Crónicas de uma Leitora: Janeiro 2013

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

João Porcalhão de Alan MacDonald - Opinião

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                              P.V.P.: 4,95 €                                                 P.V.P.: 4,95 €
Coleção: João Porcalhão
                             Nº na Coleção: 1                                           Nº na Coleção: 2
Data 1ª Edição: 10/01/2013
Nº de Edição:
                             ISBN: 978-972-23-4960-4                           ISBN: 978-972-23-4961-1
Nº de Páginas: 96
Dimensões: 129x198mm
Peso: 107g
 Minhocas! e Lama! partilham a mesma sinopse:
Apresentamos-te o João Porcalhão, um rapaz com o hábito nojento de meter os dedos no nariz! Está cheio de planos desmiolados e ideias malucas e se o que te dá gozo é sarilhos, não vás mais longe - o João está sempre metido neles até às orelhas! Aqui tens três histórias bem divertidas e à maneira, com o mais porqueco dos rapazes com propensão para a asneira.

Cuidado! Os péssimos hábitos do João podem muito bem pegar-se a ti!

Opinião:

Eu confesso-me como uma leitora compulsiva desde que me entendo por gente contudo tive uma grande dificuldade em incutir o mesmo gosto à minha filha mais velha que tem actualmente 11 anos. Quando recebi e li estes livros fiquei a pensar que não poderiam ser melhor para convencer uma criança que ler é realmente divertido. Por isso começo esta opinião pelo fim dizendo que recomendo estes livros para todas as crianças que estão a começar a ler e até aos 9 anos se for menina, se for rapaz até aos 10/11 pois as meninas começam a gostar mais de livros cor-de-rosa nessa idade.
Cada livro tem 3 histórias cada uma mais divertida e hilariante que a anterior, tem também ilustrações a preto e branco bastante adequadas e um tamanho pequeno mesmo à altura das crianças a que se destinam.
João é uma criança como tantas outras mas com um gosto especial por tudo o que meta porcaria, sujidade, lama, brincadeiras que incluam a sua minhoca de estimação enfim... tudo o que não se deve fazer? O João quer fazer.
Cada história lê-se em pouquíssimo tempo fazendo da leitura um prazer que só uma criança poderá tirar de tantos disparates e diversão. Confesso que fiquei deliciada.


O AUTOR: Alan MacDonald
Nacionalidade: Reino Unido
Biografia: Alan MacDonald nasceu em Watford. Alan já escreveu mais de 80 livros infantis, está traduzido em inúmeras línguas e já ganhou vários prémios. Em 2010, João Porcalhão foi vencedor do Prémio das Crianças do Livro de Leicestershire. Alan também escreve para TV, incluindo o popular Horrid Henry.

Máquina de Voar - Opinião de livros infantis

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Chegaram da nossa parceira editorial Máquina de Voar dois livros infantis da autoria de Joana Cabral com ilustrações de Margarida Teixeira. Com uma criança de 3 anos em casa dificil seria arrumá-los sem ler primeiro. Peguei nos pequenos e li os dois livros. O Rafael com 8 meses obviamente não percebeu nada mas a Luísa que é mais velha já ficou mais atenta. Os dois gostaram das ilustrações, coloridas, dinâmicas e simples. As histórias apesar de parecerem simples e deliciosas são verdadeiros alertas aos pais.
"O que me faz feliz" é uma lista de coisas que fazem uma criança feliz, coisas simples e tão desprovidas de futilidade que nos toca o coração. "O que me faz feliz é a chegada da primavera e o primeiro gelado. Relva verde e uma bola." é assim que inicia este livro e que nos obriga como pais a mostrar o que é realmente importante neste mundo, saber amar e aproveitar o melhor que podemos e sabemos o que nos rodeia. Num mundo em que os bens materiais assumem uma importância maior do que a que deveria ter este livro é um alerta não só para crianças como para os pais.
"Quando a mãe era pequena" é igualmente interessante pois mostra como os tempos mudaram e como hoje em dia temos acesso a mais meios de comunicação, como se ouvia musica antigamente e como as cartas e postais foram substituídas por emails. A diferença de ter um telefone fixo que servia a toda  família e que não podiamos levar à rua ficando inacessíveis quando hoje em dia cada um tem um telemóvel. Mais um alerta para a evolução das ultimas décadas que acaba por descaracterizar o contacto próximo entre pessoa, desvirtua os amigos e afasta literalmente as pessoas.
Aconselho estes livros a todos os pais pois os valores que passam aos nossos filhos são sem dúvida muito interessantes.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Amo ler porque... #7

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A nossa amiga e colaboradora Isabel Almeida escreveu esta semana para a rubrica Amo ler porque... mas poderão conhecer melhor o seu trabalho no blog Os Livros Nossos.




