Crónicas de uma Leitora: Fevereiro 2013

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Novidades ASA para Março

Sem comentários:
 Temas abordados:  o que significa ser humano | amor | maternidade/ paternidade |  doença grave na infância | desporto (ciclismo > alta competição)


MENINA DE OURO, Chris Cleave
(nas livrarias a 21 de Março)

“Chris Cleave é um artesão da palavra. A sua escrita é tão comovente que quase nos esmaga. Menina de Ouro devia ser leitura obrigatória.”
The Times

“Um romance sensacional. Consegue a proeza de vencer o sarcasmo urbano e comover, porque, de facto, foca o essencial.”
The Observer


O LIVRO

Bestseller do The New York Times e USA Today, Menina de Ouro, de Chris Cleave, é um livro sobre os limites do AMOR.
Sobre as nossas LUTAS diárias. Sobre o conflito entre os nossos DESEJOS e a realidade.
Sobre Kate e Zoe. Duas mulheres brilhantes com um SONHO que apenas uma poderá realizar.
Sobre Sophie. Uma criança dotada de uma sensibilidade rara, que luta entre a VIDA e a morte contra uma leucemia linfobástica aguda.
Estão unidas por um SEGREDO. Delas se exige uma ESCOLHA. No momento mais importante das suas vidas, uma delas terá de fazer o derradeiro SACRIFÍCIO.
Recomendado pelos mais importantes clubes de leitura, Menina de Ouro é sobre o que significa ser HUMANO, mas também sobre o que nos permite a todos, de diferentes formas, atingir o EXTRAORDINÁRIO.

O AUTOR

Chris Cleave nasceu em 1973 nos Camarões. Foi jornalista, colunista, barman, marinheiro e professor.
Incendiário, o seu romance de estreia, venceu o Somerset Maugham Award em 2006, o Book-of-the-Month Club Award na categoria de primeiro romance e o Prémio Especial do Júri nos Prémios dos Leitores de França em 2007. Foi adaptado para o cinema, num filme protagonizado por Ewan McGregor e Michelle Williams.
Seguiu-se Pequena Abelha, um estrondoso sucesso de crítica e público em todo o mundo. Integrou as listas dos melhores livros do ano de diversas publicações, entre elas, o The Independent, a O, The Oprah Magazine e o Chicago Tribune. Foi finalista do Costa Novel Award 2008 e do Commonwealth Writers’ Prize 2009. Está a ser adaptado para o cinema, num filme protagonizado por Nicole Kidman.
Menina de Ouro, o seu mais recente romance, foi a derradeira confirmação do talento do autor. Aclamado pela crítica, teve entrada imediata na lista de bestsellers do The New York Times e USA Today, e é recomendado pelos mais importantes clubes de leitura. Chris Cleave vive atualmente em Londres com a mulher e os filhos.





A MARCA DAS RUNAS, Joanne Harris
(nas livrarias a 14 de Março)

O primeiro volume da série “Crónicas das Runas”.
Uma viagem ao coração das lendas nórdicas.
A estreia de Joanne Harris, uma das escritoras mais conhecidas e queridas do público português, no universo da literatura fantástica.

O LIVRO

Maddy Smith nasceu com uma marca que ditou o seu destino. A runa inscrita na sua pele é um símbolo dos Antigos Deuses, uma marca mágica. E perigosa.
Na pequena aldeia onde vive todos a receiam e excluem. Mas Maddy não renega a sua sorte. Pelo contrário, ela adora magia. Mesmo que isso a condene à solidão.
Quinhentos anos passaram desde Ragnarók – o flagelo que marcou o Fim dos Tempos –, e a Nova Ordem impôs regras que ditam o aniquilamento do Caos, da Magia, dos Sonhos e da Imaginação.
À medida que os seus feitiços ficam cada vez mais fortes, Maddy sabe que será apenas uma questão de tempo até os Examinadores da Ordem a identificarem e perseguirem. E tempo é algo que o Mundo não tem… agora que a ameaça de destruição é cada vez mais real. Isolada, Maddy pode apenas contar com o ancião seu mentor, que lhe dá a conhecer as lendas nórdicas, com os seus deuses e criaturas maravilhosas. Invisível para a maioria das pessoas, este Mundo Subterrâneo encerra a chave do seu passado. Dela depende o destino do Mundo, mais uma vez…

A AUTORA

Joanne Harris nasceu no Yorkshire, de mãe francesa e pai inglês. Com Chocolate, Vinho Mágico, Cinco Quartos de Laranja, A Praia Roubada, Na Corda Bamba, Danças & Contradanças, Valete de Copas e Dama de Espadas, Xeque ao Rei, Sapatos de Rebuçado, O Rapaz de Olhos Azuis e Maligna (todos publicados pela ASA), conheceu um retumbante sucesso internacional, que a adaptação ao cinema de Chocolate (com Juliette Binoche e Johnny Depp) veio intensificar.
Com Fran Warde, é coautora dos livros A Cozinha Francesa e Do Mercado para a sua Mesa – Novas Receitas da Cozinha Francesa, também sob a chancela da ASA.

Crónicas da Vera

Sem comentários:
Estou estupefacta, completamente aturdida com uma conversa que tive com uma blogger de beleza que conheci na altura que tive um blog desse género, Mimi Lucena. E a realidade bateu-me com uma violência assustadora. 

A questão que foi levantada acerca do quanto os bloggers de moda ganham foi algo que me chocou. Então não é um hobby? Não é um mero passatempo para descontrair? Como é que o que estas pessoas fazem pode ser fidedigno se estão a ganhar dinheiro com isso?

Dizia-me a Mimi que blogar é a sua profissão e no Brasil "quando um post é pago são obrigado a informar que é um publieditorial da empresa (...) aqui [em Portugal]  blogar é apenas Hobby"

E mais ainda "ser blogueira não é apenas criar um blog, receber produtos de empresa e falar bem só para agradar, não, é bem mais do que muita gente pensa, e não é a quantidade de escritos que te leva a ser reconhecido não". Até aqui penso que seja ponto assente para a maioria dos bloggers. Daí muita polémica existir em volta dos blogues interesseiros que são feitos apenas a pensar nos livros que irão lucrar com as parcerias.


Já a Mimi me dizia que "cada banner tem seu valor e tempo de contrato, tudo reconhecido legalmente. bloggar para alguns é um hobby, para quem se tornou profissão não".

