saiu de casa da mãe. Vive com ela ajudando-a a gerir a pensão. Em paralelo dedica-se também à sua paixão: a Pastelaria. Quando o melhor amiga de infancia lhe propõe casamento ela fica sem saber o que fazer.
Isabel e June, irmãs, sobrinhas de Lolly, o destino fez com que também elas levassem vidas separadas. Cada uma para seu canto do país, a vida não foi boa para ela. June, engravidou muito nova e o pai do filho sumiu-se da superfície da terra. Mesmo tendo varias vezes encontra-lo, tal mostrou-se ser quase impossível. Quando o filho precisa de, na escola fazer a árvore genealógica ela promete que vai tentar de novo. Mas será que o que vai descobrir lhe vai agradar?
Já Isabel parece ter uma vida perfeita, embora sem filhos, até descobrir que o marido tem uma amante. O pedido da tia de irem até à pensão, é a escapatória que ela estava a precisar. No entanto o que a espera na pensão vai ser uma autêntica surpresa.
Serão as "sessões de cinema" com Lolly que irá juntar de novo estas 4 mulheres. Após cada filme de Meryl Streep, elas debatem o que viram, e estranhamente acabam por se identificar com muitas das situações retratadas.
Contada de uma forma incrível, com muitas lições de vida, este é daqueles livros que nos deixa a "ressacar" depois de lido. De uma forma ou de outra conseguimos colocar-nos no papel de todas as protagonistas por elas serem tão terra-a-terra e tão simples.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Pesadelo em Elm Street [Especial Halloween]

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Trailer AQUI


Nancy (Heather Langenkamp) tem tido terríveis pesadelos. Algo muito monstruoso parece querer destruí-la. Entretanto, ela descobre que os seus colegas de liceu parecem ter o mesmo sonho e estão a ser chacinados enquanto dormem pelo terrível demónio dos seus pesadelos.

Quando a policia ignora as suas explicações, ela própria decide enfrentar o assassino no seu irreal pesadelo. Com a participação de John Saxon e Johnny Depp, no seu primeiro papel, este clássico do terror criou uma das mais terríveis personagens da história cinematográfica, Freddy Krueger.




"One, two, Freddy's coming for you. / Three, four, better lock your door. / Five, six, grab your crucifix. / Seven, eight, better stay awake. / Nine, ten, never sleep again."


Esta foi uma das músicas, lenga-lengas ou chamem-lhe o que quiserem, mas arrepiantes que me perseguiu durante o período da adolescência! A saga do pesadelo foi possivelmente, a saga que mais vi e revi, arrepiando-me sempre. O primeiro filme vi-o durante um período de doença (anginas), cheia de febre. A febre e o próprio filme que me deixou completamente horrorizada, fez com que eu ao meio da noite acabasse de apanhar um susto daqueles. Acordei com som de estalos, mas estalos sonoros e no meu quarto, quando abro os olhos a medo, receosa de encontrar Freddy debruçado sobre mim, dou com uma luz a piscar e que iluminava o meu quarto!!! Fazem ideia do que era????

O vídeo, tanto os estalos como a luz vinha do video, os estalos porque este já era velho e quando arrefecia fazia esse som (como o habitual era ele estar na sala acabei por nunca me dar conta disso) e a luz era a luz do relógio que piscava. Enchendo-me de coragem levantei-me (imaginando que Freddy estava debaixo da minha cama e me iria puxar para lá), desliguei o vídeo e coloquei-o fora do quarto... no dia seguinte a minha mãe deu com ele no chão do corredor... não faço ideia o que ela pensou...

A ideia que o sono não seria de forma alguma, o local tranquilo que sempre me acolheu, fez com que muitas vezes acordasse após um encontro com Freddy Krueger... mas olhem bem para esta cara, no mínimo aterrorizante não????







O filme Pesadelo em Elm Street teve novo filme em 2010, deixo o link AQUI


Certo é não aterroriza tanto como há 20 anos atrás, uma vez que a história é bem conhecida e já se fizeram 7 pesadelos, com excepção este acima referido. Continua a ser uma boa saga para se ver em grupo, de preferência à tarde para que a noite seja mais tranquila. Eu era tão dedicada a esta saga que um dia, num acampamento de escuteiros, um primo meu decidiu-se mascarar à Freddy e apareceu pelas 4h da manhã na tenda onde eu dormia, com facas (e garfos) nos dedos, o cabelo cheio de epsarguete e a mascar um tomate, para me assustar... assustou!!! Há uma foto dele nesses trajes mas infelizmente não a tenho comigo.

O ator Robert Englund teve, para mim, um desempenho brilhante, claro está, associado à magnífica caracterização em conjunto com a fantástica camisola às riscas vermelha e verde, quando estas cores ainda não se combinavam entre si!!! Muito à bandeira portuguesa, diga-se de passagem!!!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Fantasmas de Marshmallow e Oreo [Especial Halloween]

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Faltam apenas 3 dias para o Halloween... e hoje trazemos a última sugestão para esta época festiva, em parceria com o blogue Arco-Iris na Cozinha... espero que estas sugestões vos tenham inspirado a ir para cozinhar juntamente com os mais pequenos, passarem grandes e divertidos momentos em família... momentos de qualidade que ficarão na memória de todos certamente...