   Amo ler porque, essencialmente, cresci rodeada de duas amantes de livros, que me incutiram este hábito que viria a transformar-se em paixão. A minha avó materna e a minha mãe eram leitoras aficionadas, e desde cedo, a minha mãe começou a construir a minha biblioteca. Ainda antes de saber sequer ler, já me deliciava em menina e moça a folhear as páginas coloridas da revista da Heidi. E quando aprendi a ler, devorei várias vezes essa colecção infantil, e tornei-me adepta dos livros da Anita, que adorava receber em qualquer ocasião.
   Mas aos 12 anos, adquiri novas paixões literárias, rapidamente substitui as histórias infanto-juvenis (Patrícia, Meg, Nancy, Os cinco) pelos mistérios criminais de Agatha Christie, e comecei também a descobrir nas estantes da minha mãe os grandes clássicos da literatura Universal, como Balzac, Zola, o nosso delicioso Eça de Queirós, Gustave Flaubert.
   Depois na adolescência e chegada à idade adulta, tive a minha fase de thrillers e policiais, durante anos devorei diversos autores deste género, clássicos ( como Agatha Christie, Rex Stout, Conan Doyle, Georges Simenon) e contemporâneos, onde descobri autoras marcantes como Patricia Cornwell ( e a série de Kay Scarpetta, uma patologista forense que trabalha em cooperação com o FBI), Tami Hoag, Patricia MacDonald, e Lisa Gardner.
   Marcaram também o meu percurso autores contemporâneos ousados como Sydney Sheldon, Harold Robbins, e Jackie Collins.
   Seguiram-se anos de investimento e leitura de obras do sobrenatural, com especial destaque para tudo o que tenha a ver com vampiros, donde sou fã assumida das sagas Crepúsculo e Sangue fresco (cada uma no seu género). Mais recentemente, descobri a fantasia urbana temperada com notas sensuais, nas obras de J. R. Ward.
   Mas a paixão literária mais recente, e a actual tendência maioritária vai para os romances sensuais (em especial com fundo histórico). Autoras preferidas neste género, das que já li, sem dúvida, Jennifer Haymore, Kate Pearce, Cheryl Holt e, mais recentemente, Nicole Jordan.

  A par da paixão pela leitura (que ainda hoje me faz transportar literalmente kilos de livros quando vou de férias), foi nascendo também, e em simultâneo, o gosto pela escrita. Até que veio o jornalismo regional, e mais recentemente, após a realização de um  trabalho de Faculdade sobre psicologia da literatura, cimentou-se a ideia de criar um blog literário, e assim nasceu, há já quase um ano, o blog Os Livros Nossos.
   Quanto ao livro que mais marcou a minha formação como leitora, destaco o livro “O Prémio” de Irving Wallace, li vários outros romances do autor, e todos eles recomendo sem reservas: “o Todo-poderoso”, “ A Ilha das Três Sereias”, “A vigésima sétima mulher”.
Em suma, ler é algo para mim tão natural e necessário ao equilíbrio como beber um copo de água ou alimentar-me. Os livros são, sem dúvida, o alimento do espírito, e assusta-me imenso que as gerações mais novas sejam, por vezes, avessas a este hábito. Uma das coisas que mais me entristece é ouvir jovens dizer o clássico “Ler é uma seca”, é algo que não concebo quando penso em mim própria, e gostaria de ter poderes mágicos, de encontrar uma fórmula perfeita que corrigisse esta questão da aversão à leitura, e creio que o sistema de ensino, tem ai uma palavra a dizer, e muitas mudanças são necessárias.

A Paixão de K de Miguel Miranda - Divulgação

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Código: 04432
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 184
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04432-7
Coleção: MARCA D'ÁGUA

A 4 de fevereiro, chega às livrarias nacionais o mais recente livro de Miguel Miranda, A Paixão de K, uma história de paixões, de encontros atribulados numa Londres incendiada por distúrbios, e das memórias que se apoderam dos que vivem longe da sua terra-natal.
Num registo original, com humor e imaginação, Miguel Miranda leva-nos numa viagem envolvente que, desta vez, nos afasta da cidade do Porto, um dos cenários de eleição do autor
Miguel Miranda celebrou recentemente os seus 20 anos de carreira literária e viu publicados dois dos seus livros em França pelas Editions de l’Aube. Um deles, Dai-lhes Senhor, o Eterno Repouso (2011), foi publicado pela Porto Editora, assim como Todas as Cores do Vento (2012).

Sinopse
Além de perito em arte, Perfecto Cuadrado é um habilidoso falsário que viaja pelo mundo desenhando rostos anónimos no metropolitano e colecionando mulheres belas e sedutoras. É um homem experimentado na arte de seduzir e de amar. Nada faria prever que se apaixonasse de forma eruptiva por uma mulher misteriosa com quem se cruzou no metro de Londres - Josephine K.

Para Perfecto Cuadrado, a vida é uma sucessão de planos, sendo o presente um refluxo do passado, excetuando dois acontecimentos súbitos: os distúrbios que incendeiam a cidade de Londres e a paixão que arde dentro dele.

A Paixão de K é uma viagem à insensatez de todas as paixões. 

Miguel Miranda

Miguel Miranda é médico e autor de vários romances, livros de contos e livros infantis.
Recebeu o Grande Prémio de Conto da APE pelo livro Contos à Moda do Porto (1996); o Prémio Caminho de Literatura Policial pelo livro O Estranho Caso do Cadáver Sorridente (1977); e o Prémio Fialho de Almeida pelo livro A Maldição do Louva-a-Deus (2001).
Está representado em diversas coletâneas e traduzido em Itália e em França.
Todas as Cores do Vento é o seu sétimo romance, depois de Dai-lhes, Senhor, o Eterno Repouso, já publicado pela Porto Editora.


Entrevista Internacional - Lara Adrian

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A famosa autora da saga da raça da noite aceitou dar uma entrevista ao blogue Crónicas de uma Leitora. Tendo o sexto livro sido editado este mês em Portugal pela mão da Quinta Essência tentámos chegar à fala com Lara Adrian que apesar de bastante ocupada respondeu às nossas perguntas. Com respostas fantásticas e informais ficámos a conhecer melhor a mulher por trás de uma das sagas com mais êxito em Portugal e no mundo. Os seus livros têm uma verdadeira legião de fãs por isso ao ser-nos concedida esta entrevista ficámos bastante empolgados. Vejam as suas respostas...




