Crónicas de uma Leitora: Maio 2013

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Anjo Mecânico de Cassandra Clare [Opinião]

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Sinopse
Quando Tessa Gray, uma jovem de dezasseis anos, atravessa o oceano para se reunir ao irmão, o seu destino é a Inglaterra do reinado da rainha Vitória e aventuras aterrorizantes aguardam-na no Mundo-à-Parte de Londres, onde vampiros, bruxos e outras personagens sobrenaturais palmilham as ruas iluminadas a gás. Apenas os Caçadores de Sombras, guerreiros que se dedicam a livrar o mundo de demónios, conseguem manter a ordem no caos.
Raptada pelas misteriosas Irmãs Escuras, membros de uma organização secreta chamada Clube Pandemonium, Tessa fica a saber que também pertence ao Mundo-à-Parte e que possui uma habilidade rara: o poder de se transformar, quando quer, noutra pessoa. Além disso, o Magister, a figura misteriosa que dirige o clube, tudo fará para reclamar o poder de Tessa para si.
Sem amigos e perseguida, Tessa refugia-se junto dos Caçadores de Sombras do Instituto de Londres, que lhe juram encontrar o irmão se usar o seu poder para os ajudar. Em breve se sente fascinada, e dividida, entre dois amigos: James, cuja beleza frágil esconde um segredo mortal, e Will, um rapaz de olhos azuis, cujo humor cáustico e temperamento volúvel mantêm toda a gente à distância... ou seja, todos menos Tessa. Enquanto a investigação os vai arrastando para o âmago de uma conspiração tenebrosa que ameaça destruir os Caçadores de Sombras, Tessa percebe que poderá ter de escolher entre salvar o irmão e ajudar os seus novos amigos a salvar o mundo... e que o amor pode ser a magia mais perigosa de todas.
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Opinião por Vera Carregueira:
Anjo mecânico é o primeiro livro da trilogia "As Origens" (The Infernal Device) que é a prequela da saga dos Caçadores de Sombras.

Passando-se em Londres na época Vitoriana temos como personagem principal Tessa Gray, uma jovem recém chegada dos Estados Unidos em busca do seu irmão Nate sendo raptada por duas bruxas que as ensinam a usar o seu poder. Tessa pode Mudar de aparência para a de qualquer pessoa desde que toque num objecto que a esta tenha pertencido. É resgatada por Will Herondale um Caçador de Sombras que a leva para o Instituto.

Aqui Tessa vai perceber que não só não é humana como tudo à sua volta é completamente diferente daquilo em que acreditava. Com um poder nunca visto a única coisa que conseguem perceber no Instituto é que pertence ao Mundo à Parte.

É neste lugar que convive com os dois rapazes mais estranhos e enigmáticos que já conheceu, Will com o seu cabelo preto e olhos azuis e James Carstairs, apelidado de Jem, com cabelo e olhos prateados, ambos escondem segredos que Tessa irá tentar descobrir enquanto procuram pelo seu irmão que está desaparecido. A ideia que me ficou é que se está a formar um triângulo amoroso e confesso que não sei qual dos rapazes gosto mais.
As personagens secundárias como a egoísta e mimada Jessamine Lovelace, a séria e competente Charlotte Branwell ou o marido desta Henry despistado e viciado em novas descobertas principalmente as mecânicas e ainda a prestável e marcada Sophie trazem um grande enriquecimento à trama com informações acerca do ambiente que podemos encontrar na obra.

Finalmente o antagonista conhecido por "Magister" e que só no final ficaremos a saber a sua verdadeira identidade é o único que sabe toda a verdade sobre Tessa e só através dele ficaremos a saber o quem e o quê é realmente a jovem.

Este livro é completamente diferente do que pensava, o facto de envolver máquinas que lutam contra os Caçadores de Sombras é novo para mim mas gostei do conceito. Ficou-me a enorme vontade de pegar de seguida no Principe Mecânico para tentar desvendar alguns dos mistérios que ficaram no ar.

Cassandra Clare mais uma vez superou as minhas expectativas, acho que cada livro é melhor que o anterior e deixa-me sempre a desejar mais. Com personagens fortes, torturadas e apaixonantes é mais uma trilogia que não deixará os seus fãs indiferentes.

"O Banquete", de Patrícia Portela - Opinião

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Sinopse
 
O Banquete é uma revisitação dos mitos definidores da Humanidade. Uma surpreendente mistura de ingredientes filosóficos e terrestres para mastigar a nossa imortalidade.
O que nos diz uma notícia radiofónica sobre a Caverna de Platão? O que aconteceria se tivéssemos comido o fruto da segunda árvore do Paraíso?
O que decidiram os pássaros no Encontro Máximo para Reavaliação da Lei Natural Aplicada aos Homens sobre a extinção da Humanidade?
O que acontece a um Fausto que se recusa a cumprir o pacto que assinou com o Diabo?



Opinião do Vasco

Original. Transcendente. Filosófico.
Primeiro ponto, a escrita da Patrícia Portela é extraordinária.
Segundo ponto, este livro é, desde o início, diferente. Por vezes revela-se estranho, noutras alturas demasiado real.
Terceiro ponto, faz com que vivamos um mundo que sentimos que não é o nosso, mas que vamos aos poucos concluindo que talvez seja aquele que se apresenta diante de nós, embora nem sempre o possamos ver.
"O Banquete" é isto. Um enorme pensamento acerca do Homem, do mundo, da natureza, do passado, do destino, da escolha. A autora recorre várias vezes ao ADN durante a narrativa. E ela, a narrativa, acaba por ser isso mesmo: uma dupla hélice, ou várias duplas hélices, que se orientam em sentidos inversos e em planos assentes em várias dimensões.
Patrícia Portela não segue regras nem uma lógica aparente. Lógica essa que terá de ser encontrada pelo leitor, e penso que cada um encontrará a sua.
É um livro excelente, que terei de reler provavelmente por várias ocasiões, pois sei que encontrarei sempre algo mais que me tenha escapado antes.
Ah, e aqui existem animais que pensam e falam. E, bem, à excepção da galinha, eles revelam-se mais perspicazes do que nós, seres humanos.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

[Novidade] A Reviravolta de Michael Conelly [Porto Editora]

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 Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 376
Editor: Porto Editora
 


Após O Veredicto, a Porto Editora publica, a 7 de junho, A Reviravolta, um novo thriller judicial de Michael Connelly, com intriga, suspense e muitas reviravoltas. Para além de ter ocupado o desejado primeiro lugar na lista de mais vendidos do New York Times, A Reviravolta foi ainda considerado um dos melhores livros do autor.

Este livro insere-se na série protagonizada pelo detetive Harry Bosch, onde as salas do tribunal ocupam o cenário de eleição. Desta vez, para alcançar o seu objetivo, o protagonista terá de se aliar ao gabinete do procurador do Ministério Público, seu habitual opositor.
 
Sinopse
Em 1986, um crime brutal abalou a vida dos habitantes de Hancock Park: Melissa Landy, de doze anos, foi raptada e brutalmente assassinada, e o seu corpo atirado para uma lixeira. Vinte e quatro anos depois, o caso regressa à barra dos tribunais, sob o olhar atento dos meios de comunicação social. Jason Jessup, o suposto infanticida, tem em seu poder uma prova de ADN capaz de o ilibar do crime. Porém, o advogado Mickey Haller, conhecido pelas suas defesas vitoriosas, aceita agora uma nova missão: trabalhar pela primeira vez com o gabinete do procurador do Ministério Público para provar a culpa de Jessup.
Com a ajuda do detetive Bosch e da ex-mulher, a destemida Maggie McPherson, Haller terá então de superar um advogado de defesa hábil na manipulação dos meios de comunicação social, um réu ardiloso e uma testemunha relutante em depor ao fim de tantos anos. E o jogo torna-se cada vez mais perigoso à medida que a família de Haller e Bosch se veem transformadas em peças de xadrez num tabuleiro fatal. 
 
O Autor:
Michael Connnelly, nasceu a 21 de julho de 1956, nos Estados Unidos. Diplomado em jornalismo pela Universidade da Floria, foi repórter do Los Angeles Times e é o autor da série de thrillers de Harry Bosh e outros bestsellers aclamados pela crítica.

