Crónicas de uma Leitora: Abril 2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

O Café do Amor de Deborah Smith [Novidade]

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Considerado um dos cinco melhores livros de 2006 pelo Library Journal e galardoado com o prémio Holt Medallion pela Romantic Writers of America em 2007, O Café do Amor tem todos os ingredientes para alcançar o sucesso de outros bestsellers de Deborah Smith, como A Doçura da Chuva, já publicado pela Porto Editora. No dia 6 de maio, este novo livro da autora chega finalmente às livrarias nacionais.

O Café do Amor é um romance envolvente sobre a procura da felicidade e sobre como a amizade e o amor são indispensáveis para ultrapassar os traumas do passado e as dificuldades do presente.

O LIVRO
Cathryn Deen vivia num mundo de sonho: atriz famosa, idolatrada, era considerada a mulher mais bela do planeta. A fama era tudo na sua vida. Mas após sofrer um trágico acidente de automóvel, que a deixa marcada para sempre, decide ocultar-se de tudo e todos.

Escondida na casa da sua avó materna nas montanhas da Carolina do Norte, Cathryn tenta ultrapassar os seus traumas com a ajuda da sua grande prima Delta, uma mulher roliça e bem-disposta, dona do café local. Considerada por todos a alma daquele vale, Delta alimenta com os seus cozinhados e biscoitos deliciosos o corpo e o espírito dos mais carentes.

Um dos seus protegidos é Thomas Mitternich, um famoso arquiteto, fugido de Nova Iorque, após os atentados às Torres Gémeas lhe terem roubado o que de mais valioso tinha na vida: a mulher e o filho. Atormentado pela culpa, Thomas acredita que nada nem ninguém lhe poderá devolver a razão de viver e, entregue ao álcool e ao desespero, espera um dia ganhar coragem para se juntar àqueles que mais amava.

O destino irá cruzar os caminhos de Cathryn e Thomas numa história magnífica de superação, ensinando-os a transformar as adversidades em oportunidades e a valorizar a beleza que existe em tudo o que os rodeia.

A AUTORA
Deborah Smith é uma das autoras americanas mais lidas em todo o mundo: a sua obra já vendeu mais de três milhões de exemplares. Nomeada para diversos prémios importantes, como o RITA Award da Romance Writers of America e o Best Contemporary Fiction da Romance Reviews Today, foi distinguida com o Prémio de Carreira atribuído pela Romantic Times Magazine. No catálogo da Porto Editora figuram os seus romances A Doçura da Chuva e Segredos do Passado, que obtiveram assinalável êxito junto dos leitores portugueses.


IMPRENSA
Uma vez mais, Deborah Smith criou uma comovente e inesquecível história de amor na melhor tradição da literatura romântica.
Booklist

Os livros de Deborah Smith fazem mais do que comover corações; as suas histórias tocam no âmago das almas.
The Best Review

Deborah Smith no seu melhor.
The Romance Reader

Um verdadeiro tesouro - a sabedoria e ressonância emocional da escrita de Deborah Smith são simplesmente espantosas.
RT Book Reviews

Murmúrios da Morte, de Simon Beckett [Opinião]

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Para mais informações sobre o livro Murmúrios da Morte, clique aqui


Sinopse:

David Hunter, o antropólogo forense que protagonizou os romances A Química da Morte e Escrito nos Ossos, regressa aos Estados Unidos onde o espera um dos maiores desafios da sua carreira. Numa cabana nos bosques é encontrado um corpo cujo estado de decomposição aponta para uma morte ocorrida há pelo menos seis dias. Porém, a quantidade de sangue no local e o facto de a vítima ter os membros amarrados sugerem que esta ainda estava viva quando a cabana foi alugada, cinco dias antes. Será David capaz de decifrar o quebra-cabeças ou terá enfim encontrado um rival à altura?

Opinião de Claudia Lé:


Este foi o primeiro livro que li do autor, deixando-me desde o seu início, com água na boca relativamente aos outros dois livros. A escrita do autor é bastante envolvente, os pormenores fizeram-me lembrar a série Ossos, facilmente conseguíamos imaginar e até cheirar os odores descritos neste livro. O protagonista é um protagonista atormentado pelo passado que lhe provoca constantes inseguranças no que diz respeito à investigação de tão macabros crimes. Ao longo da trama este irá revelar-se, ultrapassando os seus medos e demónios, possivelmente aproximando-se mais do investigador dos dois livros anteriores. Quem os leu que comente por favor.

Existe no decorrer do livro, uma constante «picardia» entre os agentes americanos versus o David Hunter, inglês, mas acho que esta «picardia» já habitual certo? Os anos de experiência de David Hunter estão constantemente a serem desvalorizados pelos agentes, valendo-lhe apenas a obstinação de seu amigo e mentor que lhe pede ajuda por diversas vezes na resolução dos crimes.

O protagonista malévolo é bastante inteligente, macabro e durante toda a trama faz-nos pensar quem o será, às vezes o óbvio não é tão óbvio e no desfecho deste livro senti-me bastante satisfeita pelas surpresas reservadas.

Recomendo a sua leitura para um dia chuvoso como o de hoje, ou melhor ainda, num dia solarengo de verão, numa esplanada com uma bela imperial a acompanhar!!!! Já agora, quem tiver os 2 primeiros estou interessada numa eventual troca!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Onde os Últimos Pássaros Cantaram de Kate Wilhelm [Opinião]

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Mais informação sobre o livro disponível aqui


Sinopse:
David, estou a contar-te aquilo que o maldito governo ainda não quer admitir. Estamos no início duma longa depressão que vai arrastar a nossa economia, e a de todas as nações deste mundo, para uma crise como nunca antes imaginámos. A poluição espalha-se mais rapidamente do que sabemos. Já estamos com um crescimento zero da população há alguns anos. A fome já se estende a um quarto do mundo, neste preciso momento. Há mais doenças agora do que quando Deus lançou as pragas sobre os egípcios. Há mais secas e cheias do que há registo. Espécies inteiras de peixes desapareceram, simplesmente desapareceram. Não há o raio duma colheita neste mundo que não sofra de algum tipo de praga ou doença, e as coisas só vão piorar. E eles não sabem o que fazer a respeito de nada disto. Estes loucos vão justificar cada catástrofe, atribuindo-a a uma condição isolada, e virarão as costas ao facto de se tratar de uma questão global, até ser tarde de mais para o evitar.

Opinião: 
A humanidade está a ser ameaçada com a sua própria extinção, a poluição parece devorar o mundo todo, a fome domina mais de um quarto do mundo tal como as doenças, a economia não para de descer drasticamente, se é que ainda há economia, e o povo todo está a tornar-se estéril. Até parece impossível, mas nesta realidade criada por Kate, demonstra-nos algo que já esteve mais longe de se tornar real.
A história te inicio com os membros de uma família rica que se apercebe que a sociedade do mundo esta a entrar num Apocalipse. Preparando para o pior, constroem o seu abrigo com tudo o que supostamente necessitam, a própria fonte de energia, métodos de produção de alimentos, camas, suplementos médicos, escritórios para elaborarem as suas pesquisas...
Agarrando-se as tecnologias e desenvolvendo a clonagem, acreditam que nas próximas gerações o ser humano será capaz de se reproduzir novamente. No entanto os clones não parecem querer viver na sociedade que se encontram, e por isso mesmo criam a sua própria sociedade.
Numa escrita delicada e com um toque poético, Kate consegue neste livro trazer o problema da individualidade e do individuo em si.

Escrito em 1977, e editado em Portugal em 2009, este parece ser um livro muito actual e que penso que toda a gente deveria ler, mesmo não gostando de ficção cientifica.


