Crónicas de uma Leitora: Novembro 2012

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

"Canibais", de Michael Crichton - Opinião

2 comentários:

Autor: Michael Crichton
Edição/reimpressão: 1999
Páginas: 228
Editor: Publicações Europa-América


Sinopse:
No ano de 922 d. C., o cortesão árabe Ahmad Ibn Fadlan, representante do poderoso califa de Bagdade, acompanha um grupo de guerreiros viquingues na viagem destes para o norte bárbaro. Ibn Fadlan fica assombrado com os costumes Viquingues — a sexualidade desenfreada das suas mulheres , o desprezo pela limpeza, os impiedosos sacrifícios humanos. Mas só nas profundezas das regiões do Norte é que fica a saber a verdade aterradora: que fora escolhido para combater um terror que, ao abrigo da noite, assassina os viquingues e lhes devora a carne. 
Baseado em fragmentos de um manuscrito árabe verdadeiro do século dez, Canibais combina a emoção de uma viagem para o desconhecido com as revelações chocantes de uma verdade muito mais estranha do que a ficção. 
Em Canibais, Michael Crichton conta a história mais estranha da sua carreira.
Para os amantes de romances de aventuras e de romances históricos.

Opinião:
Visual. Descritivo. Revelador.
Canibais de Crichton é um livro diferente dos restantes que li. Assume o autor que se baseou em textos escritos por um árabe em visita a terras nórdicas para escrever o livro. Posto isto, o que se espera é uma espécie de tradução maçuda e cansativa. Mas não. Critchon pega nesse manuscrito e transforma-o numa das mais empolgantes aventuras que conheço.
É muito interessante absorver os costumes, as relações, a coragem, a cultura dos povos do norte da Europa, assim como paisagens únicas e um clima adverso, narrados por alguém que capta um mundo novo pela primeira vez.
Para além disso, sentir o constrangimento do árabe relativamente ao comportamento selvagem dos viquingues faz-nos rir, da mesma forma que nos surpreende o  facto de o código de guerra ser tão bravo que aos olhos do muçulmano parece algo tolo.
É excelente este livro, pois mostra-nos vivências que de outra forma não teríamos o prazer de conhecer.

Morto por Pecar de Stephen Booth - opinião

2 comentários:


Autor: Stephen Booth
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 368
Coleção: Crime Perfeito
Editor: Europa-América



Sinopse:
Após uma descoberta macabra na quinta de Pity Wood em Peak District, a Polícia é chamada ao local. Durante os trabalhos de conservação da quinta, um dos operários desenterrou uma mão conservada em argila. Na sequência de várias escavações e investigações policiais, dois cadáveres são descobertos e apenas se sabe que não foram enterrados em simultâneo. Com poucos dados forenses, os agentes Ben Cooper e Diane Fry terão de descobrir o misterioso passado da quinta e deparam-se com um longo historial de exploração de trabalhadores pobres. Onde estará a verdade nesta horrível história? No passado sombrio da quinta ou nas íngremes ravinas de Peak District, à espera de ser revelada?

Opinião:
Confesso que ao pegar neste livro ia com as expectativas bastante elevadas só que ninguém me avisou e eu não fiz uma pesquisa decente antes de iniciar a leitura por isso não fazia ideia que seria o oitavo de uma série pelo que fiquei sem perceber se terei perdido algo por ter começado pelo livro "errado".

O desenvolvimento é bastante mais lento do que estava à espera, sem cenas de violência gratuita e uma grande informação de procedimentos policiais, é de facto bastante interessante conseguirmos perceber a meticulosidade do seu trabalho. Houve uma cena em especial onde a patologista faz descrição detalhada dos dois corpos que para uns pode ser fascinante (principalmente para quem gosta de series como o CSI) mas para outros pode ser informação a mais. Nota-se que há uma pesquisa extensa sobre estes procedimentos o que valoriza bastante a obra. A interação entre Ben e Diane também é feita a conta gotas, nota-se uma certa tensão entre eles mas não consegui perceber se o mesmo advém de alguma situação anterior ou se eles são assim desde sempre. Fiquei com a nítida ideia que perdi algo da história deles o que só pode ser colmatado com a leitura dos livros anteriores.

É interessante como vamos conhecendo a zona rural de Peak District, pormenores de agricultura que são-nos dados por Ben ou pelo seu irmão, as pessoas que caracterizam a zona, como o dono do pub Dog Inn e outros habitantes locais e como eles vão contribuindo para a trama. Também a superstição está patente e a crença popular torna o livro ainda mais envolvente e peculiar.


A história apesar de bastante boa não conseguiu prender-me com a mesma intensidade de outros policiais mas julgo que isso se deve em muito ao facto de os últimos lidos me terem marcado profundamente pela sua componente psicológica, bem como violência física extrema. Tem todos os ingredientes para os amantes do género e julgo que os seguidores desta série não se irão desiludir. Booth sabe sem dúvida o que faz e nós leitores vemos bem que o seu trabalho é exaustivo principalmente a nível de pesquisa.

Fiquei satisfeita e penso ler mais deste autor mas terei de ver a ordem correcta dos seus livros para não voltar a ser apanhada desprevenida.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Parceria Matéria Prima Edições

1 comentário:
Grão a grão vamos crescendo e marcando a nossa posição! Esta semana temos tido excelentes notícias. Hoje recebemos a excelente notícia de mais uma editora que se associa ao blogue. Matéria Prima Edições.
E para selar esta parceria vem a caminho um exemplar do livro "O mundo proibido de Daniel V."