1 - Como surgiu a ideia de vampiros com antepassados aliens? 
Eu sempre amei romances e filmes de vampiros, mas a única coisa que me enojava era o facto de serem basicamente cadáveres ambulantes. Não é muito sexy beijar um tipo que está frio e não respira! Quis fazer os meus vampiros de um tipo mais para o ficção cientifica, vivos e com sangue quente. O meu marido surgiu com a idéia de torná-los aliens. Ele disse isso a brincar mas eu achei brilhante! Assim que comecei a pensar sobre a raça como tendo origens noutro mundo, tudo o resto ganhou vida para mim. Eu acho que a raça é um cruzamento entre o Predador e Blade.

2 - Tem algum ritual de escrita? 

O único ritual de escrita é escrever em casa, no meu escritório e longe do barulho ou outras distrações como e-mail ou internet. Eu não posso escrever em locais públicos ou com música ou com a TV ligada. Preciso de silêncio para me concentrar quando escrevo.

3 - Acaba de ser lançado "Cinzas da Meia-Noite" em Portugal, o que mais podemos esperar desta uma saga brilhante? 

A boa notícia para os meus leitores portugueses é que estão apenas a meio da série! Depois de "Cinzas da Meia-Noite", você vai ter Shades of Midnight, que é o livro de Kade. Tem lugar no Alasca por isso vão querer usar luvas quando lerem este livro invernoso! Mas Kade é um macho da raça, por isso ele irá facilmente descongelar-lo antes de terem muito frio. :)

4 - Para aqueles que acompanham a saga "Raça da Meia-Noite" e "Irmandade da Adaga Negra" de JRWard, notam algumas semelhanças? É apenas uma coincidência ou há alguma inspiração por trás?
Mais do que as semelhanças com o "Band of Brothers" a dinâmica que se encontra existe em muitos romances do tipo militar, que eu amo ler, e alguns arquétipos comuns como o herói alfa que também se vê em várias sagas (arquétipos, tais como: o chefe (Lucan), o Bad Boy (Dante), o Solitário (Tegan), o professor (Gideon), o Swashbuckler (Niko), etc) Eu, pessoalmente, não vejo que  muitas semelhanças nas duas sagas. Eu inspiro-me na liberdade que JR Ward conseguiu em termos de linguagem hard / realista, na influência do rap, e empurrando os limites estabelecidos nas regras do romance, porque isso dá a cada escritor mais liberdade criativa num mercado conservador, mas os seus livros não inspiraram a raça da meia-noite. Comecei a escrever o "Beijo da Meia-Noite" em 2005, alguns meses antes do livro primeiro livro da BDB (ou Crepúsculo, "for that matter!") ser publicado. Eu tinha escrito os três primeiros livros da raça da meia-noite antes da minha editora começar a lançar-los em 2007. Acho que as pessoas supõem que eu ainda não tinha começado a minha saga até depois da enorme popularidade de BDB, mas não é o caso.

5 - Os guerreiros da Ordem são complexos mas interessantes, ao mesmo tempo, confesso que tenho uma queda por todos eles, tem um favorito? 

Fico feliz por gostar dos homens da Ordem! Eu não tenho um favorito. Na verdade, acho que um escritor comete um grande erro ao deixar que o seu amor por uma personagem eclipse os outros. Eu tento dar 110% da minha atenção e carinho para cada personagem principal que eu escrevo. Dito isto, Lucan terá sempre um lugar especial no meu coração, porque ele foi o primeiro - a gênese da série. Na verdade eu amo (e às vezes ódio) todos os meus personagens igualmente.

6 - Os seus livros são publicados em vários idiomas, como é que se sentiu quando viu o seu nome num livro pela primeira vez? A propósito o que acha das capas?

 Eu fico emocionada por meus livros serem publicados internacionalmente em lugares como Portugal, Brasil, Alemanha, Itália, França, etc As capas em todos os países, incluindo os EUA, têm sido muito bonitas e criativas (algumas mais do que outras, certamente!). É sempre um momento extremamente emocionante ver o meu nome num livro novo - em qualquer idioma. Nunca me canso, acredite! Eu queria ser escritora desde que era criança, então fico incrivelmente grata por viver o meu sonho.

7 - Guarda todos os livros e todas as suas variações? 
Nem todos os meus editores internacionais enviam cópias dos meus livros, mas eu guardo cada edição que recebo! Eu adoro vê-los e estou muito orgulhosa da plataforma crescente de edições internacionais que tenho em exposição no meu escritório em casa.

8 - Quando não está a escrever que livros gosta e quem são seus escritores favoritos?

 Eu leio toneladas de autores diferentes - ainda mais agora que tenho um Kindle e posso comprar livros instantaneamente com um clique de um botão! (! Dangerous!) Alguns dos meus autores de romances favoritos também são meus amigos: Larissa Ione, Tina Folsom, Patricia Rasey, Stephanie Tyler, Alexandra Ivy, Laura Wright, Donna Grant, Sylvia Day, Elizabeth Boyle... a lista continua! Eu também gosto de autores que não escrevem romances como Karin Slaughter, Harlan Coben, Dan Brown, Stieg Larsson, George RR Martin, Carl Hiaasen, Elmore Leonard, alguns de  Lee Child e alguns de Patterson James (mais antigos). Eu leio vários de não-ficção também, especialmente livros sobre guerra e as tropas de combate para me ajudar a compreender a mentalidade e as vidas dos verdadeiros guerreiros. Alguns dos meus preferidos de guerra ou militares incluem autores como Sebastian Junger, Karl Marlantes, Nathaniel Fick, Evan Wright, etc E, claro, os meus favoritos de infância e primeiras inspirações na escrita: Stephen King, John Saul, Dean Koontz, e Anne Rice, entre muitos outros.