Novidades da ASA para Maio - Divulgação

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RainhaTrilogia Trylle - Volume III

Ano da Edição / Impressão / 2013
Número Páginas / 264
ISBN / 9789892323305
Editora / LUA DE PAPEL
E se a única forma de salvar quem amas fosse sacrificar a tua própria vida? "Os seus livros provocaram um frenesim que já não se sentia desde Stephenie Meyer ou até mesmo J.K.Rowling." The New York Times Prestes a tornar-se Rainha, Wendy enfrenta uma escolha impossível. Para conseguir salvar o seu reino terá de se sacrificar a si própria. Conseguirá ela escapar ao destino? A vida de Wendy está prestes a mudar para sempre. Dentro de alguns dias, quando fizer 18 anos, vai casar-se com um homem que não ama e tornar-se rainha dos trylle. E parece inevitável entrar em guerra contra o próprio pai, o maléfico rei dos vittra. Wendy enfrenta a mais difícil escolha da sua vida. A única forma de salvar os trylle dos seus inimigos mortais é sacrificando-se a si própria e entregar-se como prémio ao pai. Mas como poderá ela abandonar as pessoas que ama, mesmo quando essa é a única maneira de as salvar? Como se tudo isto não bastasse, Loki, o vittra que ajudou Wendy a fugir do rei Oren, vem pedir-lhe asilo. O seu súbito aparecimento faz despertar novamente a paixão que os une. A sua vida amorosa complica-se ainda mais, pois Finn, o seu leal guarda-costas, não parece disposto a abrir mão dela. Nunca tanto esteve em jogo e Wendy, apaixonada por Finn e por Loki, vai ter de se decidir...
 

Uma Promessa Para Toda a Vida

Ano da Edição / Impressão / 2013
Número Páginas / 352
ISBN / 9789892323404
Editora / ASA
 
SINOPSE
Para Miles Ryan, o mundo desabou no dia em que a sua mulher morreu. Missy fora o seu primeiro amor, a companheira de todos os momentos, a carinhosa mãe de Jonah, o filho de ambos. Juntos, tinham uma vida de sonho. Mas uma noite Missy saiu para correr e não voltou. Foi atropelada numa rua perto de casa. As investigações da polícia nada revelaram. Agora, dois anos depois, Miles ainda se culpa por não ter descoberto o autor do crime e Jonah, já com sete anos, vive numa imensa solidão. Mas há uma luz no seu caminho: Sarah, uma nova professora que entende a sua perda e não desiste perante as dificuldades. Ela própria está ainda a recuperar de um divórcio que a feriu de morte. Decidida a ajudar o menino, Sarah reúne-se com Miles. Desse simples encontro nascerá uma paixão verdadeira. Contra todas as expectativas, eles amam e riem de novo. Mas um segredo paira sobre o casal. Um segredo que os obrigará a questionar tudo aquilo em que acreditavam... e a fazer a escolha que mudará as suas vidas para sempre. Um dos mais ternos e intensos livros de Nicholas Sparks, Uma Promessa para Toda a Vida é uma mensagem de esperança e uma ode de amor à vida. Um romance inesquecível sobre as imperfeições do ser humano, a resistência perante a adversidade e a incomparável alegria que sentimos quando nos entregamos ao amor. 
 

 Cai o Pano - O Último Caso de Poirot
Coleção: Obras de Agatha Christie - volume 76
Ano da Edição / Impressão / 2013
Número Páginas / 224
ISBN / 9789892323442
Editora / ASA 
 
Hercule Poirot regressa à mansão de Styles, palco do seu primeiro caso. Na casa está reunido um grupo que muito agrada ao Capitão Hastings. O seu choque é, pois, imenso quando Poirot anuncia que, entre eles, se encontra um assassino implacável. Nenhum dos convidados tem perfil de criminoso, muito pelo contrário. Com o passar dos anos, a saúde do detetive  deteriorou-se. Será que as suas célebres celulazinhas cinzentas vão desapontá-lo pela primeira vez? Cai o pano: O último caso de Poirot (Curtain: Poirot`s last case) foi originalmente publicado em 1975 na Grã-Bretanha, tendo sido editado no mesmo ano nos Estados Unidos.
 

Aconteceu em Roma

Ano da Edição / Impressão / 2013
Número Páginas / 288
ISBN / 9789892323381
Editora / ASA
 
Românticas ruelas de calçada, piazzas repletas de vida, cafés e bares vibrantes de música e desejo... Não há no mundo cidade como Roma. É aqui que Serafina vive rodeada pelo carinho da mãe e das duas irmãs. Habitam um minúsculo apartamento delapidado e têm pouco ou nenhum dinheiro, mas a alegria está sempre presente. Quando a mãe sai, sempre bela no seu vestido simples e feito em casa, as irmãs vão cantar para a rua. É um atrevimento que as diverte e lhes permite obter dinheiro para fazerem o que mais gostam: ir ao cinema. Elas suspiram e sonham com as estrelas das matinés. Mas Serafina nunca imaginou conhecer pessoalmente o seu ídolo: o ator e cantor Mario Lanza. Quando as portas da magnífica Villa Badoglio - lar da família Lanza - se abrem para a acolher, a jovem é apresentada a um mundo de sonho. E é rodeada pelo luxo e o glamour que conhece Pepe, o talentoso chef capaz das mais suculentas iguarias e das mais ternurentas emoções. Serafina está apaixonada e a viver dias dourados mas não consegue evitar sentir que aquele não é o seu mundo. Dividida entre a vida modesta que conhece e a promessa de um futuro melhor, Serafina vai ser obrigada a crescer. Vai sofrer, amar e descobrir que a realidade nunca é apenas o que parece. Que a vida é simultaneamente mais difícil e mais bela do que um sonho.
 

domingo, 28 de abril de 2013

"The Elite", de Kiera Cass [Opinião]

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The Elite

Sinopse:

Kiera Cass’s The Elite is a must-read for fans of dystopian fiction, fairy tales, and reality TV. This sequel to The Selection will enchant teens who love Divergent and The Bachelor.
In America Singer’s world, a bride is chosen for the prince through an elaborate televised competition. In the second book of the Selection series, America is one of only six girls left in the running. But is it Prince Maxon—and life as the queen—she wants? Or is it Aspen, her first love?
The Elite delivers the adventure, glamour, political intrigue, and romance readers of The Selection expect, and continues the love triangle that captivated them.

Opinião de Mafi:

Apesar de ter dado apenas três estrelas ao primeiro volume da trilogia, The Selection, era com grande ansiedade que aguardava por este segundo livro e por um desenvolvimento melhor da história. Acontece que este livro não saiu do ponto onde acabou o anterior e foi uma leitura que me desiludiu bastante.

America vê-se entre uma das 6 candidatas que restam para conquistar o coração do príncipe Maxon. Ainda mais que no primeiro livro, o romance e o triângulo amoroso (Aspen-America-Maxon) é explorado ao máximo, desde o início até às páginas finais o que me provocou grandes revirares de olhos durante toda a leitura!

Toda a trilogia em si tinha um enorme potencial se a autora soubesse usar bem a história que ela própria criou. As ideias estão lá: temos uma sociedade distópica enrolada num reality show e um triângulo amoroso convincente mas a autora acaba por estragar tudo porque anda sempre à volta da mesma tecla! 

Sociedade distópica: o que temos de informação sobre Illea? Nada! Vá sabemos um pouco do passado, mas eu refiro-me ao presente! Como vivem as pessoas das castas mais baixas...como é a sociedade agora. Vemos alguns ataques (já ocorridos também no 1º livro) mas não sabemos que rebeldes são estes, quais são os seus propósitos, o que querem! Como já tinha referido anteriormente, este livro não é distopia nenhuma, pois worldbuilding é algo que este livro não apresenta, e o que apresenta não me satisfaz, pelo menos para se enquadrar numa distopia! A mim parece-me mais como um romance contemporâneo, passado num castelo e filmado por algum canal português. Fico desiludida com a falta de conteúdo sobre a sociedade, porque são sempre as sociedades e os seus regimes, ou figuras autoritárias que protagonizam a distopia e aqui não vemos nada disso. A autora dá-nos a noção da vida social do castelo mas não posso considerar isso um contexto social porque a vida no castelo é uma utopia e não o contrário.

Sem muita informação quanto ao contexto distópico, resta-nos as personagens e a história em si. Ao contrário do 1º livro, devo dizer que gostei bastante da evolução que o príncipe Maxon apresentou durante toda a narrativa, acho que foi a personagem que mais cresceu de um livro para o outro. Aspen continua igual a si próprio, com alguma relevância na trama mas ainda bastante abafado por Maxon e pela própria America. Quanto à protagonista do livro, simplesmente não gosto dela pelas suas indecisões amorosas! Em 300 páginas, America começa confusa e sozinha e acaba sozinha e confusa. Vai saltitando de pretendente em pretendente, diz que gosta de um, para passado 20 páginas já amar outro. Não há paciência!