Entrevista a Andreia Ferreira

1 comentário:

Depois de lançar o segundo volume da trilogia Soberba, Andreia Ferreira partiu já em busca do final que todos queremos ler, Soberba Ilusão. Mas enquanto isso não acontece colocámos umas perguntas...
Andreia Ferreira no lançamento de Soberba Tentação


(Crónicas de uma Leitora) Como é que a escrita entrou na tua vida?
(Andreia Ferreira) A escrita entrou na minha vida desde que aprendi a juntar letras e a formar palavras. Depressa me apercebi de que conseguia expressar-me melhor nessa nova forma. As palavras, na oralidade, custam a sair e perdem um pouco a sua essência quando proferidas, pelo menos por mim.
Comecei por escrever diários, mas logo desisti. A palavra escrita é muito poderosa e, com uma adolescência carregada de emoções, estava a dar demasiada importância a momentos que devem ficar gravados apenas como uma névoa na memória.
Surgiu a veia poética, quando aprendi a rimar. Escrevia sob metáforas aquilo que me ia na alma e só eu entendia o que cada palavra significava, qual era o sentimento que lhes entregava. Porém, sentia que algo estava em falta. Havia a falta do sujeito, que eu teimava em não associar totalmente a mim. Foi aqui que surgiu a paixão pela criação de personagens e, consequentemente, o meu primeiro conto (que eu chamava inocentemente de livro) sobre uma jovem que foi levada à loucura por ler pensamentos.
Os soberbas nasceram de um episódio semelhante, contudo, numa idade mais graúda. Não tencionava dar-lhe uma estrutura de romance, apenas aconteceu. Originalmente era um capítulo sobre uma jovem que sofria de terrores noturnos, algo que acompanha muito frequentemente a infância de quem tem muita imaginação e curiosidade sobre o oculto.


(CL) Achas que já se começa a dar mais valor ao produto nacional ou os portugueses em geral ainda estão muito agarrados ao que nos é trazido de fora?
(AF) Acho que ainda nos agarramos muito ao que é produzido no exterior. A literatura portuguesa é calejada de descrições e advérbios, fruto da mentalidade clássica que a avalia de qualidade quando é assim construída. Respeito, mas sou apologista de uma história, um enredo, uma construção íntima de personagens e uma centralização nas emoções das mesmas, e não da cor das paredes, das mesas, da minúcia do ambiente. Não quero com isto dizer que nós não damos alma à nossa criação, mas que, por vezes, fica perdida no meio de tantos adjetivos.
Parece haver também um medo, um receio de arriscar, de entregar o espírito ao romance. Há um refreamento nos comportamentos das personagens, nos seus destinos. O que é pena, pois, na vida, isso não acontece. Cada vez mais, procuramos na
ficção semelhanças com a realidade, para que possamos ser mais facilmente transportados para esses universos fantasiosos. A personagem é o nosso guia para esses mundos e é, a meu ver, o componente mais importante de uma história.
Talvez, se deixarmos de frisar tanto a importância de ler em português, as pessoas passem a fazê-lo com mais frequência, de forma natural. Não sei, mas aspiro ao levantamento da voz da literatura portuguesa.


(CL) Em Portugal começa-se a dar os primeiros passos no “fantástico” como é, na tua opinião, a aceitação do público aos autores portugueses? E no teu caso particular?
(AF) Eu sou amante do género, sempre fui.
Os géneros sofrem ciclos, assim como o género dentro do género. A teoria de que escrever sobre determinada criatura é mau, porque está saturada, está, em parte, errada. Um livro, felizmente, não existe apenas no ano em que foi escrito ou publicado. Ele fica retido nas teias do tempo e pode levantar-se a qualquer momento, desde que não haja o alheamento e conformismo do autor.
A teoria da saturação está correta se aspirarmos uma venda em massa, o que eu acredito estar, em parte, ligada ao fator sorte. Quantas vezes assistimos a histórias ganharem um sucesso estrondoso, quando há outras, do mesmo género, com maior qualidade?
No fantástico a fasquia sobe, porque, além de ser um género que não agrada a todos e estar estupidamente ligado ao público jovem, a oferta é imensa e só com insistência e paciência é que se sobrevive neste cardume.
Tenho noção de que muitos escritores se abstêm de escrever neste género, que adoram, por uma questão de receio de se afundarem. Porém, eu não o faço, nem irei fazê-lo. Haverá sempre quem adore, quem goste, quem não goste e quem deteste. Se tal não fosse, algo de muito estranho se passava.
Quanto aos leitores, quem gosta do género acaba por procurar e ler, seja estrangeiro ou português – tal como eu o faço. Se tem havido crescimento, não sei.

(CL) Como é que encaixas a escrita no teu dia-a-dia? Tens uma rotina definida ou escreves quando tens tempo livre?
(AF) Escrevo quando me sinto inspirada. Não consigo fazer nada, que obrigue a puxar pela imaginação, por rotina.
Gostava de ter um maior controlo sobre a escrita, mas, infelizmente, não tenho. As “vozes” falam constantemente, mas nem sempre o meu corpo tem vontade de as calar.
Sinto que preciso de uma certa comunhão, entre a mente e o corpo, para escrever e gostar do resultado. Já tentei fazê-lo sem essa plenitude e acabei por apagar tudo que escrevi.

(CL) Quando iniciaste o Soberba Escuridão já sabias que seria uma trilogia ou os desenvolvimentos levaram a que isso acontecesse?
(AF) Não sabia. Quando pensava no demónio, acabava por ficar indecisa com o rumo que ele iria tomar. No fim, resolvi dividi-lo em três, uma para cada livro. Porém, confesso que se deveu imenso à minha paixão por Ricardo e na necessidade de lhe dar um papel mais aceso na história.


(CL) Há personagens que se podem encaixar em pessoas que estão ou passaram pela nossa vida. Baseaste-te em pessoas reais?
(AF) As pessoas são seres muito complexos. Nem que quisesse, conseguiria transportar alguém na sua plenitude para uma personagem. Basear-me em alguém, seria demasiado, digamos, limitado, porque aquilo que eu conheço de alguém não é suficiente para caracterizar por inteiro um ser, à qual lhe darei ações e pensamentos.
Se me perguntares se me inspiro em pessoas reais? Sim, sem dúvida. Há uma procura de trechos de personalidade nas pessoas que conheço e vejo, que servirão para conjugar num ser fictício. As vivências funcionam da mesma forma. Nunca há apenas um elo de ligação personagem/pessoa, mas sim de personagem/pessoas/imaginação.