9 - Quer deixar mensagem para os seus fãs portugueses? 
O mais importante é dizer OBRIGADA! Fui dominada pelo entusiasmo e apoio que  mostraram com os meus livros em Portugal! Muitos leitores portugueses enviam tanto mensagens através do meu site como em redes sociais como Twitter e Facebook. Vocês são incrivelmente quentes e aconchegantes para mim e para os meus livros. Obrigado pelas palavras gentis e por continuarem a amar a raça da meia-noite. Espero que apreciem o resto dos livros que estão por vir! XOXO de uma autora grata.

Cinzas da Meia-Noite de Lara Adrian [opinião]

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Autora: Lara Adrian
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 330
Editor: Quinta Essência
 
Sinopse:
Quando cai a noite, Claire Roth foge de casa, impelida por uma feroz ameaça que parece ter saído do próprio inferno. Então, de entre as chamas e as cinzas, aparece um guerreiro vampiro. Ele é Andreas Reichen, o seu antigo amante, agora um estranho consumido pela vingança. Apanhada no fogo cruzado, Claire não pode escapar da sua fúria selvagem, nem da fome que a arrasta para o seu mundo de eterna escuridão e infinito prazer.

Nada impedirá Andreas de destruir o vampiro responsável pelo massacre dos seus irmãos de Raça… mesmo que isso signifique utilizar a ex-amante como isco na sua missão mortífera. Ligada pelo sangue ao seu perigoso adversário, Claire pode conduzir Andreas até ao inimigo que ele procura, mas é um caminho repleto de perigos… e de profundos e inesperados prazeres. Pois Claire é a única mulher que Andreas não deve desejar, e a única que amou. Inicia-se assim uma perigosa sedução que dilui a linha que separa presa e predador e aviva as chamas de uma ardente paixão que pode consumir tudo no seu caminho...
 
 
Opinião:


Ler livros da mesma saga seguidos pode ter duas consequências distintas ou é excelente por darmos continuidade sem interrupções de largos meses ou acaba por ser demasiado intenso e maçador. Neste caso foi mesmo uma mais valia.
Sabendo à partida que este livro retratava a história de Andreas Reichen nunca pensei que se pudesse tornar tão interessante que eu teria que largar tudo para o ler. O Andreas diplomata, calmo, orientado deixou de existir dando lugar a um homem (vampiro) perigoso, ardente, forte e lutador. Os valores de Andre são fortes e bem definidos. Depois do ataque ao seu Refugio em Berlim a sede de vingança quase que eclipsa os outros sentimentos contudo Claire acaba por ser um pilar.
Claire apesar de estar vinculada a outro macho era tão infeliz que torci desde o inicio por este casal tão forte e com um passado tão intenso, tão bonito e que tinha sido arruinado por um homem sem carácter e sem escrúpulos.
Os momentos altos são claramente as lutas e o sexo quente e poderoso como só os machos da raça sabem fazer mas nada tira a beleza às declarações e provas de amor constantes que embelezam esta obra.
Os novos desenvolvimentos da Ordem são igualmente cheios de ação, com um ritmo rápido e empolgante. Tanto Dragos como o Antigo e o laboratório macabro trazem uma dinâmica cruel e pesada mas de grande relevância para a história.
Lara Adrian está no seu melhor, a sua escrita é demasiado boa para não se ler, conseguindo mais uma vez que fizéssemos parte da história e amassemos e odiássemos com uma intensidade visceral os acontecimentos mais fortes. Posso dizer com franqueza que o considero um dos melhores livros da saga
Quem gosta dos livros anteriores não vão querer perder este acabado de editar pela Quinta Essência.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Novidade ASA para Fevereiro

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Sophie Morgan é uma jovem jornalista de sucesso. Divertida, inteligente, atraente e generosa, ela podia ser uma das suas amigas. A sua vida é absolutamente banal... com excepção de um "pormenor": na cama, ela gosta de se entregar a um homem dominador. Sophie é uma submissa. E é também suficientemente ousada para revelar a sua arrojada vida íntima: das primeiras experiências eróticas à recém-descoberta sexualidade, na qual James, um "Christian Grey" da vida real, teve um papel fundamental. É só quando o conhece que ultrapassa verdadeiramente os seus limites. À medida que a paixão entre ambos se intensifica, a questão que coloca a si própria é: até onde será capaz de ir? Poderá o homem perfeito ser também perfeitamente cruel? Na senda de 50 Sombras de Grey, este ousado relato pessoal desvenda os segredos e desconstrói os mitos do que realmente significa ser submissa. Arrojado, controverso e sensual, este Diário está recheado de uma honestidade tão surpreendente que ninguém - homem ou mulher - será capaz de o pousar. E quando terminar, o leitor vai perceber por que razão "Sophie" é um pseudónimo. 


