Crónicas de uma Leitora: Abril 2014

quarta-feira, 30 de abril de 2014

"Inverno de Sombras" de Liliana Lavado [Opinião]

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Sinopse

Em 1833, em Lisboa, cinco monges reúnem-se para decidir o destino a dar a uma caixa secreta e à sua chave. Muitos anos depois, uma família ainda as guarda, escondidas do mundo através das gerações. Mas há alguém que entende que é a chegada a hora desse poder lhe pertencer e está decidido a encontra-las e a fazê-las mudar de mãos.

Os protagonistas desta história são seres mágicos, feiticeiros poderosos sedentos de sangue. Entre guerras e lutas, nasce uma história de amor inesquecível. Difícil será distinguir quem são os bons e os maus nesta trama.
Numa autêntica caça ao tesouro, as peças vão-se movendo como um jogo de xadrez, com momentos em que o tempo pára e é preciso suster a respiração.




  


Maravilhoso, irresistível, envolvente...

Liliana Lavado aumentou a fasquia para os novos autores portugueses com esta obra, um romance fantástico, bem-humorado, com surpresas e reviravoltas até ao final que nos deixam viciados na leitura.

A nível gráfico, adorei a capa do livro, além de bonita e tentadora, reflete parte da história como um complemento á sinopse. Não se assustem, como eu, com o número de páginas (590) porque ao longo da narrativa as surpresas e reviravoltas sucedem-se, mal dando pela sua passagem.

A leitura decorre sobretudo nos nossos dias, mas com algumas "viagens" ao passado de forma a "experienciarmos" acontecimentos importantes que ajudam a definir e justificar algumas atitudes e  história das personagens. A localização principal  é maioritariamente em Lisboa e a secundária em Paris. A familiaridade da autora com estes locais permitiu-me passear pela Lapa ou pela Rua Augusta, inclusive imaginando-me nas compras do Natal, ou a passear por recantos de Paris, estando em casa confortavelmente no meu sofá. 

A escritora presenteou-nos com uma leitura clara, com muitos diálogos, personagens complexas e uma história maravilhosa.  Foi um prazer a sua leitura e depois de tantas reviravoltas, o final deixa-nos um vazio, uma sensação de querer mais, a vontade de conhecer ainda mais o futuro daquelas personagens que se tornaram familiares e queridas. Uma das melhores leituras que fiz este ano, a melhor de Abril sem sombra de dúvida. É um livro recomendável a quem gosta de ler e ao género fantástico. 




sábado, 19 de abril de 2014

Resultados dos passatempos

2 comentários:
Olá a todos, antes de mais peço desculpa pela demora na publicação dos resultados mas agora aqui estão, os passatempos de fevereiro já tenho os dados das vencedoras porque pedia nos formulários, as restantes vencedoras já foram contactadas via e-mail.

Para os passatempos de fevereiro os resultados são:




Sara Parente Ribeiro de Aveiro




Silvia (...) Pedro da Costa da Caparica





A aguardar confirmação










 Para os passatempos de aniversário as vencedoras são:

PACK 1 - Sonia (...) Dias da Maia

PACK 2 - Vera (...) Neves de Ponta Delgada

PACK 3 - Mariana (...) Silvério de Mértola

PACK 4 - Maria Teresa (...) Carvalho de Lisboa

PACK 5 - Anabela (...) Freire de Coruche

PACK 6 - Inês (...) Pereira do Montijo

Os meus sinceros parabéns a todas as vencedoras.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

"Um casamento no Natal" de James Patterson e Richard DiLallo [Opinião]

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Sinopse:
Está tudo a postos para se festejar o Natal, mas este ano o maior motivo de celebração é o casamento de Gaby Summerhill. Desde que o marido morreu três anos antes, os seus quatro filhos seguiram rumos diferentes, consumidos pelos problemas das suas vidas. Mas quando Gaby anuncia que se vai casar – e que a identidade do noivo permanecerá secreta até ao dia do casamento – talvez assim consiga ter finalmente a família reunida. A partir de personagens envolventes e um enredo emotivo, Um Casamento no Natal lança um olhar luminoso sobre as relações familiares e a magia da época natalícia.