O livro acaba por ser bastante agridoce. As ideias estão lá mas a autora não sabe desenvolvê-las. Resta-me esperar mais um ano para conhecer o desfecho desta trilogia em The One, terceiro e último livro e desejar que todas as falhas que apontei aqui sejam melhoradas. 


1º livro da trilogia
The Selection (The Selection, #1)



sábado, 27 de abril de 2013

A Magia do Amor" de Barbara Bretton [Opinião]

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Mais informação sobre o livro disponível aqui


Sinopse:

 Alguma vez tiveram a sensação de que o destino finalmente acertou em cheio? Foi o que senti quando conheci Luke MacKenzie. E ninguém me podia ter convencido do contrário nem os trolls, selkies, ou espíritos que também chamam terra natal a Sugar Maple, em Vermont. Mas se habito numa vila que abunda em segredos, porque me admiro que o homem que amo também esconda alguns? É que a sua ex-mulher apareceu sem mais nem menos, exigindo ver o espírito da filha de ambos, Steffie, uma criança cuja existência eu desconhecia.

Opinião da Helga:

Este livro deixou-me presa desde o 1º momento... Mais que magia, falamos da perda de um filho, coisa pela qual nenhuma pessoa nunca deverá passar, fala-nos do amor incondicional que sentimos quando os nossos filhos nascem, fala das ligações familiares perdidas de Chloe, o passado doloroso e escondido de Luke, de uma criança aprisionada, assustada e perdida, Steffie, de uma mãe, Karen, disposta a tudo para ajudar a sua filha e tudo numa altura que a opinião de Sugar Maple se encontra dividida e que Isadora tenta a todo custo voltar.

Neste livro, Barbara Brettons subdivide os capitulos nas perpectivas de Chloe e Luke, tal como no 1º livro, no entanto acrescenta uma 3ª pessoa, Karen, que aparece em Sugar Maple à procura do ex-marido, Luke.
Se Sugar Maple já se encontra dividida, com alguns habitantes contra Chloe e o "humano" Luke, a chegada de mais um humano vai ainda aumentar mais o cerco a Chloe.

Neste livro Chloe vai lutar contra o seu passado pondo em risco Sugar Maple,  vamos conhecer o passado de Luke e o motivo da sua "fuga" de Boston, conhecer Karen que nunca superou a morte da filha, a tentativa de Isadora voltar e Steffie...

Com algumas surpresas extraordinárias, confesso que çi este livro quase só de um fôlego e aconselho vivamente!


Helga
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A Borboleta de Papel, de Diane Wei Liang [Opinião]

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Sinopse:

A detective Mei Wang, que já conhecemos de O Olho de Jade, debate-se com a gestão da sua agência de investigação numa China onde os detectives privados estão proibidos de exercer. Chamada a esclarecer o desaparecimento de uma deslumbrante cantora pop, Kaili, as diligências transportam-na dos bairros elegantes de Pequim para as velhas ruelas — hutongs — que ainda existem nos limites da cidade com as suas ancestrais tradições e superstições. Aí, Mei, dá por si, não apenas à procura de Kaili, mas também no rasto de uma frágil borboleta de papel que encontrou no apartamento da cantora. À medida que se aproxima o desfecho do caso, torna-se claro que a verdade nem sempre é libertadora e, quando o corpo de Kaili é encontrado, o assassino revela laços com o passado que obrigam Mei a enfrentar alguns dos seus demónios pessoais e reflectir sobre a história de um país que lida mal com os seus fantasmas.

Opinião da Elizabete: 

Este livro despolotou em mim sensações muito contraditórias, já que por um lado adorei o contexto da história, mas por outro não achei a trama nada de especial. O facto de ter adorado o contexto tem também a ver com o facto de já ter visitado a China, e ter comprovado pessoalmente o que lá se passa.
O povo chinês é um povo que vive sob opressão, mesmo nos dias actuais. Quando lá estive, um amigo meu foi proibido de entrar na Expo porque tinha o número 79 estampado na t-shirt, mas não lhe explicaram o porquê. Perguntamos a uma data de pessoas, e apenas um grupo de estudantes nos elucidou, explicando que era o ano da guerra sino-vietnamita e que eles estavam proibidos de falar nisso. É esta opressão que está muito bem caracterizada no livro, com os estudantes a sairem à rua, a protestarem e a serem chacinados pelas autoridades. No livro também é caracterizada a sociedade chinesa, tendo como aspecto forte as crenças e as superstições, que como puderam reparar com a história do 79, são completamente exageradas. Se eu não tivesse estado lá e visto com os meus olhos, se calhar até eu acreditava que a autora tinha exagerado um bocadinho. Mas não exagerou.
No entanto, a história não envolve tanto como o contexto. É uma história simples, com um enredo fácil de desvendar, com as cartas todas postas na mesa desde o início. Penso sinceramente que este livro foi mais feito para expôr a forma da sociedade chinesa (porque ao lerem vão perceber que tudo assenta na época dos estudantes revolucionários) do que propriamente para contar uma história, tendo sido esta um pretexto. É que ela não está mal escrita, apenas lhe falta um ponto forte, um factor de espanto que um policial deve ter, tendo em conta que existe um crime e alguém que o resolve. Mas o desvendar do crime foi muito rápido e sem grandes complicações e o final não foi nada que não se suspeitasse logo de início
Ainda assim, apesar de a história não me ter maravilhado, fiquei feliz por me ter aproximado desta cultura e me ter feito recordado esta viagem. Um livro a quem eu aconselho a leitura a quem não procura uma grande história, mas sim um pouco de conhecimento sobre uma sociedade completamente diferente.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

"A Estalagem de Rose Harbor", de Debbie Macomber [Opinião]

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Sinopse

Depois da morte do marido no Afeganistão, Jo Marie Rose procura refúgio em Cedar Cove, uma pequena cidade acolhedora à beira-mar. Decide comprar uma estalagem com uma vista encantadora e repousante e aí iniciar uma nova vida, repleta de paz. Mas esta nova vida reserva-lhe mais surpresas e agitação do que esperava, com a chegada dos seus primeiros hóspedes, Joshua Weaver e Abby Kincaid. Ambos oriundos de Cedar Cove, mas afastados há muitos anos por diferentes motivos, vão encontrar na Estalagem de Rose Harbor um porto seguro, onde conseguirão enfrentar o passado, sarar as feridas e reconciliar-se com os próprios medos, revoltas e desilusões.

Opinião de Cláudia Lé:

Este é o tipo de livro ao qual, facilmente dispensamos um marcador, e porquê? Simplesmente não o conseguimos fechar de tão bonitas e envolventes são as estórias que o compõem. Ler este livro deixa-nos as bochechas doridas, porquê? De tanto sorrirmos com ele, aquece-nos a alma, reconforta-nos como uma bela caneca de chocolate quente num dia de Inverno muito chuvoso. Provoca-nos comichão no nariz e arde-nos a garganta ao mesmo tempo que uma ou duas lágrimas teimosas, espreitam sob os nossos olhos! Para ficarem com uma ideia, iniciei a sua leitura às 22.00h e terminei às 01.29h, não o consegui fechar, não consegui sequer pensar em colocá-lo na mesa de cabeceira para terminar de ler hoje, precisava numa urgência cega, saber o que se íria passar com Jo Marie, com Joshua e Abby, precisava de compreender os seus lutos e descobrir, se iniciariam finalmente o processo de cicatrização.

Para quem tenha dúvida em ler o livro faça o que eu costumo fazer, leia o 1º capítulo. A escrita da autora, mais uma vez repito-me, é fluída, mas fluída na verdadeira aceção da palavra, de tal forma que a dada altura sentimos-nos transportados para Cedar Cove, a viver naquela estalagem maravilhosa, a conviver com os seus habitantes. Os personagens estão muito bem estruturados, por vezes ficamos com a nítida sensação que os conhecemos ou que simplesmente, gostaríamos de os conhecer.

