Crónicas de uma Leitora: Julho 2013

quarta-feira, 31 de julho de 2013

"A submissa" de Tara Sue Me - opinião

Sem comentários:


Sinopse

Abby tem uma fantasia secreta. Em Nova Iorque toda a gente sabe quem é Nathaniel West, o sedutor milionário que controla as West Industries. Mas poucos conhecem o seu segredo: ele é um dominador terrivelmente sexy, extremamente exigente. E procura uma nova submissa.

Abby é uma bibliotecária, tem uma vida cinzenta, anseia por mais - todo um mundo de prazeres de que ouviu falar mas que nunca ousou experimentar. E tem uma dívida antiga para com Nathaniel, que ele próprio desconhece. Ela oferece-se a medo, promete satisfazer-lhe os mais recônditos desejos. E após um tórrido fim-de-semana a dois, Abby não tem dúvidas: quer mais, muito mais, nem que para isso tenha de se submeter às condições impostas pelo seu novo Mestre… Mas até onde será capaz de ir? Num jogo de paixão e poder, onde aos poucos o amor se insinua, Abby vê-se perante um dilema: face à frieza e distância de Nat, ela teme que o coração dele esteja fora do seu alcance - ou que o seu próprio coração esteja para sempre perdido.


Opinião de Carla

Para quem leu "As 50 sombras de grey" este livro não trás nada de novo. Logo nas primeiras páginas tive um deja vu com o que a autora descreve. No entanto vale a pena ler, por ser, também ela, uma história interessante

Abby, bibliotecária, bonita, inteligente e determinada resolve partir à aventura e candidatar-se ao lugar de submissa de Nathaniel West. O homem que impediu no passado que a mãe dela perdesse a casa onde vivia. E embora se convença que a razão de se querer tornar submissa dele, é para agradecer o gesto dele, a verdade é que há muito tempo que ela não tinha prazer nas relações ditas "normais". Os problemas começam quando ela descobre que apaixonar-se por Nathaniel é tão, mas tão simples e isso não estava de todo nos planos dela. As coisas pioram quando ela conhece a familia deles e é acolhida com carinho e tratada como se fosse parte deles.

Nathaniel West, um homem de sucesso, de trinta e poucos anos, charmoso, atraente e com uns olhos verde escuros, é aquele homem que muitas mulheres desejam ter ao seu lado. É dominador e não faz disso segredo. Quando lê a candidatura de Abby resolve aceita-la como sua submissa sem nunca saber quem ela é.. Ele vai  guia-la por um mundo que lhe é completamente desconhecido. E se inicio a intenção era só satisfazer os seus desejos, ele acaba por se sentir verdadeiramente atraído por ela. Mas será que ele está disposto a abdicar da sua liberdade e enterrar os fantasmas do passado?

Escrito de forma acessível a autora escreve sem tabus sobre um tema que por vezes é falado a medo. Muito pouco explorado por ser considerado violento, somos apresentados a alguma praticas do Dominador/Submissa de forma simples, sem ser ordinária. Dá-nos uma outra visão do que o prazer significa para algumas pessoas. E embora haja quem condene esta prática, ler este livro acaba por nos fazer entender "um pouco" do que esta prática é, e que realmente a dor pode ser psicológica e proporcionar prazer.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Novidades Saída de Emergência / Chá das Cinco para Agosto

Sem comentários:
Espada e Cimitarra – Simon Scarrow
Espada_e_Cimitarra.jpg
Uma batalha entre dois continentes
No ano de 1565, a Europa ameaça desmoronar-se. Dividida, não consegue fazer frente a um implacável Império Otomano em expansão. Quando uma gigantesca frota turca se aproxima, toda a esperança de um continente caído em desgraça está numa minúscula ilha no meio do Mediterrâneo: Malta. E para a defender apenas restam os Cavaleiros da Ordem de Malta.

Um homem dividido
Entre os convocados para resistir e morrer está o veterano caído em desgraça, Sir Thomas Barrett. O  instinto de honra força-o a colocar a Ordem acima de tudo, mas o seu desejo secreto é o de voltar a ver a mulher que sempre amou. Para piorar tudo, é incumbido de uma missão secreta pela rainha Isabel, que vê nos Cavaleiros uma ameaça ao seu reino.

Um dia para mudar a História
Enquanto sir Thomas confronta o passado que lhe custou a honra, um grandioso exército inimigo lança o cerco à ilha. No meio de gritos e morte tudo se decidirá: o destino da fé cristã, o fim ou a glória dos Cavaleiros de Malta, e o futuro de uma Europa que nunca esteve tão próxima da aniquilação total.


E Se Fosse Um Anjo – Keith Donohue
E_Se_Fosse_Um_Anjo.jpg
UM ROMANCE MÁGICO SOBRE A FAMÍLIA E O PODER DO AMOR

Há dez anos que Margaret não tem contacto com a sua filha Erica. Esta fugiu com um jovem anarquista e vive à margem da lei no Novo México, onde terá tido uma filha. Por isso, quando numa noite fria de Janeiro encontra uma criança abandonada à porta de sua casa, Margaret acredita tratar-se da sua neta. A pequena Norah destaca-se pela sua inteligência, bondade e cedo demonstra ter habilidades extraordinárias que encantam a comunidade. Afirma ser um anjo e consegue fazer duvidar os que a rodeiam. Mas quando uma carta de Erica chega às mãos de Margaret, toda a realidade que esta criara para explicar o sucedido ameaça desmoronar-se. Pois se Erica nunca teve uma filha… quem será realmente Norah?


A Sagração da Primavera – Alejo Carpentier
Sagracao_Primavera.jpg
O conhecido ballet de Stravinski A Sagração da Primavera, com os seus motivos de morte e renascimento como ritos de passagem da natureza, dá título a uma das mais ambiciosas obras literárias de Alejo Carpentier (1904 – 1980), cuja trama gira em torno de dois personagens: Vera, bailarina russa que fugiu do seu país após os acontecimentos de 1917, que atua na companhia de Diaghilev, e Enrique, membro de uma família cubana endinheirada, que, por sua militância contra a ditadura de Gerardo Machado, se vê obrigado a exilar-se no Paris boémio dos anos 30.

Uma obra na qual o autor aprofunda alguns dos mais destacados acontecimentos sociais e políticos do século XX, desde a guerra civil espanhola até à revolução cubana, refletindo-se nela o processo de iniciação artística de Carpentier e onde se exalta o vigor colossal das forças da arte e da revolução para renovar e rejuvenescer os processos históricos.


Carícias da Noite – Laurell K. Hamilton
CariciasDaNoite_2013.jpg
Entre num mundo emocionante, voluptuoso, e tão ameaçador quanto belo, repleto de paixões ardentes e seres imortais.

Meredith Gentry faz-se passar por uma mulher normal, em Los Angeles, onde trabalha como detective privada. Mas ela esconde segredos sobre o seu passado. Agora, alguém foi enviado para a levar de volta para casa – quer ela queira quer não. Subitamente, Meredith vê-se como um mero peão, encurralada nos planos de alguém da sua família. Vão despertar jogos de sedução, paixões ardentes, e a luxúria… Meredith terá de lutar com as maiores tentações às quais nenhuma mulher conseguiria resistir.
Vai desfrutar da companhia constante dos homens mais irresistíveis que alguma vez imaginou. Vai correr perigos para além da sua compreensão. Há algo de diferente em Meredith. Algo que a torna apetecível e indispensável. Um arrebatador desejo domina este livro da primeira à última página.


Dragões de um Alvorecer de Primavera – M.Weis e T. Hickman
Dragoes_Alvorecer_Primavera.jpg
Prepare-se para conhecer Dragonlance, o clássico da fantasia que influenciou gerações de leitores com um novo mundo cheio de paixão e aventura.