[Novidade] O Palácio da Meia-Noite de Carlos Ruiz [Planeta]

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Título: O Palácio da Meia-Noite
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Planeta
Edição: Maio de 2013
Páginas: 280


Disponível a partir do dia 30 de Maio, data em que estará à venda na Feira do Livro de Lisboa, com Desconto de 10%

Depois do enorme sucesso de 0 Príncipe da Neblina, o primeiro romance de Carlos Ruiz Zafón, autor best-seller do The New York Times, que vendeu mais de 200 mil exemplares em Espanha, e que já está na quarta edição no nosso país, chega agora o tão esperado segundo livro da trilogia da Neblina.

Calcutá, 1932.
O coração das trevas.
Um grande enigma.


«Espero que gostem deste passeio pelo mundo crepuscular de Calcutá nos anos de 1930, onde as
sombras da noite são mais espessas do que o sangue.»
Carlos Ruiz Zafón


Um novo e extraordinário romance deste autor universal que irá manter o leitor agarrado à história. Heróis corajosos e muito hábeis e um vilão maravilhosamente sinistro. Um livro fascinante sobre o heroísmo e a tragédia. Tão obscuro e ameaçador como uma noite em Calcutá. Um romance cheio de suspense e tensão. Com reviravoltas inesperadas que prendem do princípio ao fim, e escrito com a maestria deste grande autor: uma narrativa elegante cheia de pormenores.


Sinopse:
No coração de Calcutá esconde-se um obscuro mistério....
Um comboio em chamas atravessa a cidade.
Um espectro de fogo semeia o terror nas sombras da noite.
Mas isso não é mais do que o princípio.
Numa noite obscura, um tenente inglês luta para salvar a vida a dois bebés de uma ameaça impensável.
Apesar das insuportáveis chuvas da monção e do terror que o assedia a cada esquina, o jovem britânico consegue pô-los a salvo, mas que preço irá pagar?
A perda da sua vida. Anos mais tarde, na véspera de fazer dezasseis anos, Ben, Sheere e os amigos terão de enfrentar o mais terrível e mortífero mistério da história da cidade dos palácios.

Uma história de aventura e mistério para jovens dos 9 aos 99 anos.

«Um livro para adultos, bem como para os adolescentes, mas não aconselhável para cardíacos... O realismo mágico da obra-prima que veio sete anos depois, está aqui, num emocionante mistério meticulosamente trabalhado.»
Weekend Press/Dominion Post Weekend (NZ)

O Autor:
Carlos Ruiz Zafón nasceu em Barcelona, em 1964, e é um dos autores mais lidos e reconhecidos em todo o mundo. Inicia a sua carreira literária em 1993 com O Príncipe da Neblina (Prémio Edebé), a que se seguem "O Palácio da Meia-Noite", "As Luzes de Setembro" e "Marina."
Em 2001 é publicado o seu primeiro grande romance, "A Sombra do Vento", que se transforma num fenómeno literário internacional.
Com "O Jogo de Anjo" (2008) regressa ao universo de "O Cemitério dos Livros Esquecidos", que continua em "O Prisioneiro do Céu".
As suas obras foram traduzidas em mais de quarenta línguas e conquistaram vários prémios e milhões de leitores no mundo inteiro.



[Novidade] A Rapariga de Papel de Guillaume Musso [Bertrand]

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Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 356
Editor: Bertrand Editora
Disponível a partir de 07-06-2013  

Sinopse
Há apenas alguns meses, Tom Boyd era um escritor famoso em Los Angeles, apaixonado por uma célebre pianista. Mas na sequência de uma separação demasiado pública, fechou-se em casa, sofrendo de bloqueio artístico e tendo como única companhia o álcool e as drogas. Certa noite, uma desconhecida aparece em sua casa, uma mulher linda e completamente nua. Diz ser Billie, uma personagem dos romances dele, que veio parar ao mundo real devido a um erro de impressão do seu livro mais recente.
A história é uma loucura, mas Tom acaba por acreditar que aquela deve ser de facto a verdadeira Billie. E ela quer fazer um acordo com ele: se ele escrever o seu próximo romance, ela poderá regressar ao mundo da ficção. Em troca, ele ajuda-a a reconquistar a sua amada Aurore. O que tem ele a perder?

O Autor
Guillaume Musso nasceu em 1974 e descobriu a literatura aos dez anos, idade em que decidiu que um dia haveria de escrever livros. Inspirado pela cidade de Nova Iorque, onde viveu aos dezanove anos e travou conhecimento com viajantes de todo o mundo, regressou à sua França natal para estudar Ciências Económicas. É hoje um dos autores franceses preferidos pelo grande público.

Um Segredo no seu Beijo, de Anna Randol [Opinião]

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Sinopse:

DE BOM GRADO ELA ABANDONARIA A SUA VIDA DE INTRIGA…

Uma rara beleza nasceu no coração exótico do Oriente misterioso na forma de uma mulher.

Mari Sinclair sabe que chegou o momento de pôr um fim na sua carreira como espia inglesa quando consegue evitar um encontro com a morte. Infelizmente, há os que pensam de outra forma e que não têm escrúpulos em usar a chantagem para manter Mari em missão.

Para garantir que ela completa e sobrevive a uma última missão, é destacado um guardião, o major Bennet Prestwood. Mas Mari está furiosa, pois, além de ter este homem à força na sua vida, ele é demasiado dedicado, inflexível, e muitíssimo atraente. Mas, face aos segredos negros e traições mortais, o verdadeiro perigo para Mari é aos poucos revelado e o leal Bennet percebe que, para salvar e conquistar esta mulher extraordinária, terá de fazer o impensável e quebrar as regras, que a paixão e o desejo de repente mudam irrevogavelmente.

Opinião de Claudia Lé:

Não me perguntem porquê, mas durante a primeira leitura da sinopse deste livro, recordei-me de outro que li há muitos anos (A Chave de Rebecca) onde uma das personagens era uma dançarina do ventre... talvez por ter gostado tanto desse livro iniciei este com elevada expetativas. De forma alguma este livro se compara ao anterior mas não lhe fica atrás na sua singularidade, temos finalmente uma protagonista feminina forte, bem caraterizada e que de certo, faz jus a muitas mulheres que trabalharam como espias, fossem por que motivos fossem, por amor ao seu país, pela honra, pelo desespero devido a constantes ameaças. A meu ver, são necessários e refrescantes, livros que elevem a protagonista feminina para o cerne de uma trama que não seja apenas o romance e Mari Sinclair durante mais de metade do livro, deixa bastante presente quais são as suas prioridades e ser apenas a donzela apaixonada não faz parte dos seus propósitos!

Adorei a escrita de Anna Randol, é bastante envolvente e sedutora, tal como o romance em si. Sinto pena que ela não se debruçado uma pouco mais em descrições da vida no Oriente, seja no que diz respeito à cultura como mesmo à própria cidade de Constantinopla. O Oriente acaba sempre por ser sedutor, tão diferente do «nosso velho continente Europeu», cheio de cores, odores, rituais que de certo nos seduzem... quem não gostaria de aprender a dança do ventre????

O romance entre Mari e Bennet é cheio de contradições, apesar de inicialmente Bennet ser destacado para garantir a sobrevivência de Mari, ao longo da trama interrogamos nos se ele não será apenas um mero peão e cabe a Mari protegê-lo contra os seus próprios inimigos. Esta dualidade constante no enredo faz-nos ver inimigos em todas as esquinas e mantendo o suspense no decorrer da leitura.