Relativamente à estória, o livro fala de Jo Marie Rose que, de luto pela perda recente do marido, compra num impuldo uma estalagem. Os primeiros hóspedes são Joshua que, apesar de ter vivido até à adolescência em Cedar Cove, tem alguma reluntância em lá voltar para tratar dos cuidados paliativos de seu padrasto, com quem sempre teve uma relação muito conflituosa. Por outro lado deparamos nos com Abby, também ela antiga residente de Cedar Cove. Esta personagem ainda tem uma maior relutância em regressar à localidade devido a um acidente que havia, de alguma forma condicionado, num passado há muito distante. Não me quero exceder pois não gosto de encontrar spoilers nas opiniões de livros mas realmente estas três personagens são, cada um à sua maneira, peças chave para o desenrolar do livro. Temos ainda Mac, um género de «faz-tudo» com quem vai estabelecer uma relação de «cão e gato» com Rose... espero em ânsias pela volume 2 e saber o que se irá passar entre estes dois.

Fiquei muitíssimo contente por saber que o livro tem seguimento, esta madrugada só não liguei o portátil para ter esta certeza porque este se encontrava no quarto e o marido encontrava-se a dormir. Debbie Macomber será uma autora a seguir, em termos de comparação acho-a entre Dorothy Koomson e Jill Mansell, faz-nos chegar às lágrimas tanto ao nível da tristeza como da alegria.

Recomendo a sua leitura, enrolada num sofá, com uma bela tablete de chocolate para os momentos em que as lágrimas tendem em aparecer!

"Os Livros que Devoraram o Meu Pai", de Afonso Cruz - Opinião

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Sinopse
Vivaldo Bonfim é um escriturário entediado que leva romances e novelas para a repartição de finanças onde está empregado. Um dia, enquanto finge trabalhar, perde-se na leitura e desaparece deste mundo. Esta é a sua verdadeira história — contada na primeira pessoa pelo filho, Elias Bonfim, que irá à procura do seu pai, percorrendo clássicos da literatura cheios de assassinos, paixões devastadoras, feras e outros perigos feitos de letras.

Opinião do Vasco
Extraordinário. Encantador. Enternecedor.
"Os Livros que Devoraram o Meu Pai" é um pequeno livro de Afonso Cruz, escrito de forma a que toda a gente o possa ler e, assim, deliciar-se com ele. Mas é uma obra enorme, do melhor que se faz aqui, em Portugal, e em qualquer parte do mundo.
Neste livro somos de tal forma sugados que nem damos pelo passar das páginas; Somos ironicamente absorvidos, da mesma forma que Elias e Vivaldo o foram. Esta é a verdadeira magia desta história, pois acontece-nos o mesmo que às personagens assim que lêem grandes clássicos da literatura.
Acredito que esta narrativa transmite uma imensidão de mensagens, algumas mais óbvias do que outras.
Trata-se de um dos melhores livros que li nos últimos tempos, que une pessoas, sonhos, realidade, sentimentos e pensamentos. Daqueles que quando o fechamos, após a leitura da última página, sentimos o coração um bocadinho  mais acelerado do que é habitual.
Afonso Cruz é um grande autor e esta sua obra magistral.

 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Como tudo começou, de Penelope Lively [Opinião]

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Sinopse

Quando Charlotte é assaltada e fratura a anca, a sua filha Rose não pode acompanhar o patrão, Lord Peters, a Manchester, por isso a sobrinha dele, Marion, tem de ir no seu lugar; Marion envia ao amante uma mensagem escrita que é intercetada pela mulher… e isto é apenas o início de uma cadeia de acontecimentos que irão alterar várias vidas. Neste romance sedutor, absorvente e escrito de forma brilhante, Penelope Lively mostra-nos como um simples acontecimento acidental pode significar a destruição e salvação de um casamento, uma oportunidade que aparece e depois desaparece, o encontro entre dois amantes que de outra forma nunca se teriam conhecido e a mudança irrevogável de várias vidas. Divertido, humano, comovente e astucioso, Como Tudo Começou é um trabalho brilhante de uma autora que está no seu melhor.

Opinião de Cláudia Lé:


Este foi o primeiro livro da autora que li. Uma sinopse bastante sugestiva fez-me pensar que seria um livro agradável de ler. Ao longo do livro somos confrontados com a vivência de diversas personagens e como as suas vidas simples se alteraram, apenas por um simples (ou não) acidente. Como alguém um dia afirmou: « O bater das asas de uma borboleta em Pequim pode provocar uma tempestade em Washington» este pequeno acontecimento acabou por desencadear outros incidentes, até mesmo mais problemáticos do que uma anca fraturada.

Ficamos a conhecer em primeira mão, Charlotte, que após regresso o hospital vai viver com sua filha e marido de forma a ser apoiada no seu dia a dia. Charlotte acaba por, inicialmente sentir-se uma «intrusa» em casa de sua filha, em especial junto do marido desta no entanto, a convivência fá-la conhecer facetas do genro, que até à data e apesar de anos de convivência, eram totalmente desconhecidas para esta. Conhecemos também Rose, filha de Charlotte e o seu patrão (os monólogos deste, apesar de um nadinha monótonos e parecidos com determinado historiador, são de nos fazer rir em determinadas alturas), a sobrinha deste, o amante da sobrinha, a mulher do amante da sobrinha que, a dada altura, se torna amante do próprio marido... confuso???? E pelo meio apreciamos o início de uma linda amizade entre Rose e Anton, um dos alunos estrangeiros de sua mãe...

No geral achei o livro um pouco confuso, uma vez que saltava constantemente de personagem para personagem e uma vez que são bastantes personagens, é fácil ficarmos cansadas da leitura. No entanto devo admitir que adorei o pequeno núcleo constituído por Rose e Anton, aquela amizade que poderia ir mais além... Aconselho a sua leitura, com uma lata de leite condensado ao lado, não sei porquê mas senti necessidade compulsiva em ter algo doce no decorrer da sua leitura!!!

terça-feira, 23 de abril de 2013

O Vizinho, de Lisa Gardner [Opinião]

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Sinopse

De uma mestra do suspense chega-nos esta história de arrepiar, que explora os perigos que estão sempre à espreita, bem mais perto do que imagina. Pois até numa família perfeita, nunca sabemos o que se passa dentro um lar, quando as portas se fecham...

Eis o que aconteceu...

Era um caso que iria sem dúvida gerar um frenesim mediático - uma jovem mãe, loura e bonita, desaparece sem deixar rasto da sua casa no sul de Boston, deixando para trás a sua filha de quatro anos como única testemunha, e um marido tão atraente quanto reservado como principal suspeito.

Nas últimas seis horas...

Mas a partir do momento em que o Sargento-Detective D. D. Warren chega ao pequeno chalé dos Jones, ela tem a sensação de que algo está errado com a imagem de aparentemente normalidade que o casal tanto se esforçou para manter. À primeira vista, Jason e Sandra Jones eram como qualquer outro casal trabalhador e com urna filha de quatro anos para criar. Mas abaixo da superfície calma, espreitavam as trevas... do mundo como o conheci. . .

Com o relógio a avançar e a vida de uma jovem desaparecida em risco e a tempestade mediática a aumentar, Jason Jones parece mais interessado em destruir provas e isolar a filha do que em procurar a sua "amada›› esposa. Estará o marido perfeito a tentar esconder a culpa - ou apenas a tentar esconder? E será a única testemunha do crime a próxima vítima do assassino?

Opinião de Cláudia Lé

Deliciosamente arrepiante, delirante, envolvente e muitas mais palavras mais terminadas em ante e ente. Lisa Gardner é uma das minhas escritoras favoritas desde o 1º livro que li dela - Minha Até à Morte. Esta autora consegue fazer-nos andar em redor da trama, género cão perseguindo a sua própria cauda. Tem um discurso exato, uma escrita fluida que nos leva a devorar por completo os seus livros. Espero sinceramente que as Publicações Europa América publiquem tudo o que houver desta autora pois é realmente uma excelente contadora de estórias... arrepiantes claro está.

Relativamente ao livro em questão, no decorrer da trama, poucas ou nenhumas personagens são o que parecem ser, aumentando a nossa dose de «angústia» ao tentarmos saber o que se passou com Sandra. Fugiu de livre e espontânea vontade? Porquê? Existe outra pessoa que a tenha feito desistir do marido «perfeito», da filha e sua vivência pacífica e, à primeira vista, exemplar? Terá sido raptada e se foi, por que motivo a filha não foi levada? Por que motivo não há um pedido de resgate? O marido, por que motivo pouco ou nada ajuda na investigação, quais os seus segredos? Sim porque a determinadas alturas dá vontade de «estrafugarmos» o marido por toda aquela atitude passivo-agressiva.