(CL) Como está o desenvolvimento do terceiro livro da trilogia? Dá para levantar um pouco a ponta do véu?
(AF) O terceiro livro será o mais sombrio dos três. Quem leu o 1º e o 2º apercebeu-se de que há uma sombra a pairar, cada vez mais forte, sobre o ambiente.
No “Soberba Tentação” já se percebe que a isto não é uma história de amor; o “Soberba Ilusão” virá confirmar.
Espera-vos surpresas, um panorama mais denso e escuro, onde parece não haver lugar para bons sentimentos e finais felizes.

(CL) Que projetos tens para depois da trilogia Soberba?
(AF) Tenho mais três histórias começadas. Duas delas entram no género fantástico e a terceira cai sobre um ambiente real, com uma carga emocional fortíssima. Um mundo que caminha lado a lado connosco.
Visto eu ser uma pessoa deveras indecisa, nem quero imaginar o momento em que fechar a trilogia e tiver de optar por uma das três histórias que gritam para passar para o papel.
Levanto o véu sobre os temas: sonhos, magia negra e amores obsessivos.

O Perfeito Cavalheiro Maomé, Jesus e James Bond

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Título: O Perfeito Cavalheiro
Maomé, Jesus e James Bond
Um rapazinho muçulmano encontra o Ocidente
Autor: Imran Ahmad
Editora: Editorial Bizâncio, 1.ª Edição Outubro de 2012
Colecção: Vidas
Tradução: Rui Pires de Cabral
Revisão: Sandra Pereira
Paginas: 315

Sinopse:
Uma cativante autobiografia que tomou de assalto o mundo literário, que conquistou o favor da crítica e que tocou o coração dos leitores de todo o mundo.
Escrito com humor e funda perspicácia, O Perfeito Cavalheiro é a história verídica de um rapaz muçulmano que cresceu dividido entre a sua identidade islâmica e o desejo de integração na sociedade inglesa.
Junte-se a Imran na sua luta contra a corrupção e a injustiça, no seu eterno desejo de ser o Perfeito Cavalheiro Inglês (Simon Templar, o Santo) e de ter o carro ideal (Jaguar XJS) e a namorada perfeita (morena, de preferência, mas não necessariamente).
Com um estilo original e uma honestidade a toda a prova, o livro aborda temas sérios, - o encontro de civilizações, o prevalecente racismo ocidental – com a candura de um olhar infantil, divertindo o leitor e convidando-o à reflexão.

Opinião:
Cativante, muitíssimo bem escrito e com um humor ímpar. Estas são, talvez, as três melhores palavras que descrevem esta obra, que me surpreendeu pela positiva, ao ponto de ter lido o livro no espaço de algumas horas. Foi-me impossível parar, tal era a vontade de saber mais e mais sobre a vida do muçulmano Imran Ahmad, escrita pelo próprio, com detalhes únicos e interrogações que nos levam a pensar, designadamente nas diferentes religiões do mundo e no racismo existente no mundo ocidental. Esta foi a luta travada pelo autor desde tenra idade, quando deixou a Índia e foi com os pais viver para Inglaterra em busca de uma vida melhor. A adaptação não foi fácil, muito por culta do olhar de indiferença e das atitudes racistas de alguns ingleses, da altura, contra os emigrantes, sobretudo pela tonalidade de cor da pele como diz Imran Ahmad. Numa luta constante para se integrar na sociedade inglesa, lá conseguiu travar algumas amizades, entre alguns dissabores vividos, com a ideia de se tornar no perfeito cavalheiro, bem ao estilo do actor Simon Templar, no filme O Santo, e de poder conduzir o carro dos seus sonhos – um Jaguar XJS – que acabou por cumprir. O encontro da alma gémea é que não foi fácil e no final persistem dúvidas se acabou por a encontrar numa das suas inúmeras viagens pela Europa, depois de se ter tornado um gestor consagrado numa grande empresa inglesa. Também a vida dos seus pais foi conquistada a pulso, ignorando por completo as “bocas” mandadas pelos ingleses, à semelhança dos seus dois irmãos.
Pelo meio, há tempo para várias dúvidas em relação à religião muçulmana, que o pequeno Imran Ahmad só começa a perceber perto de chegar à adolescência, vivendo num constante conflito com o cristianismo, porque há certos aspectos que aqui também o cativam. Durante o seu crescimento, há ainda espaço para referências sobre conflitos armados na sua terra natal, que lhe causam algum desgosto, bem como a morte do seu avô.
Uma das melhores autobiografias que li até hoje, com a chancela da Editorial Bizâncio, escrita de uma forma tão verdadeira e tão tocante, que é impossível ficarmos indiferentes a tudo o que passou com o autor ao longo da sua vida. O que mais me surpreendeu foi que no meio de tanta luta nunca perdeu o sentido de humor, e com grande classe, conseguiu arrancar-me alguns sorrisos.

Susana Cardoso

Saudações literárias

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Parceria com Esfera do Caos

1 comentário:
É com grande prazer que anunciamos aos nossos leitores, seguidores e fãs a mais recente parceria com o blogue. E para selar esta parceria nada melhor que um belo livro!
Em breve teremos opinião sobre este livro aqui no blogue!

Amo ler porque... #2

1 comentário:
Esta semana convidámos Sofia Teixeira a nossa querida Morrighan para nos falar daquele, ou daqueles livros que a fizeram apaixonar pela leitura. Eis o que ela nos contou:

