Crónicas de uma Leitora: Agosto 2013

sábado, 31 de agosto de 2013

"Todos os teus beijos" de Laura Lee Guhrke - opinião

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Sinopse


Todos conhecem Dylan Moore — o seu brilhante talento e a sua busca pelo prazer — mas ninguém sabe o tormento que esconde. Apenas uma mulher se apercebe da força que impele a alma de Dylan, uma mulher que o persegue em sonhos e desperta nele paixões que nenhuma outra despertou.

Desgraçada e agora muito pobre, Grace Cheval nada quer ter com o sedutor que a deseja. Quando Dylan lhe oferece o emprego de precetora para a filha que há pouco encontrou, sabe que as suas intenções não são honradas. Porém, é-lhe difícil resistir a este homem tão carismático e devolve-lhe os beijos apaixonados com todo o ardor. Atrever-se-á Dylan a esperar que esta beldade orgulhosa e intrépida derreta o gelo que envolve o seu coração?



Sem dúvida mais um excelente romance desta autora fantástica. A forma de escrever não desilude. Uma escrita simples, sem grandes floreados, só o suficiente para se entrar na história.

Os personagens estão muito bem descritos, e embora se passe em 1832, nota-se que houve pesquisa profunda sobre os costumes daquela época. Desde os trajes, as casas, as comidas, passando pelos costumes e títulos.

Dylon Moore, grande compositor da época, teve um acidente que o deixou com um zumbido nos ouvidos e que nunca mais o deixou compor. Sendo ele um homem que põe em primeiro lugar a musica, ao ver-se nesta condição tenta o suicídio. Na hora que o tenta fazer, Grace aparece na sua vida a tocar violino. Sem saber de onde vem o som, ele persegue-o e encontra-a. Ela consegue, através da música e falando com ele dissuadi-lo. Mas este encontro é breve e passam-se 5 anos antes que se voltem a encontrar. De caracter duro, temperamental e completamente egoísta, como ele próprio se descreve, aprecia os prazeres da carne, é libertino, sedutor, jogador até ao dia em que conhece Grace.

Grace, descendente boas famílias, é virtuosa, calma, sensata e generosa. Humilde e apaixonada, foge com um pintor para poder casar com ele. Sem poderem aceitar essa atitude dela, a familia cai em desgraça. Sem o apoio do marido, que entretanto morreu, e sem a familia que nao a aceita de volta, ela vê-se a tocar violino em festas, e a vender laranjas na rua para poder sobreviver.
Será numa festa, 5 anos mais tarde, em que Grace, que os dois se reencontram.
A partir daqui a história começa a desenrolar, e quando dá por isso Grace está a trabalhar para Dylan, como precetora da filha dele, que ele nem sequer sabia que existia.
Inicia-se um jogo do gato e do rato, pois Grace não quer admitir que se está a apaixonar, e Dylan nem sequer sabe o que é o amor.

Envolvente, sensual, cheio de romance, este história dá-nos a conhecer mais sobre como era aquele época. As noites de loucura dos homens, as apostas, os duelos, as cortes, as politicas, as influências. Um livro que nos faz acreditar que mesmo as pessoas mais frias, calculistas e desprendidas conseguem mudar e acreditar no amor.

"Departamento 19" de Will Hill [Opinião]

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Sinopse:

Jamie Carpenter tem 16 anos e perdeu o pai há pouco tempo. No mesmo dia em que descobre que a sua mãe foi raptada por um vampiro, é salvo por uma criatura gigante que diz chamar-se Frankenstein e que o leva para o Departamento 19, a agência supersecreta do governo.
Conhecida também por Luz Negra, esta agência foi fundada há mais de um século por Van Helsing e outros sobreviventes de Drácula para combater as forças do sobrenatural. Com a ajuda da agência, de Frankenstein e de uma jovem vampira por quem se apaixona, Jamie vai fazer tudo para salvar a sua mãe, mesmo sabendo que terá de enfrentar um exército de vampiros sedentos de violência, sangue e destruição.
ELES NÃO EXISTEM, MAS SALVAM-NOS A VIDA TODOS OS DIAS.





É impossível olhar para esta capa e ficar indiferente, o seu azul vivo faz-nos parar para ver o que contém e a máscara indefinida e o nome suscita curiosidade até ás pedras da calçada.

Ao ler a sinopse fiquei super curiosa, afinal de contas fala-nos de personagens míticas do mundo fantástico como Van Heling, Drácula e Frankenstein, para quem aprecia o género fantástico é impossível ficar indiferente, mas daqui nasce a primeira dúvida, "Será alguém capaz de escrever uma história e não cair nos clichés?", Will Hill consegue provar que sim reescrevndo histórias já conhecidas e aproveitando-as a seu bel-prazer, fazendo o leitor ficar agarrado desde o 1º minuto até ao último.

Devorei o livro literalmente nos momentos de lazer que me foram permitidos pelos meus filhos, e que acabaram-me por me roubar algumas horas de sono...  

Jamie Carpenter é um adolescente infeliz com o presente e com as amarguras que a vida lhe trouxe, desde daquele fatidico dia em que o seu pai morrre e é acusado de trair a pátria. e Marie, a sua mãe, de tudo faz para que tenha uma vida despreocupada e só lhe interessa o seu bem estar.
O dia que Julian Carpenter morreu ainda é assombrado por algo que Jamie não consegue compreender, mas quando, dois anos depois, ao ir para casa Jamie é atacado por Larissa, uma vampira, que piedosa e misteriosamente o alerta que algo está a acontecer em sua casa,  e Jamie vê Allessandru, um dos 3 vampiros mais velhos do mundo, criado pelo próprio Drácula, a levar a sua mãe e só não o leva porque Jamie é salvo por um monstro que diz chamar-se Frakenstein. 

Jamie é levado para o Departamento 19, criado por Van Helsing no inicio do Século XX, cujo lema é Lux Ex Tenebris (da Luz surge as Trevas), o departamento mais secreto do estado, que procura defender o mundo que conhecemos das criaturas que desconhecemos. Mas dentro do Departamento 19 nem todos são amigos, muitos ainda acusam o pai de Jamie pelo passado...
 
Will Hill conseguiu criar um mundo fantástico carregado de suspense apartir de nomes conhecidos, mas trazendo uma atmosfera inovadora de mistério e acção, prendendo-nos desde o 1º instante até ao final. Confesso que me absorvi na leitura acompanhando as conquistas de Jamie, quase sentido que fazia parte daquela força motriz que está disposta a recuperar o que mais de importante existe, a Mãe, pelo meio surgem questões que também queremos ver esclarecidas como Será Julian Carpenter um traidor?, Quem será realmente de confiança? E que segredos todos escondem? 

Alternando entre cenas do passado (como o que sucedeu a Julian Carpenter, pai de Jamie, a criação do Departamento 19 por Van Helsing, a captura de Drácula) e cenas do presente em que colocam Frankenstein do lado de Jamie numa luta contra o tempo para salvar a sua mãe, dei por mim concentrada nos mesmos objectivos de Jamie, perceber o passado e o presente.
 Este livro faz-nos duvidar de tudo o que conhecemos e a olhar 2 vezes para a sombra á procura de criaturas que lá possam se encontrar escondidas!

Pelo 2º prólogo o escritor dá a entender que haverá uma sequela, a existir peço á editora Topseller que o publique rapidamente com a qualidade a que nos acostumou, um livro fantástico deverás excepcional.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Novidades Infanto-Juvenis [Leya]

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Este mês decidi trazer-vos também algumas novidades infanto-juvenis do grupo Leya, afinal mais que livros escolares as crianças precisam também de livros que os façam sonhar.

Da Caminho chega o livro A Bruxa Cartuxa na Floresta de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
Sinopse:
A Bruxa Cartuxa e os seus ajudantes montaram na floresta um negócio muito original. Mas depressa descobriram que ali todos os habitantes tinham pelo menos um segredo. Alguns eram segredos bons, outros eram segredos maus e outros realmente péssimos. Que Fazer? 

Da Gailivro chega mais um livro da série Diário de uma Totó de Rachel Renée Russel, desta vez o volume 6.
Sinopse:
Como saber se a tua paixoneta gosta de ti, por Nikki Maxwell Quer ir contigo ao melhor baile do ano. (Ainda vais muito a tempo de o convidar) (OMD! E se ele não diz que sim?!) (OMD! E se ele vai com a Mackenzie?!!!) 

