Crónicas de uma Leitora: Junho 2014

segunda-feira, 30 de junho de 2014

"O primeiro marido" de Laura Dave (Opinião)

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Sinopse:
Uma história romântica e divertida sobre uma mulher dividida entre o seu marido e o homem com quem ela julgava que se ia casar. Annie Adams está a alguns dias de celebrar o seu 32.º aniversário e pensa que encontrou, finalmente, a felicidade.
Jornalista, escreve uma coluna semanal sobre viagens e passa a vida a explorar os lugares mais exóticos e interessantes do mundo. Vive em Los Angeles com Nick, o namorado com quem já pensa casar, numa relação aparentemente feliz que já conta com cinco anos. Quando Nick chega um dia a casa e a informa de que, «segundo a terapeuta», talvez precisem de «um tempo», Annie fica destroçada.
Perdida num turbilhão de sentimentos, Annie acaba por conhecer Griffin, um charmoso chef, que de imediato a conquista. E em apenas três meses, Annie dá por si casada e a reconstruir a sua vida numa zona rural do Massachusetts. Mas quando Nick lhe pede uma segunda oportunidade, Annie fica dividida entre o seu marido e o homem com quem ela sente que deveria ter casado.

Assim que li a sinopse achei que ia gostar muito deste livro. Deu-me a sensação de ser um romance levezinho, que se lia bem de uma assentada. Não em enganou e posso dizer que adorei.

O história, escrita na primeira pessoa, pelos olhos da protagonista Annie, consegue, desde o inicio prender-nos. Senti que ao fim de poucas páginas já conhecia aquela personagem e da qual gostaria de ser amiga.
Ela é jornalista de viagens, e por isso mesmo, passa a maior parte do ano a viajar pelo mundo, para fazer as suas reportagens. Vive com o namorado, Nick, também ele em constantes viagens, pois é produtor de filmes.
Vivem juntos há 5 anos e sempre se entenderam. E quando Annie pensa que Nick finalmente a vai pedir em casamento, pois já têm casa escolhida em Londres, ele diz-lhe que precisa de "um tempo". Um tempo longe dela, deles e de casa. O mundo desaba nesse momento para Annie. 
Sem saber o que fazer da vida, deixa-se estar durante 10 dias em casa sem noção do tempo. É "salva" por Jordan, a sua melhor amiga, e irmã de Nick, que a manda ser o contrário daquilo que é.
É ao tentar seguir a sugestão da melhor amiga que ela numa noite conhece Griffin. Um chef de cozinha charmoso que está quase a abrir o seu próprio restaurante. Em 6 meses, Annie, que nunca mais soube nada de Nick, vê-se casada com Griffin, feliz e a mudar de residência. Mas ao chegar lá, nem tudo é um mar de rosas quando começa a saber um pouco mais sobre o passada do seu marido. E quando o ex-namorado aparece de repente e lhe propõe casamento, Annie fica balançada. Será que em tão pouco tempo ela conseguiu esquecer aquele que foi o amor da vida dela? Ou será vai ficar com Griffin que lhe deu a estabilidade que ela tanto quer?

Escrito de uma forma envolvente, simples e que no entanto nos consegue transportar para a história e fazer-nos gostar ou odiar as personagens desde o inicio. Depois de ter lido um livro intenso e cheio de emoções, este é sem dúvida a melhor opção para nos deixar de coração aconchegado e que se lê numa tarde.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A Revelação, de Lissa Price [Opinião]

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Sinopse
Com o fim da Destinos Primordiais, Callie já não tem de alugar o seu corpo a sinistros Terminantes. Mas o neurochip que lhe implantaram no cérebro torna-a vulnerável a todos os que quiserem entrar dentro da sua cabeça e obrigá-la a fazer coisas contra a sua vontade. Os Iniciantes que contêm este chip tornam-se cobaias nas mãos dos mais poderosos Terminantes, e alguém anda a fazer explodir os dispositivos, transformando-os em bombas humanas.
Determinada a vencer o medo e dar uma vida normal ao irmão, Callie decide ripostar.
Encontrar o Velho e travá-lo talvez seja uma sentença de morte, mas ela está disposta a tudo para descobrir a verdade.




[SPOILER ALERT]

 Acho as distopias um género altamente viciante, estas histórias pós-apocalipticas deixam-me sempre arrepiada com a possibilidade, ainda que hipotética, do que poderia acontecer. Lissa Price construiu uma boa história, não a considero genial mas gostei da ideia geral que nos transmitiu, a ideia das vacinas, das idades prioritárias etc. Contudo achei que havia aqui alguns lapsos que não ficaram muito bem explicados como o facto de neste livro haver gente que escapou à morte por ter comprado a vacina no mercado negro quando no livro anterior não existe qualquer referência à existência de "medianos".