"Os livros nem sempre foram uma realidade para mim. Os meus pais nunca tiveram hábitos de leitura, o dinheiro nunca foi abundante e as minhas leituras em pequena limitavam-se aos livros da Anita que me iam oferecendo, ou às bandas desenhadas da Disney que se encontravam a preços minimamente acessíveis perto das caixas registadoras do Jumbo. À medida que fui crescendo, fui tendo professoras de Português que se admiravam com o meu entusiasmo pela leitura e que me iam dizendo para alugar este ou aquele livro na biblioteca da escola. Sei que a certa altura houve um livro que me marcou 'Veronika Decide Morrer' de Paulo Coelho. Não me lembro bem que idade tinha, penso que no máximo uns 14 anos, mas absorvi aquele livro como se não houvesse amanhã. Depressa comecei a sentir a necessidade de ler mais e mais e quando comecei a dar Pessoa na escola e descobri que dos poucos livros que tinha em casa constava boa parte da obra desta grande senhor, devorei-a até mais não. Pura e simplesmente não me conseguia cansar de Pessoa. Outro livro que marcou a minha adolescência e porque foi o primeiro livro que comprei com o meu dinheiro para um trabalho da escola foi 'Crazy, A História de um Jovem' de Benjamin Lebert. Eu tinha mais ou menos a idade da personagem do autor quando o li e ainda por cima o trabalho valeu-me uma boa nota. Foi uma experiência muito engraçada. 
Lamento a desilusão por não aparecerem aqui clássicos como uma das primeiras obras que eu li ou que realmente me marcou e me fez apaixonar pela leitura. Porém, tal não é surpresa dado à falta de pessoas familiares e amigas que tivessem o mesmo gosto pela leitura que eu. Orgulho-me imenso de hoje ter prateleiras e estantes recheadas dos mais diversos livros porque sei que cada um deles tem uma história. Um foi comprado com o dinheiro que juntei daquela vez, o outro foi porque não resisti e lá foi parte o dinheiro que ganhava a dar explicações, etc etc.
Com o blog Morrighan as oportunidades de leitura tornaram-se irresistíveis. Posso dizer que graças ao blog já li livros tão maravilhosos que no fim a ressaca foi inevitável! E é por causa desses livros que me é impossível deixar de ler. Obras como a Trilogia de Sevenwaters de Juliet Marillier, As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley, O Historiador de Elizabeth Kostova, A Culpa é das Estrelas de John Green, Os Goor de Pedro Ventura, as séries do Scott Westerfeld, Batalha de David Soares, e tantas outras (não saía daqui), fazem-nos sentir todo o tipo de experiências possíveis enquanto as lemos. É um gosto adquirido que penso que nunca vai desaparecer."

terça-feira, 27 de novembro de 2012

"21.12" de Dustin Thomason - Opinião

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Autor: Dustin Thomason
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 352

Sinopse: 
Um caçador de tesouros descobre um códice precioso, preservado durante séculos nas ruínas de uma cidade maia e leva-o consigo para os Estados Unidos. Entretanto a curadora de um museu, perita em inscrições maias, e um médico que está a cuidar de um desconhecido que sofre de uma doença misteriosa, chegam à conclusão de que podem estar a lidar com uma pandemia precursora da catástrofe anunciada numa antiga profecia e que, segundo o rigoroso Calendário Maia, poderá ocorrer no dia 21 de dezembro de 2012, uma data demasiado próxima dos acontecimentos narrados neste thriller...

Opinião: 
Este livro chegou até mim através de um passatempo, e como não era de todo urgente a sua leitura, decidi deixá-la para mais perto da data enunciada pelo título do livro, na expectativa de que isso tornasse o livro mais empolgante. 
É uma leitura interessante, na medida em que junta a ciência e o misticismo de uma forma inteligente. Por um lado, os maias acreditam que o fim do mundo terminará no dia 21.12, e por outro, sendo coincidência ou não, perto dessa data uma doença fatal alastra-se pelos EUA (acho imensa piada que o mundo só acaba nos EUA, mas enfim!), uma doença cuja cura não é conhecida. Aqui começa uma corrida contra o tempo para salvar os milhares de infectados, e a resposta parece estar num códice maia escrito por um antigo escriba. Portanto, para se descobrir a cura, é necessário escavar bem fundo na história maia.
É um livro de ritmo acelerado, que conta com momentos fortes, e que nos permite conhecer pormenores de mundos a que não estamos tanto ligados, com bastante rigor e exactidão. Adorei poder ler sobre a história maia, da qual basicamente só conhecia a profecia (profecia esta que é um pouco esclarecida, deixando para lá as ideias dos fanáticos), da mesma maneira que adorei embrenhar-me na ciência e conhecer partículas que não conhecia, ainda que as próprias já nos tenham causado problemas na vida real. Para além disso, quanto mais nos aproximamos do fim do livro, maior a expectativa sobre o que irá acontecer, e se, de alguma maneira, todas aquelas pessoas serão salvas. 
O livro é engenhoso pela forma como conjuga as duas vertentes, e enriquece-nos de várias formas. Para além disso, lê-se rapidamente! É por isso uma leitura bastante interessante, que eu recomendo.

[Divulgação] Catarina, A Grande de Sílvia Miguens

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Págs. 308
ISBN. 9789724621296
PVP €15,90
E-book € 11,99
Editora: Casa das Letras

A Vida Apaixonante da Imperatriz de todas as Rússias

Sobre o livro
Em 1762, o czar Pedro III é alvo de uma conspiração, acabando por morrer. A sua mulher, Catarina, sucede-lhe como imperatriz tornando-se, aos trinta e três anos, «Sua Majestade, Catarina II, imperatriz única e soberana de todas as Rússias».

O seu reinado revitalizou a Rússia, transformando-a numa das maiores potências europeias. Os seus sucessos dentro da complexa política externa são sobejamente conhecidos assim como as represálias, por vezes violentas, aos movimentos revolucionários. Conferiu maior poder à nobreza e aos senhores da terra, constituindo o seu reinado o ponto alto da aristocracia russa. Poucas mulheres geraram tanta controvérsia em redor de si como Catarina, a Grande. Inteligente, culta, autoritária, sagaz, apaixonada, grande estratega e envolta em todos os tipos de conspirações da corte, a imperatriz que governou a Rússia com punho de ferro é, sem dúvida, um dos principais intervenientes na agitação política do século XVIII, que mudou a História do Mundo.

Esta emocionante narrativa, que não deixa de fora o rigor histórico, revela as vivências e a intriga palaciana e pessoal da grande imperatriz, a sua peculiar e intensa vida sexual, os seus medos, as suas deficiências e os seus fracassos.


Sobre a Autora
Silvia Miguens nasceu em Buenos Aires, Argentina. Conferencista em várias universidades da América do Sul, tornou-se especialista num tema que a apaixona: a ligação entre a História e a ficção e em particular o papel da mulher na História.

A sua primeira narrativa, PollerapantalómI, foi finalista do prémio Emecé. Seguiu-se Lupe, vencedora do prémio Ricardo Rojas. Mais recentemente publicou Anita Gorostiaga, uma mujer entre dos fuegos (2004) e Ana y el Virrey (2006), alvo das melhores críticas literárias e um grande sucesso de vendas.