Quem não gosta de marshmallows? Eu adoro... e estes fantasminhas são bastante gulosos e fáceis de confeccionar acreditem... e desaparecem ainda mais depressa... não contem que durem muitas horas... muahahahahah! Divirtam-se!


Ingredientes:
  • 16 bolachas Oreo
  • 35 ml de água
  • 1 colher de sopa de água quente
  • 125 g de açúcar
  • 2 claras
  • 1 vagem de baunilha
  • 4 g de gelatina (cerca de 2 folhas)
  • chocolate de culinária q.b.
  • Bonsalt q.b.

Preparação:
1. Num tacho leve a água e o açúcar ao lume e deixe ferver até obter ponto espadana (121 ºC).
2. Entretanto coloque as folhas de gelatina a hidratar em água fria.
3. Dissolva as folhas de gelatina numa colher de sopa de água quente e reserve.
4. Bata as claras, com as sementes de baunilha e uma pitada de sal até obter picos firmes. Adicione depois a calda de açúcar em ponto espadana em fio, continuando a bater sempre.
5. De seguida adicione a gelatina, continuando a bater até a taça arrefecer.
6. Coloque o preparado num saco de pasteleiro com bico redondo e faça pequenos fantasmas sobre as bolachas Oreo. Leve os fantasmas ao frigorífico, dentro de um recipiente, durante 3 a 4 horas.
7. Antes de servir, derreta o chocolate de culinária, coloque-o dentro de um saco de pasteleiro e desenho pequenos olhos e bocas nos fantasmas. Sirva de imediato.
Espero que gostem! Bom apetite!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Os Sonhos que Tecemos, de Kate Alcott [Opinião]

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 Sinopse:
Alice Barrow desafia todas as convenções ao abandonar o mundo rural e tacanho onde nasceu. Numa época em que as mulheres são cidadãs de segunda categoria, o seu emprego na fiação da família Fiske é um passo importante rumo à emancipação. As "meninas da fiação" trabalham longas horas em condições precárias mas a alegria que as une é completamente nova para ela. Um dia, até dá por si a cometer a "extravagância" de celebrar o seu primeiro salário com a compra de um chapéu. É apenas um objeto mas vai ganhar a força de um talismã. Inadvertidamente, Alice capta a atenção de Samuel Fiske, filho do dono da fábrica. Samuel é um enigma. Frio e impenetrável, tem o condão de contrariar frequentemente a própria família. O seu fascínio por Alice é a derradeira afronta aos pais e à ordem social. Será amor ou mero capricho? O teste aos seus sentimentos será abrupto. Quando uma jovem muito especial aparece morta, toda a hierarquia de poder é posta em causa. O que se segue é um eco da luta ancestral entre ricos e pobres, poderosos e oprimidos. Apenas os mais determinados conseguirão vingar. Apenas um amor verdadeiro poderá sobreviver.




Este livro poderia ter facilmente o nome "As raparigas da fiação" e seria igualmente bem aplicado à história nele retratado, claro que Os Sonhos que Tecemos é muito mais apelativo e a capa é de uma beleza encantadora e posso dizer que apela à calma, gosto especialmente da lanterna na mão da senhora porque faz-me pensar que precisamos de uma luz para guiar o nosso percurso. 

Este livro de Kate Alcott, pseudónimo da jornalista Patricia O'Brien, é um hino aos direitos dos trabalhadores explorados pelo patrões que apenas visavam o lucro sem lhes proporcionar quaisquer condições laborais aceitáveis. Reportando ao ano de 1832, a acção passa-se em Lowell (berço da revolução industrial americana), perto de Boston no estado de Massachusetts e fala-nos de Alice, uma jovem recém chegada à cidade, de uma quinta, para tentar melhorar de vida.

As operárias fabril viviam em pensões sobrelotadas, trabalhavam 13 horas por dia nos teares (6 para cada uma), com uma folga semanal, as condições da fábrica eram degradantes podendo ocorrer com alguma frequência acidentes potencialmente graves. As janelas tinham de se manter fechadas para o algodão se manter humido o que levava a que respirassem fios de algodão que lhes provocava terríveis ataques de tosse que passavam apenas quando conseguiam expelir o algodão e isto apenas no melhor dos casos. Refiro as mulheres pois foi sobre elas que a autora se debruçou, porém os homens não tinham condições muito melhores.

Uma obra extremamente rica, com uma escrita que nos transporta para a época retratada e nos faz viver a história daquelas jovens mulheres que buscam a independência, a justiça e a igualdade. Vemo-nos a ansiar respostas, exigir melhoramentos, pensar em formas de reclamar direitos. Vivi intensamente este livro, ao ponto de ter sonhado, literalmente, com ele, com a fábrica, com formas de revolta mais ou menos claras. Uma linguagem adequada sem ser complexa, formas de pensar e de estar coerentes com as mentes do sec. XIX, uma viagem a um mundo tão igual e tão diferente, lembrando-nos das conquistas que temos conseguido ao longo dos séculos mas também o quanto temos ainda de lutar para atingir um patamar mais elevado. Perceber as mudanças, aceitá-las e partir para novas metas.

Não esperem um romance intenso, com grandes declarações de amor e atitudes arrebatadoras, esperem sim mulheres fortes, determinadas, amigas, lutadoras, furacões em forma de gente, uma lição de dignidade, de história e de amizade.