Confesso que nunca imaginei que o que faço pudesse ser profissão mas é sem dúvida algo que dá muito trabalho. Afinal o meu blog tem uma equipa de 8 pessoas que eu tenho que gerir diariamente e não é dificil de trabalhar com nenhum deles pelo contrário mas tem que haver sempre conversações quase diárias. Enviar emails para editoras,  gerir as divulgações das publicidades que recebo, contactar autores para entrevistas, fazer passatempos e claro ler e tentar escrever uma opinião com pés e cabeça que consiga transmitir o máximo de informação sobre o livro fazendo o mínimo de spoiler possível. Para criar empatia sem aborrecer o leitor.

Contactei alguns bloggers literários brasileiros sobre esta questão e a Pâmela do blog http://garotait.com.br/ disse que no "Brasil muitos blogueiros deixaram seus empregos para se dedicar exclusivamente ao blog, sim. Os temas com mais destaque são os de beleza e humor. Isso dá muito dinheiro para eles MESMO. Mas blogs literários, no meu por exemplo, eu ganho dinheiro com programas de afiliados e venda de espaço em banners. Publieditorial ainda não é um espaço usado pelas editoras e lojas de livros. Porém, assim como em Portugal, as editoras também estabelecem parcerias com blogueiros e enviam exemplares para crítica. Cada uma tem suas regras e tal(...). Infelizmente esse "mercado" dos blogs literários ainda está caminhando muito lentamente."

Bem aqui também existe programas de afiliados mas sinceramente quem é que conhecemos que ganhe balúrdios com isso? Eu não conheço ninguém e por cá não vendemos espaços em banners ou alguém vende? 

Cheguei a várias conclusões mas ainda não consigoescrever sobre elas nem estou preparada psicologicamente preparada para isso, tenho que organizar as minhas ideias para mais tarde voltar ao tema. Estou também em vias de ter outra conversa com a Mimi Lucena que irá me esclarecer mais um pouco sobre esse assunto. Deixo-vos apenas dois links para verem e reflectirem.

A única coisa que tenho a dizer é que realmente a moda é sobrevalorizada enquanto a cultura é menosprezada! Bem eu prefiro ler a maquilhar-me...

http://tvg.globo.com/programas/mais-voce/videos/t/programas/v/veja-como-ser-nerd-esta-na-moda-e-pode-render-ate-r-5-mil-por-mes/2348238/

http://tvg.globo.com/programas/mais-voce/videos/t/programas/v/diferencial-cautela-e-qualidade-descubra-como-ganhar-dinheiro-na-internet/2350637/

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Livros estrangeiros / Foreign Books

Sem comentários:
Ariel is a High Witch, one of the most powerful witches in the world. There are only three like her in existence. She finally learns who she is, but immediately has to flee from a malicious warlock, out to claim her for his own. With Brayden, her new love by her side, she attempts to outwit the warlock, and the High Witch who protects him. But what will she do if she has to go through 'The Test'?
 
 
Sinopse (tradução livre)

Ariel é uma High Witch, uma das bruxas mais poderosas do mundo. Há apenas três como ela. Quando finalmente descobre quem é, Ariel tem que fugir de um bruxo mal-intencionados, que quer reclamá-la para si próprio. Com Brayden, o seu novo amor do seu lado, ela tenta derrotar o bruxo e a High Witch que o protege. Mas o que ela vai fazer se tiver de passar "O Teste"?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

[Opinião] As 1001 Fantasias mais eróticas e selvagens da História, de Roser Amills [Editorial Presença]

Sem comentários:

Autora: Roser Amills


Colecção: Diversos [N.º 23]

Data de Edição: 05/02/2013


Páginas: 352

Sinopse:

   Nesta obra fascinante encontramos uma coleção das mais selvagens fantasias eróticas de mil personagens célebres de várias nacionalidades e épocas históricas – Oscar Wilde, Marilyn Monroe, Casanova, Freud, Dali, Maria Antonieta, Madonna, Napoleão, entre muitos outros. São explorados, com um inteligente sentido de humor, os pontos mais altos que a imaginação pode alcançar em termos de sexualidade, sendo abordados aspetos como a linguagem e os sons sexuais, a fogosidade descontrolada, as práticas incestuosas ou o fetichismo.


A autora, ao revelar as fantasias de personalidades conhecidas espera  ajudar as pessoas comuns a lidarem com maior naturalidade com os seus próprios devaneios eróticos e a viverem o prazer sem preconceitos ou convenções.

Crítica/Opinião por: Isabel Alexandra Almeida para o blog Crónicas de Uma Leitora:

   As 1001 Fantasias Mais Eróticas e Selvagens da História  , da autora e Jornalista Espanhola Roser Amills é uma obra diferente, atrevida e escrita num tom bastante descontraído. Roser Amills consegue suscitar nos seus leitores uma vasta panóplia de emoções, por vezes contraditórias, nesta viagem em que partimos à descoberta das fantasias e devaneios eróticos de várias personalidades da História Universal (desde a antiguidade Clássica, até à época contemporânea).

   Fetiches, Manias, vícios, loucuras, crueldade, exibicionismo, exuberância, vontade de chocar a sociedade, traços específicos de personalidade, variados contextos históricos, sociais e culturais produzem este verdadeiro compêndio do imaginário erótico da humanidade, com práticas mais ou menos ortodoxas.

   Importa pegar neste livro de mente aberta, e pronto a aceitar verdades talvez incómodas acerca de ídolos cujos esqueletos no armário [em termos de conduta erótica/sexual] são agora revelados. Há todo um precioso manancial de informação acerca da história do erotismo, da vida privada e das vivências inerentes a estas temáticas, em relação a figuras mundialmente conhecidas em vários meios [artístico, político, social].

   Há histórias para todos os gostos, umas farão rir, outras poderão mesmo deixar perplexos os leitores mais adeptos de género erótico, e podemos mesmo sentir-nos chocados, não com o tom ou linguagem utilizados pela autora, mas com algumas situações em que é visível que a perversidade vai ao ponto de atingir o nível de crueldade, se considerarmos que decorreram no âmbito de relações de supremacia/tutoria [e.g. professor/aluno; mestre/aprendiz], sendo usada a manipulação psicológica para apenas atingir o próprio prazer, chegando mesmo a parte mais fraca destas relações abusivas a cometer suicídio.