Esta é sem dúvida uma autora a seguir, meninas, para quem goste de romances de época podem contar com mais uma escritora a colocar nas nossas estantes! Boas leituras e, mais uma vez, comentem!!!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

"Aconteceu em Roma" de Nicky Pellegrino

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Sinopse
Românticas ruelas de calçada, piazzas repletas de vida, cafés e bares vibrantes de música e desejo... Não há no mundo cidade como Roma. É aqui que Serafina vive rodeada pelo carinho da mãe e das duas irmãs. Habitam um minúsculo apartamento delapidado e têm pouco ou nenhum dinheiro, mas a alegria está sempre presente. Quando a mãe sai, sempre bela no seu vestido simples e feito em casa, as irmãs vão cantar para a rua. É um atrevimento que as diverte e lhes permite obter dinheiro para fazerem o que mais gostam: ir ao cinema. Elas suspiram e sonham com as estrelas das matinés. Mas Serafina nunca imaginou conhecer pessoalmente o seu ídolo: o ator e cantor Mario Lanza. Quando as portas da magnífica Villa Badoglio - lar da família Lanza - se abrem para a acolher, a jovem é apresentada a um mundo de sonho. E é rodeada pelo luxo e o glamour que conhece Pepe, o talentoso chef capaz das mais suculentas iguarias e das mais ternurentas emoções. Serafina está apaixonada e a viver dias dourados mas não consegue evitar sentir que aquele não é o seu mundo. Dividida entre a vida modesta que conhece e a promessa de um futuro melhor, Serafina vai ser obrigada a crescer. Vai sofrer, amar e descobrir que a realidade nunca é apenas o que parece. Que a vida é simultaneamente mais difícil e mais bela do que um sonho.

Opinião por Carla
Mais uma vez esta autora nos transporta até Itália dos anos 50. Anos nada fáceis em que a pobreza nas ruelas era muita e o dinheiro e os luxos eram só para os ricos.
É nesse ambiente que nasce Serafina. Filha de uma prostituta, vive com ela e as duas irmãs num pequeno apartamento, onde todas dormem na mesma cama. No entanto nenhuma delas sonha sequer o que a mãe faz quando sai à noite e chega já de madrugada, cansada e com sono. Já Serafina tem quase 19 anos quando descobre. E é aí que se apercebe que é esse o caminho que a mãe espera que ela siga. No entanto não é esta a vida que ela quer para ela e para as irmãs. Desde cedo se habituou a cria-las, leva-las à escola, fazer o comer e lavar a roupa.
Carmela, a irmã do meio, tem uma voz de anjo, e vai muitas vezes cantar para as ruas para ganhar algum dinheiro. Sonha vir a cantar em grandes palcos e quando sabe que o grande Ator/Cantor Mario Lanza vai a Roma, vê aí a sua oportunidade. Numa das ocasiões que tenta cantar para ele ao vivo, arranja maneira de Serafina entrar o hotel onde está hospedado com a mulher e os 4 filhos. E embora Serafina tivesse entrado para pedir a Mario que desse uma oportunidade à irmã de entrar num dos filmes dele, quando dá por isso está a pedir emprego e fica como assistente pessoal de Betty, mulher de Mario, prometendo-lhe que irá sempre olhar por ela.
A partir daqui Serafina entra num mundo com o qual ela nem sequer sonhava. Cheio de luxos glamour, mas também muita tristeza. Sendo assistente pessoal da mulher de um grande tenor, acaba por descobrir que Mario não é a pessoa simpática e simples como transmite cá para fora.
Ao longo de quase 3 anos, ela acompanha a família para todo o lado, mesmo para fora de Itália. É na villa, onde vivem que ela conhece Pepe, o cozinheiro, por quem começa a desenvolver sentimentos. Mas quando a tragédia bate à porta, e a família Lanza parte para a América ela fica sem saber a quem se manter fiel, a Betty, ou a Pepe. Ela prometera a Mario que olharia sempre pela mulher dele, mas Pepe também exige que ela escolha. 
Uma história envolvente, que se lê de uma assentada. Sem dúvida um livro que adorei, pela forma como nos consegue transportar até aquelas ruelas em Itália. A descrição é tão simples mas tão completa que é fácil conseguirmos imaginar Serafina e as irmãs a passear por lá, a cantar com a simplicidade de meninas pobres, mas felizes.
Se quando começarem a ler o livro quiserem saber ao certo quem foi Mario Lanza façam uma pesquisa na net, e vão ver como é giro conseguirem dar uma cara ao nome.
Aconselho sem dúvida!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Viver Depois de Ti, de Jojo Moyes (Opinião)

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Sinopse:

Lou Clark sabe muitas coisas. Sabe quantos passos deve dar entre a paragem do autocarro e a sua casa. Sabe que trabalha na casa de chá The Buttered Bun e sabe que não está apaixonada pelo namorado, Patrick. O que ela não sabe é que vai perder o emprego e que todas as suas certezas vão ser postas em causa.

Will Traynor sabe que o acidente de motociclo lhe tirou o desejo de viver. Sabe que agora tudo lhe parece triste e inútil e sabe como pôr fim a este sofrimento. O que não sabe é que Lou vai irromper na sua vida com toda a energia e vontade de viver. E nenhum deles sabe que as suas vidas vão mudar para sempre.

Em Viver depois de ti, Jojo Moyes aborda um tema difícil e controverso com sensibilidade e realismo, obrigando-nos a refletir sobre o direito à liberdade de escolha e as suas consequências.

Opinião de Claudia Lé:

Às vezes devíamos ler um livro como este para darmos valor às coisas simples de nossa vida que, infelizmente, devido ao espírito consumista que nos rodeia, passam ao lado tantas vezes!

A definição deste livro numa palavra é comovente, a mensagem: aproveitar a vida todos os dias, como gritavam os membros do Clube dos Poetas Mortos; Carpe Diem - aproveite o momento! Passamos a vida a pensar no que queremos fazer, no que queremos comprar, nas férias que desejamos fazer, esquecemos que as coisas mais preciosas de nossa vida, são os pequenos gestos, tudo o que conseguimos fazer por nós mesmos e, acima de tudo; a nossa Liberdade. É impossível ler-se este livro e não ficarmos a saborear a mensagem e quem sabe, pelo menos durante um certo tempo, tentarmos dar valor ao que é realmente importante.

Jojo Moyes envolve-nos e confronta-nos com um tema polémico e que de alguma forma, nos arrepia. Todos nós, em algum momento da nossa vida já fomos mais ou menos diretamente confrontados, com um conhecido que ficou paralítico ou mesmo tetraplégico, tal como a personagem de Will Traynor. No entanto a ironia destas duas personagens prende-se com o fato de Lou Clark também ela parecer encontrar-se tetraplégica, pelo menos segundo a visão de Will, uma vez que ao longo dos seus 27 anos, nada fez para viver a sua vida, para crescer como pessoa, para ambicionar sonhar ir mais além.

Ao longo da narrativa apercebemo-nos que não é Lou a «bengala» de Will mas Will a peça fundamental no crescimento saudável de Lou, promovendo a sua auto-estima e «espicaçando-a» a conhecer os seus limites e quiça, ultrapassá-los. Existe ainda outro tema muito importante na narrativa que não poderei referir mas que nos cortará a respiração quando confrontados com o mesmo.

As diversas personagens encontram-se muito bem caraterizadas, desde a família de Lou, ao namorado maratonista que, a meu ver, é o pesadelo de qualquer mulher que adore ler e comer chocolate branco (categoria na qual me englobo, embora que moderadamente).

Quem agarrou no livro, leu a sinopse e voltou a colocá-lo na estante:

- O QUE É QUE ESTAVA A PENSAR?????

Este é um daqueles livros que recomendamos às nossas amigas e pelo qual ansiamos que o leiam de forma a podermos comentar. Agradeço desde já qualquer comentário vosso e um enorme agradecimento à Porto Editora por o ter publicado. Por favor continuem a publicar esta EXCELENTE autora, este é o tipo de livro que nos aquece a alma!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Passatempo e-book "Nas Trevas da Noite" de Deborah Harkness

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Olá Olá!

Hoje temos um passatempo diferente pois iremos sortear um ebook com o apoio da Casa das Letras. O título escolhido foi "Nas Trevas da Noite" de Deborah Harkness.
As regras são as do costume e o vencedor é escolhido aleatoriamente através do random.org
1 - Podem participar até dia 16 de Junho às 23H59 e o vencedor será escolhido pelo random.org.
2 - Só é aceite uma participação por pessoa / e-mail.
3 - Só serão consideradas as respostas que mencionem os dados pedidos.
4 - Passatempo válido apenas para Portugal Continental e Ilhas.
5 - O nome do vencedor será publicado no blogue e o mesmo será contactados por email.
 6 - A entrega do prémio ficará a cargo da Editora.