A Oficina do Livro trás-nos para setembro Um Atalho no Tempo de Madeline L'Engle.
 Livro:
Quando a história começa, as personagens principais, Meg Merry e o seu irmão mais novo, Charles Wallace, vivem com a mãe e os irmãos, Sandy e Dennys. Meg tem dificuldade em adaptar-se à escola e sente a falta do pai, um cientista, que desapareceu há mais de um ano enquanto efetuava uma experiência que envolvia viajar no tempo. Um ser estranho de outro mundo visita o lar dos Murry e fornece uma pista importante sobre o paradeiro do Sr. Murry. Meg, Charles Wallace e o amigo Calvin O’Keefe começam então uma viagem perigosa no tempo e no espaço para salvarem o Sr. Murry. São assistidos pelas estranhas visitas dos Murry, a Sra. Quéisso, a Sra. Quem e a Sra. Qual. As crianças veem-se em breve no centro de uma luta entre o bem e o mal, que ameaça destruir a liberdade e a individualidade. Pelo caminho, desenvolvem força, coragem e capacidades que não sabiam ter. Para Meg, em especial, a viagem é mais do que uma aventura ou uma missão para ajudar os outros: é também uma viagem de autodescoberta que muda as suas ideias sobre si própria e as pessoas que a rodeiam.

Sobre a autora:
Com muita sensibilidade e mestria, Madeleine L’Engle criou uma saga multidimensional, que ultrapassa todas as barreiras da realidade, numa aventura épica e mitológica. Ela nasceu em Nova Iorque e Um Atalho no Tempo, o primeiro da série Viajantes no Tempo, é o seu livro mais famoso, que recebeu o Newbery Award em 1963. Madeleine faleceu em 2007, no Connecticut, deixando mais de sessenta títulos para adultos e jovens, entre eles mais quatro volumes das aventuras dos irmãos Murry e seus amigos.


"Onde estão as crianças" de Mary Higgins Clark [Opinião}

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Sinopse:
Nancy fugiu ao sofrimento do seu primeiro casamento, à morte macabra dos dois filhos pequenos, às histórias de capa dos jornais e às chocantes acusações feitas contra si. Mudou de nome, pintou o cabelo e foi viver para outro sítio. Agora, feliz com um novo marido e dois filhos lindos, Nancy sente que pode por fim esquecer a sua história trágica e começar a acreditar em segundas oportunidades. Até que, uma manhã, olha pela janela para ver os filhos, mas encontra apenas uma luva vermelha e percebe que o pesadelo começou do novo…



Mary Higgins Clark apresenta-se-nos num registo diferente: o policial. Aliás, ela própria nos apresenta com uma introdução do porquê se ter resolvido escrever um livro deste género. E embora ele seja pequeno, 196 paginas, é intenso da primeira à última.
Nancy, casada com 2 filhos, vive actualmente nos suburbios, depois de ter sido acusada de ter morto os seus 2 filhos 7 anos antes. Libertada por uma questão técnica ela resolve fugir do sitio onde toda a gente a olhava de lado e onde estava sempre a ver dedos acusadores.
Refez a vida, tendo casado e tem de novo 2 filhos que são a razão da vida dela. Dona de casa, vive para eles e para o marido. E mesmo estando sempre a ter pesadelos e olhando sempre por cima do ombro com medo que algum dia os novos vizinhos descobrissem quem ela era na realidade, nada a prepara para a manhã que os seus 2 filhos desaparecem, de novo.
Começa aqui uma loucura de 48 horas, em que todos suspeitam novamente dela. Em que é de novo acusada de ter morto os filhos. Mas uma série de descobertas e uma hipnose começam aos poucos a levantar o véu do mistério. E ninguém, mas ninguém desconfia que os filhos estão bem perto dela numa casa onde está a ser observada há meses. Alguém que a conhece e prometeu que ela não iria ser de novo feliz.

Escrito a um ritmo avassalador, pois tudo se passa em 48 horas, a historia atropela-se e ficamos a conhecer uma série de personagens de forma compacta mas funcional. Em momento algum fiquei com a sensação de precisar de saber mais deste ou daquele personagem para entender a história.
Acabei o livro em 3 horas. E quando acabei parecia que me faltava o ar, vindo de uma maratona. Isto porque os sentimentos que tive foram de um extremo ao outro. Comecei por ter pena de uma mãe que perdeu 2 filhos que se viu de repente apartada de outros 2. Depois comecei a sentir odio, e raiva pelo homem que os levou e que ainda por cima se ria da situação. Sabem aquela sensação que temos quando estamos a ver um filme e queremos entrar pela TV dentro para apertar o pescoço ao mau da fita? Era assim que me sentia. Agoniada, pois sabia que as crianças corriam perigo e ninguém tinha sequer uma pista para onde se virar. As horas a passar e parecia que toda a gente sabia, individualmente alguma coisa, mas ninguém queria contar nada. Enfim um sufoco.
Retratando a realidade dos raptos e da pedofilia, este livro foi sem duvida um dos que mais gostei este ano.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Renascida de P. C. Cast [Opinião]

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Sinopse:

"Suspense, fantasia, viagem no tempo, tudo condimentado com uma muito saudável dose de romance... a boa notícia é que isto é só o princípio." Romantic Reviews Today Christine Canady, CC, é sargento da Força Aérea e no dia do seu 25º aniversário, já depois de uns quantos copos de champanhe a mais, faz uma dança em cima do balcão do bar pedindo à deusa da terra um pouco mais de magia na sua vida. No dia seguinte, o seu voo com destino ao médio oriente, num C-130, termina num desastre com o avião a despenhar-se no Oceano. Quando pensava que o seu destino estava traçado e a sua morte era certa, ela apercebe-se de que está a respirar debaixo de água e se encontra perante a mais bela sereia que poderia imaginar. Concedendo à sereia o desejo de ser humana, elas trocam de consciência e em breve CC vê-se imersa nas intrigas da corte das sereias, e com dificuldade em resistir aos encantos do pretendente real. Mas, o desejo de voltar a terra vai fazer com que CC se cruze com o cavaleiro dos seus sonhos, vendo-se envolvida num arrebatador triângulo amoroso. 




Depois de ter lido o 3.º volume da saga Chamamento da Deusa não consegui resistir a começar esta série do inicio. Renascida conta-nos a história de uma sargento da Força Aérea americana Christine Canady que deseja ardentemente ter magia na sua vida, assim na noite do seu 25.º aniversário invoca a deusa Gaia.

Posteriormente num acidente aéreo a jovem cai no mar e troca de corpo com uma sereia que anseia viver em terra. É aqui que C.C. vira Ondina e acaba por viver entre terra e mar na idade média, dividida pelo amor de um sereio e as atenções de um nobre cavaleiro.

Este deverá ser um dos livros mais inteligentes que já li desta autora pois mais que uma bela história de amor, cheia de altos e baixos, de momentos de força e de fraqueza, descrições fabulosas da imensidão maravilhosa do mar este é um livro que apela ao divino feminino, mostra às personagens femininas a força da união entre elas e da devoção à deusa, do poder da mulher como ser individual e belo.

Apesar de achar que ficaram algumas pontas soltas e de querer saber o destino de outras personagens como Ondina foi um livro que me agradou imenso, mais uma vez a escrita da autora é bastante simples e acessível, as personagens estão bem construídas e as cenas bem descritas. O final foi para mim surpreende e espectacular e irei continuar a seguir esta série. Para mim que sou fã de mitologia estes livros serão residentes na estante.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Casado até Quarta, de Catherine Bybee [Opinião]

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Sinopse
Blake Harrison:
Rico, de boas famílias, encantador… e a precisar de uma mulher que se case com ele até quarta-feira. Blake pede ajuda a Sam, que afinal não é o homem de negócios que ele pensava. Pelo contrário, Blake depara com Samantha Elliot, uma mulher linda e arrojada com uma voz de fazer perder a cabeça.

Samantha Elliot:
Dona de uma agência matrimonial, ela própria não está disponível para o casamento… quer dizer, até Blake lhe oferecer dez milhões de dólares por um contrato de um ano. Não há nada de indecente na proposta dele e, além disso, o dinheiro vai ajudar imenso nas contas do médico da família de Sam. A única coisa que ela tem de fazer é guardar para si a atração que sente pelo marido e evitar a cama dele. Porém, é difícil resistir aos beijos ardentes de Blake e ao seu charme sensual são demasiado difíceis de resistir. O contrato de casamento previa tudo e mais alguma coisa… menos que se apaixonassem. 

