Crónicas de uma Leitora: Março 2014

domingo, 30 de março de 2014

Convergente, de Veronica Roth [Opinião]

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Sinopse:
A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída – dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio.
Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas. Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama. Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor. Convergente encerra de forma poderosa a série que cativou milhões de leitores, revelando os segredos do universo Divergente.
Uma semana. Uma semana foi o tempo que demorei a devorar esta trilogia e rapidamente se tornou uma das minha favoritas. A escrita de Veronica de Roth é tão cativante que somos completamente arrastados para dentro desta história, vivendo-a com uma intensidade quase assustadora. Quando percebi que o último livro tinha capitulos alternados entre a Tris e o Tobias apenas achei que era muito inteligente finalmente dar-nos o seu ponto de vista, nunca tendo desconfiado por uma única vez do que Roth iria fazer, como eu nunca li qualquer spoiler entrei na leitura como uma tábua rasa, a unica coisa que eu sabia era que havia muita gente desagradada com este livro. Para mim tudo fazia sentido, o facto de a informação crucial se encontrar no último livro está espectacularmente bem feito, só que aqui começam os problemas.
Voltando ao facto de finalmente termos a visão de Tobias, infelizmente a autora não soube criar uma voz diferente para ele tendo eu muitas vezes de voltar ao inicio do capitulo para ver quem estava a narrar a acção.

A explicação genética e a forma como as pessoas fora da cerca tratam os "danificados" dos considerados puros é demasiado hitleriana, tratando os da cidade como meras experiências, tendo-me por vezes deixado a ideia que eram quase considerados pouco mais que animais amestrados, alterando-lhes a vida a seu bel-prazer, não interferindo em momentos de suma importância ou interferindo da pior maneira possível. Ainda assim gostei deste ponto, achei-o bem construído e explicado, afinal quantas pessoas não são capazes de absolutamente tudo para conseguirem o que querem, sacrificando os que consideram inferiores para um bem maior?
Temos um casal mais maduro aqui, sem tantos segredos e mentiras, consegui ver um futuro feliz para eles. Tris é sem dúvida uma das minhas personagens favoritas de sempre, a sua coragem aliada ao altruísmo fazem dela extremamente humana e destemida. Vemos ao longo da trilogia a sua força sempre a crescer e em Convergente tem uma personalidade muito mais adulta, tomando decisões com uma racionalidade e intuição incrível. No entanto achei Tobias mais fraco até certo ponto e um pouco perdido, ainda assim adorei esta personagem.

Veronica Roth não se coibiu matar muitas personagens o que em parte é positivo pois dá mais emoção à narrativa, mostra que todos são vulneráveis e que ninguém é imune ao sofrimento, à dor e à perda mas ainda não consigo acreditar que o final foi aquele, não consigo aceitar que aquele fosse o melhor final possível, afinal não bastou tudo o que eles passam ao longo de toda a história ainda assim não têm direito a um final feliz? Penso mesmo que o final não fez jus à personagem depois de tudo aquilo que passou e fez, não era assim que deveria acabar. Tenho um sentimento de revolta enorme com o que a autora fez pois como disse esta trilogia depressa se entranhou em mim com uma força visceral e terminar desta maneira deixa uma sensação de vazio sem sentido. Eu já choro desalmadamente com alguns livros mas este, deixou-me inconsolável, estou extremamente desiludida e gostaria de ler um final alternativo.

Àparte da minha opinião pessoal que é o mais importante aqui no blog tenho de dizer contudo que apesar do choque e desilusão o livro é muito bom e em certa medida consigo entender que a vida nem sempre nos trás finais felizes e que o sacrifício se for por um bem maior por vezes é necessário, eu entendi bem a mensagem que nos é passada, ainda assim não posso aceitá-la, afinal é um livro e não a vida real.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Na Sombra da Vida, de J. R. Ward [Opinião]

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Sinopse:

Desde a morte da shellan que Tohrment é uma sombra do líder vampiro de outrora. Fisicamente debilitado e profundamente destroçado, foi levado de volta à Irmandade por um anjo caído egocêntrico. De regresso à guerra com um desejo de vingança implacável, não está preparado para enfrentar um novo tipo de tragédia. Quando Tohr começa a ver a sua amada em sonhos - presa num mundo frio e isolado, longe da paz e da tranquilidade do Vápido - aceita a ajuda do anjo, na esperança de salvar quem perdeu. No entanto, como Lassiter lhe diz que tem de aprender a amar outra vez para libertar a sua antiga companheira, Tohr apercebe-se de que estão todos condenados... É nessa altura que uma fêmea com uma história obscura começa a aproximar- -se dele. No cenário da guerra com os minguantes e com um novo clã de vampiros a almejar o trono do Rei Cego, Tohr debate-se entre o passado enterrado e um futuro escaldante e cheio de paixão... mas será capaz de libertar o coração, e a todos eles?