Perfume de Jasmim, de Jude Devereaux [Opinião]

3 comentários:
 
Sinopse: Charleston, 1799: Catherine Edilean Harcourt não tem falta de pretendentes na Virginia, e espera realizar o seu sonho de casar e ter uma família. Mas o espírito aventureiro do Cay é despertado ao visitar o seu padrinho na Carolina do Sul. Acamado com uma perna partida, ele pede a Cay que o substitua numa missão urgente: a caminho de um baile de máscaras, ela deve entregar um cavalo selado ao filho de um velho amigo... que por acaso também é um fugitivo acusado de assassinar a mulher! Cay concorda com o plano, que não corre nada como planeado... e encontra-se em fuga com Alexander McDowell. Embora devesse temê-lo, Cay sente-se atraída para Alex e convence-se da sua inocência enquanto procuram refúgio nos Everglades da Florida. Será que confiar nele vai ser o pior erro da sua vida? Ou apaixonarem-se será a salvação que ambos procuravam?

Opinião de Vera Carregueira:

Andava curiosa sobre esta autora, as opiniões quase unânimes diziam que eu iria adorar e por isso na primeira oportunidade de conhecer o seu trabalho não me fiz rogada e não me arrependo. Perfume de Jasmim é completamente viciante.
Numa escrita fluída, cheia de acção, humor e romance Jude Devereaux trás em Perfume de Jasmim a história do casal mais improvável de sempre.
Cay é uma jovem de 20 anos, rica, mimada, muito feminina e lindissima que foi passar uns dias a casa do tio de modo a poder ponderar acerca das três proposta de casamento que tem entre mãos. Quando o tio lhe pede para salvar o filho de um amigo ela acede quase de imediato. Ao longo da obra vemos um grande amadurecimento da sua personalidade, sujeitando-se a situações que a colocam em perigo para salvar a vida de outra pessoa. É o caso de Alex, condenado à morte por assassinar a esposa na noite de nupcias, que foge ajudado por Cay .
Alex é um homem que aparenta uns 40 anos (ou mais) e apresenta-se a Cay imundo, com uma barba que lhe tapa toda a cara, um sotaque escocês cerrado (que Cay entende na perfeição) e escondendo uma profunda dor pela perda da sua amada esposa.
Pontuado com um sentido de humor hilariante as duas personagens constroem uma amizade e cumplicidade deliciosa com Cay a chamar velho e mal cheiroso a Alex e o mesmo chamando-a de menina deixando entrever entre ambos um abismo de social, cultural e de idades enorme. A relação deles é verdadeiramente fabulosa a autora consegue prender-nos nos mais pequenos detalhes, não temos nada de maçador ou enfadonho aqui, a sua leitura é cheia de ação, há sempre algo a acontecer.
As pequenas discussões e picardias que vamos assistindo entre o casal são realmente divertidas e tornam a leitura leve e envolvente. O mistério e aventuras são dados de forma gradual e enriquecem bastante a obra deixando o leitor ávido por mais.
Fiquei fã desta autora e espero ler os outros livros dela porque Jude Devereaux sabe sem dúvida como nos prender.

domingo, 26 de maio de 2013

Editorial #4

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Olá!
Esta semana que termina foi um verdadeiro stress. O grupo Leya provavelmente atendendo ao facto de ter a feira do livro à porta lançou as novidades numa média de 3 livros por editora o que deixa qualquer santo de olhos em bico. Temos de fechar um olho pra ver só metade e depois fazer um-dó-li-tá pra decidir o que realmente queremos ler porque há tanta coisa apetecível que qualquer um fica com um aperto no peito antes de conseguir escolher. Isto faz-me pensar na minha wishlist que cresce velozmente com a quantidade de livros lançados que eu nunca conseguirei ter contrastando com a pilha de livros por ler que ascende aos 150 e me deixa ansiosa.
Então a feira do livro já começou, já ouvi dizer coisas boas, o pessoal conta lá pelo facebook que anda a aproveitar para fazer umas comprinhas jeitosas, eu felizmente moro mais longe e só poderei ir uma vez (se conseguir) por isso nada de andar a chorar por livros que nao conseguirei comprar.
Não sei se fui só eu mas mais alguém reparou que o António Costa fugiu às questões do jornalista sobre que livros andava a ler e os autores preferidos? Rodeou a questão sem dar uma resposta concreta e ficou-me a sensação que ele nem deve gostar de ler e deu uma resposta politicamente correcta onde não se comprometesse.
Esta semana tive que colocar duas das minhas meninas de férias. A Raquel está no final do curso e tem mesmo de trabalhar e o mesmo se passa com a Elizabete que está no final do ano académico com frequências à porta. Tenho de as aliviar da unica maneira que consigo pois não posso andar a sacrificá-las ou a exigir leituras numa fase tão critica. O Vasco também foi de férias mas é um querido pois deixou a opinião da semana programada. Só tenho de lhe agradecer.
Deste modo o plano de publicação será diferente este mês que se segue, para a semana que vai começar teremos estas opiniões:
Segunda-feira (Vera) - Perfume de Jasmim de Jude Devereaux
Terça-feira (Claudia) - Viver depois de ti de Jojo Moyes
Quarta-feira (Carla) - Aconteceu em Roma de Nicky Pellegrino
Quinta-feira (Claudia) - Um Segredo no seu Beijo de Anna Randol
Sexta-feira (Vasco) - O Banquete de Patricia Portela
Sábado (Helga) - A Joia das Sete Estrelas de Bram Stoker
Domingo (Vera) - Anjo Mecânico de Cassandra Clare

Qual estão mais curiosos???

"Corações Repartidos" de Ana Paula Almeida [Opinião]

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Corações Re-partidos



Sinopse:
A misteriosa morte de um taxista conduz os investigadores Cruz e Miranda a duas moradas. Diogo, o morto, deixou duas viúvas, duas casas iguais, uma vida dupla. Marta e Cristina são as mulheres que se vêm confrontadas com a cruel verdade: o homem que amam morreu e enganou-as uma vida inteira. Mas a alma de Diogo teima em não sossegar e tenta corrigir depois de morto o que não conseguiu em vida. E Cruz vive também um dilema semelhante, vendo na história do morto o espelho daquele que pode vir a ser o seu amargo destino. Juntas no luto e no amor pelo mesmo homem, Marta e Cristina lutam contra a raiva e a deceção.
Todos alimentam uma única esperança: deixar viver nos seus corações re-partidos o mais precioso dom da vida, o amor.

Opinião de Mafi:
Muito resumidamente não gostei nada deste livro. Eu já ia com expectativas baixas e a verdade é que este é mais um livro português a se juntar ao rol de livros que não gostei, infelizmente. 


Vejamos, temos a história de Diogo um taxista que acaba por ser assassinado e que após a sua morte e durante a investigação do crime descobre-se que levava uma vida dupla: casado com duas mulheres. 

A história em si tinha até bastante potencial mas logo nas primeiras páginas deparei-me com algo que não gostei e irritou-me profundamente: todas as personagens são iguais umas às outras, não são semelhantes, são mesmo iguais! O inspector Cruz, aquele que lhe cabe a tarefa de investigar a morte de Diogo é igual ao morto, levou em tempos também uma vida dupla, enganando Sílvia, a mulher com quem casou e agora vive atormentado por esses fantasmas do passado que não consegue esquecer. Presumo que o objectivo da autora tenha sido incutir alguma consciência no agente através dos erros de Diogo que aqui acaba por actuar como um sub-consciente do polícia. 
Penso que este enredo não tenha sido o mais certeiro, basicamente porque a impressão que me deixou é que o Diogo não se arrepende nada da vida dupla que levou. Concluindo uma pessoa sem qualquer moral dificilmente consegue meter juízo na de outrem.

Quanto às duas personagens femininas: Cristina e Marta...bem a sua caracterização é muito semelhante e para mim nenhuma se destacou. Achei-as fracas pois não transmitiram qualquer sentimento aquando da descoberta da bigamia do marido...a sério?!  Se eu descobrisse que o meu namorado/marido tinha não só outra mulher como era casado com esta eu ficava no mínimo revoltada, magoada! A autora não soube passar nenhum desses sentimentos, pois supostamente ambas pensam (e em certa parte concordo) que a culpa de isto ter acontecido era de Diogo e até compreendo que não sabendo da existência da outra, não haja sentimentos de revolta de uma com a outra mas quer dizer eu também não ficava propriamente amiga dela! Aqui isso acaba por quase acontecer, ambas demonstram aceitarem bem a sua situação infeliz sem um grito de fúria! Não gostei nada que ambas tivessem desempenhado o papel de coitadinhas.