 
Julia Becket acredita no destino. Ela tinha apenas cinco anos quando viu Greywethers pela primeira vez, mas soube de imediato que aquela era a sua casa. Vinte e cinco anos depois, tornou-se finalmente sua proprietária. Mas Julia depressa começa a suspeitar de que existe algo de poderoso e inexplicável por detrás da sua decisão radical de abandonar Londres e começar de novo numa pequena aldeia. Os novos vizinhos são calorosos e acolhedores, muito particularmente Geoff, o aristocrático proprietário de Crofton Hall, com quem sente uma ligação imediata. Mas a vida tal como ela a conhecia acabou, e outra bem diferente está prestes a começar. Uma vida que inclui Mariana, que habitou aquela mesma casa trezentos anos antes e cujo destino ficou tragicamente por cumprir. A história de Mariana vai- se revelando a pouco e pouco, apoderando-se da sua vida como um feitiço. Ao longo dos séculos que separam as duas jovens, uma promessa de amor eterno aguarda o desfecho que o destino lhe negou. Conseguirá Julia desvendar no presente os enigmas do passado? Será que Mariana esteve sempre à sua espera?
 «Eu sou aquela rapariga. Eu sou o espaço entre as minhas coxas, a luz do sol a derramar-se entre elas. Eu sou a auxiliar de biblioteca que se esconde na "Fantasia". Eu sou a aberração de circo enclausurada em cera. Eu sou os ossos que eles querem, ligados num molde de porcelana.» Viajei na terra dos Corações Gelados devido às inúmeras leitoras que me escreveram a contar a sua luta com distúrbios alimentares, automutilação e sensação de andarem perdidas. A sua coragem e sinceridade puseram-me no caminho para encontrar Lia e ajudaram-me a compreender a sua devastação. Embora não seja uma história da vida real, Lia foi inspirada nessas leituras, e por isso lhes estou muito grata.

Novidades Quinta Essência para Fevereiro

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Alec Walker é um escritor de thrillers psicológicos sombrios - e um homem que vive para as suas emoções. Desde motos a skidiving, passando por nadar com tubarões, a sua busca incessante de prazer e excitação não tem fim. Essa busca estende-se também às suas relações pessoais, onde nenhuma regra limita os seus desejos. A única coisa que Alec teme é o amor - e permitir que outra pessoa o conheça realmente. Enquanto faz investigação para um livro sobre extremos sexuais, Dylan entrevista Alec - e anseia por saborear a tentação que ele lhe oferece. No entanto, Alec é um dominador famoso e ela recusa entregar-lhe o controlo. Lenta e sedutoramente, Alec mostra-lhe que ao entregar-se-lhe de forma incondicional e submeter-se a todos os seus desejos, ela poderá experimentar o derradeiro prazer. Porém, para poder ficar com a mulher que pela primeira vez o faz ajoelhar, será Alec capaz de correr o maior de todos os riscos e entregar o seu coração? Embalados por um misto de prazer e apreensão, o casal vê-se numa situação tentadora enquanto evita entregar-se ao sentimento que nasce entre eles.
 

Laura Farleigh precisava de um marido. Se quisesse manter um teto sobre a cabeça dos irmãos, a orgulhosa filha do reitor teria de casar até ao dia do seu vigésimo primeiro aniversário. Ao encontrar inconsciente na floresta um misterioso desconhecido de rosto angelical e corpo de Adónis, que não se lembrava do nome e do passado, decide reclamá-lo como seu. Mal sabia ela que aquele anjo caído era afinal um demónio disfarçado. Sterling Harlow, o famoso devasso conhecido como o «Demónio de Devonbrooke», acorda com o beijo encantador de uma formosa jovem que lhe confessa ser ele o seu prometido. Com as faces beijadas pelo sol e sardentas, Laura é uma jovem inocente apesar do encanto feminino das suas curvas. Quando lhe garante ser ele um perfeito cavalheiro, Sterling pergunta a si próprio se, para além da memória, terá perdido o juízo. Juraria não ser homem para se satisfazer apenas com beijos - principalmente os da doce e sensual Laura. Tentando descobrir a verdade antes da noite de núpcias, um beijo inesquecível ateia a paixão que nenhum deles alguma vez esquecerá.
Quando a filha de quatro anos lhe diz que está um homem doente no seu jardim, Honor Gillette corre a ajudá-lo. Mas esse «doente» revela ser Lee Coburn, o homem acusado de assassinar sete pessoas na noite anterior. Perigoso, desesperado e armado, ele promete a Honor que ela e a filha não irão magoar-se se ela fizer tudo o que ele lhe pedir. Honor não tem alternativa a não ser aceitar a sua palavra. Em breve Honor descobre que nem as pessoas mais próximas de si são de confiança. Coburn afirma que o seu falecido marido possuía algo extremamente valioso que coloca Honor e a filha em perigo. Coburn está ali para levar consigo esse objeto - a qualquer custo. Dos escritórios do FBI em Washington, D.C. a um velho barco no litoral da Louisiana, Coburn e Honor fogem das pessoas que juraram protegê-los e desvendam uma teia de corrupção e depravação que os ameaça não só a eles, mas à própria sociedade.

Quando o marido morre na guerra do Pacífico, Helen Carlisle oferece-se como voluntária para o esforço de guerra, a fim de ocultar os seus sentimentos. No entanto, manter a aparência de viúva inconsolável de um herói local está a deixar a sua marca. Em breve algo irá ceder. O tenente Raymond Novak prefere o púlpito ao cockpit. O seu trabalho a treinar pilotos de B-17 permite-lhe ter uma vida pessoal... e dá-lhe uma desculpa conveniente para ignorar o seu maior medo. Quando a bela Helen conquista o seu coração, ele mostra-se decidido a merecê-la e a desposá- la. Ray e Helen veem-se então forçados a arriscar as suas reputações e as suas vidas; irão eles enfrentar e conquistar os desafios que têm pela frente? E poderá o seu jovem amor sobreviver até ao regresso da paz? Cheio de drama, coragem e romance, Nas Asas do Amanhã encerra de forma magistral a popular série «Asas de Glória».