Uma noiva, três propostas de casamento... Quem será o escolhido?







Ao contrário de algumas opiniões que tinha lido, não achei este livro previsível, aliás achei-o bastante original. Confesso que, sendo eu uma leitora ávida de James Patterson, não esperava ficar tão surpreendida e agradada por esta leitura. 

Tenho que referir que a capa deste livro adequa-se na perfeição á história do livro e que qualquer mulher pegará nele numa livraria, afinal quem não gosta de um vestido de noiva? 

Esta é a história de Gaby e do seu casamento no dia de Natal com um dos 3 pretendentes, a questão é que só Gaby sabe com quem vai casar, nem o noivo sabe quem é.
Um casamento que também será a primeira reunião familiar com os seus 4 filhos e respectivas famílias após a morte há 3 anos do marido de Gaby.
Ao longo do livro Gaby dá-nos a conhecer a sua história, a dos seus filhos e a dos seus pretendentes.  Como em todas as famílias existe um pouco de tudo no seu mundo e na sua família, mas aos poucos a família vai conquistando a paz e serenidade merecida.

A única coisa que me fez reconhecer o autor são as suas imagens de marca, os capítulos curtos e linguagem simples em que a intriga se adensa a cada novo capitulo. É uma leitura leve, bem-humorada e uma bonita história de amor. Recomendo a sua leitura a todos os românticos e a quem gosta de ler.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

"Corrida Perversa" de Janet Evanovich [Opinião]

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Sinopse
A vida pacata de Lizzy Tucker está prestes a ser virada do avesso, quando Diesel, o seu espetacular e maravilhoso parceiro nas investigações do sobrenatural,  a desafia para salvar o mundo. Uma vez mais. 
Depois de terem encontrado a Pedra da Gula, a chef de pastelaria e o mais sexy caçador de recompensas do oculto de Boston continuam à procura das restantes seis pedras Saligia que, segundo as lendas, detêm o poder de cada um dos sete pecados mortais. 
Quando Gilbert Reedy, professor da Universidade de Harvard, é misteriosamente assassinado e atirado da varanda do 4.º andar da sua casa, pistas ligam o homicídio a Wulf Grimoire, uma figura do lado negro com quem Lizzy e Diesel já se haviam cruzado. Wulf está determinado em reunir as sete pedras para, com o seu poder, dominar o mundo, e desconfia-se precisamente que Reedy foi morto às suas ordens por estar a investigar a Pedra da Luxúria. 
Seguindo as pistas que constam de um críptico livro de sonetos do séc. XIX, Lizzy e Diesel partem à descoberta da Pedra, que se pensa estar investida do poder da luxúria, deixando atrás de si um rasto de sepulturas profanadas, distúrbios da ordem pública e o caos generalizado. 
Uma caça ao tesouro divertida, cheia de ação e de leitura imparável, ao estilo inconfundível e original de Janet Evanovich. 
Vol. 2 da série Lizzy & Diesel.



Apesar da fantástica, apelativa e tentadora capa do livro,  convém frisar que este não é um livro policial. Este é um livro leve do género fantástico, em que nos vemos envolvidos em muitas trapalhadas e nos faz rir ás gargalhadas.

Já tinha gostado muito do 1º livro desta saga, e devo confessar que é a minha saga preferida da autora, este segundo livro veio mesmo reforçar essa ideia (se quiserem espreitar a opinião sobre o primeiro livro basta clicarem aqui).

Não obstante ser recomendável a leitura primeiro do "Gula Perversa", de forma a conhecer melhor a história de Lizzie, Wulf e Diesel e a origem do macaco de estimação de Diesel, este livro lê-se bem por si só. A autora consegue caracterizar e complementar as características das personagens e  sua leitura é fluída e bem humorada.