Outro aspecto que me irritou demasiado foram os pensamentos de Diogo já depois de morto, especialmente uma passagem em que descreve que já chegou ao purgatório onde de um lado encontra-se o paraíso e de o outro o inferno...a cena é tão desnecessária, pois não acrescenta nada à trama. A escrita da autora é básica mas abusa do chamado purple prose, com descrições poéticas e exageradas que não me transmitiram nenhum sentimento. 

Em resumo é um livro que poderia ser bastante melhor e que acabou por ser uma leitura que me deixou indiferente a grande parte do que lia. 


sábado, 25 de maio de 2013

“Maximum Ride - O regresso á escola” de James Patterson - Opinião

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Sinopse
Passaram 24 horas desde que Max e o seu bando escaparam do Instituto, em Nova Iorque. Os seis amigos com poderes extraordinários — são 98% humanos e 2% pássaros — continuam a emocionante procura dos seus pais e da verdade sobre quem realmente são.
Embora perseguidos pelos medonhos Erasers, os seis amigos tentam levar uma vida normal, com a ajuda de uma agente do FBI. É assim que voltam a estudar e que Max se apaixona por um rapaz, tentando a todo o custo não desvendar os seus poderes…
Mas para este bando não existem dias normais. Max apercebe-se de que estão a ser alvo de uma emboscada e que terão de abandonar a escola. E a situação é ainda mais grave — ela e os cinco amigos devem, supostamente, salvar o mundo. Mas salvá-lo de quem? Quando? E como?

Opinião da Helga
Mais uma vez um livro com as características de James Patterson,  com muitos capítulos curtos (de 1 a 5 paginas) sub-dividido em temas.
A narrativa parte exactamente do ponto onde ficámos no 1º volume, a fuga da Escola-Laboratório, e a decisão dos jovens procurarem os seus pais, as suas famílias. No entanto, numa reviravolta inesperada e surpreendente vai levá-los a dar-se a conhecer, o  que leva o FBI a ter conhecimento dos “miúdos-mutantes”, obrigando a uma co-existência  entre Anne do FBI e as crianças/jovens.
E de repente, ao fim de anos de clausura, torturas e fugas,  parecem uma família típica (se tirarmos o facto das alterações genéticas, de andarem a fugir de Eraseres e da Voz que teima recorda a  Max que a sua função é salvar o mundo) e estão de volta, ou melhor dizendo, vão frequentar a Escola.
Confesso que me surpreendeu, o autor conseguiu inovar e muito neste 2º volume, tendo algumas surpresas, algumas revelações, algumas desilusões e algumas reviravoltas... E fiquei com a sensação de que soube-me a pouco! Estou desejosa que seja lançado o 3º volume da saga.

                                                                                                                                                                            Helga

sexta-feira, 24 de maio de 2013

"Perseguição Escaldante", de Janet Evanovich - Opinião

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Sinopse
Em New Jersey, os cadáveres surgem em catadupa. Ninguém sabe quem é o assassino em série nem o motivo por que anda a matar, mas o nome de Stephanie Plum, a caçadora de recompensas, está na lista do homicida.
Stephanie corre contra o tempo para descobrir o que se passa, mas tem ainda de enfrentar outras complicações na sua vida. A sua família e amigos insistem que chegou o momento de escolher entre o seu eterno namorado, o detetive Joe Morelli, e o rebelde mas sedutor Ranger, dono de uma empresa de segurança. E a sua mãe está apostada em juntá-la com Dave, uma ex-estrela do futebol americano. Com um assassino implacável no seu encalço, um punhado de homens sedutores e fogosos atrás de si, e assombrada por uma lista de faltosos a tribunal que incluem um urso bailarino e um vampiro de idade já avançada, a vida de Stephanie parece prestes a entrar em brasa.
Perseguição Escaldante é um policial divertido e autêntico, que vai arrancar muitas e muitas gargalhadas.

Opinião do Vasco
Engraçado. Descontraído. Relaxante.
"Perseguição Escaldante" é um livro policial, mas pouco, e hilariante, tanto quanto se possa imaginar. Todas as personagens são insólitas, desde as avós, passando pelos vilões até à protagonista e a sua amiga que a acompanha na maior parte das ocasiões.
Penso que este seja o ponto forte do livro: a comédia. As piadas sucedem-se em todas as páginas, sendo que a autora abusa delas até à exaustão. Eu gosto particularmente deste tipo de humor, como por exemplo uma personagem que se julga vampiro, que age de forma tão natural que leva a que os outros suspeitem que efectivamente o seja, ou um episódio que descreve uma espécie de feitiço do qual a protagonista se socorre para justificar a sua má conduta moral.
O resto da narrativa é fluída, repleta de diálogos e agradável.
Um bom livro para quem precisa de rir ou de manter a boa disposição. 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Passatempo "Dia da Mãe" - Vencedor

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Olá,

Já tenho o nome vencedor do livro "Duquesas e Marquesas de Portugal" gentilmente cedido pela editora Esfera dos Livros. Tivemos 77 participações válidas e o random escolheu o numero 41 que pertence  

Inês (...) Abadesso

Parabéns!!!
P.S. Neste passatempo esqueci-me de pedir a localidade mas já enviei email a solicitar os dados à vencedora.



quarta-feira, 22 de maio de 2013

“Desaparecido para sempre” de Harlan Coben [Opinião]

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Sinopse
"Onze anos atrás, a 17 de Outubro, na pequena cidade de Livingston, Nova Jérsia, o meu irmão Ken Klein, então com vinte e quatro anos, violou brutalmente e estrangulou a nossa vizinha Julie Miller. Na cave dela." Esta é, pelo menos, a versão oficial da Polícia, mas nem Will, irmão de Ken, nem os seus pais jamais duvidaram da inocência de Ken, apesar das evidências junto ao local do crime. Onze anos passaram e nunca mais se soube do paradeiro de Ken. Estaria ele vivo ou morto? Will sempre preferiu acreditar na segunda hipótese, até ao dia em que a sua mãe, no leito da morte, lhe revela que Ken está, afinal, vivo. Um thriller intenso.

Opinião por Carla Geraldes
Ora bem… como começar. Primeiro… Harlan Coben, nunca tinha lido nada dele. Não sabia o que me esperava. Só sabia que era policial e eu gosto de policiais. Muito. Mas nada me preparou para o primeiro impacto deste livro.
Tudo começa num funeral. A narrativa é feita por Will, filho da senhora que foi a enterrar. Director da Covenant House, que acolhe prostitutas, drogados, mães solteiras e que lhes dá todo o apoio para se endireitarem de novo, vive para ajudar estas pessoas “desfavorecidas”. Vive com Sheila, que também ela foi “acolhida” por ele.
Ainda no seu leito de morte, a mãe diz a Will que o irmão dele está vivo, mas não tem oportunidade de lhe contar mais nada. Quando no dia seguinte, Will começa a arrumar o quarto da mãe, descobre uma fotografia escondida do irmão. Afinal, ele está mesmo vivo e a mãe não estava a delirar quando lho disse. Ken, é este o nome do filho "desaparecido" tinha sido acusado  de homicídio 11 anos antes, de uma ex namorada de Will, mas conseguiu fugir, e desde ai nunca mais ninguém soube nada dele. Dado como fugitivo pelo FBI, e morto pela família é um choque enorme quando Will descobre que afinal, estes anos todos, o irmão nunca deu noticias.
O que acontece a partir daqui é uma montanha russa de acontecimentos. Will, descobre que a sua namorada, a quem estava a pensar propor casamento, é acusada de homicídio de 2 pessoas. E quando ela desaparece misteriosamente ele não sabe o que pensar. É interrogado pelo FBI mas ele pouco sabe acrescentar sobre isso. Será o próprio do FBI a dar-lhe a noticia que ela apareceu morta, espancada violentamente. Em poucos dias, Will, perde a mãe, descobre que o irmão está vivo e assassinam-lhe a namorada cujo passado ele desconhecia por completo. Quando dá por si, está a ser preso e acusado da morte da ex-namorada de infância, e de Sheila, a mais recente namorada. Claro que, a partir daqui, o objectivo de  vida é descobrir todo as mentiras e emaranhados de intrigas e mortes que o rodeiam e quem é que faz questão de o incriminar a ele e ao irmão. Mas não vai ser nada fácil. Existem personagens obscuras, mafiosos, cujo objectivo de vida é matar quem lhes fez mal. Ficamos a conhecer “amigos” que viviam todos na mesma rua, que estudaram juntos e que levaram rumos completamente distintos, e que agora, que descobriram que Ken está vivo, querem vingança.
Os capítulos são mínimos, por vezes só de 3 ou 4 paginas, em que se nos é apresentado mais uma personagem, ou desenvolvida mais uma história. Histórias que em tudo se interligam de maneiras que nunca imaginamos. Quando pensamos que já nada nos surpreende, eis que nos surge mais um acontecimento bizarro. Esta é daquelas histórias que, quando pensamos que tudo está revelado, acontece uma reviravolta e afinal “nem tudo o que parece é”
Muito ao estilo “O padrinho”, é uma leitura que se faz com facilidade, atendendo ao ritmo alucinante a que tudo se passa. É fascinante, envolvente e com tantas surpresas como poucos livros me conseguiram dar.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Todos os teus beijos de Laura Lee Guhrke [Opinião]