Tenho a confessar que me apaixonei por este livro pela capa, é deliciosamente romântica e delicada e aponta a uma história de amor arrebatadora. Pensei que este livro seria uma leitura leve para agosto, o mês das férias com escassas novidades literárias e o mês que me propus a descansar da maioria das leituras. Enquanto esperava a chegada deste livro a casa senti a minhas expectativas desmoronarem-se, na página de facebook da Bertrand este livro era inserido no género erótico e isso colidia directamente com a capa e a sinopse. Talvez por isso tenha deixado o livro a "marinar" umas semanas na estante. Peguei-lhe numa tarde já com as expectativas bastante baixas e ainda bem. Afinal não me enganei no meu primeiro julgamento e este livro não se insere de todo na categoria de erótico.

Sam é uma mulher de negócios, dona de uma agência matrimonial que enfrenta alguns problemas financeiros por cuidar da sua irmã que se encontra num lar. Uma mulher muito forte, determinada, que deixou a sua vida pessoal de lado e vive para a sua empresa.

Blake é um duque inglês que precisa de casar para poder ter acesso à fortuna e às propriedades do seu pai com quem nunca se deu bem e cujo testamento foi feito de modo a forçar o filho a dobrar-se à sua última vontade.

Depois de um encontro de negócios onde Sam apresenta algumas candidatas a futuras esposas Blake completamente encantado com aquela mulher tão exuberante acaba por propor-lhe casamento. Tendo em conta o dinheiro que ganhará com o acordo e precisando dele para cuidar da irmã, a jovem acaba por aceder.

 Este é apenas o início de uma história de negócios que se transforma numa bela história de amor. A narrativa é simples, assim como a escrita da autora que é bastante fluída e fácil. Não existem grandes percalços ou problemas de maior mas é uma história que nos envolve e arrasta na sua simplicidade e doçura. Não considero que seja um romance arrebatador mas é sem dúvida o ideal para quem precisa ou prefere uma leitura leve.

"Uma Mulher diferente" de Penny Vincenzi - opinião

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Sinopse
O casamento de Cressida Forrest ia ser perfeito. Com o seu aspeto esbelto e inocente, Cressida daria a mais bela das noivas, e Oliver Bergin, um jovem médico em ascensão, o noivo ideal. Com tudo preparado para o seu dia de sonho, Cressida deitou-se serena e feliz. Mas, na manhã seguinte, tinha fugido - sem causa aparente e sem deixar rasto. E o pesadelo começou...

Chocadas, preocupadas e atónitas, as duas famílias enfrentam um longo e doloroso dia de revelações, à medida que uma complexa e frágil teia de segredos sexuais, conjugais e financeiros vão sendo conhecidos como consequência do desaparecimento de Cressida.

Por que razão abandonou ela tudo e todos? Para onde foi e o que teria a esconder? E se não era a pessoa perfeita que todos julgavam, então quem era verdadeiramente?

Pela autora dos bestsellers Cruel Abandono e O Jogo do Acaso, um novo romance surpreendente e repleto de momentos inesperados.
 
 

Um livro intrigante, cheio de suspense e muitos segredos. Ninguém diria que uma história que parecia ser perfeita, se iria revelar uma história em que todos os personagens iriam ver os seus segredos mais sórdidos serem descobertos.

Tudo começa na véspera do casamento de Cressida e Oliver. Um casal que tinha tudo para ser feliz. Ela bonita, de boas familias, filha de um ginecologista de renome, ele advogado com uma carreira brilhante à frente. No jantar de véspera, em que estão reunidas as familias e os amigos, tudo parece estar perfeito. Os noivos felizes, as respectivas mães nervosas e preocupadas com os preparitvos. Perto da meia noite tudo acaba. É esta a altura em que deixamos de acompanhar Cressida, porque na manhã seguinte, no dia do seu casamento, ninguém a encontra. Ela simplesmente desapareceu, parecendo que não deixou uma pista para trás. Começa aqui um frenesim de loucura em que toda a gente a tenta procurar em que tentam descobrir o que aconteceu. Mas o que eles vão descobrir sobre a filha perfeita, faz dela tudo menos um modelo a seguir. Afinal ela enganou tudo e todos, mentiu e traiu. Com a descoberta da vida secreta de Cressida, começam também a vir ao de cima os segredos de amigos e familiares: o próprio pai, o padrinho, a mãe do noivo, o noivo. Será um verdadeiro enredo.

Um livro do qual gostei muito, mas que, para mim teve um defeito: existem demasiadas personagens logo no inicio. Cada capitulo é sobre um personagem diferente, em que é apresentado um pouco da personalidade deles. O que, para um inicio de livro é um pouco confuso. À medida que vamos lendo, e conhecendo cada um deles, torna-se mais simples de entender e de os conseguir identificar.

Mas se o inicio a leitura é um pouco lenta, depressa damos por nós a querer saber mais e mais. Afinal porque é que Cressida fugiu, porque é que o pai não quer que uma das convidadas apareça no casamento. O que será que o padrinho da noiva tanto esconde?

A autora consegue prender-nos com facilidade, deixando-nos ávidos por saber afinal que segredos é que toda a gente tenta esconder.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

"Morte na aldeia" de Caroline Graham [Opinião]

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Sinopse:
Badger’s Drift é a típica aldeia inglesa onde todos se conhecem e, aparentemente, nada acontece. Tem um vigário, um médico desastrado, umas quantas figuras excêntricas e uma solteirona amorosa, famosa pelas suas bolachas caseiras. Mas quando a velhinha morre subitamente, a sua melhor amiga não se conforma. Ela sabe que aquela morte não foi natural. O inspector-chefe Barnaby e o incansável sargento Troy não têm alternativa senão investigar. E o lado sombrio da pitoresca aldeia começa lentamente a ser revelado. Perante velhos ressentimentos e novas rivalidades, ódios intensos e paixões dissimuladas, Barnaby está cada vez mais alarmado. Infelizmente, um segundo e hediondo crime vai confirmar as suas piores suspeitas



Ganhei este livro num concurso da ASA e fiquei entusiasmadissima com isso, sendo o 1º da Colecção de Crime á hora do chá, e sendo fã de policiais e de terror, achei que iria adorar. No entanto o livro demorou a chegar e fui lendo opiniões sobre o mesmo, algumas positivas e algumas negativas, começou a esmorecer a minha vontade de pegar nele, acabei por recebê-lo mas pu-lo na prateleira á espera de melhores dias... Errado!
Sendo um livro escrito há já algumas décadas, não tem o desenvolvimento rápido que teria hoje em dia, não existe análises de ADN, nem nada semelhante, mas adorei.

A história inicia-se quando Miss Sampson (de 80 anos) procura no bosque uma flor rara numa disputa com uma amiga pelo encontro da mesma, a recompensa será dar um chá com tudo e fazer inveja á outra, e no meio da sua demanda dá com uma cena inesperada de 2 amantes que lhe causa tamanho desconforto por estar errado. Miss Sampson nem consegue vanglorizar-se da sua vitória, e foge para casa perante o horror do que presenciou.

 No dia seguinte Miss Sampson aparece morta em sua casa, do que parece uma morte natural (uma queda) e assim o Médico da Aldeia passa a certidão de óbito, mas Miss Bellringer a sua melhor amiga não acredita e não descansa enquanto a policia não investiga a sua morte.

Confesso que adorei a personagem de Miss Bellringer uma solteirona de 80 anos, que adora policiais, e que faz uma pequena investigação de forma a justificar a sua posição á policia, abelhuda e metediça, faz-nos sentir uma vontade de esbofetear o sargento Troy que não parece disposto sequer a ouvir o que esta lhe tem para dizer, quanto mais a investigar o crime em si. O sargento Troy é um policia em crescimento, e a ele só lhe interessam resultados positivos para se poder gabar de como é bom... E quando Miss Bellringer se farta dele, entra o famoso Detetive Barbaby, com os seus problemas de azia (muito por culpa da sua amada esposa não saber cozinhar) que ouve a senhora e que vai tentar esclarecer a situação (mas não acreditando no crime em si).