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Uma Promessa de Felicidade de Anita Shreve - Novidade

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O exotismo de África enquadra magnificamente o novo romance de Anita Shreve, intitulado Uma Promessa de Felicidade. A terceira obra que a Porto Editora publica desta consagrada autora chega às livrarias portuguesas a 5 de fevereiro e aborda a fragilidade das relações.

Depois de Testemunho, em 2010, e A Ilha dos Desencontros, em 2011, Anita Shreve regressa com um romance queversa sobre a perda e o perdão na relação de um casal. Com uma linguagem soberba e uma enorme profundidade, em Uma Promessa de Felicidade, a autora conduz o leitor pelas paisagens africanas, numa viagem que é também interior. Este romance, «que a eleva acima da típica literatura feminina» (USA Today), foi muito elogiado pela crítica.

Sinopse
Margaret e Patrick estão casados há apenas alguns meses quando decidem partir para o Quénia, convencidos de que irão viver uma grande aventura em África. No entanto, Margaret depressa se apercebe de que não conhece os costumes complexos do seu novo lar e tão-pouco o homem que tem ao seu lado.
Quando, certo dia, um casal inglês os convida para escalar o monte Quénia, eles aceitam, entusiasmados, o desafio. Porém, durante a árdua subida, ocorre um terrível acidente e, no rescaldo da tragédia, Margaret ver-se-á enredada numa teia de dúvidas sobre o que se passou realmente na montanha. Estes acontecimentos, que a irão afetar profundamente, terão consequências indeléveis no seu casamento.

Uma Promessa de Felicidade retrata-nos a relação de um casal, o impacto definitivo da tragédia e a natureza esquiva do perdão. Com uma linguagem soberba e uma enorme profundidade, Anita Shreve conduz-nos pelas paisagens exóticas de África, numa viagem até ao interior de nós mesmos.

Anita Shreve
Natural do Massachusetts, onde ainda hoje reside, Anita Shreve formou-se na Tufts University, foi professora e acabou por enveredar pelo jornalismo após uma das suas histórias ter ganho o O. Henry Prize, em 1975, escrevendo então artigos para revistas como a Quest, Us e Newsweek. Mais tarde, publicou dois livros de não ficção a partir de artigos publicados na The New York Times Magazine. Em 1989 abandonou o jornalismo e dedicou-se apenas à literatura, alcançando um grande sucesso internacional - as suas obras venderam já mais de 7 milhões de exemplares em todo o mundo. Em 1998, recebeu o PEN/L.L. Winship Award e o The New England Book Award para ficção.
No catálogo da Porto Editora figuram os romances Testemunho (2010) e A Ilha dos Desencontros (2011).

Vencedor do passatempo "João Porcalhão"

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Já apurámos o vencedor dos dois livros do João Porcalhão "Lama" e "Minhocas". Tivemos 56 participações e apenas 55 válidas. O vencedor foi o numero 30.

Vitor (...) Rosário de Tomar


Agradecemos mais uma vez à Editorial Presença pela colaboração neste primeiro passatempo que correu tão bem. Esperamos para a próxima mais participações.

Entrevista Nacional - Carla M. Soares

2 comentários:
 Lemos Alma Rebelde num ápice e adorámos como dissemos na opinião que publicámos aqui. Achámos que se impunha uma entrevista à autora cujo primeiro romance foi publicado pela Porto Editora. Para quem não conhece ainda o livro dizemos apenas que este retrata uma jovem no sec. XIX que se vê num casamento arranjado com um nobre. Joana tem que fazer uma longa viagem de vários dias até à casa deste para o conhecer vivendo momento de nervosismo entre a sua mente rebelde e os seus modos educados.


A autora Carla M. Soares nasceu em 1971.Formou-se em Linguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras de Lisboa, e tornou-se professora. Tem um Mestrado em Estudos Americanos, em Literatura Gótica e Film Studies. É doutoranda no Instituto de História da Arte, na Faculdade onde se formou. Funciona a café e letras, e gosta dos seus silêncios.
É, antes de mais, filha, mãe, mulher, amiga. Leitora e escritora compulsiva. Sempre.


Identificas-te com a Joana? Consegues imaginar-te a fazer uma viagem igual à que ela fez?
Não me identifico com a Joana nem me imagino numa viagem como a que ela fez, nem eu nem a grande maioria das mulheres de hoje, embora haja demasiadas raparigas em determinadas culturas não-ocidentais que ainda estão sujeitas à vontade alheia e a circunstâncias piores do que as de Joana. Devo dizer que sou muitíssimo feminista, no sentido em que defendo com unhas e dentes a igualdade de direitos e obrigações para ambos os sexos em todos os aspectos da vida - embora reconheça diferenças na forma de agir e pensar. No entanto, quando criei a personagem e a coloquei nesta viagem, ou nestas viagens, tentei pensar e sentir como uma rapariga de meados do século XIX, quando começavam a despontar os sentimentos de independência feminina, e não como uma mulher independente e auto-suficiente do século XXI. Talvez seja difícil para a maior parte de nós compreender Joana e as suas hesitações, mas creio que ela constitui um retrato mais ou menos fiel de muitas das jovens da sua época.