Adorei e recomendo.

Passatempo [Autor do mês]

2 comentários:
 

No seguimento da rubrica "Autor do mês" temos para oferecer um exemplar do livro "Direitos de Sangue" e um exemplar do livro "Sacrificio de Sangue" oferecidos pela Edições ASA para opinião no blog, ou seja, lidos uma vez. Teremos também marcadores autografados que incluiremos no passatempo. Assim, para se habilitarem a ganhar os dois exemplares (sim só um vencedor) basta seguirem as regras e preencherem o formulário.
As regras são as do costume e o vencedor é escolhido aleatoriamente através do random.org
1 - Podem participar até dia 15 de novembro às 23H59 e o vencedor será escolhido pelo random.org.
2 - É obrigatório ser seguidor público do blog
3 - É obrigatório ser fã da nossa página do facebook, clicar aqui 
4 - Podem participar UMA VEZ POR DIA (quem participar mais vezes é automaticamente excluido)
5 - Só serão consideradas as respostas que mencionem os dados pedidos.
6 - Passatempo válido apenas para Portugal Continental e Ilhas.
7- O nome do vencedor será publicado no blogue e o mesmo será contactados por email.
8 - A entrega do prémio ficará a cargo do blog .
9 - A Administração do Blog e a editora não se responsabilizam por qualquer atraso ou extravio dos CTT.

Todas as respostas estão no blog em posts do "Autor do mês"

"Tatuado em mim" de Samantha Young [Opinião]

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Sinopse

Jo quer manter a sua vida secreta, para ela os namorados são apenas adereços. Até ao dia em que conhece Cameron, e o seu mundo é abalado até ao âmago... A vida de Jo não é fácil. O pai abandonou-a há muito, a mãe é alcoólica e é ela quem tem de sustentar a família – e proteger o irmão mais novo, a quem se dedica por inteiro. Apostada em manter o seu mundo secreto, evita envolver-se demasiado com os homens com quem se cruza. Tem um namorado atencioso e com uma recheada conta bancária. E julga que não precisa de mais nada... Porém, numa exposição em Londres, Jo conhece Cameron MacCabe, um designer tão arrogante quanto irresistível. Loiro, viril, muito mais novo do que ela, é um aventureiro, que pouco se preocupa com dinheiro ou empregos fixos. E ainda por cima tem os braços todos tatuados – e como ela odeia tatuagens! Mas Cameron vai entrar na vida de Jo, quer ela queira, quer não. Começa a trabalhar no bar onde ela trabalha. E como se não bastasse, mudas-se para o apartamento mesmo por baixo do dela. A química entre os dois é impossível de reprimir, e Cameron está decidido a quebrar, uma por uma, as barreiras atrás das quais Jo se esconde. Ela tenta resistir-lhe, mas por mais que se esforce em guardar para si uma vida de segredos e mentiras, Cameron não vai desistir...


Curiosa com o segundo livro desta autora, confesso que de inicio me custou a entrar um pouco na história. Os personagens não me conseguiram agarrar por os achar demasiado superficiais, mas assim que o enredo se começou a desenrolar, a minha opinião mudou completamente e quando dei por mim, estava viciada no livro.

Vamos até Edimburdo, na fria Escócia, 

Jo, amiga e colega de trabalho de Joss que conhecemos em "Não te conto o meu segredo" (o primeiro livro desta autora), trabalha em 2 sitios distintos para poder sustentar a mãe alcóolica e uma irmão menor. O pai abusador, esse nem sequer faz parte da vida deles. Sem conseguir aguentar todas as despesas, Jo sempre tentou arranjar namorados que a pudessem ajudar financeiramente, mas nunca se ligou emocionalmente a nenhum. Até aparecer Cam. O oposto de todos os namorados que teve até então. Embora extremamente atraente, não é rico nem tem um emprego de sonho. Acabou de ficar desempregado e sem casa. No entanto a atracção é fulminante entre os dois. Mesmo sentindo-se , extremamente e estranhamente atraída por ele, Jo não quer ceder afinal ela tem um namorado rico, que gosta dela e que lhe dá tudo o que precisa.... menos a paixão. Jo e Cam, vão fazer tudo por não se envolverem um com o outro, mas a tentação é muita. Ambos com segredos que os atormentam, terão de percorrer um longo caminho e que poderá não ir na direcção que ele desejam.

De inicio, os personagens de Jo e Cam, irritaram-me. Ela superficial, sempre em busca de um homem com dinheiro, nunca ficando com um tempo suficiente para o poder conhecer ou gostar verdadeiramente dele. A sensação que tinha era que era uma interesseira. Até ficar a conhecer um pouco mais sobre as razões dela.

Cam, um atraente designer gráfico, desempregado, com tatuagens e com a mania de fazer juizos de valor sem conhecer as pessoas. Até o conhecermos melhor e aí torna-se um personagem apaixonante.