Krynn prepara-se para a batalha decisiva contra os servos de Takhisis, a rainha das Trevas. Os nossos companheiros têm em seu poder as misteriosas e mágicas orbes e lança de dragão, mas será isso o suficiente para resistirem às forças da escuridão?
Uma batalha ainda maior encontra-se por travar no coração de cada um dos heróis. Tanis está dividido entre a perigosa Kitiara e o amor incondicional de Laurana. Raistlin prossegue a sua demanda por mais conhecimento e poder entre os magos de Krynn, mas o preço a pagar é elevado e poderá não sobreviver. Saberá Caramon, o seu irmão, até onde vai a ambição de Raistlin? Tasslehoff aprende, pela primeira vez, a sentir medo pelos seus amigos. Com o alvorecer, novos segredos e traições, mas também grande coragem
e sacrifício, serão revelados. Os deuses são testemunhas de que nada voltará a ser o mesmo em Krynn.


Sangue Final – Charlaine Harris
Sangue_Final.jpg
Há segredos na cidade de Bon Temps, segredos que ameaçam aqueles que estão mais próximos de Sookie — e que poderão despedaçar-lhe o coração... Sookie Stackhouse não pensa duas vezes antes de recusar o
pedido da sua antiga colega Arlene quando esta pede que lhe devolva o seu lugar no Merlotte's. Afinal, Arlene tentou matá-la. O seu relacionamento com Eric Northman, porém, não é tão claro. Juntamente com os seus vampiros, ele mantém a distância... e um silêncio gélido. E, quando Sookie descobre porquê, sente-se devastada. É então que um  homicídio chocante abala Bon Temps e Sookie é presa por esse crime.
Mas as provas são débeis e sai sob fiança. Quando começa a investigar o homicídio, descobre que o que passa por verdade em Bon Temps é apenas uma mentira conveniente. O que passa por justiça é mais sangue derramado. E o que passa por amor nunca será suficiente...

Pedra Pagã – Nora Roberts
Pedra_Paga.jpg
A Pedra Pagã existe há centenas de anos, muito antes de três rapazes se terem reunido à sua volta e derramado sangue num pacto de irmãos, libertando inconscientemente uma força malévola desejosa de caos e destruição.
Um desses rapazes, Gage Turner, foge do seu passado desde há muito tempo. Filho de um pai alcoólico abusivo, a sua infância na cidade de Hollow foi tudo menos fácil, e só a amizade com Fox e Caleb o salvaram. Mas ao libertarem o mal sobre a sua terra natal, iniciando um ciclo de loucura e crime a cada sete anos, Gage sabe que terá que ajudar os seus amigos a salvar a cidade onde cresceu. Depois de uma vida inteira solitária, conseguirá ele criar laços emocionais com as três mulheres a quem está preso pelo destino, em especial Cybil? Uma história de amor em que só abrindo o coração se pode almejar derrotar as trevas.

A Cidade do Medo de Pedro Garcia Rosado, [Opinião]

Sem comentários:

Para mais informações do livro A Cidade do Medo clique aqui






Sinopse:

A Cidade Do Medo - ROSADO, PEDRO GARCIA

""antes do Freeport, houve a Ota"... Quando o primeiro sem-abrigo aparece morto com dezoito facadas junto à Basílica da Estrela, ninguém mostra grande interesse. Nem o inspector Joel Franco, responsável pela investigação na Secção de Homicídios da Polícia Judiciária, nem o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (que precisa de dar a imagem de uma cidade tranquila aos seus investidores estrangeiros), nem a jornalista Eunice Neves, que trata dos casos de polícia no seu programa O Crime Nosso de Cada Dia. Para a Polícia, a morte violenta de um sem-abrigo cuja identidade é quase impossível de determinar não é uma ocorrência a que se possa dedicar muito tempo. Mas a situação altera-se na manhã seguinte: aparecem mortos, da mesma maneira, mais dois sem-abrigo na Baixa de Lisboa. E, dois dias depois, são três os sem-abrigo atacados. O serial killer começa, porém, a deixar pistas - e estas apontam para um culto satânico, mas também para a maçonaria. Com o medo a instalar-se em Lisboa, onde o assassino vai multiplicando os seus actos de violência, e enquanto Joel Franco começa a descobrir as origens desta vaga de crimes, o presidente da Câmara de Lisboa e um seu discreto aliado na própria PJ percebem quem é o autor das mortes: o homem que quiseram transformar em bode expiatório quando começou a correr mal o comércio ilícito de terrenos na zona do projectado aeroporto da Ota. No qual pontificara o presidente da Câmara quando ainda era ministro do Ambiente... E em breve vão estar frente a frente dois homens que, à sua maneira, procuram justiça: o assassino propriamente dito e Joel Franco, que tenta vingar a morte de um amigo de infância em cada homicida que persegue. É bem provável que ambos desafiem a antiquíssima norma que regula a sociedade humana: "Não matarás.""


Opinião de Claudia Lé:

Decididamente, Pedro Garcia Rosado é sem dúvida nenhuma o meu escritor português favorito no que diz respeito a livros policiais. Na presente obra, o escritor conduz-nos à cidade de Lisboa onde presenciaremos ao longo de grande parte do livro aos macabros assassinatos executados pelo «sanitizador de Lisboa». Uma escolha de nome um tanto incomum e que me fez rir numa primeira leitura. Ao longo do desenrolar da ação somos confrontados com flashbacks do que houvera acontecido anos antes a uma personagem que, até pelo menos meio da trama, não se coaduna com nada nem ninguém... ilusão...

Mais uma vez neste livro somos confrontados com uma leitura rápida. O enredo desenvolve-se paralelamente ao tema do aeroporto da Ota e em como muitas personagens conhecidas se apropriaram de terrenos na zona por preços abaixo da média e os venderam bem acima após a comunicação do provável aeroporto. Esta temática já tinha sido explorada, embora de forma muito leve, por outro escritor português, no entanto Pedro Garcia Rosado consegue «levantar o pano» sem ilusões acerca dos maravilhosos governantes que nosso país tem... fição ou não, pense cada um o que quiser face à conjuntura de nosso país!

As personagens estão bastante bem caraterizadas, embora a descrição não seja a mais correta, associei o ruivo Joel à personagem da série CSI Miami. Embora tenha apenas lido o primeiro livro da série Não Matarás, acho que não seria de forma nenhuma mal pensado, alguém pegar na mesma e promover uma série televisiva, em substituição das constantes repetições de séries, por vezes nem sequer de autoria portuguesa... lá está o meu mau feitio a falar, ou melhor, resmungar. Finalmente somos agraciados com escritores tão bons ou melhores que muitos estrangeiros de renome e acho que estes deveriam ser ainda mais explorados sob as diversas formas.

Quem ainda não conheça o escritor, aconselho a ler as primeiras páginas e tentar colocar o livro de lado, a meu ver, tarefa bastante ingrata senão impossível.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Ligações Proibidas de Cheryl Holt [Opinião]

Sem comentários:
Sinopse:
Abigail Weston, uma solteirona resoluta de vinte e cinco anos, está decidida a ver a irmã mais nova casada com um homem de bem. Contudo, a sua falta de experiência com o sexo oposto impede-a de apaziguar os medos da irmã em relação à noite de núpcias - a não ser que se atreva a dar um passo arriscado de forma a aprender o que a intimidade entre um homem e uma mulher implica. No entanto, o único homem em Londres qualificado para a ensinar fá-la desejar algo que ela nunca esperou: experimentar todos os prazeres por si própria...
James Stevens - rico, imoral e tremendamente aborrecido com a sociedade londrina - acredita que nada é capaz de chocá-lo. Embora o pedido de Abigail, a explicação verbal dos prazeres da carne, seja um pouco surpreendente, o que o espanta realmente é a sua reacção poderosa em relação à inocência e beleza dela. Um romance entre ambos pode trazer grandes êxtases carnais, mas qualquer coisa mais arruinaria para sempre Abigail. Pela primeira vez na vida, James suspeita que a mera intimidade física nada é quanto comparada ao amor verdadeiro...

Opinião:
Com uma sinopse bastante interessante, Cheryl Holt, surpreendeu-me muito pela positiva. Isto porque estava a espera de algo apenas sensual (como já tinha lido outros desta colecção da Quinta Essência) mas de facto este livro tem uma história bem fixa e bem pensada.
No entanto é completamente erótico e sensual.
 