Opinião por Sofia Mesquita:

Conheci J. R. Ward através de uma amiga (D. Vera Carregueira, não sei se conhecem!) que, depois de lhe perguntar o que achava da autora, simplesmente me disse para pegar num livro e ler porque de certeza que ia adorar. E essa amiga tinha toda a razão. Assumo-me aqui hoje, publicamente, como uma fã incondicional de J. R. Ward e dos mundos fantásticos com que nos tem brindado. A Irmandade da Adaga Negra é uma saga que rapidamente devorei e que agora me deixa sempre em pulgas à espera do próximo livro. Este não foi excepção.

Na guerra instalada há séculos entre os Minguantes e a Irmandade, a morte de Wellsie foi certamente o mais duro golpe. De uma forma ou outra acabou por marcar a vida de todos na casa de Wrath e da Irmandade e por mudar de forma determinante a vida de Thorment, que perdeu não só aquele que foi o único amor da sua vida como também o filho que ambos esperavam.

Perdido, completamente destroçado e desorientado, Thorment desaparece após a tragédia da morte de Wellsie, regressando meses depois pelas mãos de Lassiter, o estranho anjo que tem como principal missão (aparentemente) fazer a vida de todos num inferno. Apesar do regresso e da forma extraordinária como é recebido por todos, Thorment é apenas a sombra do espectacular guerreiro de outros tempos e não será fácil trazê-lo de volta à realidade. Dedicado a combater os Minguantes de forma exemplar e a afundar-se no seu sofrimento, será através de Lassiter, com o seu mau feitio e terrível sentido de oportunidade, que Thor se apercebe que a sua amada Wellsie e o filho estão presos num sítio que nem é cá nem é lá e que, a fim de os libertar e impedir que desapareçam de vez, terá de seguir com a sua vida. 

Para isso não basta aceitar a morte de ambos: Thorment terá de aprender a entregar o seu coração novamente e deixar-se apaixonar. É nesse momento que se destaca No'One, que lentamente se vai aproximando de Thor, procurando transpor as barreiras que tanto um como o outro ergueram à volta dos seus corações. Mas a questão que se coloca é se serão ambos capazes de superar o terrível passado que os une e que ao mesmo tempo os afasta? Serão capazes de deixar cicatrizar as feridas e seguir frente?

Paralelamente, a ameaça ao trono, a expectativa de uma aliança estratégica e as tentativas de Xcor para afastar Wrath de vez da liderança do mundo vampírico, conduzem todos numa luta sem fim e sem tréguas, não só pela sobrevivência do Rei, mas da própria raça, o que nos transporta para um final inesperado e carregado de emoções fortes.

Devo dizer que mantive sempre a esperança, ao longo da saga, que Wellsie voltasse de alguma forma. Ward conseguiu poupar Mary e ressuscitar Jane, pelo que sempre acreditei que veríamos Wellsie regressar à história. Toda a sua vivência com Thor, de que nos vamos dando conta através de flashbacks e sonhos, bem como a forma como ela recebeu John Matthew e praticamente o adoptou como filho, fez-me querer que esta personagem continuasse connosco e lá fui alimentando a esperança de vê-la regressar. 

Apesar disso não ter acontecido e ainda que não seja fácil suplantar a história de amor que a unia a Thor, a verdade é que, como todos os romances publicados nesta saga, Ward consegue novamente surpreender-nos, superar-se e criar um enredo que nos agarra da primeira à última página. Com as doses certas de erotismo e sensualidade, “Na Sombra da Vida” é mais uma excelente história de amor, lealdade e sacrifício, que nos arrebata com um final absolutamente alucinante e que nos deixa a esperar ansiosamente pela continuação da saga.

Fica a expectativa de saber qual a evolução de personagens como Qhuinn e Assail, de descobrir se Wrath aguentará as investidas de Xcor e Companhia e de termos um livro exclusivamente dedicado ao Lassiter. Leiam “Na Sombra da Vida” e depois digam-me lá se este senhor não merece um livro só para ele.

terça-feira, 25 de março de 2014

Pede-me o que quiseres, agora e sempre, de Megan Maxwell [Opinião]

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Sinopse
Pede-me o Que Quiseres, Agora e Sempre é uma intensa história de amor, povoada de fantasias sexuais, tensão e erotismo, onde os protagonistas tratam por tu a paixão.
Após provocar o seu despedimento na empresa Müller, Judith está disposta a afastar-se para sempre de Eric Zimmerman, e decide refugiar-se na casa do pai em Jerez.
Angustiado pela partida de Judith, Eric segue-lhe o rasto. O desejo continua latente entre ambos e as fantasias sexuais estão mais vivas do que nunca, mas desta vez é Judith quem impõe as condições, que ele aceita em nome do amor que professa.
Tudo parece voltar à normalidade, até que um telefonema inesperado os obriga a interromper a reconciliação e deslocarem-se a Munique. Longe do seu ambiente, numa cidade hostil e com o aparecimento do sobrinho de Eric, um contratempo com o qual não contava, a jovem terá de decidir se lhe deve dar uma nova oportunidade ou, pelo contrário, começar um novo futuro sem ele.
 
Adoro esta autora, esta trilogia, estas personagens, enfim não há nada nestes livros que eu possa apontar como negativo são simplesmente dentro do género os meus preferidos.