   Convém, todavia, que não nos esqueçamos que os excessos são muitas vezes motivados por contextos culturais, de saúde mental perturbada, de consumo de álcool ou estupefacientes.

  Uma polémica, sem dúvida, mas muitíssimo bem escrita, de forma desassombrada e isenta, sem falsos pudores, e sustentada em investigação e pesquisa levadas a efeito pela autora.

   Um livro ousado, surpreendente, mas que indubitavelmente constitui um documento de inestimável valor para estudiosos de ciências como: a história, psicologia, psiquiatria, sociologia, antropologia ou filosofia.

   Uma leitura que recomendamos sem reservas, sendo mais uma excelente escolha da Editorial Presença.





   


Novidades ASA para Março

Sem comentários:
LIGEIRAMENTE CASADOS, de Mary Balogh a 28 Março

Como todos os Bedwyn, Aidan tem a reputação de ser arrogante. Mas este nobre orgulhoso tem também um coração leal e apaixonado – e é a sua lealdade que o leva a Ringwood Manor, onde pretende honrar o último pedido de um colega de armas. Aidan prometeu confortar e proteger a irmã do soldado falecido, mas nunca pensou deparar com uma mulher como Eve Morris. Ela é teimosa e ferozmente independente e não quer a sua proteção. O que, inesperadamente, desperta nele sentimentos há muito reprimidos. A sua oportunidade de os pôr em prática surge quando um parente cruel ameaça expulsar Eve de sua própria casa. Aidan faz-lhe então uma proposta irrecusável: o casamento, que é a única hipótese de salvar o lar da família. A jovem concorda com o plano. E agora, enquanto toda a alta sociedade londrina observa a nova Lady Aidan Bedwyn, o inesperado acontece: com um toque mais ousado, um abraço mais escaldante, uma troca de olhares mais intensa, o “casamento de conveniência” de Aidan e Eve está prestes a transformar-se em algo ligeiramente diferente…

Autora premiada e presença constante nas listas de bestsellers do New York Times, Mary Balogh cresceu em Gales, terra de mar e montanhas, músicas e lendas. Ela levou consigo a música e uma imaginação vívida quando se mudou para o Canadá. Aí iniciou uma auspiciosa carreira como autora de livros com finais felizes e que celebram o poder do amor. Os seus romances históricos venderam já mais de 4 milhões de exemplares em todo o mundo. Na ASA estão publicados Uma Noite de Amor e Um Verão Inesquecível.

A PROVAÇÃO DO INOCENTE, de Agatha Christie a 8 Março

 

Condenado a prisão perpétua, Jacko Argyle sucumbiu a uma pneumonia e acabou por morrer sem conseguir provar a sua inocência. Acusado de assassinar a mãe adotiva, o jovem jurou em tribunal ter um álibi e até uma testemunha. Mas essa pessoa nunca foi encontrada.
Acabado de chegar de uma longa viagem, Arthur Calgary tem informação que permite limpar o nome de Jacko, ainda que postumamente. A inocência de Jacko implica a culpa de outra pessoa… mas só a família estava em casa naquela noite fatal…
A Provação do Inocente (Ordeal by Innocence) foi originalmente publicado em 1958 na Grã-Bretanha, tendo sido editado nos Estados Unidos no ano seguinte. Foi adaptado para o cinema em 1985 e para a televisão em 2007.

Agatha Christie nasceu Agatha May Clarissa Miller, em Torquay, na Grã-Bretanha, em 1890. Em 1971, a Rainha Isabel II consagrou-a com o título de Dame of the British Empire. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas, a Rainha do Crime, ou Duquesa da Morte (como ela preferia ser apelidada), morreu em 12 de Janeiro de 1976.
Em 2000, a 31st Bouchercon World Mystery Convention galardoou Agatha Christie com dois prémios: ela foi considerada a Melhor Escritora de Livros Policiais do século XX e os livros protagonizados por Hercule Poirot a Melhor Série Policial do mesmo século.

Novidades Quinta Essência para Março

Sem comentários:


«Um Pequeno Escândalo», de Patricia Cabot, a 8 de março

Juraram renunciar ao amor… mas não resistem ao jogo da sedução


Quando a bela Kate Mayhew é contratada como dama de companhia de Isabel, a filha obstinada de Burke Traherne, o marquês vê-se numa situação impossível. Dividido entre saber que ela é exatamente aquilo de que Isabel precisa mas, para ele, a pior tentação possível, encontra-se constantemente perto de alguém que ameaça a sua independência. Conhecido pelo seu autodomínio férreo desde o dia em que apanhou a mulher com um amante, Burke jurou nunca mais arriscar-se a casar.

Ao aceitar a oferta de emprego de Sua Senhoria, a temperamental Kate enfrenta dois perigos: sua atração irresistível por um homem que abdicou do amor, e um encontro com o seu próprio passado escandaloso... que ela não pode manter secreto para sempre.


Kate Mayhew costumava fazer parte da sociedade, até que os pais morreram em circunstâncias misteriosas e escandalosas. Agora, o melhor que pode esperar é ser governanta… até que o famoso Burke Traherne, marquês de Wingate, a contrata para ser dama de companhia da sua rebelde filha Isabel.



«E fugir foi o primeiro pensamento que ocorreu a Kate no momento em que os olhos verde-esmeralda de Lorde Wingate sobre ela tombaram. Chegou ainda a dar alguns passos na direção da porta, imitando o exemplo de Isabel. No entanto, quando colocou a mão na maçaneta, a voz grave e ressonante do marquês, exigindo uma resposta à sua ordem, trouxe-a de volta à realidade.
Jesus, onde tinha a cabeça? Kate Mayhew não fugia de nada – exceto talvez de figuras umbrosas que confundia com Daniel Craven. Mas certamente que não de marqueses autoritários, por mais penetrante que fosse o olhar deles ou por mais que conseguissem preencher um cadeirão. Assim, ao invés de se pôr
em fuga, respirou fundo para se manter firme e limitou-se a abrir a porta de par em par, para que quem quer que passasse no corredor pudesse ver que o  senhor da casa estava apenas a fazer uma visita social à sua mais recente empregada.»