James Stevens, é um homem completamente sedutor e com a fama e também o proveito de se meter nas camas das senhoras, embora nunca dorme com elas, faz-lho apenas pelo prazer de se “aliviar”. Todas as mulheres querem que ele esteja entre as suas pernas pela simples razão de o poderem dizer que o tiveram e comentar com as amigas.
Lady Abigail Weston, é uma mulher da alta sociedade que procura um marido para a sua irmã mais nova. Com influências da sua mãe, já falecida, que diz que a esposa após o casamento tem obrigações de agradar o marido a toda a força, sendo obrigada a ser consumida sem reclamar de nada. Para esta os homens são do pior que há, aproveitadores das mulheres e que as deixam de uma forma miserável após o sexo.
Abigail não quer que nada aconteça de mal a irmã e não sabendo o que acontece as mulheres na cama, procura James para que este lhe explique tudo e mais alguma coisa sobre o assunto, pois esta pensava que tanto os homens e as mulheres eram iguais entre as pernas. A inocência e a curiosidade desta despertam em James, algo que ele nem desconhecia, começando assim uma dança de erotismo e de “amor”. Mas isso era impossível, James nunca se apaixonaria na vida, nunca.
 
Uma escrita fluída e de fácil leitura, envolvendo o leitor na dança e despertando a sua curiosidade acerca de como as coisas se irão desenvolver.
Fiquei contente por descobrir esta escritora e acho que vou pegar mal possa nos próximos.



domingo, 28 de julho de 2013

"Nunca digas Adeus" de Lesley Pearse - opinião

2 comentários:


Sinopse

Num chuvoso dia de outono, Susan Wright entrou numa clínica, matou duas pessoas a sangue-frio e aguardou que a polícia chegasse. Terá sido um ato de loucura? Uma vingança planeada? Susan não parece interessada em defender-se e recusa falar. O seu silêncio estende-se a Beth Powell, a advogada a quem é atribuído o caso. Beth é uma mulher de sucesso com uma carreira brilhante mas nada a preparara para o momento em que identifica a autora daquele crime tão bárbaro. Quando eram crianças, Beth e Susan juraram ser amigas para sempre. Vinte e nove anos depois, mal se reconhecem. Mas as memórias dos verões felizes das suas infâncias são suficientemente poderosas para as unir de novo. Enquanto as provas contra Susan se acumulam, elas partilham recordações e revelam os segredos que ditaram o rumo das suas vidas.
A amizade entre as duas mulheres torna-se cada vez mais forte mas sobre uma delas pende a implacável mão do destino…


Opinião de Carla

Ora que dizer de um livro que me deixou sem fôlego? Simplesmente isso. Pelo inesperado do fim, pela montanha russa de emoções, pelas situações narradas. Uma tropelia entre incredulidade, tristeza e compaixão.

Beth, Susan, Steven e Roy. São estes os 4 personagens principais. Cada um deles com um passado, uma história de vida que nos comove ao longo do livro.

Beth e Susan, conhecem-se aos 10 anos, na ferias de verão e vão passar mais 5 verões juntas. Vivendo em cidades distantes, só nas ferias lhes era possível estarem juntas. No restante tempo era por carta que se correspondiam. Mas no verão em que ambas fariam os 16 anos, o contato perde-se sem nenhuma delas saber a verdadeira razão.

Passados quase 30 anos elas voltam a encontrar-se nas piores circunstancias possíveis: Susan foi presa por homicídio e Beth é destacada pelo MP para sua advogada. Mas as coisas não correm como elas gostariam e Beth é dispensada como advogada e entra Steven em cena, colega de escritório dela. Será ele a conseguir que Susan comece a desvendar os verdadeiros motivos que levaram Susan a matar 2 pessoas numa clínica à frente de toda a gente.

Roy, é o policia encarregue de investigar ao cenário por detrás de tão macabra tragédia. Junto com o advogado vão descobrir coisas que eles estariam longe de imaginar.

Qualquer destes personagens lidou ou ainda lida com situações reais aquelas que todos desejamos fugir. Tanto Beth como Susan, embora em situações diferentes, lidaram com pais tiranos que lhes privaram da infância.

Steven, lida com uma mulher alcoólica, e vai ser através de Susan que conseguirá tomar uma posição.

Roy, divorciado e tendo perdido um filho pequeno, tem-se aguentado à tona de água devido à profissão dele. Ao conhecer Beth, aos poucos vai descobrindo que afinal ainda é possível ser feliz, mesmo tendo de lidar com o passado dela e que a deixou inacessível a todos os homens.

No entanto é Susan que mais nos surpreende. Baixa, roliça, bonita mas não atraente, teve uma vida nada fácil, no entanto mantendo sempre o espirito vivo, e sempre compreensiva com o próximo. Os segredos que esconde são o que a mantém viva, mesmo na prisão. Olhando para ela, ninguém a diria capaz do que fez.

Um relato cheio de emoções e sentimentos. A realidade de violência domestica, a escravatura infantil, violação, alcoolismo. Embora possa, de inicio parecer muita coisa para um só livro, acreditem que faz todo o sentido quando cada uma das personagens nos é apresentada individualmente. Cada um deles tem os seus traumas, os seus medos, os que os torna mais humanos, e não uns super heróis. Ao contrário de muitos outros romances, as personagens não são perfeitas, não têm uma vida idílica, estereotipados. Pelo contrário, conseguimos encontrar neles, um pouco de nós.

Todo o livro é uma lição de vida, e faz-nos recordar que por muito que pensemos conhecer as pessoas com quem convivemos, não sabemos as tragédias ou traumas que os seus sorrisos escondem.

Escrito de uma forma muito realista, acessível e comovente é um livro que acima de tudo nos faz pensar que "nenhum de nós sabe aquilo que verdadeiramente é capaz até passar por um momento de medo e raiva interior".

sábado, 27 de julho de 2013

A Luz das Runas, de Joanne Harris [Opinião]

Sem comentários:

Para mais informações sobre o livro A Luz das Runas, clique aqui

Sinopse: 

Três anos após o Fim do Mundo, o silêncio reina ainda nas Catacumbas... Após a queda da Ordem, o mundo está a voltar lentamente à vida. Maddy sente-se finalmente em paz, agora que está livre das regras brutais da organização. Mas para Maggie, nascida e criada no seio da Ordem, este é um tempo de caos e desolação. Maddy e Maggie vivem a mil quilómetros de distância uma da outra mas têm uma coisa em comum: ambas nasceram com a marca das runas na pele. Um símbolo que remonta ao tempo em que o mundo era governado por deuses que habitavam Asgard. Asgard está agora em ruínas, e o poder dos deuses foi há muito destruído. Pelo menos, é o que todos pensam... Mas nada se perde para sempre. Os deuses ainda não desistiram. Eles cobiçam o poder das runas que as duas jovens detêm. Maddy e Maggie rapidamente se veem envolvidas numa luta sem tréguas que as aproximará uma da outra e na qual os seus limites serão postos à prova e as suas lealdades testadas ao limite. MAIS UMA APAIXONANTE VIAGEM AO CORAÇÃO DAS LENDAS NÓRDICAS.