Também leste “Madame Bovary”?
Li já há muito tempo e, ao contrário de outras pessoas que o acharam aborrecido, nessa altura gostei bastante. A referência ao livro no Alma Rebelde não é de todo inocente, prende-se com o desejo de liberdade da Joana e com a sensualidade e rebeldia de Santiago. Muito gostaria Joana de ter o desprendimento da Bovary!

Gostaste mais de descrever o Santiago rebelde ou o apaixonado?

Não sei se é possível separar os dois aspectos, porque estão profundamente interligados, pelo menos no Santiago. Ele faz tudo de forma apaixonada, incluindo rebelar-se, faz parte da sua personalidade. Nem sei se é possível ser rebelde sem alguma paixão, quanto mais não seja pela liberdade ou por uma causa.

Como têm sido as criticas ao “Alma Rebelde”?
No geral bastante boas, embora talvez deva chamar-lhes opiniões e não críticas, uma vez que o livro passou completamente ao lado dos profissionais da crítica. . Por parte dos blogues e das comunidades de leitores, a recepção tem sido muito agradável, os leitores têm gostado, embora nenhum livro possa agradar a todos, claro. Há quem o considere demasiado romântico, pouco histórico... mas creio que, nesse aspecto, a sinopse não engana nem eu alguma vez pretendi que este livro fosse senão aquilo que ele é, uma história simples. Fico contente por, mesmo nos casos de quem não gostou tanto da história, se referir quase sempre que está bem escrito.

Dizes que não escreves romances históricos mas de época, contudo nota-se no teu trabalho vários detalhes importantes da nossa história. Fazes investigação antes de iniciar um romance?
Sim, claro, antes e durante. Como não tenho a intenção de entrar profundamente nos acontecimentos históricos, situo-me na época, aprendo o que me falta sobre os acontecimentos sociais e políticos e o ambiente desse período histórico, e depois centro-me nos pormenores que me fazem falta. Por vezes isso acontece já durante a escrita, posso levar eternidades a descobrir sobre as linhas do Caminho de Ferro e a duração das viagens, por exemplo, ou sobre navios que passaram por Lisboa num certo ano... São coisas de nada que dão consistência à narrativa e que nem sempre são fáceis de descobrir.

Porquê romances de época?
O Alma Rebelde foi o primeiro que escrevi e até aí nunca me tinha ocorrido fazê-lo. Depois surgiu a ideia, ligada à narrativa epistolar, às cartas, a história nasceu e foi-se alterando - e como! - e a PE gostou dele... Como gostei deste processo, voltei a experimentar, mas não é exclusivo. Escrevi outras coisas no campo da fantasia, e um dos romances posteriores ao Alma é parcialmente contemporâneo... A escrita de época é diferente da de fantasia, a que me dediquei antes, mas tem uma coisa em comum, a necessidade de criar um ambiente próprio que não é o do nosso dia a dia. A diferença é que em fantasia fazemos o que nos apetece e no romance de época há que investigar e ser cuidadoso não só com a plausibilidade dentro da narrativa, mas com a fidelidade à época.

O teu último livro chama-se “O Cavalheiro Inglês” é o título definitivo? O que nos podes contar sobre ele?
Refiro-me sempre a este título como provisório porque ainda não submeti o original à PE, estou a revê-lo. O que posso dizer sobre ele... Que é uma história de época, como o nome aponta, passada em Lisboa no ano de 1892, mas muito diferente do Alma, sem a componente epistolar, muito menos reflexivo, com uma heroína mais dinâmica do que a Joana. Tem um irmão que pode ou não ser anarquista e ter cometido ou vir a cometer um crime, um noivo que é duque e pode ou não sobreviver à história, um cavalheiro inglês por quem a protagonista, Sofia, pode ou não apaixonar-se. E ela pode ou não meter-se em sarilhos por causa do irmão ou por causa do noivo... Já estão a sorrir com os meus disparates? Claro que o estilo de escrita não muda, sou eu que o escrevo! Seja como for, ainda está em processo de revisão, algumas coisas podem mudar.
É difícil publicar em Portugal? Como tem sido a tua experiência?
Pelo que tenho lido por aí, acho que é difícil, sim. As editoras hesitam em investir em autores novos, o que se compreende se tomarmos em consideração que são antes de mais um negócio. E sei que recebem originais às centenas, mas não sei qual será a qualidade média deles. A minha experiência foi bastante simples. Embora já escrevesse há muito tempo antes de aventurar-me (o Alma Rebelde foi o quinto ou sexto romance completo que escrevi, embora o primeiro do género) só há cerca de um ano, nem tanto, tinha começado a enviar originais quando a PE me respondeu, mostrando logo à partida um bom conhecimento da história e bastante interesse. No entanto sei que nesse ano só investiram em dois autores nacionais novos e desconhecidos, e este ano não sei se investirão em algum. Depois da aceitação final do original, o processo foi demorado até o livro sair, mas correu tudo muito bem, houve sempre muito cuidado e atenção da parte da editora. O mais difícil tem sido esperar pelo feedback, que tarda. Imagino que saber se se vendeu ou não leva tempo, é necessária informação das livrarias, mas como esse é um factor importante para conhecer o acolhimento do livro e as perspectivas futuras, para o autor é difícil esperar.