A narrativa leva tantas voltas que por vezes nos sentimos perdidos sem conseguir confiar em ninguém, eu cheguei a duvidar do Michael e da própria Callie, a relação destes dois chega a ser muito estranha porque se no primeiro livro somos levados a crer que poderia existir algum sentimento entre eles os dois e de isso ser uma espécie de névoa até parte deste livro de repente somos "informados" pela Callie que o sentimento é fraternal. 

Blake é praticamente esquecido, relegado para segundo ou terceiro plano e aparece Hayden. Este surge na história de forma abrupta sem demasiados desenvolvimentos e Callie confia nele demasiado depressa para a situação que vivem, também a sua história é revelada em catadupa deixando-nos a duvidar da sua veracidade. Emma finalmente aparece e a personagem é fraca sem grande personalidade ou interesse para a trama.

Callie é uma personagem complicada por um lado é uma lutadora, pronta a fazer o que for preciso para desmascarar o "Velho", é corajosa, destemida por outro lado parece que qualquer desculpa lhe serve para deixar o irmão mesmo que desta vez esteja bem cuidado, também não se decide em relação a rapazes, no livro anterior era Blake e Michael e neste fica caidinha por Hayden, muda de opinião rapidamente em relação aos rapazes e não gostei desta indecisão. No final não me parece que tenha ficado alguma coisa definida apesar de considerar Michael um irmão mais velho.

De qualquer forma é um livro com uma acção rápida, cheia de acontecimentos interessantes, perigos a espreitar por todo o lado, a capacidade física e mental dos protagonistas é colocada à prova a todo o instante e adorei o final, cheio de reviravoltas interessantes, acção, suspense. 

 Resumindo não é um livro genial e a Callie consegue tirar-nos do sério mas a escrita é clara e acessível, o desenvolvimento é rápido e entretem facilmente e a história é fácil com revelações surpreendentes que nos prendem à narrativa.


Há um pequeno conto que está disponível grátis na wook que se chama Retrato de uma Iniciante, para quem quiser saber um pouco mais acerca deste mundo, vejam aqui

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Ligeiramente Perverso, de Mary Balogh [Opinião]

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Sinopse
A família Bedwyn está de volta. Estes seis irmãos e irmãs são capazes de tudo para concretizarem os seus sonhos… até de mandar às urtigas as normas rígidas da alta sociedade britânica, na qual continuam a fazer os possíveis por não ferir demasiado os sentimentos alheios.
É difícil resistir a Lord Rannulf Bedwyn. Para Judith Law, ele é um sonho tornado realidade. É com este belo desconhecido que a jovem decide passar a única noite de paixão da sua vida. Na manhã seguinte, ela submete-se resignadamente ao deprimente papel de dama de companhia de uma tia rica. Judith nunca pensou voltar a ver o homem a quem se entregou de forma tão arrebatada... e imprópria, muito menos encontrá-lo sob o mesmo teto e a cortejar a sua prima. Só que as aparências iludem. Rannulf não esqueceu a noite que passaram juntos. E Judith luta consigo mesma e com essa memória, à qual não pode ceder sob pena de perder a proteção da tia, o seu único sustento após a ruína da família. Quando um escândalo ameaça destruir a sua já frágil existência, Rannulf não hesita em recorrer ao poder e influência dos Bedwyn para a salvar. Os sentimentos de ambos estão ao rubro. Mas qual o futuro de uma relação que começou com uma paixão despudorada e culminou em humilde gratidão? Poderá o verdadeiro amor nascer de algo ligeiramente perverso?


Depois de Ligeiramente Casados esperava ansiosamente pela sua continuação, infelizmente o hiatus temporal entre a publicação do primeiro e do segundo livro fez com que as lembranças desta familia ficassem um pouco nubladas mas depressa nos vamos recordando.

Ligeiramente Perverso conta a história de um casal que vive uma escaldante paixão escondendo do outro a sua verdadeira identidade pensando que nunca mais se reencontrariam o problema é que se reencontram e só nessa altura percebem quem são na realidade.

A jovem, Judith Law, vai viver com parentes mais abastados que a tratam como se ela não passasse de uma criada em vez de a receberem como familia, criando-se aqui um certo paralelismo com a história da Cinderella, como se adivinha Judith fica bastante constrangida ao perceber que o homem com quem viveu uma história arrebatadora está na mira da sua prima e que a mesma a trata como uma simples empregada. Exceptuando a sua avó que a trata com bastante carinho as ações da restante família são deploráveis e bastante repreensível chegando a haver despeito da parte dos primos. Judith aceita tudo estoicamente pois compreende a débil situação económica de seus pais mostrando uma personalidade forte, corajosa e humilde.