O melhor deste livro é para mim a personalidade explosiva e completamente louca de Judith, apaixonada e arrebatada por um alemão frio e controlador ela consegue simplesmente derreter o gelo em torno das acções dele com com o seu fogo espanhol. Tão depressa está a gritar e a brigar com Eric por algo que a tire do sério como no minuto seguinte se atira nos seus braços para momentos de verdadeiro erotismo e sensualidade.

Megan Maxwell conseguiu imprimir personalidades tão vincadas às suas personagens que muitas vezes parece que assistimos a um confronto de titãs. Desta vez a narrativa passa-se maioritariamente na Alemanha onde a jovem conhece mais a fundo a vida do homem da sua vida e o seu sobrinho, uma criança marcada por inúmeros acontecimentos traumáticos que Jud irá tentar conquistar, será que consegue?

Eric consegue tirar do sério o mais calmo dos leitores com o seu feitio controlador tentando proibir tanto Jud como a sua mãe, irmã e sobrinho de fazer algo que considere potencialmente perigoso, é extremamente obsesivo levando Judith a desafiá-lo constantemente.

As cenas eróticas são mais uma vez fortes mas bem escritas e inseridas na trama,subindo a temperatura de qualquer câmara frigorifica levando-a ao degelo.

Uma narrativa rápida com uma escrita fácil e acessível que nos envolve ao ponto da leitura compulsiva, já disse que adoro a autora? Verdade, conheci-a aquando do lançamento deste livro na Bertrand do Colombo e é dona de uma simpatia exuberante e de uma personalidade divertida e extrovertida o que imprime ainda mais caracter aos seus livros.

Amantes de livros eroticos, não podem de todo perder esta trilogia, é apaixonante!
 

[Cinema] Longe da Multidão

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O livro:

O clássico de Thomas Hardy, Longe da Multidão vai ter uma nova adaptação cinematográfica. 
Neste seu primeiro e mais famoso romance, T. Hardy demonstra uma viva necessidade em compreender a Natureza, mas também a Humanidade, contando-nos uma interessante história ainda hoje actual, trágica mas simultaneamente divertida.
Ainda sem poster nem trailer, no entanto ficam algumas imagem do filme que irá estrear nos cinemas dos EUA no segundo semestre deste ano.

Realizador: Thomas Vinterberg|
Actores:  Carey Mulligan, Juno Temple, Michael Sheen   |
Género: Drama | Data de estreia em Portugal: Sem Previsão



"O assassino do Aqueduto" de Anabela Natário (Opinião)

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Sinopse:
Nas ruas de Lisboa respira-se medo. A cidade não é segura e dentro de portas há um nome que atormenta os homens e mulheres da capital: Diogo Alves, de alcunha o Pancada. Poucos lhe conhecem o rosto, mas todos temem cair nas suas mãos. Lá do alto dos arcos do imponente Aqueduto das Águas Livres, sem dó nem piedade, Diogo Alves atira as suas vítimas num voo trágico de mais de 60 metros de altura. O grito, que faz estremecer tudo e todos, dá lugar ao silêncio da morte. A jornalista Anabela Natário, no seu primeiro romance, traz-nos a arrepiante história deste homem que aterrorizou Lisboa da primeira metade do século XIX. Nascido na Galiza, aos dez anos vem para Lisboa onde de criado nas casas mais abastadas da capital passou a ladrão e de ladrão a assassino cruel. Unido pelo coração à taberneira Parreirinha, com estabelecimento em Palhavã, Diogo Alves torna-se numa verdadeira lenda. Através da consulta dos jornais da época e de peças do processo, Anabela Natário recria o processo judicial de Diogo Alves, num romance recheado de mistério e intriga. É ao juiz Bacelar que cabe a difícil tarefa de descobrir e capturar Diogo Alves e o seu bando de malfeitores. Diogo Alves, embora deixe um rasto de violência e morte, consegue sempre escapar-se às mãos da justiça. É preciso detê-lo. O juiz não desiste e aos poucos, mergulhado no ambiente de violência e miséria que se vive na capital do reino, vai juntando as peças deste complicado puzzle de crimes e assaltos.




Começo por dizer que a minha classificação para este livro foi de 3*. Estive quase, quase a dar 4, mas tive de ser sincera comigo, e eu esperava mais do livro depois de ter lido a sinopse.

Comecemos do principio. Eu adoro livros históricos. Gosto de conhecer um pouco mais a nossa história, e a forma romanceada é uma maneira excelente de nos dar a conhecer mais e de uma forma menos "formal".

Quando li a sinopse pensei logo: "Eu tenho de ler este livro". Primeiro, porque era histórico, e segundo porque eu nunca tinha ouvido falar num assassino do aqueduto. Saber que, em 1800 e qualquer coisa, havia um espanhol, habitante em Lisboa, a atirar pessoas do aqueduto abaixo para as matar, deixou-me curiosa para saber mais.