Escrito de forma descontraída, torna-se verdadeiramente viciante conforme vamos avançando cada vez mais no livro. Com uma componente erótica que também já nos foi apresentado no primeiro volume, é um romance terra-a-terra muito actual e com assuntos como, por exemplo a violência doméstica.

sábado, 25 de outubro de 2014

[REVIEW] Blue Dahlia - BLOG TOUR

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Blue Dahlia
Vivian Winslow
Erotic Romance  
Release Date: October 16, 2014
Pre-order link:
Amazon

New York socialite Dahlia Baron is falling for her Latin lover, Rodrigo Cruz, the scion of the Mama Linda Latin foods empire, and hopes to take the relationship to the next level. But there’s a dark secret that she must deal with first in order to truly give her heart to him. When Dahlia visits the man from her past, will the undercurrents of her emotions let her go to Rodrigo or will they pull her back to the one person who stands between them?

Blue Dahlia is the first book in the second trilogy of Vivian Winslow's Gilded Flower series, featuring Lily Baron's free-spirited twin sister, Dahlia.

EDIT: DEAR LORD, I LIVE! I swear to God, I feel like a zombie... what a terrible week, dreadful! I'm so tired...

EDIT2: So my Kobo did not die after all, it just went into a coma for a few hours and did not allow me to finish the book until now!


Blue Dahlia is Vivian Winslow most recent novella. It’s not really that big, but it has a great story that pretty much defeats what’s going on with romance novels these days: billionaires and sexy guys get the girl. Thank you for cutting at the least the first cliché. It is so annoying that women on novels get the hots for the billionaire because he’s a billionaire.

So for those of you who read the first books about Lily, Dahlia is her sister. At the beginning of the novel she’s engaged to Rodrigo. He is kind and understands her and above all wants to marry her. While Lily’s story was about sexual release and freedom, Dahlia story is more heart-felt. She wants to marry Rodrigo but she has a problem and has to fix it. While Rodrigo seems at the beginning a nice guy (and he is a nice guy), Shane is more real. Shane and Dahlia have a story together and she feels great with both guys. The story is not so much which guy I am going to choose, but more how can Dahlia heal her past and get on with her present. And here it’s what I mostly enjoy about the novel, the characters feel real, they have issues, feelings, problems and they talk about it. It isn’t just some romance fantasy it’s the story of a woman who lost a lot and is willing to take her life back.
I don’t believe the novella should have more pages, I found that the story was short enough for 110 pages (on my Kobo) and spot on. The feelings, the anger, the love, the tears, the sex all was just right and as always there is something about Winslow’s writing that makes me feel comfortable reading her books.


While I did enjoy Blue Dahlia a lot more than her previous ones, it was a different feeling. Then there was something that hit me while I was reading, I truly believe that Winslow is slowly rising as an author. As far as this novella goes, Vivian Winslow has all the ingredients to become a really fantastic author, she’s good, sure, no doubt, I wouldn’t give 3 stars (ok yes I’m cheap with stars, deal with it), but at the same time, if she keeps like this getting better and better I am sure that she will become a great best-selling author.






Vivian Winslow was born and raised in Southern California. Before becoming a writer, she made a career out of moving around the world every couple of years thanks to her husband’s job. She currently lives in New York City with her husband and two elementary school age children, and is grateful to finally have a place to call home for more than two years. New York is the perfect city to indulge her love of shopping, the arts and especially food.

If she’s not at home writing or running around the city with her kids, you’ll most likely find her indulging in pizza on the Lower East Side or having a cocktail at her favorite bar in Alphabet City. That said, she’s still a California girl at heart and would gladly trade in her heels for a pair of flip-flops to catch a sunset on the beach. .

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a Rafflecopter giveaway

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

[Cinema] Halloween em stop-motion e CG

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HAPPY HALLOWEEN!! Ah esperem isso é só para a semana… Hm é o que dá tentar controlar o tempo com o relógio biológico. Sooo, vamos lá ver primeiro tivemos o Nosferatu, depois passamos para os zombies e, como é óbvio, o próximo passo lógico é: cinema para crianças! HEEYYY calma aí… eu sou adulta… e gosto de ver filmes de animação… Porque é que são para os mais novos? Melhor ainda, será que os filmes de animação são mesmo para crianças? Bem, sim, dohh claro que são senão teriam PG13. Mas bem o que nos impede de adorarmos filmes de animação? That’s right: NADA! E por isso hoje vou falar de quatro filmes de animação perfeitos para o Halloween.

Hotel Transylvania


Infelizmente tive de saltar este filme nos cinemas por estar em português e apesar de tudo gosto do Adam Sandler como voice actor. I was right, o homem é tão lindo como Drácula que mete medo e ao mesmo tempo é TÃO fofo!





Bom, o filme em si está repleto de situações de humor e personagens com muita personalidade que complementam bem a plot principal. Basicamente a filha única do Drácula quer explorar o mundo, mas o pai quer protege-la depois de a mãe ter morrido. O Drácula é uma criatura super protectora e quando um humano com a cabeça no ar (não literalmente, I mean that would be funny too) entra no seu Hotel destinado só a criaturas paranormais para que tenham privacidade, ele faz o melhor que pode para tentar que o humano não seja descoberto e planeia livrar-se dele. Mas o moço é burro que nem uma porta e super distraído… ah e claro, conhece a filha do Drácula e os dois apaixonam-se!