Em relação a Rannulf vemos uma mudança na sua atitude, tanto em relação à sua adorada avó como em relação à sua futura herança e às propriedades e responsabilidades que acarretam, seu sentido de responsabilidade vai crescendo ao longo da narrativa bem como o seu desejo em agradar à debilitada avó que deseja vê-lo casado e com filhos. Porém este sente-se encurralado, se por um lado uma relação com Julianne é adequada a jovem é fútil e mesquinha por outro uma relação com Jude poderia ser bastante desejável se ela ocupasse uma posição mais elevada.

Mas as peripécias são mais que muitas e vemo-nos muitas vezes com sentimentos contraditórios em relação às ações de todos os envolventes na trama. Com uns protagonistas apaixonantes e uns antagonistas verdadeiramente odiosos a história tem episódios e reviravoltas surpreendentes o que torna esta leitura viciante.

Adorei rever a familia Bedwyn mais que tudo, o seu sentido de união, força e de familia mesmo é encantador e conseguem colocar-se em algumas situações mais engraçadas e também perigosas mas a entreajuda e o amor que os liga é inquestionável.

Mary Balogh soube mais uma vez conquistar a minha atenção e fiquei completamente presa aos Bedwyn, a escrita envolvente e romântica da autora transporta-nos no tempo e no espaço a uma Inglaterra que todos nós gostariamos de visitar, com locais, vestuário, eventos e pessoas que adoraríamos conhecer. Esta família tem lugar cativo na minha estante e dali não sai. Um livro mais que recomendado.

[Cinema] Jogos de Fome - comunicado oficial da TV da Capital

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Aqui está o primeiro comunicado oficial da TV da Capital - "Juntos como se fôssemos um"

terça-feira, 24 de junho de 2014

Sedução Perigosa, de Jess Michaels [Opinião]

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Sinopse
Tímida, obstinada e bela, Penelope está determinado a expor os casos licenciosos dos homens mais atrevidos da sociedade. Agora um deles - o libertino arrependido Jeremy Vaughn, duque de Kilgrath - foi escolhido para pôr fim à interferência da pudica senhora. O plano de Jeremy é diabolicamente inteligente: irá juntar-se à guerra de Penelope contra a imoralidade, lutando apaixonadamente ao seu lado, ao mesmo tempo que a enche de missivas eróticas anónimas destinadas a excitar mesmo a mais fria e mais relutante mulher. Irá derrubar as suas defesas e inflamar os seus desejos reprimidos por acompanhá-la (no interesse da sua «nobre campanha») aos palácios do prazer mais notórios de Londres. E irá visitar o boudoir dela - mascarado - durante a noite para a ensinar nas artes deliciosamente pecaminosas ela deseja abolir. Em seguida, irá expor a sua hipocrisia ao mundo.
Mas o esquema do belo duque está fadado ao fracasso pois a bela Penelope liberta-se de todas as inibições e cede livremente a todos os caprichos dele. Pois neste jogo sensual de corações, é o sedutor que se torna seduzido.
Esta série é fantástica, as personagens são deliciosas e a escrita de Jess Michaels é sempre viciante, para finalizar esta série falta-me ler Força do Desejo mas até agora a minha personagem preferida é Miranda Albright, ainda assim Penelope não fica muito atrás da irmã.

Passa-se algum tempo desde o final de Emoções Proibidas e a acção transformou-se por completo, a jovem acabou por casar e mais tarde enviuvar, depois de um discurso inflamado sobre a necessidade da fidelidade masculina torna-se a defensora da moral na cidade. Este livro está cheio de deliciosas peripécias, nem mesmo Penélope entende como esta bola de neve cresceu de uma mera opinião proferida perante algumas damas da sociedade mas sente que não tem volta a dar ao assunto e segue determinada na sua demanda, claro que não espera que o maior libertino da cidade, que se apresenta à sua porta a apoiar a sua causa, seja honesto nas suas intenções contudo com o desenrolar da ação começa a apoiar-se nele como um verdadeiro amigo. Ao mesmo tempo vai recebendo de forma anónimas cartas altamente eróticas que a deixam inflamada e desesperada, o seu infeliz casamento não lhe trouxe qualquer prazer e fica verdadeiramente curiosa com o misterioso homem acabando por ceder a encontros fortuitos que lhe desperta a sexualidade. É essa vivência com Jeremy que a leva a um auto-conhecimento aprofundado e lhe irá posteriormente permitir-me maior abertura na sua visão rígida e cheia de pudores.