Nós leitores, vamos nos embrenhando na leitura querendo conhecer melhor o passado de Sampson e conhecendo a pequena aldeia onde todos se conhecem,  com as suas personagens caricatas como a "gorda abelhuda" e o seu filho coveiro, o rancheiro milionário tetraplégico e a sua noiva pobre, entre outras, e ás duas por três damos por nós a alerta Barnaby para um pequeno detalhe e a tentar resolucionar o mistério.

Fui surpreendida no final com a descoberta do assassino, não era algo que estivesse á espera, é uma leitura agradável para os amantes dos policiais e surpreendente. Gostei muito e aconselho vivamente.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

(des)esperamos!

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Um dos livros que gostava de ver editado em Portugal era da minha querida Jacqueline Carey, fora do seu mundo conhecido. Este livro nada tem a ver com isso nem com sexualidade.
Este é um livro de fácil leitura, que é cínico sobre as estruturas de poder, uma aventura que leva tanto da realidade como de fantasia. Um estilo diferente e no entanto tão característico de Carey, que envolve humanos e lobos.
Chama-se Santa Olivia, e foi publicado pela primeira vez em 2009.  


Uma série de livros que gostava de ver editada em Portugal é a sérieDemoníaca de Larissa Ione. Ela tem um toque especial para contar histórias fantásticas que prendem o leitor desde a primeira a última página.
Mas também a Lords Of Deliverance,que foi a última que li e que tanto adorei, e que é uma espécie de spin-off da Demoniaca. Contando a história de quatro irmãos que são Cavaleiros do Apocalipse protegidos por um selo que não deve ser quebrado.
Reúne excitação, o perigo e a sensualidade, tanto uma como outra e deixa qualquer um viciado, acho eu.
Para terminar outra série que estou a gostar muito de descobrir é a “A Shaede Assassin” Começando pelo Shaedes of Gray que trata de Darian que tem uma habilidade que é inscirvel, consegue transformar-se numa sombra em que o corpo só se transforma em corpo de carne e osso quando está sol (e não há sombra).O que é que isso tem de útil? Nada, caso o seu trabalho não fosse ser uma assassina, e da melhor devido a sua habilidade. No entanto Darian leva a vida muito solitáriamente, até ao dia que descobre mais de si mesma....
Uma série a não perder.

Resultado passatempo "A chama de Sevenwaters"

2 comentários:
Olá! Vamos finalmente proceder à divulgação do nome da vencedora do ultimo passatempo de julho, A Chama de Sevenwaters de Juliet Marillier.

Houve 94 participações válidas apesar de eu esperar mais. A vencedora foi:

Miriam (...) Reis, de Póvoa de Varzim

Parabém Miriam, por favor verifica o teu email.

"As raparigas do Rosário" de Richard Montanari - opinião

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Sinopse
Uma das vozes mais poderosas e de maior talento da actualidade dá vida a um thriller moderno de grande pujança baseado numa ideia de vingança e revolta. Chase, motorista de ambulâncias fica traumatizado desde o dia em que perdeu a filha por não ter chegado a tempo ao hospital não conseguindo evitar que a sua mulher abortasse no caminho. A partir daí, a sua sede de castigar jovens que planeiam suicidar-se assume contornos assassinos sendo o seu alvo raparigas pertencentes a colégios católicos. As execuções obedecem a um ritual meticulosamente planeado: primeiro a fase da oração e em seguida a tortura e execução, sendo as mãos das escolhidas aparafusadas em oração eterna segurando um rosário a que falta um número diferente de contas em cada crime. Antes que o ciclo fique completo, torna-se urgente identificar e capturar o assassino que está a assombrar Filadélfia. Um thriller de elevado suspense e acção que mantém o leitor a desconfiar de várias personagens.



Mais um policial fantástico. Se me pedissem para o descrever em 3 palavras diria: Arrepiante, Intenso, viciante. É incrível como o autor nos consegue fazer embrenhar com uma facilidade enorme numa história macabra de um mente perversa.

A história centra-se em dois personagens principais. Jessica e Kevin. 2 detectives, ela acabada de chegar á secção de homicídios e ele já com carreira feita. Juntos vão encetar as mais incríveis investigações para descobrir quem anda a aterrorizar a cidade matando raparigas, que estudam em escolas católicas, aparafusando-lhes as mãos em oração e pendurando um rosário. Elas são largadas em locais diversos e em posições distintas. Mas há uma outra descoberta que é feita que deixa toda a gente perplexa e incrédula com o sangue frio do assassino.

Como dupla, gostei da descrição de ambos os detectives. O autor consegue aproxima-los de nó s com facilidade, pois ele são falíveis como todos nós. Com segredos, vícios, e que erram. No entanto, achei também que se perdeu um pouco ao falar demais nas história passada deles. Dar-nos a conhecer um pouco da vida passada deles sim, mas não da forma constante e exaustiva como o faz.

No entanto, não deixa de ser um livro excelente, que nos deixa presos de expectativa do inicio ao fim da leitura. Eu confesso que me cheguei a arrepiar quando o estava a ler, a pensar como é possível a mente humana ser tão perversa, má e cruel.

E embora seja um livro que já tem uns anos (2007), é daqueles que simplesmente ADOREI e que aconselho a todos que gostam de policiais.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sugestão do dia [Música]

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Deixando-me de músicas recentes e de cantores recentes, hoje deu-me para pegar numa música de uma banda que ouço há bastantes anos e que para mim nunca fica velha, os My Chemical Romance. Apesar de sempre lhes ter estranhado a aparência, a música deles foi algo que sempre me fez vibrar e as letras das músicas sempre me transmitiram algo. É por isso que hoje escolhi a "Sing". 
Vejo esta música como algo dirigido directamente à juventude, à minha geração e à que vem a seguir a mim. Vejo-a como um apelo aos jovens, para que independentemente de tudo façam as escolhas certas. E se calhar é só a minha maneira de interpretar a música, mas tiro dela uma mensagem anti-violência.

Sing it out
Boy, you got to see what tomorrow brings
Sing it out
Girl, you got to be what tomorrow needs
For every time that they want to count you out
Use your voice every single time you open up your mouth

Canta
Rapaz, tens que ver o que o amanhã vai trazer
Canta
Rapariga, tens que ser o que o amanhã precisa
De todas as vezes que te tentaram excluir
Usa a tua voz de cada vez que abrires a boca

É um grito de revolta que ao mesmo tempo não o é. É uma música que se revolta contra situações do dia a dia, contra aquilo que atormenta a sociedade e contra aqueles que não fazem nada contra isso. Mas é também uma música que instiga a fazer algo, não recorrendo à violência, mas recorrendo à voz, neste caso cantando. Para além disso, possui uma mensagem que pode ser retirada para as situações do quotidiano, quando estamos frustrados e chateados. Já se costumava dizer que "quem canta, seus males espanta" e acaba por ser um pouco verdade!

Para quem não conhece a música, aconselho a estar realmente atento à letra, porque há muitos pormenores que podem ser retirados e interpretados dela.


[Porto Editora] Não podia faltar Sveva na rentrée literária [Divulgação]

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A Porto Editora tem vindo a publicar, ao longo dos últimos cinco anos, a obra de uma das autoras de maior sucesso em Portugal: a italiana Sveva Casati Modignani. Nesse sentido, espera-se que a publicação do romance O Barão, a 30 de agosto, marque a chamada rentrée literária e represente um novo êxito.

Obras como Baunilha e Chocolate e Um Dia Naquele Inverno fizeram de Sveva um caso ímpar de popularidade e fidelidade por parte das leitoras.

Depois de O Diabo e a Gemada, livro autobiográfico lançado em março, a Porto Editora publica um romance muito aguardado pelas fãs da autora. O Barão mostra os meandros de uma sociedade em que os velhos paradigmas sociais entram em confronto com uma classe disposta a tudo para ascender ao poder, criando um mosaico de personagens vibrantes.