O filme passa muito depressa de tal forma que nos embalamos na história das diversas personagens e na música. Todo o enredo é cheio de momentos carinhosos ou divertidos que nos ensinam a olhar para além das aparências e a adorar tudo o que é estranho. Embora possa dizer-se que esta versão do Drácula é mais fofinha, a verdade é que pega nem por ser um filme para crianças, mas sim porque ele é estranhamento humano, divertido, acolhedor e consegue mesmo assim ter momentos de terror. É o nosso pai mas em versão vampiresca e com essa fórmula não dá para errar.



Paranorman


Vi este filme porque o Nostalgia Critic fez uma lista dos top 11 novos clássicos do Halloween e este filme estava lá. Apesar de ter perdido o Hotel Transylvania por estar em português este foi ao contrário, passou-me completamente ao lado. Pelos vistos saiu em 2012 e nesse ano eu estava a fazer algo que claramente não envolvia seguir filmes no cinema…. Hm *vai ver os filmes que saíram no cinema em 2012*
The Hunger Games (2012) Django Unchained (2012) The Dark Knight Rises (2012) The Avengers (2012) The Amazing Spider-Man (2012) The Hobbit: An Unexpected Journey (2012) Prometheus (2012) Skyfall (2012)  Argo (2012) Wreck-It Ralph (2012) Dark Shadows (2012) Men in Black 3 (2012) Ted (2012) Brave (2012) Hotel Transylvania (2012) Anna Karenina (2012) American Reunion (2012) The Expendables 2 (2012) Frankenweenie (2012) Ice Age: Continental Drift (2012)

OK Retiro o que disse. 2012 foi o ano em que passei mais tempo no cinema! MY GOD já me tinha esquecido de metade destes filmes… Bom anyway, no meio de TANTO filme é normal um ter-me passado ao lado. 

Paranorman é um filme não tão fofinho quanto o Hotel transylvania mas é uma mistura de digital com stop-motion que normalmente se traduz como algo para you can’t go wrong with it… Olhem o Nightmare before Christmas, Coraline, The corpse bride… 
Mesmo assim, Paranorman retoma o tema do bullying e de como uma criança um pouco diferente sofre com isso, mas no fim acaba por ser o herói.
Norman é um miúdo que vê mortos que ficaram no limbo entre o mundo físico e o espiritual porque provavelmente têm assuntos para tratar. Por isso como podem ver é mais que motivo para ser gozado por todos.


(adoro esta cena, o Norman consegue apagar o que diz Freak, mas o Neil – ver gif de baixo – não consegue apagar o Fatty que tem no cacifo dele. Which is probably a metaphor. Enquanto o Norman não é um freak e consegue apagar rapidamente essa noção, o Neil é gordo e não consegue apagar quem é)



Afinal a sua habilidade de ver mortos é muito útil e o doido da cidade pede-lhe para ele evitar a maldição da bruxa. No final do dia tem de ir à campa dela e contar-lhe uma história ou os mortos erguer-se-ão do chão. Claro que Norman falha e o caos instala-se. Aqui começa os twists suaves do enredo que acrescentam uma moral. Porque até agora só temos personagens estereotipadas: a irmã que passa a vida ao telefone a fofocar, o bully que é pobre e não muito inteligente, a avó de Norman que morreu mas continua no mundo dos vivos em espírito, o miúdo gordo mas adorável, o irmão do miúdo gordo que está em forma mas que não é lá muito inteligente…
A partir deste momento todos começam a ter um papel activo no enredo sem ser o personagem para encher espaço. Talvez é isso que apela às pessoas. Parnorman foca-se em Norman, mas ao mesmo tempo que tudo revolve à volta dele, outras personagens servem para algo. No Hotel Transylvania nem por isso. E embora o hotel seja mais divertido, o Paranorman tem um foco mais virado para a aceitação social e para os erros que fazemos e nos arrependemos.
Chega a um ponto em que não tem muitas gargalhadas e o comic relief vira um bocado para o pai do Norman que desespera com o filho e as suas atitude bizarras. É engraçado como a mãe ou está ausente ou funciona como elemento harmonioso entre conflitos. O que nos remete ao filme seguinte: Coraline.

Coraline


O filme é a adaptação mais que fiel do livro do Neil Gaiman do mesmo nome e em stop-motion… Boy are we for a ride.
Ao contrário dos dois filmes que era fofinhos, Coraline não se preocupa com isso. É um filme de terror para crianças, so os senhores quando gravaram o filme mandaram muitos dedos do meio às criancinhas que sabiam que iam traumatizar.



Sempre considerei Coraline o Alice in Wonderland do terror (ver review do livro aqui), mas por algum motivo se o livro parece-nos desprovido de cenários, o mesmo não se passa com o filme que tem paisagens espectaculares. Aproveito para dizer que apesar das edições dos livro serem ilustradas há algo de terrível na construção das personagens. Em Paranorman as personagens são completamente desproporcionais, mas apesar de tudo parecem humanas. Coraline nem por isso. Há algo de Burton nas personagens, são magras… demasiado magras, os pescoços finos… Oh wait nevermind, o director é o Henry Selick! Oh well a influência de Tim Burton está explicada. Yup, agora entendo porque é que este filme funciona, Selick aprendeu com o mestre. O Burton, não o Gaiman.