Jeremy por seu lado sente-se enfeitiçado por esta mulher e vai adiando cada vez mais a sua exposição publica ou a chantagem à qual espera que ela ceda. Aos poucos vai-lhe mostrando a devassidão e o erotismo que se vive por Londres, leva-a (disfarçada) aos maiores antros da cidade e no anonimato ensina-lhe tudo sobre prazer. A sua personalidade vai-se moldando à medida que vai conhecendo a jovem viúva permitindo-lhe amadurecer algumas opiniões, teve ao longo da trama uma excelente evolução mostrando que até o maior devasso pode encontrar a redenção na mulher certa.

Jess Michaels é fenomenal, não só nos transporta à época sobre a qual escreve como imprime às suas obras a carga erótica e sexual certa e a dose de romantismo perfeita, a leitura dos seus livros é àvida pois são sempre envolventes. E as personagens? Ah as personagens adoro-as, a ideia que tenho é que a autora tem uma balança espectacularmente equilibrada que não pesa demasiado em nenhuma vertente. A sua escrita é fluida e o enredo simples o que os seus livros torna viciantes. Uma autora imperdível para os amantes de romances sensuais.

O bom da série das irmãs Albright é que cada livro se completa mas pode ser lido em separado não interferindo na comprensão da história.

De apontar de resto as excelentes capas que a Quinta Essência fez para esta série porque são claramente melhores que as originais e exceptuando o Tabu (que é uma história paralela e não de uma das irmãs) elas são de um vermelho vibrante.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

A 5.ª Vaga, Rick Yancey [Opinião]

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Para mais informações sobre o livro A 5.ª Vaga, clique aqui

Sinopse:  

A 5ª Vaga, o volume que dá início à trilogia com o mesmo nome, é uma obra-prima da ficção científica moderna. É um épico extremamente original, que nos apresenta um cenário de invasão extraterrestre do planeta Terra como nunca antes foi escrito ou sequer imaginado. Nesta narrativa assombrosa, uma nave extraterrestre fixa-se na órbita da terra, à vista de todos mas sem estabelecer qualquer interação. Até que, subitamente, uma gigantesca onda eletromagnética desativa todos os sistemas da Terra, e todas as luzes, comunicações e máquinas deixam de funcionar. A esta primeira vaga seguem-se outras, num crescendo de violência que devasta grande parte da humanidade.

Será este o fim da existência humana sobre a Terra? Haverá ainda alguma salvação possível? A 5ª Vaga é um thriller de alta voltagem, com todos os ingredientes para se tornar um grande clássico da literatura fantástica universal.

Terminei esta leitura à pouco minutos e ainda me sinto completamente arrebatada pela história, nunca tinha lido nada assim. Não sou à partida fã de Ficção Científica contudo a sinopse desde livro mexeu comigo e decidi que tinha de o ler, além de não me arrepender tenho plena convicção que é um dos melhores livros que lerei este ano.

Absolutamente intenso, cheio de acção, tensão e suspense esta é a história do fim da humanidade tal como a conhecemos. A chegada de uma nave extraterrestre deixa a população mundial em alvoroço, sem saber se devem atacar ou saudar este impasse é resolvido pelos alienigenas que começam a exterminar a raça humana em 4 vagas diferentes. A primeira retira-lhes toda a tecnologia levando a aviões a cairem, electricidade esligar-se e todas as telecomunicações cessarem, a segunda são tsunamis que alagam e eliminam toda a população costeira mundial, a terceira vaga é uma peste tão mortal que a esta altura já só resta 3% da população mundial, a quarta vaga é o acordar de céculas aleanígenas adormecidas em humanos que os transforma em assassinos treinados que partem em busca de sobreviventes para exterminá-los, finalmente a 5.ª vaga... bem para saberem qual é terão de ler este espectacular livro.

A acção está extremamente bem escrita, dividida em vários capítulos e separada por partes cada uma com um título e com os narradores a alternarem o que eu não esperava de todo mas que ficou muito bem conseguido pois vemos várias partes dos acontecimentos que acabam por se interligarem.

Confesso que os sentimentos ao longo da leitura foram ambiguos principalmente quando chegou a meio e percebi o que estava realmente a acontecer, como mãe senti um misto de raiva e desespero pelo que fizeram ao pequeno Sammy.

A escrita de Rick Yancey é absolutamente fenomenal, entre a simplicidade e a complexidade explica-nos um mundo surpreendente, devastado onde a esperança começa a morrer e a confiança desapareceu. As personagens principais têm pensamentos próprios da sua idade mas as suas personalidades não são tão fáceis de entender, a sua força vem do instinto de sobrevivência mas debaixo de algumas camadas por vezes superficiais a humanidade vem sempre ao cimo. Sentimo-nos completamente arrastados para dentro da trama, somos absorvidos pela floresta, pelo complexo militar, pela camarata, pela casa, vemos as imagens desfilarem na nossa cabeça conforme vamos lendo e sentimo-nos parte daquele universo absolutamente envolvente.