'O Diplomata' de Vasco Ricardo

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Book Trailer de O Diplomata, a ser lançado no início de Dezembro:

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Passatempo "Entrega Total"

3 comentários:
Olá a todos,
hoje há novidades das boas, aquelas que todos gostam! Passatempo! O livro, patrocinado pela nossa parceira editorial Quinta Essência é de um dos géneros mais aclamados de sempre, romance sensual.
Em sorteio estará UM exemplar de "Entrega Total" de Cheryl Holt, para participar basta seguir as regras.

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5) Uma participação por nome e por morada
6) Preencher correctamente o formulário
7) Participar até dia 7 de Dezembro

O Envio será efectuado pela Editora.
A Administração do blogue e a Editora não se responsabilizam pelo eventual extravio ou demora dos CTT.

Para aceder ao formulário basta clicar AQUI

[Opinião] Série Novos Contos de Vampiros de Anne Rice

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 Autor: Anne Rice
Edição/reimpressão: 1999
Páginas:280
Editor:Publicações Europa-América

Sinopse:
Pandora tem dois mil anos de idade e as suas experiências tiveram início na Roma Imperial. Foi na Cidade Eterna que ela encontrou e se apaixonou pelo, ainda mortal, Marius, mas foi no exótico porto de Antioquia que Pandora o reencontrou, já tornado imortal e senhor do Poder Negro, e se iniciou a fantástica aventura que os conduziu... até ao presente.
  
Autor: Anne Rice
    Edição/reimpressão: 1999
Páginas:280 
Editor:Publicações Europa-América
Sinopse:
Educado na Florença de Cosimo de' Medici, treinado na arte da cavalaria no castelo do pai no cume de uma montanha, Vittorio vive num mundo de esplendor palaciano e prazeres provincianos, um mundo subitamente ameaçado, quando a sua família é confrontada por uma força terrível.
Em plena convulsão social, Vittorio é seduzido por Ursula, o mais belos dos seus inimigos sobrenaturais.



Opinião:
Este livro conta-nos a história de um vampiro com dois mil anos de idade, chamada de Lídia, a Pandora, que terá vivido durante o auge do Império Romano. Um pouco como o livro “Entrevista com o vampiro” aqui Pandora é abordada numa das ruas de Paris, por outro vampiro chamado David, que quer escrever sobre a sua vida enquanto mortal até aos últimos dias. Claro que Pandora fica de pé atrás, por não gostar de falar da sua vida passada, no entanto os encantos do estranho levam-na a ceder.

Eu adorei Pandora, é uma personagem extremamente forte, que viveu em diversas épocas, super inteligente e que se liga ás áreas dos direitos das mulheres e ao feminismo. Juntando também as diversas religiões.
Falando no Egipto Antigo, o Império Romano, a Mitologia Grega... é simplesmente maravilhoso. Com uma pesquisa meticulosamente bem elaborada e usada, e como sempre uma delicadeza para o detalhe e para a descrição que Anne Rice nos tem habituado, mais a sua imaginação talento inigualável.
Mulher independente apaixona-se por Marius que é o seu contrário absoluto. (Quem leu os livros da Crónicas dos Vampiros já o conhece certamente, e Pandora é então a sua ex-namorada). E grande parte do livro ela fala dele, e tenho a dizer que é das mais belas histórias de amor que li.
Ao invés do que se possa pensar, este livro e o próximo tem ligação com as Crónicas dos Vampiros, como se fosse um extra
È um livro que poderia ser um pouco maior, deixa-nos cheios de sede de conhecer mais, viver mais pelos olhos de Pandora.

Vittorio, O vampiro,é o segundo e ultimo desta série de contos. E é diferente do romance anterior, começando pela religião que em Pandora, o Paganismo desempenhou um papel importante nela, aqui é o Cristianismo.

Vittorio nasceu durante o período da Renascença Italiana, educado como um cavaleiro para proteger a sua terra. Começando a História por falar sobre a vida de Vittorio e a sua família, que é dona de um terreno grande em Itália, onde vive a sua e outras famílias que pai protege.
Aparecem alguns vampiros e propõem que lhes dêem as crianças, os velhos, que ninguém haveria de sentir falta. No entanto o pai de Vittorio recusa-se imediatamente de lhe dar tal pessoas, o que os vampiros obviamente não gostaram, e mataram a sua família toda, excepto Vittorio, que é salvo por Ursula, uma vampiro bonita e sedutora.
“Vivo” Vittorio começa a sua caça, alimentado pela vingança, e chocado pelas mortes. Em paralelo começa a caça de Ursula por Vittorio que claro está, o salvou por algum motivo.
Que de facto adorei, somos surpreendidos a cada momento, enquanto li-a nunca saberia o que iria acontecer, não me passava pela ideia.
O que me fez adorar este livro foi Vittorio também ser um amado da pintura e descrever as mais belas que ele vê. Há conversas com anjos, que a partida pode não se encaixar bem, mas que resulta.
Aqui o romance entre Vittorio e Ursula é algo apaixonante, mas triste e repleto de culpas, pois Vittorio não esquece que ela também ajudou a matar a sua família, mas no entanto o seu amor pro Ursulua é o que de certa forma o mantém vivo. Um romance cheio de ódio e de amor que duas personagens vivem, e que é simplesmente perfeito embora triste.
Mais um livro excelente, confesso que estava cheia de saudade de ler vampiros da Anne Rice.

sábado, 24 de novembro de 2012

Cavalo de Fogo - Paris de Florencia Bonelli

1 comentário:

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 600
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04375-7
Idioma: Português



Sinopse:

Uma poderosa história de amor tendo como pano de fundo o conflito israelo-palestiniano

Matilda Martínez, uma jovem pediatra argentina, viaja até Paris para aprender o idioma antes de partir para o Congo, ao serviço de uma ONG, para ajudar os mais carenciados. Apesar das suas inseguranças, traumas e dramas, a determinação de Matilde é tão forte que nada nem ninguém conseguirá demovê-la de cumprir o seu sonho.