Ao longo do livro ficamos a conhecer o passado de Sandra, uma infância pautada pelos maus tratos por parte da mãe... as cenas descritas são no mínimo arrepiantes e tenebrosas. Os maus tratos serão sempre um tema que me arrepia, mas quando praticados por uma mãe... Já a adolescência de Sandra veio a revelar-se problemática, especialmente após a morte da mãe. Morte ou aparente suicídio ou talvez assassinato, resta saber, cometido por quem... A vida amorosa desgarrada de Sandra, acaba por conduzir a Jason. De Jason, pouco ou nada sabemos o que nos leva a interrogar, será que Sandra está a dormir com o inimigo?

No decorrer do livro somos confrontados com um adolescente apaixonado pela sua professora (Sandra), por o tio desse adolescente, aparentemente, também apaixonado por Sandra, pelo pai de Sandra que revela a Jason uma Sandra manipuladora, até à data desconhecida. Um tema presente ao longo do livro, de forma sugestiva, é a pedofilia...

Mais uma vez a autora não dececionou, um livro EXCELENTE, cheio de estrelinhas, para ser devorado numa noite de trovoada, numa casa cheia de barulhos estranhos para nos fazerem saltar no volver de suas páginas.

Novidades Quinta Essência - Maio

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Todos os Teus Beijos


Ano da Edição / Impressão / 2013
Número Páginas / 336
ISBN / 9789897260612
Editora / QUINTA ESSÊNCIA
Todos conhecem Dylan Moore - o seu brilhante talento e a sua busca pelo prazer - mas ninguém sabe o tormento que esconde. Apenas uma mulher se apercebe da força que impele a alma de Dylan, uma mulher que o persegue em sonhos e desperta nele paixões que nenhuma outra despertou. Desgraçada e agora muito pobre, Grace Cheval nada quer ter com o sedutor que a deseja. Quando Dylan lhe oferece o emprego de precetora para a filha que há pouco encontrou, sabe que as suas intenções não são honradas. Porém, é-lhe difícil resistir a este homem tão carismático e devolve-lhe os beijos apaixonados com todo o ardor. Atrever-se-á Dylan a esperar que esta beldade orgulhosa e intrépida derreta o gelo que envolve o seu coração? 

Anna e o Beijo Francês


Ano da Edição / Impressão / 2013
Número Páginas / 288
ISBN / 9789897260599
Editora / QUINTA ESSÊNCIA
Anna Oliphant tem grandes planos para o seu último ano em Atlanta: sair com a melhor amiga, Bridgette, e namoriscar com um colega no cinema onde trabalha. Por conseguinte, não fica muito contente quando o pai a envia para um colégio interno em Paris. As coisas começam a melhorar quando ela conhece Étienne St. Clair, um rapaz deslumbrante - que tem namorada. Ele e Anna tornam-se grandes amigos e as coisas ficam infinitamente mais complicadas. Irá Anna conseguir um beijo francês? Ou algumas coisas não estão destinadas a acontecer? 

 

 

Perfume de Jasmim

-10%
Ano da Edição / Impressão / 2013
Número Páginas / 364
ISBN / 9789897260636
Editora / QUINTA ESSÊNCIA
Charleston, 1799: Catherine Edilean Harcourt não tem falta de pretendentes na Virginia, e espera realizar o seu sonho de casar e ter uma família. Mas o espírito aventureiro do Cay é despertado ao visitar o seu padrinho na Carolina do Sul. Acamado com uma perna partida, ele pede a Cay que o substitua numa missão urgente: a caminho de um baile de máscaras, ela deve entregar um cavalo selado ao filho de um velho amigo... que por acaso também é um fugitivo acusado de assassinar a mulher! Cay concorda com o plano, que não corre nada como planeado... e encontra-se em fuga com Alexander McDowell. Embora devesse temê-lo, Cay sente-se atraída para Alex e convence-se da sua inocência enquanto procuram refúgio nos Everglades da Florida. Será que confiar nele vai ser o pior erro da sua vida? Ou apaixonarem-se será a salvação que ambos procuravam?

Vencedor do passatempo

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Olá!

Já verificámos as entradas do passatempo "A Casa da Seda" e tivemos 89 participações válidas. A vencedora foi a número 37

Joana (...) Gonzalez - da Costa da Caparica


Parabéns Joana fica atenta ao email para me forneceres os teus dados. Agradeço a todos os participantes e fiquem atentos há mais um passatempo a decorrer no blog e outro na nossa página do facebook.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Anel oculto de Anne Bishop [Opinião]

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Sinopse
Depois de nos maravilhar com a Trilogia das Jóias Negras, a autora regressa ao mundo que a fez vencer o prémio Crawford Memorial Fantasy Award. Desta vez para nos contar a história de Jared, um Senhor da Guerra de jóia vermelha. Jared transgrediu todas as regras ao assassinar a sua rainha. Mas no reino dos Sangue, são poucos os homens que podem sobreviver sem estar sob a vigilância de uma rainha. Conseguirá Jared enfrentarar os seus próprios demónios e descobrir o significado de estar verdadeiramente ligado a uma Rainha?

Opinião
Anel oculto é um livro isolado que no entanto tem ligações com a trilogia das jóias negras.
Bishop conta-nos aqui a história da vida de Jared, um Senhor da Guerra de jóia vermelha, que se está para venda no mercado de escravos, que tem lugar em terra de ninguém. No entanto o seu destino é sem duvida as minas de sal, pois é esse o castigo que merece por ter assassinado a rainha a que estava ao serviço.
Quase a terminar o leilão de escravos, Jared tem a sorte de ser comprado e salvo das minas do sal. Minas essas que ele preferia ir, do que trabalhar para a única rainha que o tinha comprado.
A Rainha Cinzenta, onde se diz que os escravos que entram nunca saem, era a única rainha que Jared desejava nunca vir a servir.
A viagem é longa e perigosa, e Jared, a rainha e outros escravos caminham em direcção ao seu território. Mas a tarefa não é nada fácil, e ninguém é o que parece.
Paralelamente, Dorothea SaDiablo tem um plano juntamente com um dos seus Senhores Da Guerra para destruir a Senhora Cinzenta, visto que o plano do ano passado não correu como ela desejava. O Senhor da Guerra vê-se obviamente na obrigação de não falhar neste plano, por muitas razões, mas a principal por o falhanço ser igual a sua morte.

Gostei de conhecer as novas personagens, Lia principalmente, e as crianças. Com um vislumbre do Daemon Sadi, que adorei rever, por ser uma personagem querida e que eu já conhecia. Thera, também foi uma personagem que achei muito forte se bem que deveria ser mais desenvolvida, mas talvez ache por ter gostado assim tanto dela.
Jared, a personagem principal, está bem construída, embora pense que a sua ligação a Lia deveria estar mais marcante, tal como acontece nos outros livros da trilogia. Não deixando de ser no entanto uma personagem que me cativou e que me deixou curiosa com o seu destino. Salientando uma vez mais a escrita fantástica e a imaginação que Anne Bishop tem, e que me conseguiu prender uma vez mais ao seu mundo.
 
Este livro, independente, tem acontecimentos anteriores a trilogia em si, até mesmo anterior ao nascimento da Jaenelle. Foi fabuloso entrar outra vez neste mundo que tanto me conquistou desde o inicio, este com novas personagens e todas elas diferentes e interessantes, com acontecimentos que nos revelam principalmente o porquê dos escravos que servem a Rainha Cinzenta nunca saírem do seu serviço.

Vertigem de Paixão, de Elizabeth Hoyt [Opinião]

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Sinopse:

Durante anos, Melisande Fleming amou Lorde Vale de longe... vendo-o seduzir uma sucessão de amantes e, uma vez, entrevendo a intensidade de sentimentos sob o seu exterior despreocupado. Quando ele é abandonado no dia do casamento, ela enche-se de coragem e oferece-se para ser sua mulher. Vale tem todo o gosto em desposar Melisande, nem que seja apenas para produzir um herdeiro. Porém, tem uma agradável surpresa: uma dama tímida e recatada durante o dia, ela é uma libertina durante a noite, entregando-lhe o seu corpo... mas não o seu coração. Decidido a descobrir os segredos de Melisande, Vale começa a cortejar a sua sedutora mulher - enquanto esconde os pesadelos dos seus dias de soldado nas Colónia que ainda o atormentam. No entanto, quando uma mortífera traição do passado ameaça separá-los, Lorde Vale tem de expor a sua alma à mulher com quem casou... ou arriscar-se a perdê-la para sempre.