«É um verdadeiro prazer ouvir a voz única de Patricia Cabot.»
Romantic Times


«Estes dois personagens maravilhosos, que juraram abdicar do amor, formam o casal perfeito neste delicioso e emocionante romance (…). A história divertida e cativante de Ms. Cabot conquistará facilmente os leitores. Não irá conseguir de parar de ler até chegar à perfeita e satisfatória conclusão.»
RT Book Reviews


Meggin Patricia Cabot, autora bestseller de romances históricos, nasceu em fevereiro de 1967, em Bloomington, Indiana (EUA). Trabalhou como gestora numa residência universitária, foi ilustradora freelance e escreveu mais de cinquenta livros que assinou com diferentes pseudónimos. Entre eles destaca-se a série O Diário da Princesa (The Princess Diaries), publicada em mais de trinta países e adaptada ao cinema pela Walt Disney Pictures, com grandes êxitos de bilheteira.
As suas obras ganharam inúmeros prémios, incluindo o New York Public Library Books for Teen Age, o Booksense Pick, o Evergreen, o IRA/CBC Young Adult Choice, entre outros.



«Encontras-me no Fim do Mundo», de Nicolas Barreau, a 8 de março

Autor de O Sorriso das Mulheres

Jean-Luc Champollion é aquilo a que os franceses chamam um homme à femmes. O encantador proprietário de uma galeria bem-sucedida ama a arte e a vida, é muito sensível ao encanto das mulheres, que de bom grado lho retribuem, e vive num dos bairros da moda de Paris, em perfeita harmonia com o seu fiel dálmata Cézanne. Tudo corre bem até que, uma da manhã, Jean-Luc encontra no correio um envelope azul, e a sua vida muda para sempre. A missiva é uma carta de amor, ou melhor, uma das declarações de amor mais apaixonadas que o galerista já viu, mas não vem assinada: a misteriosa autora decidiu esconder-se e convida-o a descobrir quem é. Jean-Luc fica inicialmente confuso, mas decide alinhar. A remetente anónima forneceu-lhe um endereço de e-mail e desafia-o a responder. Mas a tarefa não é fácil. Em breve, Jean-Luc tem apenas um objetivo: descobrir a identidade da caprichosa desconhecida, que parece conhecer muito bem os seus hábitos e gosta de o provocar incessantemente. Assombrado pelas suas palavras, Jean-Luc segue as pistas dispersas na correspondência, cada vez mais incapaz de resistir à mais doce das armadilhas. O objeto da sua paixão existe apenas no papel e na sua imaginação, mas ele sente conhecer melhor esta mulher do que os quadros expostos na sua galeria, mesmo que nunca tenha visto o seu rosto. Ou será que viu?


Um galerista fascinante.
Uma mulher misteriosa.
Uma série de provocantes cartas de amor.

Nicolas Barreau serve-nos o romance mais encantador da temporada


«Mon cher Monsieur Le Duc,
Não sei como começar esta carta, que é – sei-o com a certeza de uma mulher que ama – a mais importante da minha vida.(…)
Desafio-o para o mais delicado de todos os duelos e estou impaciente por saber se aceita este pequeno desafio. (Aposto o meu dedo mindinho que sim!)
À espera da sua resposta, com os meus melhores desejos,
La Principessa»

Assim começa a carta que mudará a vida de Jean-Luc Champollion. Assombrado pelas palavras desta mulher misteriosa, Jean-Luc vai tentar solucionar o mistério que poderá trazer-lhe a felicidade.


«Nas palavras de Antoine de Saint-Exupéry “o essencial é invisível”, mes chers amis.
Então o que esperam para apreciar o romantismo de Paris, as suas porcelanas, os macarons de Ladorée e os seus personagens peculiares? Corram até à livraria mais próxima e sonhem de olhos abertos. Porque, como costumo dizer, sonhar é bom».

http://borderline83.blogspot.pt


Nicolas Barreau nasceu em 1980 em Paris, filho de mãe alemã e pai francês, estudou Literaturas Românicas e História na Sorbonne.
Durante algum tempo trabalhou numa livraria da Rive Gauche em Paris, até que finalmente se dedicou à escrita. Gosta de restaurante e de culinária, acredita no destino, é muito tímido e reservado e, tal como o escritor protagonista desde livro, não gosta de aparecer em público. Os seus três romances, publicados originalmente por uma pequena editora alemã, alcançaram um enorme êxito, em especial O Sorriso das Mulheres, que se tornou um fenómeno editorial na Alemanha, em Itália e em Espanha.




«Férias em Saint-Tropez», de Elizabeth Adler, a 8 de março


autora de Verão na Riviera * Encontro na Provença * Regresso a Itália

100.000 livros vendidos em Portugal

Um mistério cheio de glamour no encantador sul da França…

Numa villa em St. Tropez, no sul da França, cinco turistas que não se conhecem - todos eles a fugirem da sua vida do dia-a-dia – veem-se reunidos à força no pequeno Hotel dos Sonhos.

Chez Violette parecera ser o refúgio perfeito para o detetive privado Mac Reilly e a sua namorada/parceira, Sunny Alvarez, e para os seus cães Pirate e Tesoro. Sunny chega primeiro e descobre que foram enganados, juntamente com várias outras pessoas que julgaram estar a alugar aquela elegante casa na riviera francesa. De repente e de forma inesperada, são forçados a solucionar um crime e a desvendar um homicídio, tendo como pano de fundo a soalheira e glamorosa Saint-Tropez.


ALUGA-SE CASA DE VERÃO EM SAINT-TROPEZ

Ao mês ou por períodos mais longos

Encantadora villa tradicional em pedra adaptada de um pequeno mosteiro antigo. Terraços soalheiros, piscina forrada a azulejos, pátio com cobertura abobadada e oliveiras, terreno generoso e isolado, dando para encosta de pinheiros e com vista direta para o mar.
Cinco quartos, cinco casas de banho. Elegantemente mobilada. Cozinha bem equipada. Empregados disponíveis se solicitado.
Com perfeita privacidade.
Para folheto com fotografias e mais pormenores, contactar:


Elizabeth Adler é britânica. Autora de mais de vinte romances, é reconhecida internacionalmente pelas suas histórias envolventes que combinam de forma magistral mistério, amor e destinos de sonho. Os seus livros estão publicados em vinte e cinco países, com mais de quatro milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.
Adler e o marido viveram em vários países até que fixaram residência em La Quinta, Califórnia, onde passam dias tranquilos na companhia dos seus dois gatos.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

[Opinião] Anoitecer de Karen Marie Moning

Sem comentários:
Anoitecer
Edição/reimpressão: 2009 (reimpressão 2013)
Páginas: 260
Editor: Contraponto