SINOPSE
Bruno Brian di Monreale, o Barão, como é conhecido, é o último descendente de uma antiga e nobre família siciliana. Bruno cresce na Califórnia, com um pai severo e distante e uma mãe dividida entre um casamento precipitado, onde não existe amor, e uma paixão deixada na sua Sicília longínqua. Mas são as raízes sicilianas que levam Bruno a regressar à sua ilha natal, ao seu avô, um velho aristocrata, e a Calò, o padrinho sempre presente. Serão estas duas figuras que lhe irão transmitir o saber ancestral das velhas famílias da nobreza e da sua ética e código de justiça. Bruno di Monreale envolve-se nos negócios do petróleo e das grandes multinacionais, tornando-se num homem poderoso e fascinante. Os amores inconsequentes e os casos fortuitos sucedem-se na sua vida glamorosa mas dominada pela insatisfação, até que se cruza com Karin, uma mulher reservada e misteriosa – o desafio por que Bruno ansiava e que lhe irá trazer o equilíbrio há tanto desejado.

A AUTORA
Reconhecida como a grande signora do bestseller italiano, com mais de 11 milhões de exemplares vendidos, Sveva Casati Modignani está traduzida em 17 países e é hoje uma das autoras mais populares em Portugal. No catálogo da Porto Editora figuram já os seus romances Feminino Singular, Baunilha e Chocolate, O Jogo da Verdade, Desesperadamente Giulia, O Esplendor da Vida, A Siciliana, Mister Gregory, A Viela da Duquesa e Um Dia Naquele Inverno. A sua obra autobiográfica, O Diabo e a Gemada também já se encontra publicada no catálogo da Porto Editora.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

" A Verdade Nos Olhos", de Harlan Coben, Opinião

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Sinopse:

Myron Bolitar há mais de sete anos que não sabe nada de Terese Collins, desde a altura em que terminaram o seu intenso romance. Por isso, quando ela lhe liga de Paris num tom desesperado, Myron é completamente apanhado de surpresa. Suspeita da morte do ex-marido, Terese não tem ninguém a quem recorrer. Myron hesita, mas uma pista do caso arrasta-o para uma trama sinistra antes de poder voltar atrás. Com o seu característico charme e bom humor Myron terá de andar sempre um passo à frente de organizações como a Interpol e a Mossad antes que a sua própria vida e a de Terese se encontrem em risco. O novo livro de um dos maiores mestres do thriller contemporâneo continuará a cativar fãs com o seu ritmo frenético e enredo empolgante.





Harlan Coben ganhou uma categoria das mais importantes nas minhas estantes dedicadas a policiais. Os seus livros têm um ritmo alucinante, até mesmo á última página, já para não dizer, no caso deste puramente verdade, até à última frase! Ler um livro do autor poderá ser comparado ao programa de centrifugação de uma máquina de lavar roupa, ora viramos para a direita, ora viramos para a esquerda, quando pensamos que chegou ao fim, vem mais uma reviravolta!

No presente livro somos conduzidos à Cidade das Luzes, ao reencontro com uma antiga paixão de Myron. Esqueçam cenas calientes uma vez que somos confrontadas com o segredo de Terese, segredo esse que o próprio Myron desconhecia… Terese houvera tido uma filha que falecera num acidente de carro provocado pela própria Terese. Esta após o divórcio com o marido acabou por desaparecer durante 7 anos, regressando após um estranho telefone do ex-marido onde este lhe dá a entender que a filha de ambos poderia estar viva. Uma vez que Terese permaneceu em coma durante 2 semanas, acabou por não assistir ao funeral da própria filha, ficando a dúvida, como em qualquer mãe, a martirizar-lhe a alma. Terese pede a Myron para encontrar o seu ex-marido, uma vez que este nunca apareceu no encontro que o mesmo tinha marcado.

A investigação de Myron vai levá-lo muito além do inimaginável, desde Clínicas de Fertilidade a controvérsias geradas por temas como o aproveitamento de embriões no estudo das doenças degenerativas, bem como, o terrorismo. Esta última premissa pareceu-me ao longo do livro, bastante deslocada… parecia-me, uma vez que já a meio eu desconfiava qual seria a trama central, no entanto apesar de acertar, Harlan Coben ainda conseguiu surpreender com a explicação do terrorismo como parte fulcral no desenlace da trama!

Decididamente, este é um dos meus autores favoritos no que diz respeito a policiais, uma vez que escreve de forma magistral, conduzindo-nos para além dos limites de velocidade recomendáveis, provocando ansiedade no inicio da leitura de qualquer dos seus livros, bem como, promovendo insónias com a leitura dos últimos capítulos que acabarão por povoar nossos sonhos nas noites seguintes.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

"O Esplendor da Vida" de Sveva Casati Modignani - Opinião

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Sinopse
Giulia de Blasco é uma escritora de sucesso que venceu uma difícil batalha contra o cancro e conquistou o amor do cirurgião Ermes Corsini. Apesar disso, Giulia não consegue encontrar a serenidade que tanto deseja.
O seu filho Giorgio, de dezasseis anos, atravessa uma adolescência conturbada e acaba por influenciar negativamente a relação de Giulia e Ermes e fazer Giulia questionar as suas capacidades como mãe.
É no meio destas dúvidas e incertezas que surge Franco Vassalli, um enigmático e fascinante empresário, habituado a conseguir tudo o que quer...
Para Giulia começa assim mais um período dramático e intenso da sua vida.



Andava curiosa por ler esta autora. Aquando da saída do seu último livro "Um dia naquele Inverno", e depois de ler várias criticas muito positivas, ainda mais curiosa fiquei. Apesar de ter cá alguns dos livros dela, só agora surgiu a oportunidade de pegar num deles. Calhou ser este, embora seja a continuação da história de Giulia que a autira nos apresentou no livro anterior "Desesperadamente Giulia".

Sveva, começa por nos presentear com várias personagens, logo no inicio do livro. Todas elas parecem ser independente, mas acabam por, de uma forma ou de outra se conhecerem.

Giulia, claro, prestes a casar com Ermes, o grande amor da vida dela, mas que as circunstâncias da vida separaram no inicio da vida deles, é uma escritora de sucesso de 42 anos. E embora se sinta feliz na relação em que se encontra, e depois de ter tido um cancro da mama, começa a duvidar da sua própria aparência. A idade, junto com as incertezas levam-na, a começar a olhar para Franco, de uma forma que, de amizade, nada tem.

Franco, um empresário ainda novo, divorciado e com duas filhas, foi trocado por outra mulher. Desde essa altura que não se envolve com nenhuma mulher seriamente. Começa a interessar-se por Giulia, quando passa numa livraria e vê o livro dela na montra. Aproxima da escritora para lhe pedir direitos de autor para fazer do livro uma série. Mas o fascínio que ele começa a sentir por ela, acaba por delegar as filmagens para segundo plano.

Depois temos Giorgio, o filho de Giulia e do seu primeiro marido. Com 15 anos está na crise da idade. Resmungão, fumador, é também fumador habitual de haxixe. Quando a mãe descobre é mais uma machadada na auto-estima dela, porque se começa a achar uma péssima mãe.

A história acaba por se desenrolar sempre em roda destas 3 personagens. Iremos conhecer ex-maridos, as ex-mulheres, os amantes, as intrigas, os ciúmes e as separações.

São uma série de personagens cujos destinos se entrelaçam na sequência de peripécias singulares.

Uma escrita descontraída, fácil de se seguir e que nos envolve com facilidade. Retrata várias situações que nos são conhecidas como é o caso do cancro da mama, a crise da meia idade e da adolescência. A gravidez aos 40 anos, as traições e os divórcios.

Embora tenha gostado do livro, confesso que depois de ter lido tantas criticas da autora, estava à espera de mais. No entanto não deixa de ser um livro bonito, o qual não fiz qualquer sacrifício para ler.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

The Heir de Grace Burrowes [Opinião]

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Sinopse:

AN EARL WHO CAN'T BE BRIBED
Gayle Windham, Earl of Westhaven, is the first legitimate son and heir to the Duke of Moreland. To escape his father's inexorable pressure to marry, he decides to spend the summer at his townhouse in London, where he finds himself intrigued by the secretive ways of his beautiful housekeeper...
A LADY WHO CAN'T BE PROTECTED...
Anna Seaton is a beautiful, talented, educated woman, which is why it is so puzzling to Gayle Windham that she works as his housekeeper.
As the two draw closer and begin to lose their hearts to each other, Anna's secrets threaten to bring the earl's orderly life crashing down - and he doesn't know how he's going to protect her from the fallout..




The Heir é o meu romance de estreia da escritora Grace Burrowes e até me surpreendeu pela positiva.