Mulher, mãe, dona de casa, professora de inglês, onde é que a escrita se encaixa na tua vida?
Pelo meio disso tudo ainda devia ser estudante, porque fiz a parte curricular de um doutoramento em História da Arte, que creio que vou ter que abandonar por falta de tempo para escrever uma tese decente, mas a escrita encaixa em todos os minutos livres, que nem sempre são suficientes. Dedico-lhe sempre os Sábados e Domingos de manhã, e de resto é quando posso. Há coisas do quotidiano que têm que ser feitas, não perdoam, e o que dá prazer por vezes tem que ficar para segundo plano. Infelizmente em Portugal viver da escrita é para poucos, e não é certamente para principiantes como eu, que podem ou não ter um futuro neste meio.

[Opinião] À Luz da Meia-Noite de Sherrilyn Kenyon

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 Autor: Sherrilyn Kenyon
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 176
Sinopse:
Uma celebridade generosa que tudo oferecia e nada pedia em troca… até ser enganado pelos que o rodeavam. Agora Aidan nada quer do mundo ou sequer fazer parte dele.
Quando uma estranha mulher aparece à sua porta, Aidan sabe que já a viu antes… nos seus sonhos.
Uma deusa nascida no Olimpo, Leta nada sabe do mundo dos humanos. Mas um inimigo implacável expulsou-a do mundo dos sonhos e para os braços do único homem capaz de a ajudar: Aidan. Os poderes imortais da deusa derivam de emoções humanas, e a raiva de Aidan é todo o combustível que precisa para se defender…
Uma fria noite de inverno irá mudar as suas vidas para sempre…
Aprisionados durante uma tempestade de inverno brutal, Aidan e Leta terão que conquistar a única coisa que os poderá salvar a ambos – ou destruí-los – a confiança. Conseguirão triunfar sobre todos os obstáculos?

 Opinião:

Aiden é um actor bem sucedido em Hollywood. Mas as traições da sua família e pela mulher que ele tanto amava, tornaram-no num homem demasiado amargo. E por essas e por outras o seu irmão Donnie despertou o antigo Deus Dolor para este terminar coma vida de Aiden

Leta tem uma missão que tem de ser terminada, a de parar Dolor, mas quando ela aparece para ajudar Aiden com a sua alma ferida, pois esta visto que ele é a sua próxima vitima, não esperava que fosse tão difícil, pois este não a aceita nem por nada em casa. E mesmo quando esta consegue lá entrar, ele faz de tudo para ela se sentir mal.
O livro é pequenino, infelizmente, e por isso acho que só mesmo no desenlace final é que há algum romance, tendo em vista o romance a que se está habituado com Kenyon.
As guerras no mundo dos sonhos é algo engraçado, que temos também no anterior Caçador de Sonhos, mas este é um quanto ou tanto diferente.
Gostei do par Leta e Aiden, mas nada por ai além. Talves por serem poucas páginas e a acção se passar em cerca de 48h , não há aquela romance intenso que é uma forte característica de Kenyon. O que é uma pena!
No entanto é uma leitura rápida, demasiado, e agradável.

Toda a gente repara nas capas que são completamente diferentes dos restantes, já não bastava mudarem o três volumes vezes sem conta, agora fazem assim esta capa. Mas isso ainda é o menos, a tradução é algo que deixa muito a desejar,principalmente nos nomes.


domingo, 27 de janeiro de 2013

[Opinião] Along for the Ride de Sarah Dessen

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Along For The Ride


Sinopse:

It’s been so long since Auden slept at night. Ever since her parents’ divorce—or since the fighting started. Now she has the chance to spend a carefree summer with her dad and his new family in the charming beach town where they live.

A job in a clothes boutique introduces Auden to the world of girls: their talk, their friendship, their crushes. She missed out on all that, too busy being the perfect daughter to her demanding mother. Then she meets Eli, an intriguing loner and a fellow insomniac who becomes her guide to the nocturnal world of the town. Together they embark on parallel quests: for Auden, to experience the carefree teenage life she’s been denied; for Eli, to come to terms with the guilt he feels for the death of a friend.

Opinião:

Com um cheirinho a mar e sol, e ideal para ler no Verão, "Along for the ride" é um livro que já há muito tempo estava na minha e-pilha de livros a ler. Com este Inverno friorento e chuvoso nada melhor que ler uma história simples, leve que nos distraia do tempo cinzento que se faz lá fora e nos faz desejar por calor e diversão. 

É uma história bem típica, temos Auden, uma jovem que vai passar as férias de verão com a nova família do pai, a sua madrasta Heidi e a sua recém nascida irmã, Tishby. Para além de conhecer uma nova família irá fazer novos amigos e claro como isto é um romance, um rapaz. Isto é a premissa do livro e basicamente o que acontece em 400 páginas, onde assistimos a um desenrolar de vários planos onde Auden parece ser a peça principal e a chave para todos os problemas dos seus familiares e amigos, menos os dela. 

Tendo já lido um livro desta autora, e tendo tido vários problemas em ligar-me às personagens e histórias que a autora cria, foi com pena que vi o mesmo a acontecer nesta leitura. Posso dizer que houve vários momentos de aborrecimento, apesar de haver sempre algo a acontecer, mesmo que no fim tenha acabado tudo bem, como eu já previra. Senti falta de um romance, pois tudo o que a Auden e o Eli tiveram foi uma grande amizade e não um romance, pois não senti nenhuma química entre os protagonistas. De todos os enredos do livro aquele que mais tenha gostado é quando a Auden resolveu a reaprender a andar de bicicleta, identifiquei me com ela pois é algo que gostaria de fazer, por mais comum que seja, há anos que não pego numa bicicleta e foi um dos pontos positivos que gostei. De resto, é um livro perfeito para se ler na praia mas acredito que não seja um dos melhores livros da autora. Irei ler brevemente outro só para tirar as teimas!