É dificil arranjar vocabulário suficiente pra demonstrar o quanto este livro mexeu comigo, por vezes de forma visceral, estou completamente rendida a esta trilogia e o melhor é que irá haver um filme.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

[Cinema] Poster - Se eu ficar

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Um filme que estou desejosa de ver, e espero não me arrepender, pois o livro é excelente. Se eu ficar, If I stay, irá para as salas de cinema a 28 de Agosto. Quem está "mortinho" por ir ver o filme? Leram o livro?

Poster de Portugal:

quarta-feira, 18 de junho de 2014

"O Que Morre no Verão" de Tom Wright [Opinião]

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Sinopse:
Desde a primeira frase do livro, Tom Wright envolve-nos numa história de inocência perdida.
L. A. , a prima de Jim, muda-se para a casa onde ele vive com a avó. Quando os dois descobrem o cadáver de uma rapariga, brutalmente violada e assassinada no campo, dá-se início a uma investigação que porá em perigo a vida de ambos. 




Adorei a capa deste livro, lembra-me as casas de pedra perdidas no meio do Alentejo e tudo seco em tons de amarelo, o facto de ter críticas de um excelente thriller fez me querer ler este livro e não descansei enquanto não lhe peguei.

Começo por alertar que não é um thriller policial, na minha opinião é um uma história sobre uma família com algumas dificuldades afetivas e psicológicas que inicia-se com a chegada de LA a casa da avó num contexto muito perturbado. A verdade é que apesar de os dois jovens terem as mães vivas (e no caso de LA também o pai) e ambos quererem viver com a avó traz água no bico. A história desenrola-se em torno dos motivos familiares que levam ás escolhas de cada um na família, á descoberta do amor por parte de Jim e á resolução de uns estranhos crimes macabros que acontecem nas redondezas.

Tom Wright faz excelentes descrições da descoberta do amor, da vida sofrida desta família, mas alerto para que não caiam na mesma desilusão que eu, não se trata de um thriller policial, quanto muito um thriller psicológico bem escrito. As personagens estão bem caracterizadas face ás vivências e experiências do presente e do passado.

É um livro de descoberta e aprendizagem, mas simultaneamente é um livro cru e duro. É uma boa leitura, mas a mim desiludiu-me um pouco, esperava mais um thriller policial e essa parte na minha opinião não foi bem trabalhada. 

Recomendo aos amantes de thrillers psicológicos, a quem gosta de ler sobre a maldade humana e sobre  a descoberta da vida.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Pede-me o que quiseres ou deixa-me, de Megan Maxwell [Opinião]

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Sinopse
Pede-me o Que Quiseres ou Deixa-me é uma intensa e atrevida história de amor, recheada de atracção e erotismo, onde os protagonistas lutam por preservar a relação, apesar do preço que terão de pagar ser demasiado alto. Megan Maxwell conclui assim esta saga erótica repleta de emoções e paixão.
Judith e Eric regressam da viagem de lua-de-mel depois de um casamento de sonho. Ele sente-se o homem mais feliz do universo e não imagina a vida sem ela: apesar disso, os ciúmes e o desejo veemente de a proteger assolam-no repetidamente. Por seu lado, Judith está maravilhada com o seu Iceman e tenta ver sempre tudo pelo lado positivo, embora em mais de uma ocasião fique com o pescoço cheio de chupões…
Desfruta de Eric e dos jogos sexuais, excepto quando ele lhe sussurra que um dos seus maiores desejos é ter um filho com ela.



Quando vi que este livro iria sair fiquei com um friozinho da barriga. Quem se identifica com a sensação de esperar ansiosamente o ultimo livro de uma trilogia/série e saber que o vamos ler muito em breve? A sensação de euforia e perda, sabem do que falo? O terceiro e último livro da série Pede-me o que quiseres foi uma despedida em grande do meu casal literário preferido dentro do seu género, Jud e Eric vão ficar sempre na minha memória por tudo aquilo que representam.
Como começar esta opinião, as palavras falham-me no adeus às duas personagens mais loucas, conflituosas, espirituosas, apaixonadas e vibrantes que tive o prazer de ler. A relação deste casal é divinal, faz-nos soltar verdadeiras gargalhadas com algumas das tiradas tipicamente espanholas de Jud e isso foi o que mais me fez adorar a história, autenticidade da personalidade latina da protagonista mas essa é apenas uma pequena parte do que estes livros nos transmitem. Estamos perante uma relação amorosa profunda, cheio de altos e baixos e ao mesmo tempo somos apresentados a uma familia completamente disfuncional mas que consegue através do amor e do carinho entender-se e falo não só da familia espanhola de Judith mas também da familia alemã de Eric, o dificil é tentar não adorá-los.