E aqui entra a parte da desilusão. Acabei por conhecer muito pouco dele. É verdade sim, que a autora tentou dar a conhecer um assassino frio que vivia para roubar os outros. E se pelo caminho tivesse de matar 1 ou 2, paciência. Ela dá-nos também a conhecer a quadrilha dele. Agueiros, boleeiros, criados, enterradores, e muitos mais, que se aliavam a ele nestas andanças. Assaltavam casas, arranjavam esquemas e depois escondiam as pratas roubadas, para posteriormente lhes dar caminho ou tentarem derreter. Mas ainda assim, acho que estava á espera que a autora desenvolvesse mais a parte dos assassínios no Aqueduto.

Diogo Alves de seu nome, veio de Espanha para se fazer à vida e começou os assaltos no Aqueduto. Se lhe entregassem o que tinham, podiam seguir viagem, mas se não quisessem, vinham parar à Rua de Alcântara. E muitos tiveram esse triste destino.

Escrito com muitas palavras e conversas daquela época, nota-se que houve um grande cuidado na pesquisa dos pormenores para esta história ser contada. E isto contribuiu, também, para umas valentes gargalhadas, pois as expressões usadas, são de bradar ao céu. Dei por mim, muitas vezes de dicionário na mão em busca do significado de determinada palavra. Palavras caídas em desuso, algumas que ainda se ouvem em pessoas de mais idade, mas que quase ninguém conhece.

Se me arrependo de ler o livro? Não. Fiquei mais enriquecida no meu conhecimento da história do século XIX. Se aconselho? Sim, sem dúvida que sim.

A Rapariga Corvo de Eric Axl Sund [Opinião]

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Sinopse:


A psicoterapeuta Sofia Zetterlund está a tratar dois pacientes fascinantes: Samuel Bai, um menino-soldado da Serra Leoa, e Victoria Bergman, uma mulher que tenta lidar com uma mágoa profunda da infância. Ambos sofrem de transtorno dissociativo de personalidade. A agente Jeanette Kihlberg, por seu lado, investiga uma série de macabros homicídios de meninos em Estocolmo. O caso está a abalar a investigadora, mas não tem tido grande destaque devido à dificuldade em identificar os meninos, aparentemente de origem estrangeira.

Tanto Jeanette como Sofia são confrontadas com a mesma pergunta: quanto sofrimento pode um ser humano suportar antes de se tornar ele próprio um monstro?

À medida que as duas mulheres se vão aproximando cada vez mais uma da outra, intensificam-se os segredos, as ameaças e os horrores à sua volta.






Há livros que se devoram, há livros que se fecham... este foi um deles. Demorei exatamente três noites a ler este livro, por duas vezes fui obrigada a fechá-lo, a desviar o pensamento, a tentar esquecer as descrições pormenorizadas... a imaginação no entanto não descansava, o que se traduziu em algumas noites de angústia... Este é o tipo de livro que faria as minhas delícias antes de ser mãe e que povoará meus pesadelos em certas noites de insónias. O texto está magistralmente escrito, ao longo da trama senti-me como que um fantasma, observando os vários personagens, sentindo o tormento de uns e vivenciando as fantasias de outros. É simplesmente impossível ficar-se sem reação a uma obra como esta, é impossível não pensarmos que os autores conseguiram ultrapassar aquela «linha» que poucos conseguem e, transportando-nos para dentro de uma mente sem escrúpulos, desprovida de emoções desconhecendo o significado de empatia...

Não foi, no entanto, uma surpresa para mim, a minha formação em psicologia clínica congratulou-se com o facto de inicialmente suspeitar com certezas absolutas quem seria o ser hediondo... o que acabou por me causar ainda mais ansiedade pela espera do próximo volume uma vez que o final do livro deixa-nos a segundos de um clímax tortuoso.

A obra em si não é uma obra fácil de ler, uma vez que existem vários saltos temporais e diversas personagens sui generis. Conhecemos a agente Jeannette Kihlberg, encarregue da investigação de uma série de crimes envolvendo crianças, crianças estas completamente desconhecidas e que ninguém reclama. Desde cedo a sua investigação sofre diversos entraves por parte de altas chefias, sempre desviando Jeannette dos seus verdadeiros suspeitos. Mais do que uma vez a agente sente que lhe estão a «cortar as pernas» forçando-a a seguir em direções contrárias ao que esta desejava. Se por um lado Jeannette tem uma postura firme no seu local de trabalho, na sua vida familiar o caso é bem diferente. Apesar de ser o «ganha pão» da família, nota-se uma distância surpreendente entre esta, o companheiro e respetivo filho de ambos. É interessante observar esta dualidade na personalidade de Jeannette, a personalidade vincada na área profissional acaba por ceder à relação pouco emocional que tem com o companheiro.

Outra personagem de peso é a psicóloga Sofia Zetterlund que avalia determinados casos, melhor dizendo, possíveis suspeitos e que acabará por se cruzar com Jeannette na investigação dos diversos crimes cometidos. Apesar de ambas se dedicarem a áreas diferentes da investigação criminal e mesmo inseridas em investigações paralelas, acabam por formar um laço que tudo indica, as conduzirá às respostas que ambas procuram.