Opinião por Vera Carregueira:

Logo depois de acabar O Sabor da Tentação peguei logo neste livro com aquela urgência própria de quem precisa de saber o que acontece a seguir. As personagens principais Melisande Fleming e Jasper Renshaw são protagonistas atípicos, nenhum é extraordinariamente belo, Melisande não é muito sociável e Jasper está marcado pelo horror da guerra contudo a sua história é fantástica.

Melisande é a melhor amiga de Lady Emeline a antiga noiva de Lorde Vale, quando esta casa com Samuel Hartley e parte com ele para a América pede a Melisande que cuide dele, provavelmente sem saber o quanto esta o ama. Assim quando pela segunda vez em seis meses Jasper é abandonado no altar, ganha coragem e propõe casamento a Vale mas sem nunca assumir que o tem amado ao longe. Para a época era algo de uma grande ousadia e coragem e apesar dos seus modos recatados vamos vendo demonstrações de uma personalidade forte e decidida.

Jasper Renshaw, lorde Vale é um homem sociável, gosta de sair, conviver, tem uma personalidade expansiva e está sempre a rir e a fazer rir. Contudo tem uma faceta que poucos percebem e que Melisande desvendou ao longo dos anos que o observou, marcado pelo que viu na batalha de Spinners Fall o que lhe deixou profundas cicatrizes psicológicas. Depois de se reencontrar com Samuel Hartley e saber que o seu regimento foi traído entra numa busca desenfreada pela verdade não conseguindo parar sem saber a verdade. Ao mesmo tempo sente-se intrigado pela sua esposa e decide cortejá-la, conhecê-la a fundo e amá-la mas sem nunca revelar os seus segredos mais obscuros.

Este livro à semelhança do primeiro desta série (Lenda dos Quatro Soldados) tem uma história de amor paralela desta feita entre a criada particular de Melisande e o criado de Vale. Também o início de cada capítulo temos novamente uma parte de um conto de fadas neste caso é Laughing Jack. Este conto está no livro que Emeline deu a Melisande para esta traduzir. O mesmo que passará para as mãos de uma outra mulher para esta poder passar a limpo e encadernar. Mas essa é com certeza parte do enredo do terceiro livro. Algo que os mais atentos conseguirão perceber com o desenrolar da história.

Mais uma vez Elizabeth Hoyt mostra a espectacularidade da sua escrita, a envolvência das suas palavras, a capacidade de nos prender do inicio ao fim. Bebi todas as palavras como se fosse alguém sedento no deserto. Havia aquela necessidade física de pegar no livro mesmo que fosse para ler só mais uma página. A autora subiu vertiginosamente para um dos lugares cimeiros das minhas preferências em romances de época e vou ler certamente mais livros dela.

domingo, 21 de abril de 2013

80 dias - A cor do desejo, de Vina Jackson [Opinião]

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Sinopse

Uma história de amor ousada e sedutora

Summer Zahova é uma violinista ardente e impetuosa, que vive uma relação frustrante com um homem que não a compreende. É na música que encontra a sua libertação. Ela passa as tardes nas estações de metro de Londres a tocar violino, perdida nas partituras de Vivaldi e Mendelsshon. Um dia o seu violino sofre um acidente irreparável e Summer recebe uma proposta inesperada de Dominik, professor universitário, um homem atormentado por desejos inconfessáveis que ficou fascinado por Summer quando a ouviu tocar. Dominik oferecer-lhe-á um novo violino na condição de ela tocar para ele em privado.
Incapazes de reprimir a forte atração que sentem, Dominik e Summer embarcam numa aventura intensa e ousada. Para Summer é a oportunidade de se confrontar com o seu lado mais sombrio, no entanto, cedo se apercebe de que o prazer tem um preço elevado. Mas poderá uma relação nascida de uma tal paixão sobreviver?

Este primeiro volume da série 80 DIAS, de Vina Jackson, é um romance irresistível e um deleite para os sentidos.

Opinião por Vera Carregueira:

Quando iniciei a leitura deste livro apercebi-me do erro que foi pensar que iria gostar. Como tinha lido o primeiro capítulo no site da editora nunca pensei que este fosse o caminho que as páginas iriam traçar. BDSM num dos seus estados mais puro que não consigo sequer definir isto como um romance. As cenas são fortes, demasiado chocantes para algumas pessoas certamente, a linguagem é obscena e todo o livro não passa de uma espiral degradante da personagem principal.
Mais do que o simples facto de não ter gostado deste livro eu simplesmente não consigo entender algo que para mim é um desvio comportamental. Tentei ao máximo manter a mente aberta mas não consegui, a violencia das palavras, a crueza da realidade patente nas páginas do livro deixaram-me num estado suspenso entre a curiosidade mórbida e a repulsa e acabei por ler o livro avidamente sempre à espera que Summer caísse em si e acabasse com esta atitude decadente o que infelizmente só acontece mesmo no final.
O facto de alguém conseguir tirar prazer de um tratamento cruel, violento e morbido é algo que vai contra o que eu acredito ser um dos actos de amor mais puros de um casal.
Ver uma mulher sujeitar-se a submissão, tratada como escrava sem direito a nada é inconcebível para mim e confesso que fiquei bastante impressionada com esta leitura.
Os meus gostos relativamente a livros eróticos são bastante selectivos por isso poucos contemporâneos me agradam mas de qualquer maneira não estava de todo á espera de ver este tema retratado de maneira tão decadente.
Tendo em conta a qualidade da Porto Editora não julguei que pudessem publicar algo de um nível tão inferior ao que estamos acostumados deixando-se levar pela moda dos livros eróticos.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

"Contos DN", de vários autores - Opinião

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31 contos. 31 autores. Formato e-book. Acesso gratuito.
 
 
 
Opinião do Vasco
Inovador. Acessível. Esclarecedor.
 
Esta foi uma iniciativa louvável promovida pelo 'Diário de Notícias'. Gratuitamente, duas vezes por semana, entre Outubro de 2012 e Janeiro de 2013, o jornal, através do seu site, cedeu gratuitamente contos elaborados por 31 autores portugueses, a maioria inéditos. Nesta mesclânea de autores, conseguiu-se juntar escritores (e não só) consagrados, outros em clara ascensão e muito poucos desconhecidos. Os géneros e estilos de escrita foram igualmente de uma variedade enorme.
 
Houve, no entanto, alguns que me agradaram imenso e são esses que vou aqui referir:
- "A Musa Irrequieta" (#1), de Pedro Paixão; um texto intenso, concebido de dentro das personagens para fora, com uma carga emocional forte.
- "Um Romance" (#3), de Rui Zink; um conto absolutamente hilariante, irónico e sarcástico, bem ao estilo do autor que me fez rir às gargalhadas assim como pensar naquilo que a vida nos pode trazer - um dos meus favoritos.
- "A Queda de Um Anjo" (#7), de Afonso Cruz; quase um pensamento que surpreende parágrafo após parágrafo, que traz consigo uma beleza indescritível e uma mensagem muito forte - também um dos predilectos.
- "Um Homem que Existia Demais" (#14), de Possidónio Cachapa; um texto rebelde, um grito de liberdade, uma enorme surpresa.
- "A Terrível Criatura Sanguinária" (#18), de Nuno Markl; nem sou um particular admirador dos talentos do autor, mas gostei muito deste conto, repleto de humor e ironia.
- "Monólogo do Oriente" (#27), de Patrícia Portela; um texto absolutamente genial, perfeito em todos os sentidos - aquele que mais gostei entre tantos escritos por autores repletos de talento.
 