Opinião por Elizabete Cruz:

Este é o segundo volume da saga iniciada por Joanne Harris e que conta a história de personagens características da mitologia nórdica. Já no livro anterior me assumi fã desta mitologia e considerei esse um dos pontos positivos do livro, o que se verificou igualmente neste segundo volume. 
Este livro traz uma nova personagem essencial: Maggie, irmã de Maddy. Quando li a sinopse achei que ela seria mais como a irmã e não uma personagem influenciável que se deixa perder de amores rapidamente. Em certos momentos senti-me mesmo irritada com as suas atitudes, porque esperava sinceramente uma personagem mais capaz e não alguém que estivesse ali só com o propósito de criar toda a confusão. Acabou por ser a personagem que mais se destacou pela negativa para mim.
Do outro lado estiveram Loki e os restantes deuses, que continuaram a protagonizar momentos divertidos e a dar um pouco de humor à história. Loki, com as suas artimanhas e expressões improváveis, continuou a ser claramente o rei da festa e dei por mim a rir-me com ele. 
Em relação à história propriamente dita, somos confrontados inicialmente com as consequências daquilo que aconteceu no final do último livro. Aos poucos somos reencaminhados para o fim dos mundos e para a esperança de os deuses reaverem o que tinham perdido. O livro prima pelas reviravoltas e pelas personagens que não são aquilo que realmente parecem. Pelo meio continuam a existir oráculos e até eles, para além de serem confusos, não são aquilo que parecem. Muitas personagens escondem segredos importantes que levarão as personagens até ao fim dos mundos e são esses segredos que dão o maior alento à história.
O meu maior ponto negativo vai para o facto de o livro ser demasiado extenso. Quando cheguei ao fim senti que não conseguiria pegar em mais nada desta autora por um bom tempo. A história não me desiludiu, as acções iam-se desenrolando, mas achei demasiado cansativo, ainda para mais quando nem sempre estava a acontecer alguma coisa. Claro que isto é uma opinião muito pessoal e não pode de todo ser levada em conta, mas influenciou a minha opinião final sobre o livro. Admito ainda que em algumas partes me senti perdida no raciocínio da autora, mas isto provavelmente deveu-se ao cansaço de que já falei.
Em todo o caso, Joanne Harris volta a mostrar o seu talento para jogar com estas personagens e dar-lhes uma faceta à maneira dela. Gostei mais do primeiro livro, mas este continua a possuir uma história bem constituída e com pontos interessantes. Considero, apesar de tudo, uma leitura positiva e que é fundamental para quem leu "A Marca das Runas".

sexta-feira, 26 de julho de 2013

"As mulheres de Summerset Abbey" de T.J. Brown - opinião

Sem comentários:



Sinopse
Centrado na vida de três jovens que procuram encontrar o rumo para o seu futuro, As Mulheres de Summerset Abbey é um romance histórica que retrata com rigor e pormenor os hábitos de uma classe e estilo de vida. Trata-se de uma história apaixonante ambientada numa das épocas mais fascinantes da história europeia.

Sir Philip Buxton criou três jovens num lar que desafiava a tradição. A filha mais velha, Rowena, aprendeu a dar valor às pessoas, não à sua riqueza ou posição social. Mas tudo aquilo em que acreditava vai ser testado na sequência da morte do pai, quando ela, a irmã e a sua amiga Prudence são forçadas a mudar-se para a propriedade do tio, Summerset Abbey.

Fisicamente frágil, mas com uma mente viva e ágil, Victoria sonha em frequentar a universidade e tornar-se botânica, à semelhança do pai. Mas este não é o único sigilo de Victoria, que acaba por descobrir um segredo de família que, se for revelado, tem o potencial de mudar várias vidas para sempre… 

Prudence cresceu feliz ao lado de Rowena e Victoria, e o laço que as une é tão forte como se fossem irmãs. Mas ela é a filha da governanta e para o lorde de Summerset isso faz com que seja apenas mais uma entre os criados da propriedade. Prudence fica dividida entre dois mundos: o dos privilegiados e o dos criados, sem saber verdadeiramente qual o seu lugar no mundo.
Opinião de Carla Geraldes
Uma história fascinante, que nos transporta a uma época em que as mulheres estavam a começar a emancipar-se, o que não era bem visto pela sociedade de então. Uma altura em que o abismo entre classes ainda era abismal e em que os casamentos eram combinados para proveitos de ambas as famílias.
É nesta sociedade que encontramos Rowena, Victoria, duas irmãs e Prudence que foi criada com elas como se fizesse parte da família. No entanto quando o pai de ambas morre elas são obrigadas a mudarem-se para casa do tio, que não acolhe Prudence como elas gostariam. Quando elas dão por isso, Prudence está a servir de criada pessoal das irmãs e a ser maltratada pela criadagem mais antiga.
Sendo Rowena a mais velha, Victoria agarra-se à irmã na esperança que ela consiga convencer o tio que Prudence é uma irmã e não uma criada. Mas Rowena tem mais medo do conde e da tia do que esperava e a coragem falta-lhe.
Victoria, desde pequena com problemas de asma, não se conforma com a posição dá irmã e vai acabar por descobrir a verdadeira razão porque os tios não quiseram Prudence em casa deles, e tudo fizeram para que ela se se fosse embora.
Prudence, filha da governanta do pai de Ro e Vic, quando a mãe morre, é criada por ele como se se tratasse de mais uma filha. Mesmo ajudando em casa ela foi habituada a dormir com as irmãs, ter todas as mordomias e vestidos que podia imaginar. Quando chega a Summerset, casa do conde, e tio da irmãs e se vê odiada e posta a servir, começa a revoltar-se contra a irmã mais velha que tinha prometido protege-lá e não o fez. No entanto, como ela sabe que Summerset foi o sítio onde a mãe nasceu, resolve procurar a verdadeira família dela. Mas sempre que ela diz quem é, todas as portas se fecham e toda a gente diz nunca ter conhecido a mãe dela. Qual será o terrível segredo que toda a gente quer esconder. O que será que a mãe de Prudence fez para que só o nome dela suscite o fechar de tantas portas?
Escrito de uma forma simples e fácil, damos por nós a imaginarmos as cenas que nos são apresentadas sem qualquer dificuldade. É curiosa a facilidade com que conseguimos visualizar os vestidos, os costumes, as expressões ,as comidas, os aposentos enquanto  nos deixamos envolver na narrativa.
A história em si suscita-nos vários sentimentos. Se de inicio o que senti foi uma ternura enorme pelo carinho com que estas 3 mulheres de tratavam, depressa me comecei a sentir revoltada com a atitude de Rowena e da tia desta. Agradada pelas atitudes de Victoria, por ser ela a desvendar o grande segredo que envolve a mãe de Pru. E depois surpresa da forma como termina, porque nada me preparava para a reviravolta que a autora nos apresenta. Sendo uma trilogia, estou ansiosa que saiam os outros dois, para ver como as história destas 3 mulheres se vai desenrolar.
Um livro que não necessita de muita concentração pela forma descontraída como está escrito, é, sem dúvida um livro ideal para ler numa tarde de verão.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Sorte Explosiva de Janet Evanovich, [Opinião]

Sem comentários:

Para mais informações do livro Sorte Explosiva, clique aqui

Sinopse:

A vida da caçadora de recompensas mais famosa do mundo corre um risco explosivo nesta sua nova aventura. As férias de Stephanie Plum no Havai prometiam ser de sonho, mas acabaram por ser um pesadelo. Agora ela está num avião de volta a casa e já tem à perna dois agentes do FBI, um bando de criminosos e um psicopata perigoso.

O homem que viajava ao seu lado no avião é assassinado, e tudo aponta para que tenha sido por causa de uma fotografia que ele lhe teria entregue, mas que ela diz não ter na sua posse.

A agência de fianças vai pelos ares. Lula, a sua amiga e companheira de aventuras, apaixona-se por um Shrek, e todos querem saber o que se passou no Havai. Mas Morelli, o polícia mais sexy da cidade, não quer falar do que aconteceu. Ranger, o «vício» que ela não consegue largar, também se recusa a falar. E tudo o que a Stephanie tem a dizer sobre as férias no Havai é que… bem, é complicado.


Opinião de Claudia Lé:

Janet Evanovich consegue ser única na forma sublime e intensa de escrita, promover personagens e descrever situações tão hilariantes que poucos de nós seremos capazes de controlar as gargalhadas ao ler um dos seus livros. Com o primeiro livro promovido pela TopSeller, Perseguição Escaldante, fiquei rendida, com este segundo completamente aficionada pela autora. Esta promove um tipo de escrita totalmente nada usual nos enredos policiais. Não conheço absolutamente ninguém que alie o crime, a superstição, a loucura a personagens tão sui generis como esta autora. Metaforicamente falando, ler um livro de Janet Evanovich é como comer uma refeição completa num mesmo prato e ao mesmo tempo, tal é a variedade de sabores que somos confrontados!