Por último mas nem sombras a menos significante, conhecemos através de registos de Sofia Zetterlund, Victoria Bergman, uma das suas pacientes que sofre de transtorno dissociativo de personalidade. Ao longo do livro somos confrontados pelas diversas agressões físicas e emocionais que Victoria sofreu, acabando por esta, se tornar vítima da sua própria história de vida e experiências vivenciadas.

A pergunta: quanto sofrimento pode um ser humano suportar antes de se tornar ele próprio um monstro, acaba por ser a essência de todo o livro.

Aos indecisos: não percam tempo, aos facilmente impressionáveis... pensem duas vezes... aos que como eu adoram um bom thriller... foi simplesmente o melhor thriller que li nos últimos tempos!!!








segunda-feira, 24 de março de 2014

Highlander - Dentro do Sonho de Karen Marie Moning [Opinião]

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Sinopse:

Este é um conto das Highlands, de amantes amaldiçoados pelo destino e pela intemporal manipulação do rei Unseelie. Escrito durante a série Highlander e pressagiando a série Fever, trata-se de Moning no seu mais fino e divertido romantismo.Roubado do seu lar nas Terras Altas da Escócia, aprisionado no tenebroso e gélido reino do rei Unseelie, Aedan suportou séculos de tortura antes de se tornar pura Vingança, o despachante de morte e destruição do rei das trevas no reino dos mortais. A aspirante a romancista, Jane Sillee, sempre acreditou ter nascido no século errado, mas tem conseguido levar uma vida mais ou menos decente — se ao menos conseguisse deixar de ter esses sonhos recorrentes com um homem demasiado perfeito para existir... Assombrada cada noite da sua vida por um devastadoramente provocante Highlander que vem até ela enquanto dorme, Jane tenta tirá-lo da cabeça e do coração escrevendo. Em criança ele costumava protegê-la, em mulher ele ama-a. Quando uma antiga tapeçaria com a imagem do seu amado Highlander lhe aparece à porta, Jane é subitamente raptada para trás no tempo até à Escócia do século XV, para um castelo na ilha de Skye, onde lhe é dada uma oportunidade de salvar o amante dos seus sonhos... ou para sempre o perder. Presa num jogo de morte entre as cortes de luz e de trevas dos Fae, Jane tem de encontrar um modo de perfurar o gelo até ao coração do seu Highlander. Mas será o amor de uma mulher mortal suficiente para derrotar tão vetustos e implacáveis imortais inimigos? 

Esta história é tão pequena, um conto de apenas 100 páginas, que não posso acrescentar muito mais à sinopse sem revelar demasiado e compreendo quem se sentiu defraudado devido à relação tamanho/preço contudo esta estória é fenomenal e peca por falta de detalhes. 

É realmente uma pena que a autora não tenha desenvolvido mais a estória e as personagens pois esta seria um dos melhores livros do género. Dei-lhe apenas 3 * no GoodReads que mais uma vez se prende ao mesmo motivo já descrito. A autora cativa desde a primeira página com uma narrativa carregada de emoção, este highlander não é um homem normal, carrega um peso de 500 anos de tortura e lavagem cerebral por parte do rei Unseelie. Um amor intemporal que ultrapassa todas as dificuldades, o despertar para um mundo completamente arrebatador estamos perante uma leitura que nos absorve e envolve.

Adorei o facto da autora ter introduzido detalhes que lhe serviram mais tarde para escrever a série Fever, somos apresentados a um mundo de magia e manipulações e temos vislumbres do que será com certeza uma excelente série.

O restante das páginas contém cenas cortadas de outros livros da série e ainda um projecto bastante interessante da autora que infelizmente não se viu impresso.

Reforço que Dentro do Sonho é de facto um conto daí ser tão pequeno e que teria adorado se a autora o tivesse desenvolvido e transformado num livro com um número de paginas maior, ainda assim é uma história comovente com uma fluência e escrita já conhecida de quem leu outros livros de Karen Marie Moning.
 
Para quem leu os outros livros da série esta é uma história a não perder e quem não conhece ainda a autora esta é uma excelente oportunidade.

[Opinião] Bonebreaker vol. 2 de Sara Reis

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Sinopse

Após ter abdicado de tudo, incluindo o seu nome, Sara - como agora é conhecida - parece estar cada vez mais longe de voltar a encontrar o seu irmão. Ao desenvolver sentimentos por Hugo, a sua situação complicou-se. Sara não sabe se deverá continuar a usá-lo para chegar ao seu irmão, ou se deverá confessar a verdade e pedir-lhe que a ajude. Contudo, os seus pensamentos e a sua opinião podem vir a mudar ao desvendar um dos grandes segredos que Hugo sempre escondera dela. Sem perceber as dimensões dos problemas em que Hugo está metido, Sara acaba por envolver-se, e aos poucos, apercebe-se de quem ele realmente é. Para dificultar, Nuno está cada vez mais forte e não desiste enquanto não conseguir vingar-se do irmão. Com medo das consequências, Hugo tenta esconder todo o seu passado a sete chaves o que se torna numa tarefa difícil quando membros da sua família acabam por conhecer Sara. Entretanto, Sara questiona-se se Hugo será realmente de confiança devido a todo o mistério. Será que Hugo é mesmo o chefe da Bonebreaker? Ou terá sido tudo apenas uma coincidência?