Sinopse:
«O meu nome é MacKayla, Mac, para simplificar. Sou vidente de Sidhe, uma das que vê os Fae, um facto que aceitei apenas há pouco tempo e com grande relutância. A minha filosofia é muito simples - seja que dia for em que ninguém tente matar-me é um dia bom, na minha maneira de ver. Não tenho tido muitos dias bons, ultimamente, desde que as paredes entre o Homem e os Fae se desmoronaram. Mas na verdade, não existe um único vidente de Sidhe vivo que tenha tido um dia bom desde então.» Antes de ser assassinada, a irmã de MacKayla deixou uma única pista sobre a sua morte - uma mensagem enigmática no telemóvel de Mac. Numa viagem à Irlanda em busca de respostas, Mac vê-se subitamente perante um enorme desafio: conseguir manter-se viva até conseguir dominar um poder que não fazia ideia possuir, um dom que lhe permite ver para lá do mundo do Homem, para o perigoso reino dos Fae... Enquanto Mac mergulha cada vez mais fundo na tentativa de solucionar a misteriosa morte da irmã, todos os seus movimentos são seguidos pelo sombrio Jericho...e o implacável V'lane - um Fae-alfa que transforma o sexo num vício para as mulheres humanas - aproxima-se dela. À medida que as fronteiras entre os dois mundos começam a desmoronar-se, a verdadeira missão de Mac torna-se clara:encontrar o poderoso Livro Negro Sinsar Dubh antes que mais alguém o reclame, pois quem conseguir chegar até ele primeiro terá nas mãos o controlo completo sobre ambos os mundos...

Opinião:
MacKayla é uma rapariga com vinte dois anos, estudante a trabalhar num bar em part-time, vive com os pais na Geórgia, onde passa umas semanas sozinha em casa devido à ausência destes em férias, e a sua irmã Alina está ausente. Os primeiros dias parecem ser excelentes, embora às noites ela se sinta sozinha e com saudades dos pais, Mac parece gostar de ter a casa só para ela. Até ao dia que recebe um telefonema que pensa ser dos pais, mas é da policia para lhe dar uma noticia. A sua irmã foi encontrada morta num beco em Dublin, na Irlanda.
Mac não consegue acreditar no que lhe acontece, aceita o facto de a sua irmã estar morta, mas não aceita o facto da policia de Dublin arquivar o caso por falta de provas e testemunhas.
Após recuperar o seu telemóvel que até então estava estragado devido a uma queda na piscina, e ouvir as suas mensagens de voz, uma em que Alina lhe diz que corre perigo e que ela não é quem pensa deixando tudo muito em aberto e enigmático, faz com que Mac decida ir para Dublin ajudar a por a investigação num bom caminho. Aí Mac vê-se a si própria num mundo dos Faery a que ela propria está ligada.

Antes de mais adorei o livro num todo, o facto de ser narrado na primeira pessoa transmite uma certa leveza nos seus pensamentos e nas suas atitudes, por ser ela mesma que nos conta, até porque apesar de tudo Mac não é muito traumatizada
Karen Marie Moning cria aqui ambientes agradáveis num mundo tradicionalmente irlandês, com contos de fadas, que penso serem próprios dela.

Este livro faz parte de uma série de cinco livros, sendo este o primeiro, por isso o final fica muito em aberto e o confronto que desejamos saber, não está aqui, infelizmente. Ao contrário da sua série Highlander, neste livro não temos muito o romance, embora haja aquelas partes mais sexy's e quentes.

As personagens são muito bem construídas e os ambientes são fantásticos, ainda por cima na Irlanda, super divertido e interessante. Vai ser de certeza uma série a seguir.

Dois Anos e Uma Eternidade de Karen Kingsbury - Opinião

Sem comentários:

Dois Anos e Uma Eternidade de Karen Kingsbury
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 224
Editor: TopSeller
Sinopse:
Molly Allen vive sozinha em Portland. Na memória guarda os momentos felizes que viveu na livraria A Ponte — a mais antiga livraria no centro histórico de Franklin, com um homem que deixou para trás cinco anos antes. O amor que os uniu era de uma espécie rara, arrebatadora, que ela não voltou a encontrar desde então.
Ryan Kelly é músico e vive em Nashville. Depois de um noivado falhado e de vários anos em digressão, também ele tem dificuldade em reencontrar a felicidade. Por vezes, quando se sente mais solitário, regressa à livraria e recorda as horas que partilhou secretamente com Molly.
Charlie e Donna Barton são os donos da livraria A ponte, e durante quatro décadas partilharam com os clientes o amor pela leitura. Mas quando a cidade é atingida pelas cheias, Charlie entra em desespero. Sente-se prestes a perder as duas paixões da sua vida: a livraria, que construiu e acarinhou ao longo dos anos, e a mulher, Donna, que não mais conseguirá sustentar. Quando a tragédia acontece, leva a um reencontro inesperado entre Molly e Ryan.

Opinião:

Dois anos e uma Eternidade é um livro que fala de fé, de segundas oportunidades, de amor, de amizade mas principalmente de uma livraria, que é para mim a verdadeira personagem principal desta história. Quando Donna e Charlie são atingidos por uma tragédia depois de uma outra lhes levar quase tudo ficam a saber o que "A Ponte" fez por centenas de pessoas que passaram por ali.
Aquela livraria trouxe perdão, iluminação, romance, redenção e o seu proprietário Charlie fez tudo isso acontecer com o seu coração imenso.
Mas "Dois Anos e uma Eternidade" fala também de Molly e Ryan, do seu percurso académico e de como se encontravam diariamente na livraria para estudar, conversar, ler e apaixonado apesar de nenhum o admitir. Findos os dois anos na universidade, separam-se acabando por presumir coisas sobre o outro sem se permitirem a um diálogo franco e aberto. A falta de honestidade e abertura entre este casal que poderia ter vivido uma bela história de amor é daquelas coisas que choca, nenhum teve frontalidade e acabaram por tirarem conclusões precipitadas sobre o futuro que esperava o outro. Acabaram por viverem em sofrimento durante sete anos. Felizmente neste livro as segundas oportunidades acabaram por ser maravilhosas.
Uma escrita muito acessível e envolvente Karen Kingsbury leva-nos a viver grandes emoções durante a leitura deste pequeno grande livro. Confesso que vibrei muito e muitas vezes deu-me vontade de dar um abanão à Molly e/ou ao Ryan. Claro que no fim tudo correu bem mas passamos o livro todo a torcer por uma ou outro personagem, querendo saber mais e desejando que corra tudo bem.