Na presente obra Stephanie Plum regressa sozinha de umas merecidas férias no Havai. Coloca-se logo aí a questão se esta se casou ou não no Havai uma vez que na mão esquerda ostenta sinais de uma aliança já que é a única parte visível de seu corpo a não apresentar marca de bronzeado. No entanto de Morelli ou Ranger nem sinal!

A personagem de Lula vive um romance atribulado com um dos «cadastrados» em fuga, após ter bebido uma poção mágica que deveria ter sido bebida por Stephanie... acabando Lula por apaixonar-se por um «shrek» que adora roubar o carro de Stephanie. Somos ainda confrontados com a maravilhosa personagem da avó da protagonista, agora totalmente ferrenha de Bowling, bem por 2 pares de agentes de FBI, uns sendo quem dizem que são e outros claro que não, uma ex-amante do morto e tudo à procura de uma bendita fotografia que Stephanie jura a pés juntos não ter em sua posse!

Este livro foi lido em férias de forma muito tranquila, no entanto, para dias de trabalho stressantes é sem dúvida uma boa escolha pois consegue relaxar-nos para lá do impensável, é impossível continuarmos stressados após o confronto de Stephanie com os diversos «cadastrados», pela sua fuga ao Zás Trás bem como pelas (infelizmente poucas) cenas tórridas entre ela e o habitual triângulo amoroso. Oh rapariga continua assim, sem te decidires pois nós também ainda não conseguimos perceber, com qual destes dois «pedaços de mal caminho» queremos que fiques!

terça-feira, 23 de julho de 2013

(Des)esperamos

3 comentários:
Por cá continuamos todos a desesperar com as continuações que teimam em não aparecer! É que são muitas séries suspensas que nos fazem desanimar...


 Para começar, quem leu A Luz do Fogo de Sophie Jordan já desespera porque a continuação da trilogia Firelight não tem data prevista de lançamento. É tão raro os livros sobre dragões e depois aparentemente desistem, será que ainda vale a pena esperar boas novas? Aguardemos notícias da editora Livros D'Hoje.

_________________________________________________________________

Também as Caster Chronicles de Kami Garcia & Margaret Stohl ficaram-se pelo segundo livro, pelas noticias que temos esta série foi mesmo suspensa, as fracas vendas não permitem a continuações e o filme não ajudou em nada a melhorar o que pensavam desta série. Temos pena que a 1001 Mundos tenha desistido desta saga apesar de obviamente compreendermos os seus motivos
 _________________________________________________________________
Uma série também completamente diferente é a Wicked Lovely publicada pela Saída de Emergência, por cá falta editar apenas um livro mas ainda não temos noticias que seja para breve, só sabemos que este ano não valerá a pena esperar por ele. Continuaremos a aguardar.
 _________________________________________________________________
Os amantes de policiais também desesperam pela continuação da série Dave Gurney de John Verdon, veremos quando a Porto Editora edita o terceiro livro.


Quem também está a deixar alguns leitores desesperados é a Planeta cujos livros de Monica McCarty foram tão adorados que aguardam urgentemente as continuações. Publicados por esta editora temos um livro da trilogia Macleods of Skye e um livro da trilogia Campbell




Ponte de Sonhos de Anne Bishop [Opinião]

Sem comentários:
Quando os magos ameaçam Belladonna e o seu trabalho para manter Efémera em equilíbrio, o seu irmão Lee sacrifica-se para a salvar — e acaba por ser internado num Asilo na cidade de Visão, longe de tudo o que conhece. Ao mesmo tempo, umas estranhas trevas parecem estar a espalhar-se — uma escuridão que esconde a natureza dos Xamãs que cuidam da cidade e da sua população. Danyal, um dos Xamãs, é o responsável pelo Asilo. Mas talvez por estar a tentar descobrir os seus próprios sonhos, Danyal sente-se intrigado pelos aparentes delírios de Lee. Com a ajuda de Zhahar, uma mulher com os seus próprios segredos tenebrosos, a mente e o corpo de Lee melhoram, e as suas palavras começam a fazer sentido. Em breve, Danyal e Zhahar começam a vislumbrar o mundo como nunca haviam imaginado. Quando Danyal, Lee e Zhahar se unem para descobrir o que ameaça a cidade, serão obrigados a olhar para além de si mesmos — e para dentro de si mesmos — para descobrir quem são… e até que ponto podem ser demasiado perigosos.

Opinião:

Com a trilogia “Jóias Negras”, Anne Bishop tornou-se uma das melhores escritoras de fantasia que alguma vez li.

“Ponte de Sonhos” começa onde Belladonna acaba. Em que Lee esta a tentar lidar com o retorno de Belladonna, que não lhe parece ser a mesma pessoa de antes.
Lee vai sacrificar a sua vida para a poder salvar, porque para ele, Belladonna é tudo o que tem na vida, a sua irmã, que tanto a ama. E por isso mesmo, o professor e construtor acaba internado no Asilo na cidade de Visão, afastado do seu mundo conhecido. Sobre o controle dos magos que o torturam, é levado para um Asilo onde ficará aos cuidados de Danyal. Este é um dos Xamãs, que se interessa pelos “delírios” de Lee, e pelos seus próprios sonhos. Com a ajuda de Zhahar, o corpo e a mente de Lee ficam mais ou menos restabelecidos e as suas palavras começam a ter algum sentido.
Lee, Danyal e Zhahar juntam-se para descobrir que ameaça é que devora a cidade, sendo obrigados a verem-se a si mesmo como ninguém vê e descobrirem-se.

Foi interessante ter Lee como uma das personagens principais, ele é forte e poderoso no mundo e vai descobrir que é mais do que pensava, e foi capaz de me prender até a ultima página.
A introdução do Danyal foi interessante também, mas foi Zhahar que achei fascinante por tudo o que irá representar sozinha e em conjunto com Lee e Danyal.
Fiquei contente por rever algumas personagens do conto A Voz, que apesar de não serem muito directas chama quem ainda não o leu, à sua leitura e por um outro lado “informa” que não é uma história esquecida e que poderemos saber o que aconteceu a algumas personagens.

Um mundo que é construído perante os desejos e os medos de cada um e onde as suas pontes levam onde o coração quer e não onde a razão deseja.

Efémera foi um mundo diferente e que inicialmente não me tinha cativado, provavelmente pela sua leitura após a trilogia das Jóias Negras. No entanto após ter dado um “intervalo” generoso, consegui entrar na beleza deste mundo, numa nova maneira de o ver, cheio de novos conceitos e de espécies que são de certa forma próprios de Anne Bishop, único, rico e exuberante e obviamente repleto de surpresas.
Algo que no meu ver falhou, foi o final que me pareceu ser apressado e deixou algumas perguntas no ar, o que não seria de esperar do final de uma trilogia.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Novidades Quinta Essência para Agosto

Sem comentários:
A nossa parceira editorial Quinta Essência já divulgou duas novidades do mês de agosto e confesso estou a dar pulinhos de alegria, sou fã de J. R. Ward desde o primeiro livro publicado em Portugal e adoro esta saga dos Anjos Caídos por isso fiquei muito contente por ver mais um livro editado, e Cheryl Holt apesar de nunca ter lido tenho imensa vontade de conhecer porque só vejo criticas positivas!
 