Fica por fim o nome de outros escritores que escreveram outros contos dos quais gostei imenso: Dulce Maria Cardoso, Rui Cardoso Martins, João Bonifácio, Mário Zambujal e Ricardo Adolfo. Para além das supresas, houve outros contos que me desiludiram, mas cabe aos leitores experimentarem e tirar as suas conclusões.
 




quinta-feira, 18 de abril de 2013

O Sabor da Tentação de Elizabeth Hoyt [Opinião]

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Lady Emeline Gordon é um modelo de sofisticação nos círculos sociais da elite londrina, sempre elegante e impecavelmente educada. Como tal, é a companhia perfeita para Rebecca, a jovem irmã de um empresário bem sucedido de Boston, que fora soldado nas Colónias. Samuel Hartley pode ser rico, mas as suas maneiras são tão pouco civilizadas como as regiões inexploradas da América nas quais foi criado. Quem vai de mocassins a um baile distinto? O seu desdém arrogante em relação a decoro enfurece Emeline, embora a sua ousadia a excite. Mas sob os modos desenvoltos de Samuel, ele é assombrado pela tragédia. Foi a Londres para ajustar contas, não para se apaixonar. Mas por muito que Emeline deseje sentir as mãos deste homem despudorado sobre ela, saborear aqueles mesmos lábios com que ele a arrelia, tem se dominar. Ela não é livre. Mas algumas coisas estão fora do controlo de uma senhora...

Opinião por Vera Carregueira:


Eu apaixonei-me pela capa deste livro, o género é um dos meus preferidos e andava desejosa de uma oportunidade de o ler desde que chegou à minha estante, por isso quando recebi o segundo livro desta série li-os seguidos.
O Sabor da Tentação é o primeiro livro da Lenda dos Quatro Soldados e retrata a história de Lady Emeline Gordon, uma senhora viúva e mãe de um menino de oito anos Daniel que é dama de companhia e de Samuel Hartley um rico comerciante americano que se recusa a seguir as regras da sociedade britânica.
Emeline mostra-se desde o inicio uma mulher em conflito, para ela o correcto é seguir todas as regras de etiqueta, cada um estar no seu lugar, tudo bem compartimentado pelo menos foi assim educada e tenta seguir a mesma linha que foi acostumada desde sempre, até conhecer aquele terrível colono sem maneiras. A partir daí tudo começa a ficar mais difícil, às vezes o coração tenta sobrepor-se e ela vive numa luta entre o que deve ser e o que quer. Uma mulher madura, não é de chiliques nem baixa a cabeça ao que lhe dizem mas nota-se o seu constrangimento a tudo o que não seja normal. Quer para a sua vida tranquilidade e bem-estar e por isso encontra-se noiva do Duque de Vale que considera como um irmão.
Samuel é um homem bem sucedido, tendo pegado no negócio do seu tio após regressar da guerra fez uma fortuna. Contudo vive atormentado com os acontecimentos da batalha de Spinners Fall onde a maioria do seu Regimento foi dizimado pelos índios. Com a suspeita da emboscada ter sido causada por uma traição parte com a irmã para Londres afim de apurar a verdade. Um homem forte e determinado, Samuel encontra em Emeline um verdadeiro desafio, será que consegue querer as barreiras da sociedade e conquistar essa mulher?
Vamos assistindo paralela e subtilmente uma outra provável história de amor entre a irmã de Samuel, Rebeca e um criado, um feito difícil para os padrões da época a menos que façam a sua vida na América onde as diferenças sociais não são tão grandes.

Outro facto que faz deste livro espectacular é o pequeno conto que é desenvolvido no inicio de cada capítulo. Coração de Ferro é um dos contos do livro de Emeline e do seu irmão quando pequenos, livro este que irá circular pelas protagonistas femininas dos quatro livros desta série como me apercebi mais tarde.

Adorei este livro, quebra as barreiras da sociedade britânica, as personagens são complicadas, seguimos as suas buscas internas e a sua coragem para enfrentar as dificuldades que se apresentam. Aqui vemos romance, acção, uma investigação muito interessante. As cenas picantes estão excelentemente escritas como aliás todo o livro. Uma linguagem, simples, fluída, acessível. A história está maravilhosamente construída fazendo ponte para o segundo livro Vertigem de Paixão. Um romance muito feminino, completamente apaixonante, não há elogios suficientes que transmitam o quanto gostei deste livro.

Debaixo de Algum Céu, de Nuno Camarneiro [Opinião]

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Opinião de Cláudia Lé:

Um livro simples, com uma escrita deliciosamente fluída. Personagens do dia a dia, envoltas nos seus fantasmas que acabam por apimentar a trama. Ao longo da narrativa quase que ouvimos o som das ondas do mar, o piar das gaivotas e somos transportados para perto do mar. Um prédio como de certo há muitos, rodeado dos segredos de seus inquilinos, uns mais negros, algumas surpresas mórbidas...

Acompanhamos o amor nas diversas formas; o despertar do amor adolescente, o renascer do amor num casal, o inesperado amor numa idade já avançada, bem como o fim do amor. Recomendo este livro, de preferência, para ser lido numa varanda com vista para o Oceano!!!!

Passatempo Crónicas & Beauty and Health

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Olá a todos!

Hoje trago-vos um passatempo diferente que combina livros com maquilhagens. Para organizar este passatempo tive o apoio da Patrícia do blog Beauty and Health.

Para se poderem habilitar a ganhar um exemplar do livro Herança de Sangue de Joana Gabriel oferecido por mim e de um quarteto de sombras da ELF mais um pendente para o telemóvel oferecido pela Patrícia do blog Beauty and Health basta seguir as regras.

1 - Podem participar até dia 30 de Abril às 23H59 e o vencedor será escolhido pelo random.org.
2 - Só é aceite uma participação por pessoa / e-mail.
3 - Só serão consideradas as respostas que mencionem os dados pedidos.
4 - É OBRIGATÓRIO seguir os DOIS blogues este e Beauty and Health.
5 - É OBRIGATÓRIO a partilha do passatempo em qualquer rede social/blog/forum.
6 - Passatempo válido apenas para Portugal Continental e Ilhas.
7 - O nome do vencedor será publicado no blogue e o mesmo será contactados por email para disponibilizar a morada.
8 - A entrega do prémio ficará a cargo dos blogues organizadores.
9 - A Administração dos blogues não se responsabilizam por qualquer extravio ou atraso dos CTT.



terça-feira, 16 de abril de 2013

Promete-me de Harlan Coben [Opinião]

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Promete-me
de Harlan Coben
Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 344
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722338073
Coleção: Minutos Contados


Sinopse

Depois de diversos livros publicados em Portugal, Harlan Coben regressa com um novo e imperdívelthriller. Myron Bolitar é um agente desportivo que nos últimos seis anos se tenta manter longe de apuros. Mas a filha de um casal amigo desaparece e Myron foi a última pessoa com quem a jovem foi vista. Disposto a cumprir a promessa feita à jovem, Myron não descansará enquanto não descobrir a verdade e não provar a sua inocência. Um thriller imperdível e emocionante, que envolverá os leitores desde a primeira página.

Opinião de Cláudia Lé:


Esta semana tenho andado numa onda de policiais. Antes de mais queria agradecer à Ângela Costa e Vera Brandão que me motivaram na aquisição de livros deste autor, para mim até à data totalmente desconhecido. Posto isto, aqui vai a minha modesta opinião.

Quem goste de policiais/thrillers e não conheça o autor, por favor, compre um livro, depois falamos.

Adorei o livro, adorei o enredo, as personagens, o decorrer da história, as voltas e reviravoltas. Nada do que se passa são dados adquiridos, o enredo é envolvente, dá voltas e reviravoltas, faz-nos desconfiar de tudo e de todos. Gostei muito da postura descontraída do protagonista Myron Bolitar, um «bon vivant» que gostaríamos que nos seduzisse ;-)

No decorrer do livro pensei em várias coisas, nomeadamente o tráfico de adolescentes e a venda de bebés... resultado... não poderia estar mais longe. Foi um livro que me surpreendeu realmente uma vez que não estava à espera do desfecho final. Quando pensava que tudo estava terminado dá-se mais uma reviravolta, esta última então de nos deixar embasbacados, sim voltei alguns parágrafos atrás e voltei a ler para ter a certeza de que havia compreendido tudo! São livros como este que gosto verdadeiramente.