Após ler o primeiro volume de Bonebreaker, era mais que lógico ler este até para concluir a história e ficar a saber mais sobre o que ficou por dizer.

Confesso que esperava algo mais dele, esperava um desenvolvimento tanto a nível de história como de escrita, mas infelizmente não foi possível.

A segunda parte vai muito ao encontro da primeira, com os mesmos erros e informações que considerei irrelevantes para a história, andando sempre a volta do mesmo assunto sem desenvolvimento.

O ponto positivo continua a ser os diálogos, sempre bem feitos e tornados credíveis. No entanto todo o resto precisa de um enorme trabalho.

Sendo este o segundo e ultimo livro, toda a trama termina com este, achando eu que deveria ter dado um tempo entre ambos, pois parece-me que foi escrito tudo de seguida, não havendo aquele salto que deveria.

Outra coisa que gostaria de ter visto e que não foi tratado é a história das raças, principalmente dos canibais que sendo a base deveria ser tratada.

Quanto ao final e sem revelando muito sobre ele, achei-o muito "cor-de-rosa" para a história em geral, mas fora isso foi um bom final.

Gostaria de ler futuramente algo mais sobre a escritora, porque ter ideias tem e parece estar tudo bem estruturado na sua cabeça, no entanto era bom que tivesse quem a ajudasse a cuidar dos textos e da organização.

domingo, 23 de março de 2014

[Cinema]: Sei Lá

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Livro:
Sei Lá


Baseado no best-seller da autora mais lida em Portugal - Sei Lá - de Margarida Rebelo Pinto, A 3 de Abril, estreia em Portugal esta adaptação.

O filme conta a história de Madalena  que tem 30 anos e é subitamente abandonada pelo amor da sua vida, um misterioso espanhol chamado Ricardo. Apoiada pelas suas melhores amigas, Mariana, Catarina e Luísa, tenta reconstruir a sua vida e conhece Francisco que tudo faz para que ela esqueça Ricardo. Mas as coisas complicam-se quando Ricardo reaparece… Sei Lá é um retrato das mulheres de trinta anos – dos seus sonhos, medos, dúvidas, ambições, fraquezas e preconceitos – na perspectiva de Madalena, que descobre que as pessoas raramente são aquilo que aparentam.

Poster

Trailer:

Realizador:  Joaquim Leitão|
Actores: Leonor Seixas, Ana Rita Clara, Gabriela Barros, Patricia Bull, Rita Pereira, Rui Anos, Pedro Granger e António Pedro Cerdeira   |
Género: Comédia/Romance | Data de estreia em Portugal: 3 de Abril de 2014

O sabor do momento, de Nora Roberts [Opinião]

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Sinopse

Laurel McBane sempre recorreu às amigas para apoio, especialmente quando o sonho de frequentar uma escola de culinária quase foi arruinado pelos problemas financeiros dos seus pais. Agora Laurel retribui a generosidade das amigas criando bolos extravagantes que acrescentam um toque perfeito à empresa de casamentos que fundaram.
Laurel acredita no amor mas é demasiado discreta para os luxos desejados por outras mulheres. O que ela aprecia mesmo são homens fortes e inteligentes, como Delaney, irmão da sua amiga Parker, por quem Laurie sente uma paixoneta desde criança. Mas algumas paixões duram mais do que outras e Laurel está convencida que o advogado, bem na vida, está fora do seu alcance.
Até que, certo dia, Laurel perde a cabeça e surge um beijo quente e inesperado entre ambos. Cheia de dúvidas e sem saber o que esperar do futuro, conseguirá transformar esse momento de paixão em algo mais eterno? 

 Nora Roberts consegue imiscuir-se nos nossos corações, criar raízes profundas e recusar-se a sair de lá. É assim que me sinto sempre que leio um livro da autora, cada vez que me embrenho numa leitura sinto-me envolvida pelo ambiente, pelas personagens.

O Sabor da Paixão é o terceiro livro do Quarteto das Noivas e conta a história de Laurel, a maravilhosa doceira da Votos, ao contrário de Emma e a par com Mac também ela teve uma adolescência conturbada devido ao facto dos pais passarem por vários problemas a nível pessoal e financeiro. Apaixonada por Delaney desde miúda mas sendo tratada por este como uma irmã, Laurel esconde os seus sentimentos.

Por outro lado Delaney que se comporta como o irmão mais velho das quatro raparigas não percebe o que se passa à sua volta, sempre em picardia com Laurel apesar de a adorar não consegue perceber que os seus sentimentos poderão ser algo mais se a isso se permitir.