Coraline representa a moral de Alice in Wonderland na perfeição, afinal ambos têm no fundo o mesmo início. Rapariga está aborrecida, rapariga descobre algo, rapariga vai em busca desse algo e descobre um mundo paralelo.



Enquanto no Alice in Wonderland, o mundo é estranho e não constitui ao início nenhuma ameaça; em Coraline esse mundo paralelo é visualmente assustador. E a moral a mesma: be careful with what you wish for. Coraline quer a atenção dos pais e quer ser diferente. Alice quer fugir da sua rotina chata e decide criar a sua Wonderland onde as flores “would sit and talk to me for hours when I’m lonely”. Ambas as personagens têm o que desejam, a sua escapatória. Alice tem de fugir da Rainha de copas que quer cortar-lhe a cabeça, ao mesmo tempo que Coraline tem de arrancar os olhos e coser botões para fazer parte da nova família. I mean… pedir a uma miúda de 11 anos para arrancar os olhos… what the hell? Mas sim, nobody gives a damn se isto e um filme para crianças porque o objectivo é mesmo meter medo. 




Coraline foi o filme mais bem recebido dos três a nível da crítica, talvez porque foi mais audacioso nas escolhas que fez, em que literalmente faz criancinhas dizer: tenho medo ou não gosto deste filme! Ao passo que os outros dois eram mais queridos e tentaram fazer humor para as crianças aguentarem-se. Pode não ter uma moral tão forte quanto o Paranorman ou piadas e expressões faciais tão fixes quanto o Hotel Transylvania, mas como filme é dos poucos de animação que concordo com o Nostalgia critic quando fala de Clássicos. Clássicos resistem ao tempo e não colocando piadas nenhumas e criando um paralelo com um clássico da literatura infantil deu para criar algo intemporal. As crianças de todas as gerações vão ver a Coraline e ficar com medo e pensar que um dia tinham de arrancar olhos. É giro pensar que num mundo onde tudo é quase proibido às crianças por ser demasiado ofensivo à vista dos adultos ou demasiado violento, Coraline consegue um equilíbrio perfeito entre cenários elegantes, cores vibrantes e terror e desespero.

Bem gente, fica aqui o post desta semana de filmes, agora vou ler um ARC que tenho de fazer review ainda hoje!

"Até que sejas minha" de Samantha Hayes [Opinião]

Sem comentários:

Para mais informações clieque aqui




Sinopse:

Ela tem algo que outra pessoa quer. A qualquer custo… 
Claudia parece ter a vida perfeita. Está grávida, vai ter um bebé muito desejado, tem um marido que a ama, embora ausente, e uma casa maravilhosa.
Depois, Zoe entra na vida dela. Zoe foi contratada para a ajudar quando o bebé nascer, e parece a pessoa certa para o cargo. Mas há qualquer coisa nela de que Claudia não gosta e que a faz desconfiar. Quando encontra Zoe no seu próprio quarto, a remexer nos seus bens pessoais, a ansiedade de Claudia torna-se um medo bem real…
CRÍTICAS
«Muito tenso e extremamente bem escrito.» - Independent 
«Um livro que não vai querer parar de ler até atingir a eletrizante última página. Prometo-lhe que nunca irá adivinhar o final, ainda que seja o mais experiente leitor de thrillers.» - Read It Swap It
«Um thriller absolutamente brilhante que o obrigará a acelerar até ao chocante final. Atenção: pode tirar-lhe o sono!» - Closer 
«Se vai levar apenas um livro para as suas férias, tem de ser Até Que Sejas Minha.» - Cosmopolitan
 «Obrigatório para os fãs de Em Parte Incerta, de Gillian Flynn.» - Psychologies 
«Um final verdadeiramente espetacular…» - Entertainment Weekly







Tenho de elogiar a capa deste livro, acho que é muito bonita e apelativa. Atraindo os leitores de thriller para a sua leitura imediata, confesso que a Topseller tem trazido a Portugal uma lufada de ar fresco a nível artístico e apelativo das diversas capas das suas obras.

Este livro é um thriller psicológico e um policial muito bem trabalhado. Por um lado temos uma assistente social (Cláudia) que tem uma vida perfeita, só lhe falta concretizar o sonho de ser mãe. Tem uma família linda, 2 enteados que são gémeos, gosta do emprego que tem e vive afortunadamente. Quando está prestes a ter a filha e por insistência do marido, Zoe vai trabalhar para sua casa como ama, mas será realmente Zoe quem diz ser?

Paralelamente á história de Cláudia, a policia vai investigar um caso de uma grávida que é encontrada assassinada em casa, o que terão estas histórias em comum?

Adoro policiais e adoro as reviravoltas finais e ficar surpreendida com a história, com os acontecimentos. Samantha Hayes conseguiu isso mesmo, uma surpresa no final e uma reviravolta que não estava nada á espera. Recomendo a sua leitura de um dos melhores livros que já li este ano.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Múmias Horripilantes de Bolacha [Especial Halloween]

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Como sabem, este ano para celebrar o Hallowen ou o Dia das Bruxas, como é mais conhecido em Portugal, o blogue juntou-se ao Arco-Iris na Cozinha para um mês especial, dedicado a este feriado.
Hoje trazemos umas múmias feitas a partir de uma adaptação de receita de bolachinhas de manteiga, que aprendi a fazer num workshop a que assisti este fim-de-semana no DeBorla. Decoradas com um pouco de pasta de açúcar branca e uns M&M's são muito fáceis de fazer e farão, com certeza, a delícia das crianças.