Não estaria a ser sincera se dissesse que gostava sempre de me surpreender, de não saber quem é o «criminoso». Ás vezes é reconfortante saber ao meio de um livro, quem é o criminoso. É certo que desconfio na maior parte das vezes sendo muitas vezes recompensada devido a leituras de anos e anos de policiais. No entanto, quando lemos um livro como este, de nos tirar o tapete debaixo dos pés é de aclamar!

Um aplauso sentido ao autor, vou segui-lo certamente e recomendá-lo ainda mais!

O Desejo de Nicole Jordan, [Opinião]

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O Desejo
de Nicole Jordan
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 400
Editor: Quinta Essência

Sinopse:
Amante lendário e chefe de espionagem, o sombriamente sensual conde de Wycliff evita o matrimónio até que um encontro próximo com a morte o faz ansiar por um filho que perpetue o seu nome. No momento em que Lucian avista a atraente Brynn Caldwell numa praia da Cornualha, sabe que encontrou a mulher que quer para sua esposa. Brynn acredita que o fascínio daquele conhecido libertino por ela resulta de uma maldição com séculos que condena as mulheres da sua família a tentarem os homens – apenas para conduzirem aqueles que amam à morte. Obrigada por circunstâncias difíceis a casar com Lucian, Brynn entrega o corpo às suas carícias mas não se atreve a entregar-lhe o coração. Preso numa batalha de vontades com a sua encantadora mulher, Lucian começa a suspeitar que Brynn é uma traidora. Não tarda a ver-se atraído para uma teia de perigo e traição, na qual o preço de conquistar o coração esquivo da esposa pode ser a sua própria vida.

Opinião:
Brynn acredita piamente que o seu destino é ficar solteira, e tudo porque uma sua antepassada teve o descaramento de roubar o amante de uma cigana. Cigana esta que amaldiçoou todas as mulheres da sua família. Estas atrairiam um homem e caso se apaixonassem por ele, ele morreria. Brynn, obviamente, não acreditava em tal coisa até ao dia em que o seu primeiro namorado morre. Aí mentaliza-se que terá que ficar solteira ou arrastará para a morte alguém de quem se tenha apaixonado.

Vivendo com os seus irmãos, em dificuldades financeiras, dedica-se ao contrabando (com os irmãos) e a ensinar o seu irmão mais novo que prefere antes estar no seu laboratório. Mas o dinheiro pouco chega para manter a vida da família e nem sequer chega para colocar o irmão mais novo na escola.

Wycliff, é considerado um libertino, que trabalha no Ministério dos Negócios Estrangeiros,e que tem como função procurar todos os que traem e ajudam Napoleão contra a Inglaterra. Cansado de ter todas as mulher que pode, Wycliff procura agora uma mulher para casar e que lhe dê um herdeiro, assegurando assim a continuação da sua família. E vê a mulher ideal a nadar na praia semi-nua. Indo ao encontro da sua sereia, conhece Brynn, a mulher pela qual não resiste a cobrar um beijo pelo seu silêncio. Brynn cedeu um único beijo como forma de pagamento, mas não espera dar mais do que isso.

Rendido aos encantos de Brynn, Wycliff decide que aquela mulher tem de ser a mulher dele e por isso mesmo propõe um casamento vantajoso para a sua família, mesmo depois de Brynn ter contado a que maldição está sugestiva. Ele pretende arriscar. Sabendo ela que o problema vai estar mais nela própria e não tanto nele.
Iniciando a sua vida na alta sociedade Londrina, Brynn terá que dar o tudo por tudo para não cair nos encantos do seu novo marido. Mas não é fácil, até porque ele não facilita a vida em nada, estando disposto a conquista-la.
Será Brynn rendida ao amor e a maldição irá levar o melhor que ela tem?

Para mim foi uma estreia da autora e que me conquistou por me manter presa ao romance e ao casal , tal como as intrigas e a todo o mistério. Rico em sensualidade e em romantismo que nos prende pela forte tensão sexual entre os personagens.
Um livro fascinante que recomendaria a todos os leitores que gostem de romance.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A Casa da Seda de Anthony Horowitz [Opinião]

2 comentários:

A Casa da Seda
de Anthony Horowitz
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 284
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722350358

Sinopse

Com um enredo genial e uma excelente caracterização, Anthony Horowitz criou um novo policial de Sherlock Holmes, captando totalmente o espírito dos livros originais de Sir Arthur Conan Doyle. Holmes regressa com a inteligência, a subtileza e o poder de dedução que fizeram dele o mais famoso detetive de sempre e, com ele, o seu inseparável amigo e biógrafo Watson. Os acontecimentos relatados nestas páginas figuram, segundo Watson, entre os mais sensacionais da carreira de Sherlock Holmes... Um livro que se recomenda vivamente aos fãs de Sherlock Holmes e a todos aqueles que apreciam um policial de excelência.

Opinião de Cláudia Lé:

Durante estes anos todos de leituras compulsivas, nunca li nenhum livro de Sherlock Holmes, sinceramente, apesar do meu gosto mórbido por policiais, policiais de época nunca me seduziram. No entanto, era fã assídua da série As Aventuras de Sherlock Holmes, passada na RTP1 há já uns bons anos. Daí que tenha iniciado a leitura de A Casa da Seda, não totalmente vendada mas sem conhecer realmente o tipo de escrita de Arthur Conan Doyle.

Para começar, fiquei rendida ao estilo de escrita de Anthony Horowitz, absolutamente nada pesada, muito descritiva mas sem cair nos exageros por vezes existentes em obras de época. Adorei as descrições de Londres, do seu constante nevoeiro, da classe operária, das crianças que vivem na rua, tão usual naqueles tempos. Se há matéria que bem recordo das aulas de história, é a da Revolução Industrial e tudo o que implicou para a classe operária bem como, o que implicou para muitas crianças que nunca sequer, chegaram a ser crianças. Uma frase que me arrepiou foi a de que uma das crianças tinha forrado o casaco com jornal para combater o frio. Muitas das crianças viviam da mendicidade, exploradas pela própria família, por outras crianças mais velhas ou patrões abusadores, arrepiante de fato.

A presente obra é narrada por Watson que decide tirar uns dias para visitar o seu amigo, após ter casado e ter saído de Londres. No decorrer de sua visita a Holmes, ambos são visitados por Edmund Carstairs, o dono de uma galeria de arte que acredita estar a ser seguido por um homem que o quer matar. Carstairs acredita que o homem que o segue pertence a uma quadrilha que, no decorrer de um roubo, havia danificado uma série de obras que a galeria de arte havia enviado para a América. A quadrilha era encabeçada por dois gémeos, tendo um falecido aquando o roubo. Assim sendo, Carstairs acredita estar a ser seguido pelo outro gémeo que quer vingar o irmão. Holmes e Watson iniciam a sua investigação solicitando ajuda aos meninos de rua para que vigiem o homem em questão. No decorrer de uma vigília, uma das crianças é assassinada após tortura, num dos seus pulsos, encontra-se uma fita de seda.

Durante toda a narrativa somos confrontados com a existência de A Casa da Seda, sabendo de antemão que será algo ilícito, envolvendo pessoas muito importantes e com os mais altos cargos em diversas áreas. Holmes solicita ajuda ao irmão mais velho (não sabia que Holmes tinha um irmão mais velho) que, após algumas perguntas acerca da Casa da Seda, aconselha-o a esquecer a investigação, no entanto Holmes sente-se culpabilizado pela morte da criança em questão e claro está, continua na sua demanda. Mais à frente Holmes desabafa com Watson que, meses antes, alguém lhe havia enviado uma fita de seda!

O livro dá diversas reviravoltas, somos confrontados com o humor muito peculiar da personagem de Sherlock Holmes que dá uma nota agridoce a todo o romance. Os desfechos, porque a meu ver existem dois desfechos, foram para mim totalmente surpreendentes, não estava à espera de forma alguma. Um deixou-me mal disposta, revoltada e embora surpreendente para a época, não deixa de ser atual... mais não digo, o outro deixou-me um sorriso maquiavélico no canto da boca!

Após a leitura e o total desconhecimento da obra de Arthur Conan Doyle, facilmente nos apercebemos por que motivo o presente livro obteve o reconhecimento por parte da Instituição que regula as obras de Conan Doyle.

Aconselho este livro a todos os fãs de Sherlock Holmes... bem como a todos os fãs do género policial! Uma excelente leitura!


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