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Sinopse:
Todos conhecem Dylan Moore - o seu brilhante talento e a sua busca pelo prazer - mas ninguém sabe o tormento que esconde. Apenas uma mulher se apercebe da força que impele a alma de Dylan, uma mulher que o persegue em sonhos e desperta nele paixões que nenhuma outra despertou. Desgraçada e agora muito pobre, Grace Cheval nada quer ter com o sedutor que a deseja. Quando Dylan lhe oferece o emprego de precetora para a filha que há pouco encontrou, sabe que as suas intenções não são honradas. Porém, é-lhe difícil resistir a este homem tão carismático e devolve-lhe os beijos apaixonados com todo o ardor. Atrever-se-á Dylan a esperar que esta beldade orgulhosa e intrépida derreta o gelo que envolve o seu coração?


Opinião de Vera Carregueira:
A Quinta Essência trás-nos em Maio o livro "Todos os teus beijos" de Laura Lee Guhrke, o segundo livro da serie Guilty sendo o primeiro "Prazeres Proibidos" publicado por outra chancela do grupo Leya, Livros d'Hoje. 
Em "Todos os teus beijos" Grace, viúva do grande pintor Etienne Cheval jamais pensaria em envolver-se com outro artista temperamental e volátil por isso quando conhece Dylan Moore recusa todos os seus avanços. A jovem mulher já conheceu uma vida de luxo porém no inicio da trama vive em grandes dificuldades ganhando dinheiro fazendo limpezas, vendendo laranjas e tocando violino sempre que se proporciona. Estando a passar por um periodo mais tumultoso a oferta de emprego de Dylan poderá mudar radicalmente a sua vida, dando-lhe a estabilidade que tanto anseia. Grace é o tipo de mulher que gosto forte, determinada, cheia de garra e com ideias fixas.
O famoso compositor e pianista Dylan Moore vive atormentado e pretende fazer disso um segredo pois toda a sua reputação poderá ficar arruinada. Desde uma fatídica queda de cavalo que tem um zumbido perturbador nos ouvidos que conciliado com enxaquecas terrível o impedem de compor ou mesmo tocar seja o que for. Até que tenta suicidar-se e encontra Grace e esta fá-lo ouvir música, uma melodia ténue que o faz sentir esperança, depois de um breve encontro a jovem mulher desaparece durante cinco anos deixando-o a levar uma vida desregrada, os escândalos sucedem-se nas páginas dos jornais, as mulheres cuja cama partilha dariam para encher um salão de baile e os duelos absurdos a que se propõe servem apenas para lhe alimentar o ego. No dia que reencontra Grace é também o dia que descobre que é pai de uma menina de oito anos, Isabel, com um temperamento tão difícil como o seu é um prodigio no piano e uma excelente compositora. É então que decide manter Grace na sua vida contratando-a como perceptora da pequena.
A partir daqui as peripécias vão-se acumulando, Isabel é uma criança complicada, cheia de arrogância mas também extremamente carente e carinhosa, gostei muito de ver o crescimento do seu relacionamento com o pai e também a sua interação com Grace que consegue sempre quando se deve impor e quando deve ceder.
O romance é um pouco morno, esperava ver a protagonista a ceder mais cedo e mais vezes o que só se verifica mais perto do final do livro. A interação entre o casal requeria um aprofundamento maior, mais acontecimentos e mais desenvolvimento desde o inicio da obra.
Contudo foi uma leitura bastante agradável, Laura Lee Guhrke tem uma escrita muito fluída e consegue agarrar-nos desde o início fazendo-nos querer saber mais. Este livro é tão leve e e envolvente que o li em apenas um dia o que para mim é um feito e tanto. Pode não ser arrebatador mas é apaixonante e viciante por isso as amantes de romances de época irão gostar com certeza.

O Mistério do Lago de Arnaldur Indridason - Opinião

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Sinopse:

Um lago que se esvazia, um mistério que se adensa.

O nível das águas do lago Kleifarvatn tem vindo a descer lentamente na sequência de um terramoto.

Uma hidróloga local está a estudar o estranho fenómeno quando descobre uma ossada humana com um buraco no crânio e, ao lado, um velho aparelho de rádio com inscrições em cirílico quase ilegíveis. A Polícia é enviada ao local e o inspetor Erlendur e a sua equipa ficam a cargo da investigação, que os levará a pesquisar desaparecimentos ocorridos na Islândia na década de sessenta. As pesquisas conduzem-nos inevitavelmente às embaixadas do ex-bloco soviético e a antigos estudantes islandeses das juventudes socialistas, bolsistas na Alemanha de Leste em plena Guerra Fria.

Um romance carregado de mistério que confirma Arnaldur Indridason como um dos grandes nomes do policial nórdico.


Opinião de Cláudia Lé:

Confuso é o primeiro adjetivo que me vem à cabeça relativamente à leitura deste livro. Culpa minha, sem sombra de dúvida uma vez que este é o 3º livro publicado em Portugal tendo como protagonista o inspetor Erlendur. Para começar os nomes das diversas personagens... estranhos muito estranhos, ao ponto de não me aperceber se estavam a descrever um homem ou uma mulher!!!! Com exceção o nome Tomás, todos os restantes me soaram bastante complicados até de pronunciar em pensamento.

Relativamente à trama, o livro a meu ver divide-se em 3 sub-tramas, o corpo que apareceu no Lago e que se vem a saber estar desaparecido há já 30 anos. O inspetor Erlendur inicia a investigação estudando os diversos desaparecimentos ocorridos na altura, acabando com um nome - Leopold, no entanto é apenas isso que encontra, um nome, uma vez que o homem em questão parece existir do nada, sem passado nem futuro.

Paralelamente somos confrontados pela história de Tomás, que na década de 60 deixou a Islândia pra estudar na Faculdade de Leipzig. A sua ida para Leipzig foi encarada «uma oportunidade única de observar o funcionamento de um Estado comunista». É notório o trabalho de pesquisa efetuado pelo autor, tendo este debruçado-se bastante com os aspetos históricos e políticos da época, utilizando no entanto uma linguagem simples e cuidada. Para ser franca, apreciei bem mais o tema passado na década de 1960 do que propriamente a investigação que seguia paralelamente.

Além destes dois sub-temas somos ainda confrontados com vários personagens de certo habituais nos livros anteriores mas que, na maioria das vezes, me deixavam com uma sensação de desconhecimento por não ter livro as obras já editadas.