A Rainha do Romance Sensual

Mais do que a paixão, mais do que o prazer…

Com a família a atravessar uma grave situação financeira, Olivia Hopkins dispõe-se a conseguir uma proposta de casamento do já maduro conde de Salisbury. Contudo, o plano cai por terra quando ela descobre um livro erótico na biblioteca do conde. O livro incendeia o corpo de Olivia, que não consegue pô-lo de lado, até ser apanhada em flagrante pelo diabolicamente bonito filho do conde, um homem que lhe acelera o coração e lhe preenche o imaginário com pensamentos escaldantes…
Phillip Paxton não consegue acreditar na sua boa sorte. O facto de ter apanhado Olivia com aquele livro picante confere-lhe a maravilhosa oportunidade de humilhar o pai que despreza. Servindo-se do livro como isco, Phillip atrai Olivia para uma ligação eletrizante que resulta em ardentes lições de paixão. Phillip não esperava apaixonar-se pela sua encantadora aluna, mas o que começa como um esquema libertino em breve se transforma num romance genuíno e que Phillip protegerá a qualquer custo…

Cheryl Holt conquistou milhões de admiradores com os seus sensuais romances. Agora, a rainha do romance sensual adiciona uma nova joia à sua coroa através de uma inebriante narrativa de desejo proibido…

«Holt conhece os desejos ocultos do coração e manipula-os nesta história de amor sensual. Oferece-nos três romances escaldantes: os amantes sensuais jovens, o amor terno entre as personagens maduras, e uma ligação muito sexy. Adicionem um pouco de suspense, raptos, um vilão louco e um clímax emocionante e terão tudo o que precisam num romance.»
Romantic Times Magazine

«Cheryl Holt vai arrebatar o seu público com este conto bem escrito. A sua trama inteligente atrai o leitor, seduzindo-o a continuar a ler página após página. Cheio de tensão sexual e carregado de enredos secundários,
irá deixá-lo satisfeito.»
Simegen.com

«Uma história sensual de amor proibido. Cheryl Holt faz subir a temperatura!»
The Best Reviews.com



Cheryl Holt é advogada, romancista e uma mãe de família que vive em Los Angeles.
Formada em Direito pela Faculdade de Wyoming, trabalhou num escritório de advogados e no gabinete do promotor distrital em Denver antes de se dedicar exclusivamente à escrita.
A autora, considerada a rainha do romance sensual, foi distinguida com vários prémios, designadamente o de Melhor Romancista do Ano, atribuído pela revista Romantic Times Book Reviews. Ganhou o prestigiado Reviewer’s Choice Award do Romantic Times Book Club pelo seu romance Entrega Total, que foi considerado o Melhor Romance Erótico de 2002.
Para mais informações: www.cherylholt.com

7 pecados mortais…
Sete almas para salvar. Esta é a quarta.

Bestseller do New York Times
Um romance dos Anjos Caídos


Redenção não é uma palavra que Jim Heron conheça muito bem. A sua especialidade é a vingança e, para ele, o pecado é relativo. Mas tudo muda quando se torna um anjo caído e é incumbido da tarefa de salvar sete pessoas dos sete pecados mortais... e o fracasso não é permitido.

Mels Carmichael, jornalista do Caldwell Courier Journal, apanha o maior choque da sua vida quando um homem se atravessa à frente do seu carro junto ao cemitério local. Depois do acidente, a amnésia dele é o tipo de mistério que ela gosta de solucionar, mas em breve descobre que o passado é demasiado misterioso... e que está a apaixonar-se pelo estranho. Enquanto as sombras oscilam entre a realidade e o outro mundo, e a memória do seu amante começa a voltar, os dois aprendem que nada está realmente morto e enterrado. Em especial quando se está preso numa guerra entre anjos e demónios. Com a alma em jogo, e o coração de Mels em risco, o que irá ser preciso para salvar ambos?

7 pecados mortais… Sete almas afetadas por esses pecados. Sete pessoas numa encruzilhada, com uma escolha que deve ser feita. E para salvá-las apenas um homem, metade anjo, metade demónio…


«Como a maioria das histórias J.R. Ward, Êxtase não tem falta de drama, de paranormal, de comédia, de suspense, de ação e, acima de tudo, de sexo escaldante.»
www.darhkportal.com

«J.R. Ward dá nova vida ao tema dos anjos e dos demónios, com o anjo a tentar resistir ao apelo dos sete pecados mortais e com o demónio oculto na pele de mulher linda e malévola.»
happyindulgence.wordpress.com

«Desenvolvimento dos personagens, cenários ricas e sombrios, enredos emocionantes - a série Anjos Caídos é outro trunfo de J.R. Ward., e Êxtase
é uma digna nova adição.»
http://thesaucywenchesbookclub.blogspot.pt



J. R. WARD é a autora dos romances da Irmandade da Adaga Negra. Foi galardoada com o prestigiado Rita Award para para Melhor Romance Paranormal, tendo sido ainda nomeada várias vezes para os prémios da revista Romantic Times. Vive no Sul dos Estados Unidos com o seu marido incrivelmente generoso e o seu amado golden retriever. Depois de se ter formado em Direito, começou a sua vida profissional na área da saúde, em Boston, tendo passado muitos anos como chefe de equipa de um dos centros clínicos dessa cidade.
www.jrward.com

sábado, 20 de julho de 2013

Anna e o beijo francês de Sthephanie Perkins [Opinião]

Sem comentários:
 
 Para mais informações sobre o livro Anna e o Beijo Francês, clique aqui

Sinopse:

Anna Oliphant tem grandes planos para o seu último ano em Atlanta: sair com a melhor amiga, Bridgette, e namoriscar com um colega no cinema onde trabalha. Por conseguinte, não fica muito contente quando o pai a envia para um colégio interno em Paris. As coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz deslumbrante - que tem namorada. Ele e Anna tornam-se grandes amigos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Irá Anna conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer?

Opinião por Vera Carregueira:

Um dia, foi tudo o que precisei para ler Anna e o Beijo Francês e confesso queria mais! Este livro está tão bem escrito que poderia ver a acção a desenrolar-se diante dos meus olhos.
Anna é uma adolescente com sonhos e aspirações como todas as outras, quer estudar cinema para ser uma famosa critica reconhecida no meio, aprofundar a sua relação com Toph o rapaz giro com quem trabalha e aproveitar o tempo livre para curtir a vida com a sua melhor amiga Bridgette. Porém os planos que o pai tem para ela são completamente diferentes enviando-a para Paris para estudar num colégio interno exclusivo (com apenas 100 alunos). É assim que numa cidade estranha onde se fala uma lingua que ela desconhece e com costumes por desvendar que Anna conclui o liceu, faz novos amigos e é protagonista de momentos de verdadeira amizade, dor, drama, amor e muita diversão.

A história contada no presente pela protagonista fala-nos do dia-a-dia da jovem, descreve as suas amizades não se focando unicamente no romance, os amigos que faz naquela escola vão ser determinantes para o desenvolvimento da acção e têm um papel relevante nos acontecimentos. Um dos seus amigos é St. Clair, um rapaz que independentemente da sua baixa estatura erradia simpatia, amizade e beleza. Apesar de tentar focar a sua relação na amizade, Anna não consegue evitar apaixonar-se. Contudo vemos a forma como ela se vai debatendo contra esses sentimentos pois ele está numa relação longa e duradoura com outra rapariga além de uma das suas amigas estar igualmente apaixonada por ele. São sentimentos confusos, fortes e explosivos que vamos vendo ao longo de toda a obra.

Etiènne é ambiguo, estando numa relação tensa não se consegue livrar da mesma por habituação, medo de ficar sozinho na fase dificil que atravessa na sua vida mas não conseguimos deixar de nos aperceber o fascínio que sente pela nova amiga.

Sthephanie Perkins escreve de uma forma deliciosamente refrescante, com uma linguagem jovem, acessível e por vezes divertida vemo-nos por mais de uma vez a relembrar-nos da nossa adolescência, da forma como tudo parecia uma catástrofe mesmo quando a solução mais simples estava mesmo diante dos nossos olhos. O facto de tudo parecer perdido e o mundo parecer um lugar estranho e confuso, quem não se recorda desses momentos dificeis? A autora consegui imprimir uma personalidade impressionante e fiquei verdadeiramente apaixonada por este livro. Espero ter a oportunidade de ver as outras obras da autora em Portugal, esta foi sem dúvida uma excelente aposta da Quinta Essência.