Em "Corrida Perversa", Lizzie, [uma pasteleira que viu a sua vida sair dos eixos com a chegada de Diesel e Wulf, dois atraentes primos que tentam descobrir as 7 pedras SALIGIA (cada uma com o poder de cada um dos 7 pecados mortais) mas em lados opostos, Diesel para o uso do bem e Wulf para o uso do mal,] vai ajudar Diesel a recuperar a pedra da luxúria.
Por mais normalidade que Lizzie queira na sua vida, o facto de reconhecer poder em objectos e estar a ajudar Diesel, vai levá-la novos e perigosos desafios, com muitas situações caricatas e novos opositores loucos.

Recomendo esta leitura a quem gosta de ler, a quem gosta de estar de bem com a vida e a quem queira uma leitura agradável e bem disposta. Confesso que adorei!

terça-feira, 8 de abril de 2014

"O último lobisomem" de Glen Duncan [Opinião]

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Sinopse:
Jacob Marlowe é um lobisomem solitário, o último da sua espécie. Há duzentos anos que vagueia pelo mundo, escravo dos seus apetites ferinos, que o condenam a devorar um humano a cada nova lua cheia. Mesmo sabendo que irá pôr fim a uma lenda com milhares de anos, Jacob pensa no suicídio. No entanto, em breve Jacob descobre uma razão muito mais forte para querer continuar a viver, quando se apaixona por Tallulah, a última lobisomem.


Sangrento, brilhante e sensual, este thriller, que reúne romance e mistério, impõe-se como uma nova e poderosa versão da lenda dos lobisomens.








Adoro a capa e contracapa do livro, o papel rugoso e os dourados refletem, na minha opinião, o transformar dos lobisomens, tornando apelativa a compra. Ao ler a sinopse, fiquei muito interessada, mas depois de ler algumas opiniões completamente díspares, foi ficando para trás.

O livro está escrito na sua maioria como se tratasse de um Diário ou as Memórias de Jake (Jacob Marlowe), pelo que ao longo da história conta-nos como lhe foi transmitida a infecção que o transformou em lobisomem em todas as primeiras noites de lua cheia, a sua primeira vítima, a sua história presente e passada e o cansaço de viver.
A sua personagem está tão bem construída que todos os pormenores são justificados ao longo da narrativa, e quando a organização dos Caçadores se prepara para o caçar a ele, o último lobisomem conhecido e Jake já se preparou para tal, conhece Tallulah que é a última fêmea lobisomem e até aqui desconhecida.

A atracção magnética entre os dois lobisomens é imediata e leva-os a uma paixão avassaladora e perigosa. Jake agora tem um motivo para viver e para lutar pela sua espécie. Tallulah é muito mais que imaginou, e o autor conseguiu dar-lhe um cunho especial devido á sua ascendência grega e irlandesa.

Confesso que as primeiras 200 páginas do livros foram lidas a um ritmo muito lento, por se tratar na sua maioria de um monólogo a leitura não é fácil, mas depois do encontro de Tallulah, a acção desenrola-se rapidamente tornando-se a leitura prazerosa.

É um bom livro de lobisomens em quase extinção, com intervenção pontual de vampiros e em que os humanos são Caçadores de espécies sobrenaturais, na minha opinião é  uma nova perspectiva com grande abertura para uma continuação. A quem gosta de literatura fantástica que envolve lobos e de monólogos, aconselho a sua leitura. Preparem-se para a indecisão entre salvar uma espécie ou impedir os horrores por ela cometidos.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen [Opinião]

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Sinopse:

Orgulho e Preconceito é o romance mais conhecido de Jane Austen. Embora o universo que retrata seja circunscrito - a sociedade inglesa rural da época -, graças ao génio de Austen o seu apelo mantém-se intacto. É uma história de amor poderosa, entre Elizabeth Bennet, a filha de espírito vivo e independente de um pequeno proprietário rural, e Mr. Darcy, um aristocrata altivo da mais antiga linhagem. Mas é também uma deliciosa comédia social, à qual estão subjacentes temáticas mais profundas. A sua atmosfera é iluminada por uma jovialidade contagiante, por uma variedade de personagens e vozes que tornam o enredo vibrante e constantemente agitado pelo elemento surpresa, pela genialidade da inteligência e da ironia de Austen.