Eliah Al-Saud é um homem poderoso e sem piedade, descendente da família real saudita. Dono de uma empresa de segurança privada, o negócio serve de fachada a um outro tipo de serviços: de espionagem, segurança e formação de mercenários.

Desde o seu primeiro encontro que o destino os unirá numa paixão tão intensa e irrefreável que nada poderão fazer para evitar a conspiração crescente que ameaça não apenas o seu amor, mas também as suas vidas.

No cenário ameaçador e bélico do conflito israelo-palestiniano, Matilde e Eliah viverão uma aventura que os levará a percorrer o mundo e a enfrentar os perigos que cercam todos aqueles que ousam desafiar os impérios dominantes.


OPINIÃO:

Iniciei a leitura deste livro de «olhos fechados». Nunca havia lido nada da autora e as sinopses e comentários que conheciam eram relativos aos dois romances históricos publicados; O Quarto Arcano. Embora já tivesse lido muito boas críticas a esses livros, talvez por serem de carácter histórico, não me haviam tentado. O Cavalo de Fogo surgiu numa troca e a sua posterior leitura foi desencadeada por ter de o recambiar à minha querida Vera Neves que se encontra por terras lusas.

Relativamente ao livro em si, não o li de um fôlego só porque não me foi possível, há 7 anos atrás de certo que teria acontecido. Se o iniciei com algum pé atrás relativamente ao desenvolvimento do conflito israelo-palestiniano, rapidamente me apercebi que a autora utilizava uma linguagem bastante apropriada para este tipo de romance, fazendo com que uma leiga como eu, acabasse por compreender a mensagem que a autora queria passar.

Os personagens… adorei os personagens. Enterneci-me com a Matilde, pisquei o olho por diversas vezes à Juanita que com a sua alegria contagiante foi um elemento chave no decorrer do romance, gostaria inclusive que a autora se tivesse debruçado um pouco mais nesta personagem. Espanquei mentalmente Celia ou Celine, assassinei Roy de diversas formas e feitios e claro, arrepiei-me com Eliah!

O romance entre Matilde e Eliah foi muito bem desenvolvido e deixa-nos um gostinho a querer mais no final das páginas que lemos. Matilde passa de míuda a mulher, crescendo ao longo do livro. Se no início parecia algo «apagada» pelas cores exuberantes de Juanita e pelo carácter envolvente e dominador de Eliah, demonstra ao longo do romance o seu verdadeiro Eu, não se adaptando ao papel esperado de «mulher bibelot».

Todos os traumas passados pela protagonista, que não irei revelar aqui, acabarão por ser sempre uma sombra no desenrolar do livro o que apreciei, pois as vidas reais não são sempre tão cor de rosa como gostamos de ler e, na minha opinião, são romances agridoces que nos fazem suspirar por mais e acreditar que na vida real, também nós conseguimos superar os desafios que a vida nos dá e aprender sempre mais.

Recomendo às apreciadoras da vida real, às apreciadoras de cenas bastante sensuais, apesar do livro não se basear apenas nestas cenas, o que agradeci mentalmente pois já estou farta de ver chegar às nossas livrarias apenas romances dito sensuais/eróticos.

Este teve para mim a quantidade q.b. necessária para nos deixar de água na boca!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Crónica da Vera #6

1 comentário:
Julgo que desde que há cinema que há adaptações literárias à tela gigante contudo nos últimos tempos parece que virou uma espécie de moda e é um pulular de filmes cuja história é proveniente de livros. Penso que o maior impulsionador da última década foi a saga de Harry Potter ao que muitos outros se seguiram. Livros de fantástico a virarem livros então é o que mais há por aí. Pearcy Jackson, Hunger Games e a saga mais famosa dos últimos anos Twilight. Esta última então tem-me feito comichão! Quando saiu foi uma febre e agora torcem o nariz, ah e tal aquela Bella totó e aquele Edward idiota e o Jake bla bla bla e o rol de criticas cresce estupidamente quando se começa a comparar livro e filme. Eu adorei os livros e desiludi-me imenso com alguns actores escolhidos, o Edward então ia morrendo do coração quando vi aquele Pattinson, só me deu vontade de chorar, juro, não acho o tipo nada giro, quer dizer é conforme a luz lhe bate, ou depende da posição, ou se tem barba ou se está demasiado despenteado! Pá quando se é giro, é-se giro 99% do tempo e aquele Edward foi a pior escolha de todos os tempos, mas com o tempo obriguei-me a aceitar se queria ver os filmes, e queria! Reli os livros dezenas de vezes principalmente quando sairam os filmes, bem agora não o fiz, acho que já decorei o que havia a decorar, certo?
O final, e confesso que ainda não vi Amanhecer - parte 2, deve ser algo de anti-climático! Outros livros que no próximo ano irão sair em filme são Nómada também da Stephenie Meyer, Criaturas Maravilhosas e o que mais desejo ver A Cidade dos Ossos. Agora a pergunta que se põe é: quem ainda não leu prefere ver o filme e esquecer o livro? Ler o primeiro e ver o filme depois? Ler e nem sequer ver o filme para não ficar stressado com as más adaptações? Ver e descobrir que é bom e ir ler o livro depois?
Eu gosto de ler pra depois criticar, confesso que me dá um grande gozo apontar todos os defeitos para poder dizer "ler é muito melhor". E vocês? O que preferem? Qual a melhor e a pior adaptação de todos os tempos para vocês?

"Última Saída para Brooklyn", de Hubert Selby Jr. - Opinião

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Autor: Hubert Selby Jr.
Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 382
Editor: Antígona

Sinopse:
Nova Iorque década de 50. Bares e clubes nocturnos. Jovens marginais, um grupo de travestis, prostitutas, um grupo de trabalhadores e patrões de uma fábrica e ainda um grupo de famílias de um prédio de habitação social.
Obra censurada na Grã-Bretanha por obscenidade foi adaptada ao cinema em 1989 com assinalável êxito.