Acho que se pode tirar daqui grandes lições de vida, por isso recomendo a leitura deste livro que se faz num ápice.


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Livros estrangeiros / Foreign Books

1 comentário:

How a Lady weds a rogue - Katharine Ashe


Gentleman’s Rule #1: If a lady is virtuous, he should deny her nothing.Beautiful Diantha Lucas understands society’s rules: a young lady must find a man to marry. But Diantha has a bigger goal, and she’s not afraid of plunging into adventure to achieve it. When daring, dashing Wyn Yale rescues her, she’s certain he’s just the man she needs.

As an agent for the secret Falcon Club, Wyn knows his duty, but he’s not about to admit he’s a hero of any sort. He has a plan, too: steal a prized horse, murder an evil duke, avenge an innocent girl, and probably get hanged for it—in that order. Wyn can’t afford to be distracted by a pretty face, even one with delectable dimples and kissable lips. But how can a country miss and a hardened spy solve their problems when they can’t keep their hands off each other?


________________________________________________________
Regra de cavalheiros # 1: Se uma mulher é virtuosa, ele não lhe deve negar nada.

A bela Diantha Lucas entende as regras da sociedade: uma jovem senhora deve encontrar um homem para casar. Mas Diantha tem um objetivo maior, e não tem medo de mergulhar na aventura para alcançá-lo. Quando o ousado e arrojado Wyn Yale a resgata, ela está certa de que ele é mesmo o homem que ela precisa.

Como um agente secreto para o Falcon Club, Wyn conhece o seu dever, mas ele não pretende admitir que é uma espécie de herói. Ele tem um plano, também: roubar um cavalo premiado, assassinar um duque malvado, vingar uma moça inocente, e provavelmente ser enforcado por isso, nesta ordem. Wyn não pode dar-se ao luxo de se distrair com uma cara bonita, mesmo uma com covinhas deliciosas e lábios beijáveis​​. Mas como pode menina do campo e um espião endurecido resolver os seus problemas quando não conseguem manter suas mãos longe um do outro?



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Informação

Sem comentários:
A partir de hoje e tendo em conta alguns problemas que têm surgido na blogosfera o blog Crónicas de uma Leitora passará a estar protegido pela lei dos Direitos de Autor (que poderão ver no fundo da página). Podendo os seus textos serem usados apenas pelas editoras parceiras.

Mais informo que eu, Vera Carregueira faço colaboração no blog Os Livros Nossos reproduzindo os meus artigos.

Isabel Almeida do blog os Livros Nossos também reproduz neste blog algumas das suas opiniões.

Elizabete Cruz do blog A Wonderful World também reproduz nos dois blogues algumas das suas opiniões.

Posto isto, tudo o resto será considerado plágio sendo punido por lei.


"A Chuva Antes de Cair", de Jonathan Coe - Opinião

5 comentários:


Jonathan Coe
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 222
Editor: Edições Asa

Sinopse:
Um dia, Rosamond fez um pacto de sangue com a sua prima Beatrix. Eram ambas crianças e, ainda que por motivos diferentes, solitárias e carentes. Rosamond nunca poderia imaginar até que ponto aquele momento seria decisivo para a sua vida. Sedenta de atenção, Beatrix vai protagonizar uma tragédia cujos efeitos nunca poderia prever, arrastando consigo a prima, cujo destino está fatalmente ligado ao seu. Mais de meio século depois, Rosamond morre, sozinha, no isolamento da sua casa no campo. Para trás deixa um enigmático conjunto de cassetes, alguns álbuns de fotografias e o inesperado nome de uma pessoa que ninguém vê há mais de vinte anos
A Chuva Antes de Cair retrata de modo comovente a natureza fugaz do amor e da felicidade. Mas, acima de tudo, é uma magistral reflexão sobre a maternidade, a memória e o poder da verdade.

Opinião:
Maravilhoso. Sentimental. Melancólico.
Quando me propus fazer opiniões para o blog prometi a mim mesmo não repetir autores. Não é que eu não tenha palavra, porque tenho, mas este autor, Jonathan Coe, merece cada frase que lhe seja destinada pelos mais variados motivos. No entanto, a principal razão prende-se na originalidade do escritor em tornar o incomum em situações que fazem todo sentido na cabeça do leitor. Pelo menos, para mim é assim. Ele é capaz de oferecer lógica a qualquer situação aparentemente bizarra ou incompreendida, tornando a leitura das sua obra uma experiência fascinante.
E neste livro Coe liga uma série de pessoas por alguns dos sentimentos mais básicos que existem. Amor, solidão, compaixão, perda e raiva são alguns deles. Para além disso, alia-os a algo que o destino costuma traçar, o azar de ser o que se é e de viver onde e com quem se vive. Confuso? Não. Para compreender basta ler este livro fantástico daquele que é para mim o melhor escritor da actualidade presente nas minhas estantes.
Todo o enredo é de uma sensibilidade impressionante e a linha de pensamento de Coe revela uma genialidade admirável.
É um prazer apreciar aquilo que este senhor escreve. É dos grandes.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Mariana de Susanna Kearsley - Opinião

2 comentários:
 



Mariana de Susanna Kearsley
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 352
Editor: Edições Asa