Gayle é pobre e infelizmente para ele é o único herdeiro do seu pai, duque de Moreland. Para além de desonesto, o duque é um vadio louco que coloca a família na ruína financeira que deseja que Gayle encontre uma esposa e transforma isso uma das suas variadas obsessões, levando a que deseje a todo o custo que este tenha um herdeiro.
No entanto Gayle só tem em mente uma coisa, resolver todos os problemas do pai. Cheio de responsabilidades e sendo incomodado constantemente pelo duque com assuntos que não lhe interessam e para os quais ele não tem tempo, Gayle começa a ficar saturado e a temer que as coisas fujam do seu controle, até porque começam a surgir encontros que tem com mulheres e que são rigorosamente programados. Mas é mesmo assim que tem de ser, sem saídas com os amigos, e lazer, Gayle tem de dedicar o seu tempo inteiro a família e as suas necessidades.

Seria de prever que uma mulher nova entrasse na sua vida. Uma mulher jovem, curiosa e atraente, faladora e super carinhosa, que vem trabalhar como governanta na casa do duque. Anna Seaton é uma mulher misteriosa e que Gayle não consegue entender o porque de se sentir a traído com a mulher. Vê-se então perdido em pensamentos entre as finanças e Anna, o que lhe é estranho, pensar numa mulher como uma mulher que ele quer para ele, sentindo-se atraído por ela, mas ela é a governanta. Então não tem outra coisa senão seduzi-la, e tem de arranjar tempo para isso, dê por onde der.

Seria de esperar que como governanta, Anna quisesse subir na vida, e tendo ali o conde a seus pés e pelos visto atraído por ela, o que haveria para pensar? Mas não vai ser facilmente seduzida, por muito que atraente e charmoso que seja o conde.

Gostei muito do livro, apesar de não ser muito fã deste romances, achei uma leitura light e divertida.
Um ponto que gostei foi como a escritora descreveu os pobres, o conde e a sua preocupação com a família que o faz sentir totalmente miserável. As personagens são fortes, até mesmo o duque que tinha o seu feitio indesejável, tal como o Gayle que também era arrogante mas associei as suas preocupações e deveres. Anna parecia-me uma coisa ao inicio, mas depois revelou-se ser outra e achei piada e gostei de ver como ela negava sempre a sua atracção pelo conde e de que não se importava com ele, mas secretamente brotava dentro dela um certo desejo por ele.
Uma das coisas que não concordei foi porque razão Anna não contava a verdadeira razão porque estava lá a trabalhar “escondida” porque ele era conde e de certa forma até a podia ajudar, não sei.

Creio mesmo que irei continuar com a serie e ver o que mais me espera desta escritora, aconselho a sua leitura aos românticos principalmente.

Resultado dos passatempos

4 comentários:
 Olá, sei que estou atrasadíssima com a divulgação dos vencedores dos passatempos e peço desculpa. Ainda falta o vencedor do livro A Chama de Sevenwaters mas tenho de fazer uma pequena verificação antes de publicar e só para a semana posso fazer isso com a editora.

Para o passatempo Iluminada de P. C. Cast tivemos 95 participações válidas e a vencedora é:

 Mariana (...) André da Golegã

Para o livro O Toque do Highlander tivemos 160 participações válidas e o vencedor é:

Fernando (...) Tavares de Odemira

Para o livro Sedução tivemos 154 participações (J.D. Robb tem 14 livros publicados em Portugal) e a vencedora é:

Andreia (...) Godinho da Maia











Os nossos parabéns a todos os vencedores que iremos contactar por email para fornecerem os dados e espero que continuem a participar nos nossos sorteios.

"Hotelle - Quarto 1" de Emma Mars - opinião

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Sinopse


Anabelle, uma jornalista recém-licenciada, trabalha esporadicamente como acompanhante de luxo, para ganhar algum dinheiro. O local escolhido para essas noites é o Hotel dos Encantos, onde cada quarto é dedicado a uma famosa cortesã. Numa dessas noites, conhece o atraente David Barlet, um magnata da comunicação. Apaixonam-se de imediato e ficam noivos, marcando a data do casamento para o dia de aniversário de Elle. Mas quem será o enigmático homem que lhe envia mensagens eróticas, a atrai até ao hotel e a guia na descoberta da sua sexualidade através de mandamentos eróticos e sessões de exploração do corpo e dos sentidos? É possível que se tenha deixado seduzir pelo irmão do seu noivo e que esteja agora prisioneira de um arriscado jogo sexual? Acompanhe Elle na descoberta das suas fantasias pela mão de um homem misterioso e altamente sedutor.




Quando peguei neste livro e vendo o tamanho dele - 638 paginas - o meu primeiro pensamento foi: Espero bem que isto não sejam 638 páginas só de sexo. Já li outros dentro do mesmo tema, e alguns desiludiram por não terem grande história. Pelo que peguei neste com um pouco de cepticismo.

As primeiras paginas chamaram-me logo a atenção pela escrita. Simples, fácil de seguir. Somos logo apresentado a Anabelle - Belle - que acabou o curso de jornalismo e vive me Paris. Mas tendo uma mãe doente, com cancro e não tendo grandes posses, deixou-se levar por Sophie, para ser acompanhante e luxo. E embora o contrato com a "patroa" não a obrigue a ir para a cama com os acompanhantes, Elle, acabou por o fazer algumas vezes, por dinheiro. Todos estes encontros dão-se sempre no "Hotel dos Encantos", onde cada quarto, em vez de um número, tem o nome de uma cortesã famosa.

É numa destas saídas, como acompanhante de outro homem, que ela conhece David. David que depressa se apaixona por ela e que em pouco tempo a pede em casamento. Presidente de uma cadeia de jornais e TV, famoso no seu meio. Belle nem quer imaginar que teve essa sorte. Ela que nem é uma top model, e pelo contrário é cheiinha. Mas, também é nesta altura que ela começa a receber estranha missivas. Mensagens "escabrosas" que parecem saídas directamente das suas fantasias mais escondidas. E são essas mensagens que a levam, quando convocada novamente ao Hotel dos Encantos, onde alguém faz questão de lhe mostrar que, mesmo tendo o corpo que tem, ela é uma mulher lindíssima.

Louis, irmão de David entra na vida de Belle, quando ele a contrata como acompanhante. No primeiro contacto existe logo uma faísca entre ambos. Mas Belle não gosta dele. No entanto cada vez mais se sente atraída pelo desconhecido.

Começa também a descobrir que o seu David, o David perfeito, atencioso, belo e ternurento esconde muita coisa, esconde um passado que o atormenta, mas onde o irmão tem também um papel. Para que Belle possa dar o sim no dia do casamento, ela vai ter de, primeiro descobrir as mentiras que andam escondidas.

Um livro que eu esperava maioritariamente erótico, revelou-se uma surpresa ao trazer suspense, intriga e muitas páginas de nos deixar agarrados.

Um coisa menos positiva, que, não sei se pela tradução ou não, existem palavras que acho que para um livro destes, são um pouco "ordinárias". Outra coisa é o fim que deixa em aberto o destino de 2 personagens que foram um papel importante para a história.

Não deixo, no entanto de recomendar a leitura deste livro que dá a conhecer um pouco das ruas de Paris e da sua história.

"Segredos Submersos" de Hannah Richell - opinião

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Sinopse


Os Tides são uma família com segredos sombrios. Marcados pelos acontecimentos de um dia trágico, há dez anos, cada um deles, à sua maneira, tenta seguir com a sua vida.

Dora, a filha mais nova, vive num armazém degradado no East End com o seu namorado artista, Dan. Está a conseguir levar uma vida calma - mas quando descobre que está grávida, a notícia deixa-a abalada e leva-a a recordar uma culpa de longa data. Ao voltar a Clifftops, a casa da família situada no alto da costa de Dorset, Dora tem de enfrentar o seu passado. Clifftops não mudou nos últimos anos e, ao percorrer as suas divisões e jardins, Dora ainda consegue sentir o eco daquele terrível dia de verão em que a vida dos Tides mudou para sempre. Quando Dora começa a procurar pistas dos acontecimentos daquele dia fatídico, dá-se conta de que o caminho para a redenção pode estar na sua irmã problemática, Cassie. Se Dora conseguir arrancar a Cassie os segredos que ela jurou levar consigo para o túmulo, talvez consiga a redenção. Mas será que segredos antigos podem realmente ser perdoados? E mesmo que se consiga perdoar e esquecer, como é que nos permitimos amar de novo?