Neste último livro o nosso casal está casado e o tema dos filhos é levantado aos poucos e vai levar a mais uma quantidade de contratempos principalmente porque aparece mais uma personagem mesquinha e sem principios morais que tentará derrubar esta relação. 

Força, preserverança e muito amor são ingredientes muito patentes no ultimo volume desta trilogia mas não esqueçamos que a mesma é érotica e esta componente está extremamente bem conseguida, muito bem escrita com momentos verdadeiramente quentes. Aviso é que há aqui uma cena que pode ser ligeiramente mais chocante mas fora isso é o estilo a que estamos habituados nos livros anteriores.

Quem acompanha esta trilogia não irá perder este ultimo livro e a quem não conhece só tenho a dizer que vale muito a pena, está soberbamente escrito, o humor está presente em várias ocasiões e serve muitas vezes como uma lufada de ar fresco nos momentos de maior tensão e claro é extremamente sensual.

Recomendo sem quaisquer reservas aos amantes do género.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Resultado A 5.ª Vaga [Passatempo]

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Olá!

Antes de mais peço mais uma vez desculpa pelo atraso na divulgação do vencedor deste passatempo. Tivemos 151 participações válidas. Obrigada a todos os que participaram. A vencedora foi

Daniela (...) Amaral - de Viseu

Parabéns Daniela os teus dados serão fornecidos à Editorial Presença que enviará o teu exemplar em breve.

domingo, 15 de junho de 2014

"Um amor quase perfeito" de Sherry Thomas (Opinião)

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Sinopse
Durante dez anos Camden e Gigi, Lorde e Lady Tremaine, tiveram o mais perfeito dos casamentos, baseado na cortesia, no respeito e… na distância. Um segredo, uma traição e um oceano separa-nos desde o dia seguinte ao seu enlace. Gigi vive na bela mansão londrina do casal, enquanto Camden se estabeleceu em Nova Iorque. Nenhum se mete na vida do outro.
Agora as coisas vão mudar. Gigi decidiu agarrar-se à sua última oportunidade de ser feliz e aceitar a proposta de casamento do seu pretendente, Lorde Frederick. Assim, escreve ao marido, enviando-lhe os papéis do divórcio. Mas em vez de devolvê-los assinados, Camden apresenta-se à porta da mansão de Londres para lhe oferecer um acordo: vai conceder-lhe o divórcio, mas antes Gigi deve dar-lhe um filho, um herdeiro. Se ela não aceitar, ele não lhe concede o divórcio. Gigi aceita, mas impõe um período de um ano.
Um ano em que se acumulam as lembranças da paixão que outrora os uniu, um ano em que segredos são revelados, um ano em que o desejo volta mesmo contra vontade, e um ano em que ambos devem decidir se o casal mais admirado de Londres deve voltar a apaixonar-se... ou separar-se para sempre.

Descobri este livro por mero acaso. Achei a sinopse interessante e resolvi que valia a pena le-lo. Não me arrependi. 
Depois de uma leitura tão "forte" como o livro que acabei, estava a precisar de uma coisa leve, e foi exactamente isso que este livro se revelou.
Passado no fim do seculo XIX, vamos encontrar Camden e Gigi. Um casal perfeito, porque.... vivem com a distância de um oceano entre eles. No dia a seguir ao casamento, Camden abandona a mulher e parte para os Estados Unidos, depois de descobrir que o casamento foi baseado numa mentira.
Agora, passados 10 anos e quando recebe os papéis do divórcio da mulher, ele resolve voltar a casa e fazer-lhe uma proposta. Em troca do divórcio ela terá de lhe dar um herdeiro. Mas vai Gigi aceitar isso? Afinal ela já prometeu casamento a Freddy, assim que o divórcio saísse.
Escrito de uma forma bastante simples e leve, somos levados a sorrir muitas vezes com as situações caricatas que a autora nos apresenta. Tanto Camden como Gigi são dois personagens muito fortes e que não dão o braço a torcer com facilidade. E acho que foi mesmo isto que me cativou mais na história. O não haver uma mulher que se rebaixasse ao marido, como era costume naquela época.
Se procuram uma história que vos faça viajar, sem pensar muito, este livro é o idela

sexta-feira, 13 de junho de 2014

"Enquanto houver estrelas no céu" de Kristin Harmel (Opinião)

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SINOPSE 
Desde sempre, Rose, ao entardecer, olhava o céu em busca da estrela da tarde. Era aquela estrela, agora que a sua memória a estava a abandonar, que lhe permitia recordar-se de quem era e de onde vinha; que a transportava para os seus dezassete anos, para uma confeitaria nas margens do Sena. Ninguém conhecia a sua história, nem sequer a sua neta, Hope. Num dos seus raros momentos de lucidez sente que é importante falar-lhe de um passado longínquo, que manteve em segredo durante setenta anos e que em breve ficará perdido para sempre. 