Opinião:
Violento. Impactante. Negro.
Este é um daqueles livros incomuns, que raramente se vêem pelos mais variados motivos. Escrito numa época conservadora e instável, tem como objectivo ser brutal. E com sucesso, claro.
O autor encaixa numa série de ligações as pessoas aparentemente mais frágeis de uma sociedade intolerante. Assim, a acção mostra o dia-a-dia e os problemas de personagens destroçadas, sem esperança e com os seus corações partidos; os quais, em vez de viver, simplesmente parecem vaguear por uma cidade incapaz de os absorver.
Hubert Selby Jr. trabalhou de forma magistral temas que abordam a droga, a prostituição, a inadaptação ou  a violência doméstica, os mesmos que continuam a infernizar o presente.
Um livro inesquecível.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O Hobbit de J. R. R. Tolkien

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O prelúdio d’ O Senhor dos Anéis
A mais aguardada estreia cinematográfica de 2012
Esta é a história da aventura de um Baggins, que deu consigo a fazer e a dizer coisas completamente impensáveis…

Bilbo Baggins é um hobbit que desfruta de uma vida confortável e sem qualquer ambição. Ele raramente se aventura em viagens, não indo mais longe do que até à dispensa de sua casa, no Fundo do Saco. Mas este conforto será perturbado por Gandalf, o feiticeiro, e por um grupo de treze anões, que num belo dia chegam para o levar numa viagem «de ida e volta». Eles têm um plano para pilhar o espantoso tesouro de Smaug, o Magnífico, um dragão enorme e extremamente perigoso.
Encontros inesperados com elfos, gnomos e aranhas gigantes, um dragão que fala, e ainda a presença involuntária na Batalha dos Cinco Exércitos, são apenas algumas das experiências por que Bilbo passará.

O Hobbit é o prelúdio de O Senhor dos Anéis e já vendeu milhões de cópias desde a sua publicação, em 1937. É claramente um dos livros mais amados e influentes do século xx.

«Uma obra-prima incomparável», The Times


Leia o livro. Veja o Filme.
Estreia a 13 de Dezembro nos cinemas Zon Lusomundo!

Desportivo das Aves - 75.º Aniversário

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Título: Desportivo das Aves – 75.º Aniversário
Autora: Susana Cardoso
Editora: PortoNovo, Lda – Novembro de 2005
Páginas: 100

Sinopse:
Os 75 anos do Clube Desportivo das Aves adivinhavam-se muito difíceis, não só pela crise económica do país, mas também pelas responsabilidades do clube no momento. Com a graça de Deus acabou por ser uma época de ouro, na qual conseguimos a terceira subida de divisão ao primeiro escalão.
Faço votos para que todos os avenses se sintam orgulhosos deste livro, que foi feito com muita humildade e seriedade, e que terá um ou outro ponto de crítica, como, aliás, é normal neste género de recolha de informação.
No fundo, aqui está reunida toda a história do nosso grandioso clube, que, assim, ficará gravada para as gerações vindouras.

in Prefácio, pelo presidente Joaquim Eduardo Pereira Machado

Opinião:
Desde sempre estive ligada à escrita, quer pela minha profissão (jornalista) mas também porque desde pequena ia escrevendo alguns diários e, mais tarde, vários poemas que fui compilando num caderno que ainda não saiu da gaveta. Pelo meio desta minha paixão (adoro mesmo escrever) fui convidada, em 2004, para reunir em livro a história dos 75 anos do Clube Desportivo das Aves, sediado em Vila das Aves, no concelho de Santo Tirso. Um convite por intermédio do conhecido jornalista Bernardino Barros e que aceitei de imediato. Confesso que a pesquisa foi longa, demorei mais de quatro meses a ultimar esta obra que é a menina dos meus olhos por ter sido o meu primeiro livro.
Embora possa ser um pouco suspeita para falar desta obra vou fazê-lo com a maior das isenções, algo que sempre defendi ao longo da minha carreira profissional. Ao longo de cem páginas, o autor fica a conhecer a história deste pequeno grande clube, um exemplo a seguir no futebol português, porque é dos únicos que se pode orgulhar de não ter passivo, já que há uma norma a seguir por todas as Direções: quando terminam mandato têm de deixar as contas a zero. Assim vai sobrevivendo como o clube português mais antigo nas competições profissionais – já lá está há mais de duas décadas consecutivas – e mantém-se fiel aos princípios dos seus fundadores.
Com uma escrita simples, nesta obra encontram-se os diversos géneros jornalísticos, desde a entrevista, reportagem, pesquisa história, opinião, com o recurso a uma bibliografia extensa e à audição das figuras mais relevantes do passado. Desde as várias modalidades, passando pelos presidentes, treinadores e jogadores mais influentes, as instalações desportivas não foram esquecidas, tal como uma breve resenha sobre a Vila das Aves e a cidade de Santo Tirso, acompanhadas das respetivas entrevistas a Carlos Valente, atual presidente da Junta de Freguesia, e Castro Fernandes, também ele ainda a presidir à Câmara Municipal.
Esta é uma obra para os avenses guardarem no seu báu das recordações e ficarem a saber, por exemplo, que o CD Aves teve em tempos um ciclista que participou na Volta a Portugal em Bicicleta, as ruas da vila eram palco de espetaculos de desportos motorizados e, em 1986, a claque do clube – Força Avense - ganhou o prémio “fair-play” pelo seu comportamento exemplar nas bancadas dos vários estádios por onde passou.

Susana Cardoso

Saudações literárias





quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Amo ler porque... #1

4 comentários:
Decidi fazer esta nova rubrica porque o amor pela leitura é algo comum a todos os leitores do blogue contudo cada um de nós começou de maneira diferente! Durante este percurso houve UM livro que nos marcou especialmente em alguma altura e é disso que os nossos convidados irão falar! Amo ler porque... em dada altura da minha vida encontrei um livro especial que me marcou de uma maneira diferente! A nossa primeira convidada é já uma referência no meio, Sandra Sousa, administradora do blogue Mil Estrelas no Colo. Vejamos o que ela nos diz...