A primeira coisa que me chamou a atenção neste livro, foi o título. Eu sou daquelas pessoas que gosta de ver o titulo original e depois no que se tornou a tradução. E se alguns casos, se perde um pouco, neste, eu tenho que dar os parabéns porque o títulos está mais do que adequado. Bem mais do que o original. Curiosos? Terão de ler o livro. Mas eu deixo aqui uma opinião para aguçar ainda mais o apetite.

A autora leva-nos, desde o inicio numa viagem entre o passado e o presente onde nos dá a conhecer as personagens principais da história, Helen, e as suas duas filhas Dora (Pandora) e Cassie (Cassandra).

Helen, casou cedo, com Richard, porque estava grávida da sua primeira filha, Cassie. E embora tenha sido um casamento que quis, sempre lhe faltou alguma aventura. Aventura que acabou por encontrar nos braços de Tobias, anos mais tarde, um pintor e colega de trabalho na Universidade para a qual ela vai dar aulas.

Cassie, filha primogénita, sempre foi muito independente e por vezes problemática, enveredando por caminhos nem sempre bons. E se nos primeiros anos era amiga da irmã, acabou por se afastar muito dela.

Dora, tranquila, de sorriso fácil, meiga e divertida, sempre gostou muito da irmã a qual chegou a venerar. Mas com a diferença de idades esta aproximação acaba por acabar, e Dora vê-se muito sozinha e consumida pela culpa da tragédia daquele verão.

Aquele fatídico verão. Aquele verão quando Alfie, irmão mais novo de Cassie e Dora, desaparece quando está ao cuidado delas. A partir daqui tudo se transforma, todos se culpam. Todas têm segredos que não querem ver revelados, mesmo a mãe, que disse estar ausente por um motivo falso. Afinal quem é a verdadeira culpada do desaparecimento dele. E estará ele ainda vivo?

Uma história comovente, repleta de revelações. Uma história que nos confronta com o desaparecimento infantil, a droga, a traição, as mentiras e tudo o que isso comporta. As angustias, a tristeza, a dúvida, a aceitação. Um livro escrito de forma simples, mas com uma carga emocional enorme. O tema central, o desaparecimento de uma criança, faz-nos repensar muita coisa e por muita coisa em causa.

domingo, 18 de agosto de 2013

The catastrophic history of you and me de Jess Rothenberg [Opinião]

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The Catastrophic History of You and Me

Sinopse:
Dying of a broken heart is just the beginning.... Welcome to forever. 

BRIE'S LIFE ENDS AT SIXTEEN: Her boyfriend tells her he doesn't love her, and the news breaks her heart—literally. 

But now that she's D&G (dead and gone), Brie is about to discover that love is way more complicated than she ever imagined. Back in Half Moon Bay, her family has begun to unravel. Her best friend has been keeping a secret about Jacob, the boy she loved and lost—and the truth behind his shattering betrayal. And then there's Patrick, Brie's mysterious new guide and resident Lost Soul . . . who just might hold the key to her forever after. 

With Patrick's help, Brie will have to pass through the five stages of grief before she's ready to move on. But how do you begin again, when your heart is still in pieces?



Faz parte do ser humano desiludirmos-nos ou pior desiludir alguém. Cortar relações, sejam elas de trabalho, amizade e de amor. Partir o coração de outra pessoa. É intrínseco e muitas vezes involuntário, não é a nossa vontade mas é o que achamos o mais correcto. 

Brie de certeza que não pensa desta forma. É uma rapariga normal, com três melhores amigas, uma família à primeira vista perfeita e uma vida pacata em São Francisco. Até que o seu mundo transforma-se quando Jacob, o seu namorado, acaba com ela, deixando-a literalmente de coração partido, a causa da sua morte. 

A premissa do livro à partida interessou-me bastante. Fez-me lembrar e muito outro livro do género "Ghostgirl" de Tonya Hurley, onde a personagem principal morre engasgada com gomas. Aqui a morte de Brie não é tão caricata, ela realmente morre com o coração partido em duas metades. Dispensada da vida real, Brie fica no limiar entre o céu e a Terra, enfrentando um estágio da sua morte, em que precisa completar várias fases de modo a deixar para trás toda a mágoa e amargura que sente pelo que lhe aconteceu. Este estágio não é nada mais nada menos que uma análise às consequências da sua morte e o impacto que teve na vida da sua família, dos seus amigos e até do seu animal de estimação. Apesar de este enredo não ser original, como disse já tinha lido um livro em que a personagem torna-se um fantasma e observa a vida de todos os outros, gostei mais do rumo que Rothenberg deu, a autora conseguiu incutir várias lições morais de modo a que Brie aceitasse o seu destino final e a sua morte prematura.

O que não funcionou para mim no livro? Logo após a morte de Brie, é introduzido Patrick, um rapaz que também morreu jovem e que torna-se o braço direito de Brie, ajudando-a no seu período de luto. Pouco a pouco vamos ficando curiosas com o motivo de morte de Patrick e porque este é tão protector quando a Brie e parece conhecê-la tão bem. As últimas cinquenta páginas tomam um caminho que não me agradou e acho que a autora meteu os pés pelas mãos, querendo introduzir uma história de reencarnação e de almas gémeas que não ficou muito bem explicada na minha opinião. Foi pena esta última parte do livro, porque até aqui o livro estava a ser não só uma leitura agradável, com uma escrita envolvente e simples, como a autora conseguiu apelar (falando por mim claro) a uma reflexão profunda sobre o quanto a vida é curta.

Não é um livro superficial como possa dar a entender. Apesar de alguns pontos negativos, no geral o saldo é positivo e faz-nos pensar. E é sempre positivo quando os livros nos marcam de alguma maneira.

sábado, 17 de agosto de 2013

Sedução, de J. D. Robb [Opinião]

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Sinopse:
A Tenente Eve Dallas está em perseguição de um serial killer que vitimiza jovens mulheres em encontros amorosos virtuais. Assim que o assassino marca um encontro, prepara um cenário de velas acesas, música, pétalas de rosa espalhadas por cima da cama, toda uma sedução planeada para lhe dar prazer a ele, não a ela. A arma do crime: uma rara e invulgarmente indetetável droga de violação e de valor incalculável. Eve revê incessantemente as pistas, mas a inteligência deste psicopata romântico tornam o caso inteiro um pesadelo, num momento em que a detetive se sente vulnerável e fragilizada pelos demónios do passado. Estará o fim da carreira como polícia a aproximar-se para Eve? Ou conseguirá Roarke, o seu marido, resgatar Eve do negrume que a atormenta?



Sedução, cujo titulo apesar de pertencer á Saga Mortal (In death), foi o 1º livro editado em Portuga l sem essa ligação (no original Seduction in death) numa aposta da Saída de emergência que no meu ponto de vista não faz sentido para quem segue a saga, tem uma capa linda, rosa/lilás suave com uma bela jovem, que só por si chama a atenção de qualquer um.
Os livros da Saga Mortal são do género policial, com muitas tiradas de humor à mistura, e as cenas que envolvem Eve e Roarke estão impregnadas de uma carga erótica elevada. Este é o 13º livro da Saga Policial da Nora Roberts escrita com o pseudónimo J. D. Robb, e nesta saga, vivemos num mundo futurista em que os carros voam, as armas foram banidas (quem tem armas são de coleção e têm que estar registadas) e o mundo como conhecemos já não é o mesmo. Estes livros lêem-se bem independentemente, não sendo necessário a leitura dos anteriores, no entanto aconselho vivamente pela história e familiaridade entre as personagens e porque pela sua história em si, valem a pena. 
Adoro esta saga e em Sedução, Eve é chamada a uma cena em que um corpo caiu de um edifício de uma altura elevada, e descobre que a jovem mulher tinha tido um encontro, terá sido coincidência? Com o avançar da história, Eve dá por si a perseguir um assassino implacável que escolhe jovem mulheres e as seduz (drogando-as) num ritual que gira em torno da sua vontade do seu prazer. É um assassino sagaz e frio, e Eve tem a todo o custo que o impedir de continuar o jogo que iniciou…
Ao longo da história, Eve demonstra a sua força e lealdade para com os mortos, tendo em Roarke o seu único porto de abrigo, companheiro e mais importante salvador. Roarke, que acabou de enterrar um amigo na Irlanda, vem esgotado, cansado, precisa de Eve para recuperar, deparando-se com uma mulher fraca perseguida pelo passado. Mais uma vez lutam para fortalecer o seu amor.
Delia e Ian, protagonizam neste livro algumas das passagens mais divertidas, sendo que o seu amor começa a tomar forma, rivalizando um pouco com o casal central.
J D Robb, conseguiu nesta saga e neste livro, criar um enredo de suspense, num universo paralelo ao nosso em que nos deixa viciados na leitura, preparem-se para se sentirem a criança assustada e violada quando Eve recorda o passado, para se deslumbrarem com Roarke, com a sua dor e com o seu amor, cobiçando um homem como aquele, apaixonado, lindo, perfeito e multimilionário para o nosso lado, a vontade de apanhar o assassino, que ao longo do lvro vai desabafando e dando a conhecer o seu lado imaturo e cruel… Só tenho a dizer que adorei! 5 estrelas em 5.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Pedra Pagã de Nora Roberts [Opinião]