Munida de uma lista de nomes e de fragmentos de uma vida, Hope parte para Paris em busca de respostas. 


Para Hope esta será também uma viagem de descoberta: de tradições religiosas há muito diluídas, de histórias vividas numa Paris ocupada onde o amor sobrevive e, sobretudo, da sua capacidade de recomeçar e acreditar em si mesma. 


Este livro não se lê, devora-se. E quase que me atrevia a dizer que literalmente. As descrições dos bolos da confeitaria, as próprias das receitas que nos são dadas no fim de cada capítulo.... hmmm..... que delicia!
Mas comecemos pelo principio.
Hope, divorciada e mãe de uma adolescente e a gerir uma confeitaria que já vem de sua avó, vê-se de um momento para o outro, envolvida numa viagem ao passado pelo qual ela não esperava. Quando Rose, que sofre de Alzheimer lhe pede para viajar até Paris em busca da sua familia ela fica inicialmente céptica, pois a avó nunca lhe contou que tinha familia em frança. No entanto nada nem ninguém a preparou para a história que ela vai encontrar ao viajar no tempo até ao inicio da segunda grande guerra.
Uma viagem entre o presente e o passado. Os desencontros de familares e amigos aquando da segunda grande guerra. As recordações do Holocausto, as memórias de uma doente com Alzheimer. Um segredo que tem deixar de o ser. Um sentimento de culpa com 70 anos e um amor que não se esquece.
Um livro que mexeu com as minhas emoções com uma facilidade incrível. emoções que me levaram da ternura ás lágrimas. Do terror à revolta, e novamente a um sentimento de ternura enorme.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

"A noiva Assassina" de James Patterson e Howard Roughan [Opinião]

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Sinopse:

James Patterson é um dos grandes mestres da arte do thriller, e as suas obras tornam-se, invariavelmente, estrondosos bestsellers internacionais. Neste seu romance, somos invadidos por uma espécie de fascínio negro e sedutor que emana da protagonista, Nora Sinclair, uma autêntica femme fatale ao estilo dos anos 40, que deixa atrás de si um rasto sinistro de homens mortos em circunstâncias misteriosas. E quando John O’Hara, agente do FBI, se vê envolvido na investigação do caso, rapidamente cede ao magnetismo da sua beleza sensual e mortífera. Obcecado, rendido, deixa-se apanhar nas malhas daquela Viúva Negra insaciável, e acaba por desvendar toda a verdade… da pior maneira possível! A Noiva Assassina foi distinguido com o International Thriller of the Year 2005 pelo grupo Bertelsmann. 



Adoro James Patterson e até á data nenhum livro me tinha desiludido.. mas esta história desiludiu-me um pouco, achei um pouco previsível e o desfecho  totalmente inadequado

A capa é muito bonita e atrativa, e o título apelativo, a sinopse extremamente atraente para os amantes dos policiais, e a métrica a que Jams Patterson nos habituou é por si só meio caminho para devorar os seus livros.

Mas na minha opinião a sinopse é demasiado reveladora face á própria história, a perseguição da “noiva” é muito explorada mas o historial das personagens poderia ter sido mais trabalhado.
 Até ao final fiquei na esperança de uma reviravolta de compreender melhor as personagens e de algo mais complexo.

É me difícil fazer uma opinião mais aprofundada uma vez que pouco há a acrescentar á sinopse e ao que referi sucintamente, peço que quem tenha uma opinião diferente partilhe comigo, mas confesso que estou um pouco desapontada..
.

[cinema] Orgulho e Preconceito e Zombies

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Confesso que pensava que este filme não ia para a frente, no entanto foi, e Lily Collins foi ontem anunciada como a primeira adição ao elenco, com o papel de Elizabeth Bennet.


A previsão para a estreia é em 2015, mas ainda nada está definido.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Pecado, de Sylvia Day [Opinião]

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Sinopse:
Numa noite quente de verão, a apenas algumas horas do seu casamento, a discreta Lady Jessica Sheffield testemunhou uma cena da qual nunca irá recuperar. Vê o jovem Alistair Caufield numa cena ferozmente íntima com uma mulher muito mais velha. Chocada, mas estranhamente excitada, ela manteve silêncio sobre o que viu, e caminhou até ao altar como esperado. Mas, ao longo de anos de um casamento sereno e normal, a imagem de Caulfield continuou na sua imaginação, alimentando sonhos muito ilícitos...
Alistair fugiu da tentação da debutante recatada com o fogo da paixão nos olhos para as Índias Ocidentais. Enquanto comerciante bem-sucedido,tem pouco em comum com o jovem libertino que ela conhecia. Mas quando, sete anos depois, a recém-viúva Jessica sobe a bordo do seu navio para uma viagem até à Jamaica, os sete anos de prazeres negados são mantidos em xeque apenas por algumas camadas de seda… e pela certeza de que renderem-se irá consumir os dois...