Sinopse:
Ela tinha apenas cinco anos quando viu Greywethers pela primeira vez, mas soube de imediato que aquela era a sua casa. Vinte e cinco anos depois, tornou-se finalmente sua proprietária. Mas Júlia depressa começa a suspeitar de que existe algo de poderoso e inexplicável por detrás da sua decisão radical de abandonar Londres e começar de novo numa pequena aldeia. Os novos vizinhos são calorosos e acolhedores, muito particularmente Geoff, o aristocrático proprietário de Crofton Hall, com quem sente uma ligação imediata. Mas a vida tal como ela a conhecia acabou, e outra bem diferente está prestes a começar. Uma vida que inclui Mariana, que habitou aquela mesma casa trezentos anos antes e cujo destino ficou tragicamente por cumprir. A história de Mariana vai-se revelando a pouco e pouco, apoderando-se da sua vida como um feitiço. Ao longo dos séculos que separam as duas jovens, uma promessa de amor eterno aguarda o desfecho que o destino lhe negou. Conseguirá Júlia desvendar no presente os enigmas do passado? Será que Mariana esteve sempre à sua espera?
Opinião:
Julia e Mariana são duas personagens que se fundem e confundem ao longo de toda a narrativa. Passado e presente misturam-se dando uma visão de duas vidas tão distintas mas que se relacionam. Enquanto acompanhamos as excursões de Julia ao seu passado como Mariana descobrimos uma história com tragédias, romances, traições e muito mais. No presente Julia consegue entrosar-se tão bem com as pessoas da aldeia que sente como se as conhecesse há muito tempo.
A história é bastante interessante contudo não dá a oportunidade de conhecer as personagens mais profundamente. Os saltos ao passado não sendo feitos diariamente leva a que haja partes que desconhecemos e podemos apenas adivinhar. Julia acaba por ficar tão obcecada por essas incursões que chega a deixar coisas para trás.
O tema deste livro é bastante interessante e a autora conseguiu escrevê-lo com bastante mestria não deixando que este se tornasse pesado. Com uma linguagem acessível, simples, criativa e envolvente Susanna Kearsley trás a história não de uma vida mas de muitas vidas, as presentes e as do passado.
Contudo acho que uma vez que a acção se desenrola em dois tempos diferentes acabamos por não conseguir conhecer bem determinadas personagens e confesso que um anuncio de casamento que acontece no final é tão despropositado que sentimo-nos a boiar na história e faz-nos pensar "onde é que estavamos quando isto aconteceu?", falta informação, falta um maior entrosamento das personagens, falta romance, falta paixão.
O melhor foi mesmo o final completamente surpreendente que me apanhou completamente desprevenida mas também aqui fiquei com uma sensação de vazio. Esperava um livro com mais profundidade contudo e porque o tema me agrada bastante irei relê-lo daqui a uns tempos pois fiquei com a ideia que o li na altura errada. Quem sabe se mais tarde não terei outra visão.

Livros estrangeiros / Foreign Books

1 comentário:


Tendo alguns livros estrangeiros em mãos achei que estava na altura de começar uma rubrica internacional. Apresentarei a capa e a sinopse posteriormente quando houver uma review será igualmente bilingue, espero que gostem, aguardo feedback!

I have some foreign books on hands and I tought that was the right time to start a new international rubric. I'll show you the cover and the synopsis and when we made the review it will be also bilingual, I hope you like it! I'm waiting for feedback.


Archangel of Mercy

Synopsis: Between an angel and a desperate woman comes salvation and a raw passion that challenges them at every turn…

When Aurora Robinson attempts to open a rift between dimensions to embrace her true heritage, an arrogant Archangel is the only one who can save her from the jaws of hell. And while she owes Gabriel her life, she's determined not to fall at his feet-despite the desire she feels whenever they're together.

After his wings were brutally destroyed millennia ago, Gabriel has no compassion for humans like those who ruined him and betrayed the ones he loved. But when he inexplicably finds himself defying ancient protocols to rescue a woman from a fate worse than death, he is shocked by the searing attraction he feels for a mortal.

As the ancient forces that seek to punish Aurora for her actions close in, Gabriel offers the tempting woman protection at his private sanctuary. But as they both succumb to their desires, they discover an even deeper connection-one that threatens to consume them.





__________________________________________________________________

Sinopse (tradução livre):

Entre um anjo e uma mulher desesperada vem a salvação e uma paixão crua que os desafia a cada momento ...

Quando Aurora Robinson tenta abrir uma brecha entre dimensões para abraçar a sua verdadeira herança, um Arcanjo arrogante é o único que pode salvá-la das garras do inferno. E apesar de ela dever a vida a Gabriel, está determinada a não cair a seus pés, apesar do desejo que ela sente quando estão juntos.

Depois das suas asas serem brutalmente destruídamilénios, Gabriel deixou de ter compaixão para com os seres humanos como os que arruinaram e trairam, aqueles que amava. Mas quando se encontra a desafiar protocolos antigos inexplicavelmente para resgatar uma mulher de um destino pior que a morte, fica chocado com a atração escaldante que sente por uma mortal.

Com as antigas forças que querem punir Aurora pelas suas ações tão próximas, Gabriel oferece proteção à tentadora
mulher no seu santuário privado. Mas, como sucumbem aos seus desejos, descobrem uma ligação mais profunda, uma que ameaça consumi-los.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

[Opinião] Todas as cartas de Amor de Ana Casaca

Sem comentários:
Todas as Palavras de Amor




Sinopse

Numa viagem em busca de si mesma, Alice escreve a primeira de muitas cartas a um grande amor. Não imagina que, na morada para onde envia as cartas, vive António, um homem que nunca viu. O homem recebe a primeira carta e as palavras daquela mulher que também não conhece, confrontam-no com aquilo de que sempre fugira.
Alice é uma mulher divorciada à procura do seu próprio rumo. António é um padre que, nunca ousou trilhar o caminho do amor. Todas as Palavras de Amor é um romance que começa com a surpresa de um engano. Depois, em páginas de uma escrita fulgurante, aprendemos que um engano talvez seja a melhor forma de modificar duas vidas para sempre.


Opinião

Como referido no final do livro, baseado no caso verídico da autora, que a determinada altura começou a receber postais que não eram dirigidos a si, "Todas as palavras de amor" reúne duas pessoas, que não se conhecem, por engano. Temos Alice, uma mulher que aos trinta anos, percebe que a vida que levou até agora nunca a satisfez e que o traçar do seu próprio destino só lhe cabe a si, e António, um padre resignado ao amor a Deus, pecando todos os dias por não acreditar numa profissão e fé que lhe foram impostas pela família.

Começando pelo óbvio, todo o livro é escrito em cartas, tirando algumas páginas onde a narrativa é em prosa. Não é a primeira vez que leio um livro assim, mas confesso que o método usado pela autora talvez não tenha sido o melhor para a história de amor de António e de Alice. É que usando esta forma de comunicação, a narrativa carece de desenvolvimento e torna-se monótona pela falta de diálogos. Achei que a autora poderia ter explorado melhor todo o enredo, como por exemplo o passado de Alice e o que a levou a tomar a decisão de partir e deixar tudo para trás. É-nos apresentado o "grande amor" da vida de Alice, que origina estas belas cartas, mas os poucos adjectivos que nos são dados sobre Pedro (que afinal não é António) não deixam criar grande empatia com esta personagem que acaba por ser a figura principal, apesar do pouco destaque que acaba por ter . 