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Sinopse
A Pedra Pagã existe há centenas de anos, muito antes de três rapazes se terem reunido à sua volta e derramado sangue num pacto de irmãos, libertando inconscientemente uma força malévola desejosa de caos e destruição. Um desses rapazes, Gage Turner, foge do seu passado desde há muito tempo. Filho de um pai alcoólico abusivo, a sua infância na cidade de Hollow foi tudo menos fácil, e só a amizade com Fox e Caleb o salvaram.
Mas ao libertarem o mal sobre a sua terra natal, iniciando um ciclo de loucura e crime a cada sete anos, Gage sabe que terá que ajudar os seus amigos a salvar a cidade onde cresceu. Depois de uma vida inteira solitária, conseguirá ele criar laços emocionais com as três mulheres a quem está preso pelo destino, em especial Cybil? Uma história de amor em que só abrindo o coração se pode almejar derrotar as trevas.

Pedra Pagã é o terceiro volume da trilogia Signo dos Sete da autora Nora Roberts. Foi esta serie que me fez fã da autora e que me levou a procurar outros livros da sua autoria tendo aumentado a minha biblioteca pessoal.

Este livro conta a história de Gage e Cybill mas é também a finalização da luta contra o demónio que a cada 7 anos, durante 7 dias e a partir do dia 7 de Julho atormenta a cidade de Hawkins Hollow.

Sendo a conclusão da história vamos tendo durante a narrativa um resumo de toda a investigação já feita, todos os percalços ultrapassados e os ataques perpretados pelo demónio.

O ultimo casal, Gage e Cybill têm o dom de prever o futuro e juntos conseguem ter alguns vislumbres do que poderá acontecer e o que poderão ter de enfrentar. Colocando-se a questão: será a previsão imutável faça-se o que se fizer ou será um aviso para lhes mostrar qual caminho seguir em direcção à vitória? É o que eles terão de descobrir junto com os seus amigos e companheiros.

A personalidade deste casal tem algumas semelhanças, ambos têm relações conflituosas com a sua familia, são bastante independentes e sem qualquer desejo de se prenderem numa relação a longo prazo.

As personagens estão impecavelmente construídas, o seu passado e a maneira como afecta as suas decisões assim como a maneira que são influenciados pelos acontecimentos presentes mostra-nos a espectacularidade da escrita de Nora Roberts. Tal como vemos nos livros anteriores este também não se foca exclusivamente no romance que floresce entre Cybill e Gage mas dá-nos todos os outros ingredientes que nos prendem da primeira à última página. Adorei a componente sobrenatural, está muito bem explorada e parece que estamos sempre à espera de mais um ataque do "Grande Velhaco". A minha trilogia de estreia com esta autora não poderia ser melhor. Fiquei completamente rendida e sei que quem como eu aguardava ansiosamente este ultimo livro vai ficar bastante agradado. Esta é uma autora que não deixarei de seguir.

A Raparida dos Seus Sonhos, de Donna Leon [Opinião]

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Sinopse:
Numa manhã chuvosa, o Commissario Brunetti e o Ispettore Vianello respondem a uma chamada de emergência sobre o aparecimento de um cadáver a flutuar perto de uns degraus no Grande Canal. Ao estender os braços para puxar o corpo, o pulso de Brunetti é enredado pelo cabelo dourado do cadáver e avista um pequeno pé – juntos, Brunetti e Vianello, retiram uma rapariga morta da água.

Todavia, por incompreensível que possa parecer, ninguém comunicou o desaparecimento de uma criança, nem o roubo das jóias em ouro que tem na sua posse. Brunetti é atraído para uma busca não só sobre a causa da sua morte, mas também da sua identidade, a família e os segredos que as pessoas estão dispostas a guardar a fim de proteger os filhos – sejam inocentes ou culpados.

Desde os canais e os palazzi de Veneza até um acampamento cigano no continente, Brunetti debate-se com o preconceito institucional e a criminalidade acobertada para esclarecer o destino da criança morta.



Denso é a palavra que melhor descreve a leitura deste primeiro livro que li de Donna Leon. Um ambiente pesado, cheio de mistérios e subterfúgios que me obrigou a ler de forma atenta a narrativa. Posso afirmar que inicialmente fique dececionada com o presente livro, com uma sinopse muito apelativa e uma capa lindíssima, estranhei que ao longo de mais de 100 páginas não surgisse o acontecimento descrito na sinopse. Acompanhamos inicialmente o Inspetor Brunetti no funeral de sua mãe, bem como um estranho pedido da parte do padre Antonin para que este investigue uma determinada «seita». Ao longo mais de 100 páginas somos confrontadas com esta investigação o que me fez supor, a dada altura, que a sinopse não coincidisse com o livro em questão. Engano meu!!!

O livro divide-se em duas investigações paralelas, por um lado a pesquisa sobre a dita seita, bem como pelo passado algo obscuro do padre Antonin da qual o Inspetor Brunetti não confia, devido talvez a reminiscências passadas no decorrer da adolescência de ambos. Por outro lado somos confrontados com a investigação da morte de uma menina romani (cigana) e eventualmente, tudo o que advém de uma investigação a uma comunidade com caraterísticas tão próprias e diferentes da própria cultura italiana.

A par com esta investigação é dado ordens ao departamento do qual Brunetti faz parte, para se tratar todos os estrangeiros de forma cuidada e sem comportamentos racistas, o que acaba por promover uma onda de desinteresse por tudo o que estes grupos possam fazer uma vez que é preciso ter cuidado da forma como os chamam à atenção. A intenção dessa ordem seria para que as diferenças de tratamento com base na comunidade multicultural fosse esbatida, no entanto, o que os técnicos no terreno se confrontam, é com o impedimento de fazer prevalecer a lei sob a pena de serem acusados de racistas com as pessoas em questão.

No que diz respeito à comunidade romani tive alguma curiosidade em saber como a autora os faria reagir com a morte da criança e, qual o meu espanto com o capítulo onde esse episódio é relatado. Já trabalhei com comunidades ciganas e nunca, em caso algum, acreditaria que apenas a mãe sofresse com a morte da criança. Mais admirada fiquei pela comunidade nem sequer comunicar o desaparecimento da mesma… no entanto… talvez tenha feito juízos de valor antecipadamente.

A escrita da autora cativa, embora como já disse anteriormente, é uma escrita densa que nos obriga a ler o livro de forma mais cuidadosa, não existe o ritmo alucinante ao qual me habituei com vários autores de policiais. É uma escrita diferente, intrigante e que nos leva a cair em erro por diversas vezes. Para os amantes de trhiller psicológico é de certo, uma autora a seguir pois consegue de forma magistral, dar a volta ao enredo apresentando-nos o inesperado… e é exatamente isso o que procuramos num livro deste tipo
Aconselho a leitura deste livro de mente aberta, lendo as entrelinhas de forma a chegar aos significados ocultos existentes na trama, se não o conseguirem, contem com surpresas e reviravoltas que vos faça abrir os olhos de espanto.

Os meus parabéns à Planeta pela qualidade gráfica deste livro, bem como dos restantes. A escolha da capa não sei se recaiu sob a editora mas é de fato muito convincente e sui generis!