Opinião por Sofia Mesquita:


Para quem já ouviu falar de Mr. Darcy (quem é que não ouviu??) e já se deparou com comparações entre ele e outras personagens de outros livros de épocas bem diferentes, sem nunca ter percebido o porque de tanto alarido à volta do dito senhor, este livro é um “must read”. E por uma razão simples: porque garantidamente não vão arrepender-se.

Jane Austen transporta-nos de forma exemplar para uma Inglaterra do século XIX, em que as aspirações dos jovens em geral, sobretudo das raparigas (e dos seus pais, como é óbvio), é fazer um bom casamento, que permita uma estabilidade financeira capaz de rivalizar com qualquer um dos casamentos feitos ou a fazer nas redondezas. É quase como se houvesse uma competição para ver que casa melhor e quando. Esta competição é especialmente importante para Mrs. Bennet uma vez que, estando as propriedades do casal constituídas em morgadio e não existindo nenhum filho que as venha a herdar, aquando da morte do patriarca todo o seu património passará para as mãos de Mr. Collins, um primo da família.

Após uma visita algo inesperada de Mr. Collins à família Bennet, agudiza-se a necessidade de "despachar" as filhas, lançando-se Mrs. Bennet numa persistente e incessante procura pelos pretendentes que poderão solucionar esta questão o quanto antes. E assim se adensa a competição, que se torna mais acesa (e cada vez mais interessante) com a chegada de Mr. Bingley às redondezas. Um jovem rico, bem parecido e que emana simpatia por todos os poros, rapidamente se torna no genro ideal para Mrs. Bennet, que tudo faz para conseguir que este se case com Jane, a sua filha mais velha e a sua favorita de entre as cinco que compõem a sua prol.

Com Mr. Bingley chega também Mr. Darcy. Uma personagem snob q.b. e que rapidamente cativa a atenção da segunda filha dos Bennet, mas pela negativa. A antipatia que se gera entre ambos é quase palpável, por um lado porque Mr. Darcy é um homem que facilmente se odeia e, por outro lado, porque Elizabeth cria de si uma imagem de tal forma cinzenta que se torna quase impossível desenvolver qualquer tipo de sentimento positivo por esta personagem.

Mas Mr. Darcy é muito mais do que aquilo que Elizabeth pensa e que nos é dado a conhecer e o tempo e o desenvolvimento da história encarregar-se-ão de mostrar o seu verdadeiro carácter. O enredo leva-nos a uma “tragédia” que mergulha a família Bennet no mais devastador dos infortúnios, protagonizado por uma das filhas mais novas do casal (que rapidamente se converte na favorita da mãe), e é justamente nessa altura que percebemos até onde vai a índole e o coração daquele que é, sem dúvida, um dos mais extraordinários protagonistas de todos os tempos.

Preparem-se para uma história crivada de futilidades, preocupações quase ridículas, alguma pobreza de espírito e muitas cabeças ocas (sobretudo da parte das filhas mais novas do casal Bennet). Mas preparem-se também para uma sátira mordaz da sociedade inglesa da época que nos proporciona alguns momentos bem divertidos, para muitas reflexões sobre o estilo de vida que era valorizado naquela altura, diálogos carregados de críticas e tiradas inteligentes, chiliques da Mrs. Bennet (que são absolutamente deliciosos) e, como não pode deixar de ser, reviravoltas que nos deixam sentimentos divididos.

Não sou (e admito que nunca fui) grande apreciadora de clássicos, ainda que não consiga dizer exactamente porquê. No entanto, fui agradavelmente surpreendida pela narrativa e adorei este “quadro” que nos foi pintado por Jane Austen. Com personagens de carácter rico, outras nem por isso e outras até insignificantes, é quase impossível não nos deixar seduzir por esta Inglaterra carregada de pompa e circunstância em que as aparências valem mais do que mil palavras.

Um livro a descobrir (ou a re-descobrir, para quem já leu)!

Para ler mais informações sobre o livro Orgulho ou Preconceito de Jane Austen, clique aqui