"Gula Perversa" de Janet Evanovich [Opinião]

Sem comentários:


Sinopse

A vida de Lizzy Tucker não pode ser mais confortável: mudou-se recentemente para uma casa histórica que herdou em Salem, no Massachusetts, e acaba de tornar-se chef na Dazzle's, uma das pastelarias mais visitadas da cidade. Mas a esperança por qualquer tipo de normalidade evapora-se quando dois homens entram de rompante na sua vida: o sombrio Gerewulf Grimoire, e Diesel, um homem lindíssimo e de aparência angelical. Grimoire procura as Pedras de Saligia que estarão, diz-se, em Salem.
Esses sete talismãs — representativos de cada um dos sete pecados mortais — dão poderes assustadores a quem os detenha. Diesel é um homem com uma missão: parar Grimoire a todo o custo. Só precisa de convencer Lizzy de que apenas ela será capaz de manter o vilão longe dos talismãs. Mas, para que isso aconteça, Diesel quer protegê-la todo o dia… e toda a noite. Estes talismãs têm efeitos estranhos sobre si, enchendo-a de apetites e desejos súbitos. Com dois homens no seu encalce, e sentindo-se estranhamente atraída por ambos, como irá ela escapar à espiral de emoções em que se vê envolvida


Opinião da Helga

A vida de Lizzy nunca correu bem, nunca conseguiu concretizar os seus objectivos e falhou nos seus propósitos ao longo da sua vida, pelo que quando a tia lhe deixou em herança a casa de Salem, ela aproveitou a oportunidade que a vida lhe ofereceu de recomeçar numa nova cidade, longe de todos a fazer aquilo que mais gosta... Muffins, parece que a vida vai começar a entrar nos eixos até á chegada de Wolf e Diesel...

Lizzy que sempre foi uma mulher terra á terra, é obrigada por Diesel a ajudar a recuperar as sete pedras SALIGIA que simbolizam os 7 pecados mortais, antes que Wolf o faça e as use para o mal.
Lizzy tem um dom especial que Diesel precisar para alcançar o seu objetivo e ao mesmo tempo a proteger do seu primo Wolf. Lizzy vai lutar pela normalidade mas acaba por partilhar casa com um gato com um olho de vidro e um macaco.

A 1ª pedra a encontrar ( que é a mesma que Wolf procura) é a que representa a Gula, mas a Gula tem várias facetas que iremos descobrir ao longo do livro.

Adorei a Lizzy, uma mulher "normal" com um poder especial para fazer cupcakes, que não acredita no paranormal, nem em bruxas nem em magia mesmo vivendo em Salem. Qaundo a sua amiga começa a fazer feitiços, ela prefere acreditar que foi uma coincidência, trazendo-nos cenas hilariantes.

Wolf e Diesel, são primos extremamente atraentes com poderes Inomináveis, encontrado-se Diesel ao Serviço de bem e Wolf pretende atingir os seus propósitos que não são claros dispondo-te a todos os recursos para concretizar o seu objectivo. Entre Diesel e Lizzy vai nascer uma atracção forte e poderosa, que não pode ser concretizada sob pena de um deles perder as suas capacidades.

Confesso que quando o livro saíu, não puxou por mim, mas depois de tanta opinião que li comecei a ficar curiosa e só me arrependo de não ter lido mais cedo, Janet Evanovich dá-nos a conhecer num estilo descontraído e divertido uma aventura leve e deliciosa, é um livro irresistivel, aconselho a ter algum cuidado em publico... eu dei umas valentes gargalhadas num parque infantil ....

sexta-feira, 19 de julho de 2013

"Indiscrição" de Charles Dubow - opinião

Sem comentários:



Sinopse
Harry e Madeleine Winslow parecem ter sido abençoados na vida: têm talento, charme e dinheiro. Harry é um autor premiado e com uma carreira promissora. Madeleine é uma mulher de beleza sublime e graça cuja bondade e serenidade desmentem a educação privilegiada e vivência no luxo. Ligados por profunda devoção, partilham um amor que provoca inveja.
Num fim-de-semana, num princípio de Verão passado na praia, Harry e Maddy, que estão na casa dos quarenta, conhecem Claire uma jovem aparentemente inocente, inteligente e que desperta com sua a juventude cativante e ingenuidade desarmante uma admiração no casal. Atraída pelo inegável magnetismo dos Winslow, Claire entra na vida no casal. Mas, ao longo do Verão, a amizade e reverência transformam-se em desejo perigoso. O que irá abalar e poderá destruir o mundo dos Winslow.
Uma história de amor, luxúria, engano e traição contada através da perspectiva de Walter, amigo de infância e apaixonado em segredo por Maddy.
Indiscretion é um romance pensado, cheio de fascinantes factos da vida, um irresistível e sensual page-turner, que explora o desejo de ter tudo, e as consequências de querer mais, com um equilíbrio subtil de sexo e muito intimista.
Opinião de Carla Geraldes
O que dizer de um livro cuja sinopse já nos diz tudo? Pouco. No entanto vale a pena falar dele.
O que salta à vista, em primeiro lugar, é que a história nos é apresentada por um narrador, Walter. Advogado de sucesso e amigo de infância de uma personagens principais, Maddy. Ele conta-nos tudo no presente, como se tudo se estivesse a passar agora, no entanto fazendo alusão ao que futuramente se irá passar. Confusos? Imaginem isto: Um palco no teatro. Temos várias personagens a actuar e temos uma voz off. de repente os actores param nas posições em que estão e, detrás do pano, surge Walter: eu sou o narrador e vou-vos contar a história de Harry, Maddy e Claire. História, onde também eu tenho o meu papel." E a actuação no palco continua.
Grande parte do livro está, assim, na primeira pessoa. No entanto há capítulos em que os outros personagens têm a sua própria história. Outra coisa que salta à vista é o facto do livro estar dividido pelas 4 estações do ano e cada estação ter vários capítulos. Uma vez que a história nos é narrada por outra pessoa, torna-a mais verosímil. Passa-se ao longo de 1 ano. Inicia-se, no verão, nos Hamptons, e termina no mesmo sítio.
Voou só falar um pouco da história central, uma vez que irão encontrar mais personagens ao longo da narrariva. Maddy, casada com Harry, e com 1 filho de 4 anos, tinha tudo o que uma mulher podia desejar. 2 casas, dinheiro, um marido escritor premiado, amigos. No meio deste idilico surge uma rapariga, bonita, sensual. É inteligente, cheia de vida e faminta de amor. Harry, em crise de meia idade, acaba por se envolver com ela, pondo de parte a mulher e o filho. Embarca numa aventura que o leva a viajar pela europa e gastar mais do alguma vez pensou, querendo agradar à sua princesa. Quando Maddy descobre é já tarde demais para todos.Uma tragédia acaba por mudar o rumo de todos este personagens. Walter, que desde adolescente é secretamente apaixonado por Maddy, será a "cola" que irá segurar os cacos.
Escrito de uma forma muito ligeira este livro mostra-nos o lado bom e o lado obscuro da vida. Amor, amizade, paixão, traição, mentiras, perdão e morte. Tudo no momento certo, na hora certa para entender a história. Com uma carga emotiva forte, leva-nos por vezes a vários sentimentos: revolta, compreensão e tristeza. Foi um livro que, embora iniciado de pé atrás, me surpreendeu pela positiva

Paixões Agitadas, de Jill Mansell [Opinião]

Sem comentários:


Para mais informações acerca do livro Paixões Agitadas clique Aqui


Sinopse

O ano novo aproxima-se e Liza, Dulcie e Pru já tomaram as suas resoluções. Quando se atinge a casa dos trinta, está na hora de dar um novo rumo à vida!

Liza quer casar-se. Não tem ninguém em mente, mas atrair homens interessantes nunca foi difícil para si. O problema é que não consegue manter-se interessada neles depois de os conquistar.

Dulcie acha que o casamento é uma chatice. O seu marido até é lindo, espirituoso e charmoso, mas Dulcie quer desesperadamente mais emoção na sua vida e está decidida a divorciar-se. Pru tem tanta autoestima como uma esfregona de chão. Adora o marido aventureiro e não consegue imaginar a sua vida sem ele. Mas conseguirá manter o casamento?

Que planos matreiros e maliciosos tem o destino, para três amigas que acham que sabem o que querem?