Ingredientes para 24 bolachas:
  • 100 g açúcar
  • 100 g de manteiga
  • 275 g de farinha
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 1 ovo
  • geleia q.b.
  • pasta de açúcar branca q.b.
  • M&M's coloridos q.b.

Preparação:
1. Junte a manteiga derretida ao açúcar e misture até este dissolver completamente.
2. Adicione os dois ovos e mexa muito bem, adicionando depois a essência de baunilha e a farinha.
3. Coloque a massa sobre a bancada, previamente polvilhada com farinha, e trabalhe a massa até deixar de grudar às mãos.
4. Envolva a massa numa folha de película e leve ao frigorífico durante 30 a 45 minutos para refrigerar.
5. Estenda a massa entre duas folhas de papel vegetal e use cortadores circulares para cortar bolachinhas com cerca de 0,5 cm de espessura.
6. Disponha as bolachas sobre uma folha de papel vegetal e leve a forno pré-aquecido nos 180 ºC durante cerca de 15 minutos.
7. Estenda a pasta de açúcar branca entre duas folhas de papel vegetal ligeiramente amarrotadas para dar textura, e corte tiras com 0,5 cm de espessura.
8. Pincele as bolachas com um pouco de geleia e fixe dois M&M's para os olhos, dispondo as tiras de pasta de açúcar sobre as bolachas, imitando as ligaduras das múmias.

Espero que gostem! Bom apetite!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

[Autor do Mês] Kristen Painter - Livros Publicados

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Kristen Painter é mais conhecida mundialmente pela sua série intitulada de House of Camarré, Casa de Camarré em Portugal, da qual tem sete livros publicado. Começando em 2011 com Blood Rights, livro que a introduziu na fantasia urbana e que foi um sucesso. House of Camarré conta a história de Chrisabelle que faz parte de uma raça de humanos muito especial, pois apenas servem para servirem os vampiros, no entanto ela é ainda mais especial e não se conforma com a sua vida. Este livro tem também a opinião aqui no blogue e poderá ser vista aqui.
Em Portugal esta série é publicada pela Lua de Papel, e estão disponíveis até ao momento os três primeiros livros.



Em Maio de 2014, Kristen estreia-se numa nova fantasia urbana intitulada de Crescent City. House of the Rising Sun, o primeiro volume, foi um sucesso que a escritora já tem programado o segundo livro para Dezembro deste mesmo ano. A série passa-se em New Orleans e conta-nos a história de Augustine, que depois de encontrar Olivia Goodwin, que o considera seu filho adoptivo, assassinada por vampiros na sua própria casa, sabe que a sua vida descansada chega ao fim. E a partir daí procura vingança tornando-se protector da cidade.


Kristen tem também livros de romance, sempre com um toque mais sobrenatural, cheios de sensualidade e com personagens extremamente fortes que já nos fez habitual a elas. Anjos, metamorfos e deuses todos eles são envolvidos num romance fantástico e viciante de Kristen.

sábado, 18 de outubro de 2014

[Cinema] Sangue quente - especial Halloween

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Ah Warm Bodies, o filme que conseguiu enganar todos os homens a irem assistir ao cinema por pensarem que iam ver zombies e mortes e sangue… Well, they did see that! Enquanto as namoradas provavelmente estavam mais a suspirar pelo Nicholas Hoult mesmo repleto de maquilhagem e lentes. Pessoalmente arrastei o meu namorado comigo porque o livro é muito bom! 
I don’t care se as pessoas dizem: ah mas os zombies não são os típicos zombies. Well, screw that! Warm bodies é um livro para adolescentes que passa mensagens universais e valores com humor, so yeah fui ao cinema com fingers crossed para que não fosse um flop! Senti como se estivesse a reler o livro, mas desta vez com estímulos visuais. Para além de uma adaptação fiel, as expressões faciais e corporais de Hoult possibilitaram a conexão personagem-espectador sem a mestria da escrita de Marion. Para além de imensas frases quotable em qualquer situação, pega em todas as dúvidas e sentimentos que temos e embrulha-os numa história de amor e redenção sem se tornar demasiado cheesy e com uma boa dose de risadas.

Warm Bodies não é daqueles filmes que vemos e dizemos: uau isto vai ganhar um Óscar, mas para além de entreter consegue conferir humor algo inteligente às personagens que são bem mais do que zombies, corpos que se movem de um lado para o outro. Se notarem, o autor Isaac Marion, dedica a sua obra na maioria a convencer-nos que os zombies são criaturas adoráveis que comem cérebros porque senão morrem… At least they feel bad for it! Para criaturas mortas-vivas, os zombies de Marion apresentam muitas características dos “vivos”, até porque como vão ver mais à frente embora o coração seja utilizado visualmente como símbolo de emoção, é o cérebro que é o símbolo mais multifacetado.