Os livros deste quarteto têm sido pautados pela simplicidade do enredo, apesar de a autora conseguir descrever maravilhosamente todo o cenário envolvente deixando-nos realmente a "ver, ouvir e cheirar" todo o ambiente, não constroi histórias demasiado complicadas e é isso que me faz adorar estes livros. O romance cresce lentamente, desabrochando naturalmente, a amizade das mulheres é inquestionável e é o pilar de tudo o que as sustenta. Mais uma vez Nora Roberts deixa as personagens dos livros anteriores e futuros assumirem um papel determinante e apesar do maior destaque ser obviamente para o casal protagonista todos os outros são de vital importância para a trama. Adoro as personagens que a autora construiu, pessoas de caracter forte, personalidades interessantes e com valores bem definidos, trabalhadores, empreendedores e apaixonados pela vida, como poderiamos não gostar desta gente maravilhosa?

Romântico, descomplicado e absolutamente divinal, este é um livro a não perder.

Passatempo Aniversário - Pack 6

3 comentários:
Para o  sexto Pack de aniversário contamos com um conjunto de artigos todos cedidos pela Art'Aroma, dois Notebooks, um difusor de aroma (eucalipto), um set de pedras ceramicas com aroma e um borrifador de ambiente (morango).


As regras estão descritas abaixo e o vencedor é escolhido aleatoriamente através do random.org
1 - Podem participar até dia 31 de março às 23H59.
2 - É obrigatório ser seguidor público do blog
3 - É obrigatório ser fã da nossa página do facebook, clicar aqui
4 - A divulgação nas redes sociais é opcional mas dá direito a uma entrada extra no passatempo.
5 - Pode-se participar UMA vez por dia desde que façam uma nova divulgação.
6- Só serão consideradas as respostas que mencionem os dados pedidos.
7 - Passatempo válido apenas para Portugal Continental e Ilhas.
8 - O nome do vencedor será publicado no blogue e o mesmo será contactados por email.
9 - A entrega do prémio ficará a cargo da Administração do Blog.
10 - A Administração do Blog não se responsabiliza por qualquer atraso ou extravio dos CTT.

Parabéns para nós!

2 comentários:
Hoje celebramos o 2.º aniversário do nosso primeiro post. Obrigada por estarem connosco!

sábado, 22 de março de 2014

[Cinema] The Giver - Trailer

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Foi lançado ontem o trailer oficial do filme the Giver que estará nos cinemas a 15 de Agosto de 2014 nos Estados Unidos da América.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Sonhos de Papel, de Ruta Sepetys [Opinião]

1 comentário:
Sinopse:

Josie Moraine vive mais do que uma vida. Ela é filha de uma das prostitutas de luxo mais cobiçadas de Nova Orleães, um estigma que a arrasta para o submundo decadente da cidade. Vítima da negligência da mãe, tem nos moradores do extravagante Bairro Francês os seus maiores aliados. De Cokie, humilde e fiel; a Willie, a dona de um bordel cuja frieza esconde um coração de ouro; e a Jesse, tímido, atraente e eternamente apaixonado, todos a protegem e velam por ela. Mas Josie sonha mais alto e move-se com igual à-vontade nos corredores da livraria onde, graças à bondade de um desconhecido, trabalha e habita. Este é o seu porto seguro. Aqui, entre as estantes repletas de livros, no pequeno escritório que agora lhe serve de quarto, não tem de se defender da sua própria mãe nem fingir ser a durona solitária que domina as ruas. Ao anoitecer, quando a porta se fecha e as luzes se apagam, ela descobre nas páginas que folheia a imensidão do mundo e anseia por uma vida melhor. Uma vida como a de Charlotte, a filha de uma família da alta sociedade, cuja amizade a inquieta a ponto de arriscar tudo, mesmo a promessa de um amor verdadeiro. E quando os seus sonhos estão prestes a realizar-se, um crime muda tudo... para sempre.

Opinião por Sofia Mesquita:



Quando vi este livro fiquei cativada, desde logo, pelo breve resumo da história. Apesar de ainda não conhecer a Autora nem ter lido muito sobre o livro em si, acabei por render-me e trazê-lo comigo para casa. Não desiludiu, mas ficou, ainda assim, um nadinha aquém das expectativas.

Em primeiro lugar, e ainda que possa parecer assim, esta não é uma história sobre a pobre rapariga que nasceu no sítio errado à hora errada. Muito pelo contrário: encontramos em Josie não só uma sobrevivente, mas também uma determinação desmesurada, que, contra todas as probabilidades, a leva numa caminhada que a afasta do futuro que lhe estava destinado.

Toda a “trama” do livro é contada na primeira pessoa, sendo através dos olhos de Jo que vamos acompanhando o desenrolar dos acontecimentos e o evoluir das personagens. Do extenso leque de fantásticas personalidades que conhecemos em “Sonhos de Papel”, aquela que mais me cativou foi Willie, a extravagante dona do bordel. É uma personagem algo rude e obstinada, mas que no final nos demonstra qualidades que julgávamos impossíveis. A verdade é que, por detrás de uma faceta de matriarca durona, Willie é uma mulher que olha pelos seus e que, mesmo depois de muitos altos e baixos, procura garantir que todos recebem o conforto que merecem.