Descobrir que Sylvia Day pode surpreender-me pela positiva foi extremamente agradável, depois de dispensar a série "Crossfire" sem pensar duas vezes e depois de ter experimentado um livro da autora na vertente "romance paranormal" que muito me desagradou a verdade é que neste momento estou fã. Sou viciada em romances sensuais de época e esta foi uma leitura que me agradou imenso.

Pecado conta a história de Lady Jessica Sheffield uma jovem prestes a casar-se com um homem de bem mas que assiste a uma cena bastante imprópria e muito erótica entre um cavalheiro e uma dama mais velha, este episódio não lhe sai do pensamento durante os sete felizes anos que duram o seu casamento e culminam com a morte do seu esposo. Por forma a atenuar a dor da sua perda Jessica embarca numa viagem até à Jamaica para ver a plantação deixada em testamento pelo marido, aqui reencontra o homem que lhe assombrou os pensamentos e vive uma paixão intensa e escaldante.

Paralelamente vamos seguindo a história da irmã mais nova de Jessica, Hester cujo casamento passa por momentos verdadeiramente tensos.

Sylvia Day consegue construir uma fantástica história com temas bastante interessantes, a violência doméstica que tanto acontece entre pais e filhos como dentro do casamento está bastante parente aqui, fala também levemente sobre a escravatura e passa pela infertilidade e na necessidade de herdeiros para os títulos nobres. O romance e o erotismo estão entrelaçados e as descrições dos momentos mais quentes estão extremamente bem escritos.

Com uma escrita muito acessível, um enquadramento excelente na época que nos coloca dentro da trama, personagens deliciosas que muito me agradaram e uma história de tirar o fôlego a autora conseguiu angariar mais uma fã ao seu já extenso rol. Recomendo sem dúvida a sua leitura a todos os amantes de livros sensuais de época, é muito bom!

Deixo apenas a nota que este livro foi oferecido pela Quinta Essência a algumas fãs da página do facebook como agradecimento pelo apoio, assim que vi a sua divulgação fiquei logo cheia de vontade de o ler por isso quando ele chegou cá casa delirei, ainda para mais veio com uma nota muito simpática das responsáveis pela editora. Muito obrigada por agraciarem os fãs com gestos tão simpáticos que nos fazem adorar cada vez mais a Quinta Essência.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

"Lost Boys" de Lilian Carmine [Opinião]

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Sinopse

Acabada de mudar de cidade, Joey Gray sente-se um pouco perdida, até que conhece um misterioso e atraente rapaz perto da sua nova casa. Mas Tristan Halloway não é o que aparenta ser à primeira vista. E há uma razão muito especial para ele andar a vaguear por entre as sepulturas do cemitério da cidade… Mais do que uma história sobrenatural, Lost Boys fala sobre o amor absoluto, a música e a amizade. Conhece Joey Gray e os seus rapazes enquanto embarcam na maior aventura das suas vidas!




Tenho que começar por dizer que comecei a ler este livro um pouco a medo, uma vez que li opiniões assustadoras sobre o mesmo, mas a verdade é que a história de Joe Gray (mais conhecida por Joey) e Tristan conquistou-me.

Este é, sobretudo, um livro sobre um amor impossível e de como é preciso acreditar, lutar e não desistir pelo que realmente se quer e em que tudo é possível. Efectivamente a história tem algumas falhas quer linguísticas, quer matemáticas quer mesmo a nível de história,  mas gostei muito do ambiente criado por Liliane Carmine que permite-nos sonhar que tudo é possível, em que valoriza valores como a honestidade e a amizade, e sobretudo o lema de sermos nós próprios não sermos cópias.

As personagens não são estão muito trabalhadas, mas são simples e giras, e o que nos é apresentado é suficiente para uma leitura agradável apesar de metade do livro se passar num cemitério e a outra metade numa escola particular.

É um livro Young Adult, mas que na minha opinião pode ser lido tanto por jovens, como por adultos. Uma leitura leve onde a fantasia faz parte da história, que me deixou surpreendida pela positiva.
Recomendo a quem gosta de fantástico mas está cansado de vampiros, a quem gosta de uma boa história de amor, a quem gosta de livros sobre a amizade e o espírito de união e sobretudo aos jovens.