"Desde muito nova que os livros fazem parte da minha vida. Já antes de saber ler a minha mãe dizia que eu “lia sem saber ler”. Sentava-me nas escadas e lia em voz alta para os vizinhos e para os meus amigos imaginários. Perto da escola onde eu estudava havia uma pequena biblioteca e o momento alto do dia era poder passar por lá. Podíamos trazer até 5 livros e eram sempre 5 livros que eu trazia. O problema é que a biblioteca era (era porque já não existe) muito pequena e chegou a uma altura que eu praticamente já tinha lido todos os livros que eu gostava por isso desde muito cedo comecei a ler livros para pessoas mais velhas. Um desses livros foi O Monte dos Vendavais de Emily Bronte. Tinha 13 anos e este livro marcou-me profundamente! Desde então já o reli cerca de quatro vezes. Entretanto durante a adolescência continuei a ler muito e devorei vários livros do Nicholas Sparks e alguns policiais. 
Mas depois cresci…fui para a Universidade e a leitura ficou esquecida durante muitos anos. Só há alguns anos é que recordei de novo a minha pequena obsessão pela leitura e foi uma série muito conhecida que despertou o meu gosto pela leitura. Apesar de não ser de todo os meus livros favoritos contribuíram em muito para eu voltar a ler bastante e foi a saga Twilight. Depois dessa série já li imensos livros mas só recentemente li um livro que me voltou a marcar tanto como O Monte dos Vendavais e esse livro foi O Grande Amor da Minha Vida de Paullina Simons. Adorei o livro do início ao fim…é tão romântico e depois tem também um pouco de história. Adorei e penso que vai voltar a demorar bastante tempo para que eu volte a encontrar um livro que me marque da mesma forma". 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Entrevista a Liz Fenwick

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Nascida no Massachusetts e após nove mudanças internacionais, Liz Fenwick vive actualmente no Dubai com o marido e dois gatos (loucos). A sua primeira visita à Cornualha foi em 1989 comprando lá uma casa 7 anos depois e apesar de actualmente viver no Dubai o seu coração está sempre na Cornualha. O romance de estreia A Casa dos Sonhos foi publicado em Julho pela Quinta Essência e prepara neste momento o seu segundo romance A Cornish Affair que será publicado em meados de 2013, ficando os seus fãs a aguardar a versão portuguesa.
Simpática e bem disposta, Liz Fenwick acedeu de boa vontade a responder a umas perguntas nossas.

Crónicas de uma Leitora (CL): O gosto pela escrita surgiu a partir de que idade? 
Liz Fenwick (LF): Eu sempre quis contar histórias desde que eu me lembro, mas eu acho que tinha uns 12 ou 13 anos quando comecei a escrevê-las.

(CL): Tornar-se escritora foi sempre um desejo seu?
(LF): Ser escritora é o que sempre sonhei ... só que levou um muito tempo para ter a determinação de seguir em frente.

(CL): De que forma lhe surgem as ideias para o começo de um livro? 
(LF): O herói Mark era um interesse amoroso de outro livro, e eu queria contar a sua história. Havia também uma casa que sempre me intrigou. Além disso, havia o desejo de escrever sobre adolescentes quando eles estão naquela fase particularmente horrível.

(CL):Como surgiu a ideia para A Casa dos Sonhos? 
(LF): Foi realmente através da casa que começaram a surgir as ideias para a história.

(CL): No enredo de A Casa dos Sonhos nota-se que dá particular importância às relações familiares, em especial a relação agridoce de Maddie com a sua enteada Hannah. Em que é que se baseou na construção destas personagens? 
(LF): Eu adorava olhar para o conceito de uma família que não era realmente uma família. Como ser uma mãe quando nunca se foi uma, e se depara com uma criança que precisa de muito, mas muito de se abrir ...

(CL): No decorrer da escrita de um livro encontra personagens que acarinhe mais e personagens que, pelo contrário, despreze?
(LF): Eu não tenho certeza o que me estás a perguntar aqui. Mas foi muito divertido de escrever os "maus" personagens ... como Hannah. Eu também queria dar um par de estalos nela e dar-lhe uns valentes abanões, mas no final foi o que me fez também amá-la tanto.

(CL): Existem aspetos da personalidade de Maddie comuns a si? 
(LF): Sim, há um pouco de mim em Maddie como há em todas as personagens. A única coisa que eu compartilhei de mim com Maddie é a fé, que é o que faz a sua situação ser tão difícil. Perguntei-me sobre a única coisa que eu não faria ... um aborto, mas é claro que é fácil de dizer quando não se está nessa posição. Eu queria olhar para o que isso faria com vocês internamente se por um ato que vocês tivessem feito, algo que vocês só podiam odiarem-se, especialmente se fosse a única coisa que sempre tivessem querido. Mas, se há uma personagem é mais parecida comigo é Tamsin.

(CL): O que mais gostou durante a escrita de A Casa dos Sonhos? 
(LF): Eu amei escrever Hannah e o relacionamento com  Old Tom ... ela precisava de um mentor de alguém para lhe mostrar o que significa respeito. Foi muito bom escrever sobre o crescimento do seu relacionamento.

(CL): Trabalhou recentemente num novo romance, pode dizer algo sobre ele?
(LF): Eu terminei outro romance. Na Inglaterra, sairá em Maio de 2013 e é chamado de A Cornish Affair. Esperamos que ele seja traduzido para Português também. Tem lugar pouco antes de A Casa dos Sonhos e está situado na mesma aldeia. Tem muitas das mesmas pessoas nele incluindo Mark e Tamsin.

(CL): O seu percurso é interessante, viajando por vários locais e estabelecendo-se no Dubai, acha que isso influenciou a sua escrita?
(LF): O trabalho do meu marido levou-nos por todo o mundo ... Moscovo, Jacarta, Houston, Calgary e Dubai. Se viajar influenciou ou afetou minha escrita ... sim porque ajuda a olhar para lugares como um forasteiro. Eu acho que ajuda ser uma pessoa de fora como um escritor. Olhamos para as coisas de uma maneira diferente.

(CL): A Casa dos Sonhos foi muito apreciado em Portugal, gostaria de deixar uma mensagem para os fãs?
(LF): Fico muito contente de saber que gostaram do livro em Portugal e tenho adorado sabê-lo pelos leitores. Sinto-me muito humilde por lerem e gostarem. É um privilégio.

Agradecemos muito a Liz pela sua disponibilidade e simpatia!