Por falar em personagens principais, confesso que não achei a história entre os dois protagonistas interessante, tendo ficado mais interessada em Clara, a avó de Alice e até no casal de amigos de António, Tomás e Sofia que lutam contra um casamento que há muito perdeu o fogo da paixão. Iguais a tantos casais que hoje em dia apenas continuam juntos, pelo amor ao filhos ou pelos tempos difíceis que se atravessam, achei a história de amor do Tomás e da Sofia muito mais complexa e emotiva que a do casal principal.

Não querendo ser crítica demais e não negando o talento que a autora tem, invejando um pouco a escrita poética e profunda que percorre o livro, achei que mais umas boas cem páginas no livro não fazia mal nenhum. Fica a sensação que tudo correu rápido demais e não ficou nada gravado na memória. A escrita é simples e fluída e até me surpreendeu por ter certos vocábulos que não conhecia e gosto sempre de adquirir vocabulário. Com o carimbo de melhor romance do ano, "Todas as palavras de amor" é um romance que deixa satisfeito todas as românticas incuráveis. 

Entrevista internacional - Elizabeth Hoyt

Sem comentários:

Com o primeiro aniversário do blog mais perto sucedem-se as entrevistas a autoras internacionais. Elizabeth Hoyt não só nos concedeu uma entrevista como enviou livros autografados para sortear. Aqui fica a entrevista:


O que nos pode contar sobre o seu novo livro publicado em Fevereiro "Lord of Darkness"?

 No último livro de Maiden Lane, Thief of Shadows, O Amante de Lady Margaret foi assassinado e, pouco depois, ainda em choque Megs descobriu que estava grávida. Felizmente, tem um irmão determinado que a adora e que chantageia Godric St. John, um viúvo solitário, a casar-se com ela.Passam dois anos. Megs perdeu o bebé logo após o casamento e desde então tem vivido separadamente de Godric. No inicio de "Lord of Darkness", Megs vai a Londres para duas coisas. Primeiro, para matar o Ghost of St. Giles, que acredita ser o assassino do seu amante e em segundo lugar para seduzir o marido a fim de ter um bebé. O que Megs não sabe é que Godric é o Ghost of St. Giles. Enquanto isso, Megs virou a vida solitária Godric de cabeça para baixo e ele não consegue descobrir como fazer com que ela se vá embora -ou se realmente quer que ela vá.Este livro, na sua essência, é sobre o amor inesperado e como ele pode curar as cicatrizes do passado.


Todos os seus livros são passados no século XVIII na Inglaterra. Por que escolheu este período histórico?

 É uma época fascinante. Londres era a maior cidade da Europa e ainda estava a crescer com pessoas que vinham não só do interior da Grã-Bretanha, mas também de todo o mundo. Havia uma enorme dicotomia entre os muito ricos e os muito pobres. E os homens aristocratas usavam seda, perucas, e espadas. O que há para não amar? ;-)



Como é o seu processo de escrita? Tem uma rotina rigorosa?
 Eu não estou tão disciplinada como eu deveria estar. Costumo escrever na parte da manhã e início da tarde, às vezes em casa, às vezes, num café com um amigo.


Como uma criança que viajou muito, acha que ajuda a criatividade e a imaginação quando escreve?

 Eu acho que a criatividade e imaginação vem de mim. O que as viagens fizeram foi mostrar que havia outras maneiras de olhar o mundo do que a que eu conhecia na América. Há uma grande diferença nas realidades e formas de pensar no mundo e eu acredito firmemente que o pensamento cria a pessoa.



Na sua biografia diz que levou 5 anos para vender o seu primeiro romance. Quão complicado foi todo o processo de ser publicado?

 Há uma grande espera no meu negócio. Não é muito complicado publicar, tudo que é preciso é de um editor com o poder de compra que goste do manuscrito. Mas para chegar a esse ponto pode ser um pouco complicado. Primeiro tive que aprender a escrever um livro, que levou cerca de três anos,depois arranjar  um agente, que levou cerca de seis meses. Ela comprou o manuscrito um ano antes de sermos capazes de encontrar uma editora que foi, na altura, a Warner Books. Assim que consegui essa editora a minha agente ficou muito entusiasmada e comprou todos os três da série Prince antes do primeiro livro sair. Eu estou com a mesma editora desde então - agora chamam-se Hachette- mas eu estou na minha terceira publicista, Amy Pierpont e ela é fantástica.


Agora tem livros publicados em todo o mundo como é que se sente?
 É muito divertido! Recebo alguns dos livros que foram traduzidos e é interessante ver como o mesmo livro é comercializado em diferentes partes do mundo. Eu amo receber e-mail e correio de leitores do exterior é o melhor. ;-)


Sentiu-se
afectada pela queda da economia mundial?
 Surpreendentemente, não. Apesar de publicar ter passado a ser bastante dificil, mas até agora as vendas dos meus livros estão muito bem. Eu fico muito grata, porque eu tenho amigos escritores que lutam diariamente.

O que pode dizer a alguém que quer escrever um livro? Pode dar alguma dicas?Eu acho que é muito importante para escrever, tanto quanto possível. A escrita é uma das poucas profissões que uma pessoa aprende a fazer. Pode ler todos os livros sobre a escrita, fazer todos os workshops ou aulas. mas para aprender a escrever tem que sentar e fazer.

"To seduce a sinner" está prestes a ser publicado em Portugal, o que podemos esperar a dele?
 
Este é realmente um dos meus livros favoritos, talvez porque ele foi um dos mais difíceis de escrever. Jasper é um herói
interessante pois ele é um pouco "palhaço". Ele é alto e gosta de ser o centro das atenções e ele não mostra nunca o que está dentro dele. A heroína, Melisande, é tímida e socialmente desajeitada e muito contida. Ela está apaixonada por Jasper há anos, apesar dele não saber o nome dela. Quando a oportunidade se apresenta ela salta para um casamento arranjado com ele e, a princípio ela pensa que é a resposta a todos os seus desejos mais profundos. Mas não é claro. Ela pode ter o corpo de Jasper, mas ela não tem a sua mente ou alma. A fim de tornar o seu casamento verdadeiro, Melisande decide que precisa para seduzir seu marido para descobrir o homem que ele é.

Muito obrigada por me convidarem para o blog!