Aconselho o livro sem sombra de dúvida a quem já tenha lido os anteriores, e de certo irei apreciar os eventuais comentários de quem segue o autor.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A Maldição do Tigre de Colleen Houck [Opinião]

1 comentário:
Sinopse:
Quando Kelsey Hayes se candidata a um trabalho no circo para ocupar as férias de verão até ao início das aulas na faculdade, está longe de imaginar a aventura em que se verá envolvida. Encarregada de cuidar de Ren, um majestoso tigre branco, sente-se de imediato fascinada pelo animal e não hesita em aceitar o convite para o acompanhar numa viagem até à Índia, rumo à reserva natural a que pertence.
O que Kelsey ainda não sabe é que o tigre a que tanto se afeiçoou é na verdade Alagan Dhiren Rajaram - um príncipe indiano vítima de uma maldição secular - e que ela poderá ser a única pessoa capaz de o ajudar a quebrar o feitiço.
Determinada a devolver a Ren a sua humanidade, Kelsey embarcará numa perigosa aventura por lugares repletos de magia e misticismo. No entanto, as forças do Mal não parecem dispostas a dar-lhes tréguas e os perigos espreitam a cada esquina. Será que a paixão que vai crescendo entre os dois resistirá a todos os obstáculos que lhes vão sendo colocados no caminho?

Opiniao:

Para ser sincera as primeiras cem páginas fizeram com que eu quase desistisse do livro, isto porque inicialmente conhecemos Keslsey que consegue um emprego num circo, onde a sua função é alimentar um tigre branco, o principal numero do circo. Este Tigre que a partida já sabemos que não será o que parece ser e Keslsey também o sabe, embora não perceba bem o porquê.
Sr. Kadam, acaba por comprar o tigre e “pedir” para levar também Keslsey, para o acompanhar até a India para garantir que o Tigre seja alimentado como deve de ser.
Felizmente não parei, embora tenha uma série de questões que tiram o lado mais realista a história. Como era de prever o tigre Branco é na verdade um humano que foi muito importante na Índia
O que me fez gostar mesmo da história foram as personagens, porque houve uma certa evolução neles, principalmente de Kelsey, até mesmo quando esta “pára” e pensa no que poderá afectar se ela tiver certas atitudes em vez de se atirar de cabeça e fazer o que quer. O que a meu ver foi excelente pois eu tinha Kelsey em má conta, não era de todo uma personagem que gostasse.

Típico YA, mas acho que com uma heroína melhor desenvolvida,“A Maldição do Tigre” é o primeiro volume de uma saga intitula com o mesmo nome. Colleen Houck tem uma escrita muito fluída e capaz de prender, nem que seja a meio do livro, e com uma história que nos desperta a uma curiosidade.
Como disse, felizmente não parei de o ler, embora continue a achar que tem muitas falhas, mas anulando isso eu adorei o livro e espero ansiosamente pelo próximo.

Lissa Price em Portugal [Reportagem]

1 comentário:
Foi num ambiente informal que a Fnac do centro comercial Colombo, em Lisboa, acolheu a apresentação do livro Destinos Interrompidos de Lissa Price. Depois de uma pequena introdução por parte de Paula Nascimento da editora Planeta Manuscrito foi dada a palavra à autora. Num tom descontraído e simpático Lissa falou-nos da sua obra que nasceu baseada num episódio verídico da sua vida. Ao dirigir-se a um estabelecimento para levar a vacina da gripe descobriu que devido a um acontecimento infeliz a mesma só estaria disponível para jovens e idosos, ou seja o mesmo conceito da sua história.
Relatando a sua edição nos Estados Unidos, Lissa contou-nos como foi afortunada tendo conseguido em dez meses o que a maioria dos autores consegue em ano e meio. Falou-nos de como arranjou a sua agente baseando-se unicamente na sua personalidade e que por sinal descobriu mais tarde ser uma das mais bem cotadas do país e como o espectacular profissionalismo da mesma fez com que a sua obra fosse leiloada a um preço bastante elevado pelas maiores editoras dos Estados Unidos. Lissa falou-nos que sempre pertenceu a um grupo de escrita e que os seus colegas foram os seus maiores impulsionadores, acreditando que muitos deles irão ser publicados brevemente pois são pessoas bastante talentosas. Considera o grupo bastante importante na sua vida e apesar de já ser reconhecida internacionalmente não faz qualquer tenção de o deixar.
Depois de apresentar a sua obra, Lissa disponibilizou-se para responder aos bloggers presentes dando origem a um fantástico momento de interactividade, sempre afável contou-me sobre os seus autores preferidos (Scott Westerfeld, Suzanne Collins, Catherine Fisher), filmes favoritos (Inception, Memento, entre outros) e quem gostaria de ver interpretar o papel de Callie, sendo que a sua escolha recairia sobre a jovem actriz Hailee Steinfeld (o que infelizmente não sucederá visto a mesma estar já envolvida em outros projectos). O livro Destinos Interrompidos, Starters no original, já tem produtor cinematográfico, patrocinadores e brevemente dará que falar.
Explicou-nos que segue uma rotina diária de escrita pois é mais fácil manter o ritmo e não perder o fio à meada o que é bastante importante quando se tem prazos estabelecidos.
Relativamente aos prós e contras de se seguir a profissão de escritor, Lissa não hesitou, o maior benefício é sem dúvida trabalhar em casa (de pijama se quiser, até porque o prefere fazer à noite) e a maior desvantagem é sem dúvida o facto de o autor ser unicamente responsável pelo conteúdo do livro deixando tudo o resto nas mãos de agentes e editores sendo que muita coisa acaba por fugir do seu controle.
No fim e numa infinita simpatia e sempre com um sorriso bondoso que nunca lhe abandonou o rosto seguiu-se a sessão de autógrafos, uma palavrinha cordial individualmente aos presentes. Além dos autógrafos Lissa carimbou os livros com um carimbo feito especialmente para ela por um amigo. Ofereceu ainda um marcador com a capa original.
Foi um excelente fim de tarde onde além de conhecermos esta autora tão simpática e acessível ainda estabelecemos contactos com as responsáveis pela Editorial Planeta que são sem dúvida excelente profissionais que organizaram um evento de grande qualidade.
Não deixei escapar a oportunidade para conhecer outras colegas bloggers tendo-se proporcionado uma pausa de amena cavaqueira, trocas de impressões e muitos momentos divertidos. Deixo foto de algumas das bloggers presentes.
Vera Brandão (Menina dos Policiais), Margarida Rodrigues (Tertúlias à Lareira), Sofia Teixeira (Bran Morrighan), Isabel Almeida (Os livros nossos) e eu!
 Nesta foto Loide Sacramento (atrás às riscas), Margarida Rodrigues, Mafalda Férias (colaboradora aqui do blog e co-proprietária do blog Algodão Doce para o Cérebro), Catarina (Bookeater/Booklover), Patricia Santos (Chaise Longue), atrás Isabel Almeida, Sofia Teixeira e eu.

Editorial #3

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Olá!

A semana que terminou trouxe bastantes emoções, aceitei o convite da Planeta para ir ao encontro na fnac com a autora Lissa Price e vim de lá muito contente. Foi promovido um excelente momento, a autora é simpátiquíssima (e mais não direi, terão de aguardar pela reportagem) e o ambiente entre os bloggers foi muito bom. Houve algumas meninas com quem não tive oportunidade de falar e espero que um dia se proporcione.
O fim de semana foi bastante bom em termos de leitura, consegui ler no sábado o livro Todos os teus beijos de Laura Lee Guhrke e haverá opinião ainda esta semana e iniciei o livro Perfume de Jasmim de Jude Devereaux cuja leitura está a ser bastante agradável.
Esta semana começa a Feira do Livro em Lisboa e já vi algumas novidades muito interessantes, haverá um pic-nic literário (infelizmente não estarei presentes) e poder-se-à ver a autora portuguesa Liliana Lavado que irá promover o seu livro "Inverno de Sombras". Já se vê entre amantes da literatura e bloggers sussurros e conversas abertas sobre encontros, promoções, compras, está mais que visto que anda tudo ansioso para ver os acepipes que se poderão encontrar neste grande evento.
Relativamente às opiniões parece que estamos a conseguir 90% do que nos temos proposto e isso é muito bom por isso continuaremos a fazer o nosso plano semanal de publicações:

Segunda-feira (Raquel) - A Maldição do Tigre de Collen Houck
Terça-feira (Claudia) - O Mistério do Lago de Arnaldur Indridason
Quarta-feira (Carla) - Desaparecido para sempre de Harlan Coben
Quinta-feira (Claudia) - Filhas da Fortuna de Tara Hyland
Sexta-feira (Vasco) - Perseguição Escaldante de Janet Evanovich
Sábado (Helga) - Maximum Ride O Adeus à Escola de James Patterson
Domingo (Mafi) - Corações Re-partidos de Ana Paula Almeida

Eu ainda quero publicar duas opiniões esta semana se correr tudo bem com as leituras.

domingo, 19 de maio de 2013

"Filha da Magia" de Barbara Bretton

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Sinopse:
Em Sugar Maple, Vermont, Chloe Hobbs não podia estar mais feliz com a sua gravidez. No entanto, com a chegada da nova moradora da vila, as coisas vão tornar-se ainda mais mágicas! Laria é um bebé perfeito e Chloe e Luke são uns pais babados mas, ao descobrirem que Laria sai à mãe nas artes mágicas, torna-se claro que a bebé pode ter mais poder do que aquele com que uma profissional como Chloe consegue lidar Em Filha da Magia, Barbara Bretton continua a saga iniciada em Feitiços de Amor, A Magia do Amor e Sonhos Encantados. 