Opinião de Claudia Lé:

Ler um livro de Jill Mansell é como andar numa montanha russa uma vez que tanto a estória como o jeito particular da escrita da autora são povoados por constantes íngremes subidas bem como, vertiginosas descidas sempre a uma velocidade para além dos limites recomendados nos manuais do código de condução. Acho muito difícil alguém se aborrecer com o ritmo de um livro da autora (falando dos que conheço claro está) uma vez que praticamente em cada capítulo há um desenrolar inesperado. Este livro foi então ainda mais surpreendente no que diz respeito à natureza feminina e às suas constantes alterações de humores, sentimentos, crenças, etc.

Em Paixões Agitadas assistimos ao desenrolar da vida de três mulheres na casa dos trinta por altura da Passagem de Ano e das decisões de novo ano. Apesar de me ter rido bastante com estas três personagens, não estaria a ser autêntica se não as definisse como umas autênticas «cabecinhas de vento», notando-se ao longo do livro a sua evolução, bem como o amadurecimento de cada personagem de forma bastante peculiar. Os protagonistas masculinos não são assim tão perfeitos como os poderíamos considerar à primeira vista, no entanto não se encontram assim tão bem retratados como as personagens femininas. Poderei a estar a cometer uma gafe tremenda, mas achei que este livro é claramente direcionado para o público feminino.

Relativamente à capa, a Saída de Emergência contempla-nos com uma capa bastante diferente do que nos já habituamos e embora seja bastante apelativa tenho de fazer referência a um aspeto que acontece muitas vezes com várias editoras. Por vezes fico com a noção que quem escolheu a capa não leu o livro e porquê? As personagens estão na casa dos 30, as raparigas da capa têm todo o ar de 20 anos. Uma das protagonistas tem o cabelo curto e o marido de Pru não é definitivamente um jovem de vinte anos.

No entanto mais uma vez fiquei rendida à escrita desta autora, sem estarmos à espera acabamos por deixar escapar várias gargalhadas ao longo desta leitura descontraída ótima para quem está de férias, melhor ainda para quem acabou de sair de uma reunião chata com o chefe. A autora conseguiu surpreender-me muito na parte final do livro, mas não poderei dizer sob pena de spoiler mas realmente conseguiu-me fazer dizer um grande OHHHHHHH por duas vezes e em direções totalmente opostas!!!

Parabéns à Saída de Emergência por continuar a editar as obras de Jill Mansell e acima de tudo, publicá-los num período de intervalo entre estes relativamente curto acabando nós fãs da autora, por não desesperarmos durante longos meses por mais um bom e hilariante livro!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

(Des)esperamos

1 comentário:
Continuamos a receber emails desesperados, as pessoas querem ver as continuações das suas séries publicadas e às vezes demora mais do que julgamos ser possível.

Para começar a trilogia Gemma Doyle de Libba Bray está parada contudo aquando da feira do livro e sendo o primeiro volume, livro do dia fomos informados que o segundo estaria para breve. Espero que a 1001 Mundos não desiluda. Tenho o primeiro à minha espera na estante há uns dias, talvez lhe pegue brevemente para ver se os desesperados têm razão.
Patricia Briggs e a sua heroina Mercy Thompson também são muito aguardadas, o 7.º livro foi publicado no original em março e por cá a Saída de Emergencia não se mostra com pressa de o lançar, os fãs começam a desesperar.
Quem também é esperada com todo o desespero que se pode oferecer é Scarlet, continuação de Cinder da autora Marissa Meyer editado pela Planeta.


Por fim a aclamada autora Sherrilyn Kenyon que é tão adorada em Portugal vê a sua série ser desesperada com todo o fervor pois não há maneira de ser editado nenhum outro livro este ano.
E pronto cá estamos nós a esperar e a desesperar!

(Des)esperamos

1 comentário:
Então achavam que parámos de desesperar? Não! Em primeiro lugar ficámos a saber que a série Academia de Vampiros foi definitivamente cancelada, infelizmente a editora estava já com grandes perdas com esta série (COMO?!?!?!?!?!?!?!) e nem a recapagem os safou e teve mesmo de cancelar. Depois, soubemos tmbém que a série Fever da KMM deverá levar o mesmo fim (sim a recapagem foi igualmente um tiro no pé). Mas não ficamos por aqui...

Quem leu os primeiros livros da série Brigderton publicada pela ASA (infelizmente só consegui ler o terceiro mas desespero pelos outros dois) já desespera pelos próximos livros, não que a editora esteja a demorar simplesmente os livros são demasiado bons para conseguirmos aguentar a espera. Julia Quinn soube-nos prender e estamos obviamente a desesperar.
E finalmente há quem esteja a desesperar igualmente pela série Hollows da Saída de Emergência e nos tenha dito que aguarda o próximo volume ansiosamente, para quando será?

domingo, 14 de julho de 2013

A Chama de Sevenwaters de Juliet Marillier[Opinião]

Sem comentários:
Sinopse:
Dez anos depois do terrível incêndio que quase lhe custou a vida, Maeve, filha de Lorde Sean de Sevenwaters, regressa a casa. Traz nas mãos disformes as marcas desse acidente e dentro de si a coragem férrea de Liadan e Bran, os pais adoptivos, e um dom muito especial para lidar com os animais mais difíceis. Embora as cicatrizes se tenham fechado, Maeve ainda teme as sombras do passado — e o regresso a casa não se faz sem dificuldades. Até porque Sevenwaters está à beira do caos.

Opinião por Raquel leite:


Este é o sexto livro da série Sevenwaters e conta-nos a história de Maeve.
Esta é uma das filhas de Sean, que como se viu num dos livros anteriores (Filha da Profecia) , ela ficou desfigurada devido a um incêndio. Enviada para viver com a tia Liadan e o seu tio Bran, que se tornaram os seus pais adoptivos, ela terá de adaptar uma maneira de poder recuperar do terrível choque que havia sofrido, e aprender assim a aceitar e viver com as suas limitações. As suas mãos estão terrivelmente mutiladas, e infelizmente pouco "úteis". No entanto ela vai provar que consegue ajudar na sua casa de outras maneiras, principalmente quando lida com animais difíceis.
Isto porque Maeve tem um dom incrível que lhe permite acalmar e tranquilizar estes animais mais rebeldes, e mais tarde descobre que este dom tem também eficácia nos humanos, quando estes estão a sua beira.
Dez anos depois,  o seu tio, Bran, pediu-lhe para ela levar para Sevenwaters um cavalo especial, e ela mesmo sabendo que o seu regresso a casa seria muito emocional e talvez um pouco confuso, ela aceita. 
Obviamente que Maeve está muito mudada, já se aceita como é e compreende-se a si mesma.  Já a sua mãe não sabe bem como lidar com isto, mesmo amando-a tanto como ama, ao mesmo tempo não a entende, tal como o seu pai, embora este ultimo já se ligue mais a Maeve, é o seu irmão mais novo Finbar que a vai compreender melhor e tudo o que esta pensa e sente.

Estou neste momento a tentar não revelar muito da história, até porque só lendo é que se sente cada pormenor dela. No entanto adorei os animais e a maneira como a autora lhes deu o ênfase que tanto mereciam colocando-me a encolher-me quando estes estavam em perigo de vida, isto porque nos unimos completamente a eles de tal maneira que os amamos e somos levados a chorar por eles. E acreditem que mais para o final do livro vão soltar umas lágrimas, porque este é daqueles livros que tocam, pelo amor, pela alegria, pela dor e pela tristeza.

Acho que quem é fã de Marillier já sabe o que esperar deste livro. Embora não seja algo tão genial como a sua trilogia, este é sem duvida mais um livro excelente, que evoca mais uma vez o mundo de Sevenwaters e todas as suas personagens fantásticas. E quando se entra neste mundo, com as suas descrições somos transportando para esse mundo que não queremos nunca deixar., e como sempre a sua escrita é espectacular,
Como em todos os seus romances desta saga, há histórias dentro de histórias que se vão ligar e reescrever, o que é um toque de mestria da parte de Marillier, que o executa na perfeição.

Este foi sem qualquer duvidas dos melhores livros que li, Maeve é completamente diferente e especial, não só pelas suas condições e dom, mas também por a história em si nos deixar com o coração apertado. Perfeito!