Começamos com a personagem principal a falar sobre a sua morte como zombie. R é uma raridade num mundo pós-apocalíptico. Embora não saiba se há outros como ele, sente que é diferente. Vive no aeroporto e é o típico adolescente se estivesse vivo. Apresenta constantemente conflitos de sentimentos e tem um discurso típico de pessoas da sua idade: Porque é que sou tão estranho? Quem sou eu? O que vou fazer com a minha vida? A forma como R consegue combinar frases profundas e filosoficamente interessantes com humor e tiradas sobre a vida de um zombie é uma mais-valia para o filme se tornar numa lufada de ar fresco dos filmes adaptados de romances Young adult. 



O facto de ter um amigo e estar constantemente a transmitir-nos os seus pensamentos confere-lhe uma certa humanidade. Afinal os zombies de Marion não são criaturas tipo Resident Evil, mas sim seres humanos infectados que ainda não perderam a sua actividade cerebral, simplesmente estão um bocado encalhados. Para além disso, R tem imenso sentido de humor e critica bastantes vezes o que se passa em seu redor ou então as falhas que os zombies apresentam: God, we move slow! O mais engraçado é que ele é uma das personagens do movimento Young adult com mais personalidade. Normalmente estamos habituado a ver escolhidos ou adolescentes na onda do Twilight e R embora tivesse todos os ingredientes para ser uma personagem desinteressante, acaba por ser extremamente “likable” e mesmo o espectador não consegue ficar indiferente ao seu charme.
Quando um livro é muito bom, há sempre a chance de a adaptação cinematográfica ficar atrás, contudo no filme continuamos a assistir às questões de identidade, de dúvidas que assolam os zombies ao invés de dar o ponto de vista aos humanos. Todos nos questionamos o que será dos humanos num mundo com zombies, mas não se preocupam com o que é dos zombies num mundo cheio deles e com poucos humanos (discriminação!!). 
Talvez sejamos um pouco egoístas e seja mais interessante acompanhar uma forma mais humana e realista de mortos-vivos e talvez seja por isso que Warm bodies é tão bom. Porque apesar de tudo nenhuma personagem perde totalmente a sua humanidade.

Safe, I will keep you safe




A relação entre R e Julie começa um pouco conturbada, mas há algo de cavalheirismo nele que leva a proteger Julie de tudo. Dos zombies, dos bonies até mesmo dele próprio e da sua condição. O casal troca poucas palavras no início, apenas que ele tem de a manter a salvo e protege-la. Dado que estamos num mundo rodeado por zombies, vamos esquecer por um momento o orgulho de damsel in distress. Julie é salva por R bastantes vezes, mas é normal quando metade do mundo quer comer os nossos neurónios! O facto de Julie não ser fraca ajuda a que se entenda a sua posição. Ela é aventureira, corajosa e tem um bom coração, , tem um bom coração e claro é sempre bom quando o homem mesmo sendo um zombie mostra que gosta dela o suficiente para a ajudar. Os dois acabam por ser apaixonar devido à personalidade bem mais do que o aspecto ou até condição social….
 If we can call it that! I mean, relações entre vampiros e humanos, ok levam umas dentadas mas nada demais, agora entre um zombie e uma pessoa viva… A coisa pode virar agressiva. R tem uma postura que leva qualquer mulher a suspirar e qualquer homem a rir-se com as suas observações mordazes. Julie tem de ver para além das aparências e seguir neste caso mais o coração do que o cérebro, porque esse diz para ela fugir o mais depressa que pode… mesmo que isso nunca corra bem.

O cérebro comanda o coração


Por entre todos os símbolos que são utilizados, o cérebro é aquele que mais vezes aparece e mais associações tem. Quando um zombie ataca uma pessoa se não lhe come o cérebro essa pessoa renasce como zombie. No entanto se comer, o zombie adquire as memórias dessa pessoa. R admite que para além de deliciosos, os miolos e as memórias fazem-nos sentir humano e vivo outra vez. De início vemo-lo um bocado cinzento com pouca motivação para falar, contudo depois de se alimentar consegue dizer frases que fazem sentido. 
Embora seja utilizada visualmente a imagem de um coração a bater, este só funciona assim devido a memórias que são activadas. A partir do momento em que os zombies conseguem recuperar alguma da sua humanidade, a sua actividade cerebral melhora constantemente e conseguem raciocinar. O próprio R consegue ter repostas inteligentes e elaborar planos.
A relação semi-amorosa entre R e Julie ultrapassa a racionalidade, no entanto ambos encontram-se quase sempre em conflito de sentimentos e o racional. R está sempre a pensar em tudo, no que fazer, no que não fazer, ao passe que Julie só pensa em sobreviver.

Ele bem que tenta....

Warm bodies é um filme completo que poderá não agradar aos fãs hardcore dos zombies tipo Walking dead, mas que confere uma abordagem fresca e mais humana do que o habitual. A review do filme serve perfeitamente para o livro, visto ambos focarem-se nos mesmos temas e nas mesmas questões filosóficas. Para nos alegrar, é dos poucos filmes pós-apocalipticos que não só termina com uma mensagem de esperança, como com um sentimento positivo e alegre.

Awwwwww he's adorable!

Classificação:
  • Rotten tomatoes: 80%
  • IMDB: 7.0
Curiosidades:
  • Embora R nunca se lembre do seu nome, é mais que provavel que seja Romeo, visto que começa com R e a sua amada é Julie(t). 
  • A cena da varanda tirada da história de Romeo and Juliet confirma essa teoria.