No pólo inverso temos Louise. É impossível não guardar ressentimentos contra esta figura, desde logo pela relação que mantém com Jo, ou melhor, a falta dela. Louise é uma personagem movida exclusivamente pelo dinheiro e pela ambição, para quem nada na vida importa além de viver bem e a filha nada mais é que um empecilho, um que convém “esconder” nos momentos de negócio e “descobrir” quando as necessidades apertam. Começando pela história do nome de Josie até ao duro golpe final que a deixa (ainda mais) desamparada, Louise é daquelas personagens por quem não conseguimos sentir um mínimo de compaixão e que gostaríamos de ver ter a paga que merece no final.

O enredo criado por Ruta Sepetys deixa-nos transparecer algumas mensagens que, ainda que algo corriqueiras, é sempre bom recordar. Por um lado, é uma história sobre altruísmo, sobre a capacidade que o ser humano ainda vai tendo para ajudar o próximo e se colocar em segundo plano numa determinada lista de prioridades. Por outro lado, é um incentivo para que sejamos capazes de persistir e levar os nossos sonhos e objectivos até onde não der mais. E por fim, é uma história de amizade e amor, em que se mostra claramente que as nossas raízes nem sempre definem aquilo que somos, as escolhas que fazemos e aquilo que ainda poderemos vir a ser.

Mas é também um enredo que deixa pouca margem para imprevisibilidade, acabando por seguir um rumo que nos deixa antever a conclusão da narrativa. Ainda que com alguma dose de suspense e um bocadinho de mistério, com um homicídio e um roubo à mistura, uma dívida para pagar e a expectativa de uma outra morte quase certa, as pistas que vão surgindo ao longo da narrativa tornam os desfechos demasiado evidentes antes do tempo e levam a um sem fim de pontas soltas que me deixaram com alguma insatisfação.

Ainda assim, posso dizer que gostei muito de conhecer esta Nova Orleães dos anos 50, adorei conhecer a Josie e de ver a sua cumplicidade com Patrick e Cokie e o amor incondicional que Willie e Charlie sentem por ela.

Para ler, reler e guardar na prateleira com carinho!

Robopocalipse, de Daniel H. Wilson [Opinião]

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Sinopse:
Num futuro não muito longínquo, a espantosa tecnologia que gere o nosso mundo vira-se contra nós. Controlada por uma inteligência artificial infantil, mas extremamente poderosa, chamada Archos, a rede global de máquinas de que o nosso mundo se tornou dependente transforma-se de repente num inimigo implacável e mortal. Na hora H, o momento em que os robôs atacam, a espécie humana é quase completamente erradicada, mas, à medida que os sobreviventes se começam a reagrupar, a humanidade une-se pela primeira vez num esforço concertado de resistência.
Este é o relato oral do conflito, contado por um elenco internacional de sobreviventes que viveram na pele este confronto longo e sangrento com as máquinas.
Robopocalipse é um épico brilhante, cheio de ação e de pormenores ricos, com implicações arrepiantes no que diz respeito à tecnologia que nos rodeia.











O livro está escrito sob forma de documentário, fala sobre a revolta das máquinas inteligentes, os sinais prévios, a Hora H por todo o mundo e a forma como humanos lutaram para pôr fim á carnificina que os rodeava. Archos é uma inteligência artificial criada pelo homem, com uma capacidade infinita o que lhe permite uma fácil pesquisa de informação e acesso a dados que o leva a controlar os robôs e máquinas existentes em prol do que ele acredita ser salvar-se a si próprio, ás máquinas e ao planeta e os seus recursos naturais.

As personagens estão muito bem construídas, sendo que acompanhamos a evolução de algumas delas como Mathilda Perez , Cormac Wallace e Lonnie Wayne Blanton, entre outros, , em humanos que mais que sobreviver vão lutar em prol da sobrevivência da espécie Humana. O livro está dividido em 5 partes, com acontecimentos pré-Hora H, relatos da Hora H, os acontecimentos imediatos após Hora H, o momento em que os homens compreendem o que se está a suceder e por fim quando os Humanos retaliam a luta de Archos.

Adorei a capa do livro, que nos prepara para um livro sobre robôs humanizados, mas não nos prepara para a realidade da história, a inteligência artificial vai muito além dos robôs.

Eu não leio histórias, vivo as histórias, e por isso foi deveras horripilante certas cenas e certos cenários. O facto de as máquinas poderem dominar o mundo já foi explorado sobejamente, mas confesso que nada me preparou para o que li. Vivi momentos de angústia e de esperança, e em alguns cenários tive que interromper a leitura para absorver a informação e certificar-me que nada que lia era real.

É um thriller arrebatador e sangrento, com muita destruição á mistura, que nos prende desde o inicio até ao final, queremos saber o resultado desta batalha desonesta, em que as máquinas estão em vantagem.
Recomendo vivamente a sua leitura, em especial aos amantes de thrillers e aos apaixonados por inteligência artificial

Aguardo com grande expectativa o segundo livro e confesso que fiquei ansiosa por ver o filme que Steven Spielberg irá criar com base neste livro.