Opinião da Helga
Devo começar  por dizer que esta saga simplesmente me deixou completamente marivilhada :-)

O livro inicia-se com uma "black friday" na Sticks & Strings, e amei a sensação de uma loja maravilhosa recheada de lãs e fios de toda a espécie em promoções com mulheres "loucas" pelos mesmos... Existem mesmo querelas por um novelo de lã!!! Isso e o facto de Chloe estar grávida de 8 meses...

Neste volume, Barbara Bretton vai introduzindo os acontecimentos através das perspectivas de Chloe e Luke, mas também de Meghan, a irmã preferida e quase renegada de Luke.  

A relutância de Luke na aproximação da familia a Sugar Maple e a Chloe... A intempestiva Bunny 
MacKenzie a matriarca da familia (mãe de Luke) que vai ao encontro de Chloe.
O nascimento prematuro de Laria...
A aproximação do clã MacKenzie com a chegada de Laria, á Vida de Luke e Chloe e também de Sugar Maple, a possibilidade da pequena bebé ter dons mágicos apesar de 3/4 do seu sangue ser humano, os estranhos comportamentos da estranha Elspeth... 
Acontecimentos que no deixam agarrados ao livro ao longo de cada página... E confesso que previ o desfecho logo ao inicio do livro (talvez por ser amante de policiais) mas a meio do livro a autora conseguiu mesmo tirar-me essa ideia da cabeça. Posso dizer que para o final do livro sofremos uma reviravolta de 180ºC e termina tudo bem... ou pelo menos assim se espera :-)

Uma coisa que ainda não tinha comentado (porque não percebo nada de tricot) é que no final dos livros existem dicas e tricô e neste ainda mais algumas dicas...  

Helga

sexta-feira, 17 de maio de 2013

"A Paixão de K", de Miguel Miranda - Opinião

2 comentários:
 
Sinopse
Além de perito em arte, Perfecto Cuadrado é um habilidoso falsário que viaja pelo mundo desenhando rostos anónimos no metropolitano e colecionando mulheres belas e sedutoras. É um homem experimentado na arte de seduzir e de amar. Nada faria prever que se apaixonasse de forma eruptiva por uma mulher misteriosa com quem se cruzou no metro de Londres - Josephine K.
Para Perfecto Cuadrado, a vida é uma sucessão de planos, sendo o presente um refluxo do passado, excetuando dois acontecimentos súbitos: os distúrbios que incendeiam a cidade de Londres e a paixão que arde dentro dele.
A Paixão de K é uma viagem à insensatez de todas as paixões.
 
Opinião do Vasco
Caótico. Hilariante. Único.
"A Paixão de K" é um daqueles livros raros onde a insensatez, não apenas da paixão por uma mulher mas de tudo o que rodeia o protagonista, acaba por fazer sentido.
Nesta narrativa, é como se Miguel Miranda tencionasse construir uma teia incrivelmente credível, tecida por filamentos surreais e insólitos, pelos quais os personagens caminham, sem nunca perderem o rumo. Como resultado obtemos um livro espantoso, onde a ironia está presente ao voltar de cada página, onde nada acontece por acaso, onde se busca eternamente aquilo que não se sabe o que é.
Cada parágrafo é para ser absorvido e saboreado, assim como o propósito de várias mensagens transmitidas pelo autor, que entretém ao misturar factos reais num ambiente ficcional, mas que torna cada episódio inesquecível.
Esta é a história de Perfecto Cuadrado, um homem que tenta encontrar uma explicação pelo caos que o varre por dentro, esperando encontrá-la no caos que de repente invade Londres.
Diz-se, no livro, que 'a vida é uma sucessão de planos', pois eu acho que "A Paixão de K" é uma sucessão de passagens geniais.

 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pele de Mo Hayder [Opinião]

1 comentário:

Sinopse

Quando numa manhã quente de Maio, o corpo de uma jovem em estado de decomposição é encontrado perto das linhas férreas às portas de Bristol, tudo apontava para um suicídio. Pelo menos era o que a polícia queria; tudo perfeitamente arrumado e despachado.

Mas o inspector Jack Caffery não tem tanta certeza. Está no encalço de um predador, alguém que se esconde nas sombras e se esgueira pelas casas sem ser visto.

A mergulhadora da polícia Flea Marley trabalha ao lado de Caffery. Tendo finalmente lidado com a perda dos pais e com os traumas do passado, começa a ponderar se a relação de ambos poderá ir além da profissional.

É então que descobre algo que altera tudo. Não só lhe é demasiado próximo como é tão horrível que tem a noção de que nada voltará a ser igual.

E, desta vez, ninguém a poderá ajudar, nem sequer Caffery…


Opinião de Cláudia Lé:

Há livros que nos prendem pela capa, outros pela sinopse e outros ainda pelo 1º capítulo. Desde há algum tempo que tenho o hábito de ler sempre o 1º capítulo de um livro antes de o adquirir, isto é, quando é possível pois nem todas as editoras nos dão esta hipótese. A meu ver, quando o tema/a escrita do autor é apelativa, a partilha do 1º capítulo acaba por ser uma mais valia para a editora e uma ótima fonte de marketing, especialmente quando o capítulo disponibilizado nos deixa em suspense como o deste livro. Infelizmente não encontrei o 1º capítulo deste livro disponível no site das Publicações Europa América nem noutro local, li-o há uma hora atrás e não ainda não terminei o livro, achei no entanto importante partilhar este meu pensamento no início da opinião do livro em questão! Quem esteja indecisa na aquisição do livro, após ler o 1º capítulo, possivelmente clicaria mais rapidamente no icon «adicionar» do que lendo apenas a sinopse.

Antes de mais aviso, contém alguns spoilers!!!!

Arrepiante, tétrico e cheio de um humor negro que nos faz duvidar de tudo e de todos. Os bons não são sempre bons e nem sempre conseguem tomar a melhor opção no entanto, provavelmente se estivéssemos na sua vez... ou faríamos o mesmo ou teríamos todos contra nós... É exatamente estas opções incorretas que Flea Marley acaba por tomar, quando se depara, nada mais nada menos, com um cadáver na bagageira de seu carro. E este não e um cadáver qualquer mas sim um que ela mesmo e sua equipa procuravam convencidos de estarem em perseguição de um serial killer!

Mo Hayder emaranha-nos em sua teia, tal qual uma aranha hipnotizante o que torna bastante difícil o fecho do livro uma vez que, capítulo a capítulo, somos confrontados com a propagação da teia, sem nos apercebermos realmente que caminho os protagonistas seguem. Após o término do livro, ficam muitas interrogações por responder o que me fez pensar que talvez as encontremos no próximo livro, uma vez que este livro faz diversas referências a casos anteriores de Flea Marley e de Jack Caffery... provavelmente existe uma ordem apropriada para a leitura dos livros, ordem essa que não segui. No entanto, aconselho a sua leitura mesmo que seja efetuada à parte dos restantes livros, uma vez que irá proporcionar momentos bastante «agradáveis»!