Crónicas de uma Leitora: Outubro 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Solstício de Verão de Tara Moore - Opinião

1 comentário:
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 440
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789897260049



Sinopse
O Baile do Solstício de Verão dos Granville é sempre inesquecível. Todas as pessoas importantes da sociedade irlandesa reúnem-se em Carrickcross House - a propriedade rural da família - para uma noite de folia. Mas este ano a noite é muito especial: a matriarca Honoria vai anunciar o noivado do seu neto Rossa com Ashling Morrison. Ashling está delirante. Alto, moreno e bonito, Rossa é o partido perfeito, mas será demasiado bom para ser verdade? Por que motivo está Honoria tão interessada em fazer Ashling - enteada da sua arqui-inimiga Coppelia - parte do clã Granville? Poderá Carrick, o irmão de Rossa, manter a sua posição como herdeiro legítimo? E o que fará a implacável Coppelia? Com a promessa de convidados distintos, bebidas, danças e assassínio... será um solstício de verão inesquecível!

Opinião

Este foi um livro um pouco dúbio para mim, não o caraterizando nem na categoria de romance nem de policial. Durante praticamente toda a sua leitura senti-me dividida entre o continuar e o deixar a meio, um enredo interessante mas uma escrita que a mim faltou um fio condutor mais visível.

O tema em si era interessante, no decorrer do seu desenvolvimento acabou por se tornar ainda mais interessante, no entanto achei sempre que lhe faltava qualquer coisa, como um prato perfeitamente confecionado, com os ingredientes certos exceto o que lhe confere um sabor mais apurado; o sal.

A inimizade crescente entre Honoria e Coppelia poderia ter sido muito melhor explorada e, sem sombra de dúvida que o final poderia ter levado os leitores às lágrimas, a exclamações de incredulidade, obrigando-nos a reler os últimos capítulos. Para mim o final deveria ter sido como o «crescendo» de uma ópera, arrepiando todos os pelos de nosso corpo e nunca abrupto e totalmente previsível.

Faltou-me mais romance, mais intensidade, mais drama terminando de forma desadequada na qual ficamos sem conhecer o desenvolvimento que certas revelações tiveram na vida dos protagonistas.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ampulheta de Claudia Gray - Opinião

2 comentários:

Ampulheta

Género: Fantástico 
Autor: Claudia Gray
Editora: Editorial Planeta
Páginas: 312

Sinopse: 

Depois de fugirem da Academia Evernight, a escola de vampiros onde se conheceram, Bianca e Lucas refugiam-se com os Cruz Negra, um grupo de elite de caçadores de vampiros.
Bianca obriga-se a esconder a sua herança sobrenatural ou correr risco de vida. 
Mas quando os Cruz Negra capturam o seu amigo Balthasar, todos os segredos começam a ser revelados. 
Em breve, Bianca e Lucas orquestram a sua fuga com Balthazar, mas são perseguidos não só pelos Cruz Negra como pelos perigosos e poderosos chefes de Evernight. No entanto, por muito longe que consigam ir, Bianca não pode escapar do seu destino. 
Bianca sempre acreditou que o seu amor por Lucas poderia sobreviver a qualquer coisa, mas poderá de facto resistir ao que está para vir?

Opinião:



Assim que li o primeiro livro desta saga - Evernight- fiquei fã da Claudia Gray, ela é realmente soberba, na criação das suas personagens. O amor entre uma semi-vampira e um caçador de Vampiros foi de génio.

Neste 4º livro da saga testemunhamos as decisões que o casal tem de optar para preservar esse amor.

Bianca e Lucas refugiam-se na Cruz Negra, para fugirem aos vampiros que os perseguem, no entanto esse refúgio fica comprometido, quando a Cruz Negra descobre quem realmente ela é. A partir daí eles não vêm outra solução senão, fugir.

Entre fugas, esconderijos, encontros letais com outros vampiros, este livro fascinou-me como vem acontecendo com os anteriores. Tenho apenas um pequeno senão a apontar, achei que nas ultimas páginas do livro a autora, de forma repentina, mesmo sendo um livro de género fantástico, excedeu-se um pouco no destino que deu à personagem Bianca, no contexto da história que vinha seguindo, o que me levou a uma quebra no desfrutar da sua leitura. Mesmo assim é um livro que recomendo e que gostei imenso de ler. Estou curiosa e ao mesmo tempo receosa do desenvolvimento que a autora dará à personagem Bianca no próximo livro, de qualquer forma irei sem dúvida lê-lo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A ler brevemente...

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Título: Morto por Pecar
Autor: Stephen Booth
Colecção: Crime Perfeito
Preço: 26.15 €
Pp.: 368

Após uma descoberta macabra na quinta de Pity Wood em Peak District, a Polícia é chamada ao local. Durante os trabalhos de conservação da quinta, um dos operários desenterrou uma mão conservada em argila. Na sequência de várias escavações e investigações policiais, dois cadáveres são descobertos e apenas se sabe que não foram enterrados em simultâneo.
Com poucos dados forenses, os agentes Ben Cooper e Diane Fry terão de descobrir o misterioso passado da quinta e deparam-se com um longo historial de exploração de trabalhadores pobres. Onde estará a verdade nesta horrível história? No passado sombrio da quinta ou nas íngremes ravinas de Peak District, à espera de ser revelada?
Stephen Booth nasceu na cidade fabril de Burnley, no Lancashire, e manteve-se ligado aos Peninos durante a sua carreira como jornalista da imprensa escrita. Vive com Lesley, a mulher, numa casa antiga em Nottinghamshire e os seus interesses incluem o folclore da região, a Internet e as caminhadas pelas colinas do Peak District. Notícias actualizadas das publicações e compromissos mais recentes de Stephen Booth podem ser encontrados no seu sítio na Internet:www.stephen-booth.com

Crítica: «Booth é um dos melhores escritores de policiais da actualidade.» — Sunday Telegraph


Brevemente opinião aqui no blogue!

domingo, 28 de outubro de 2012

[Opinião]A Árvore dos Segredos de Sarah Addison Allen

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Autor: Srah Addison Allen
Edição/reimpressão: 2011
Páginas:276
Editor: Quinta Essência
Sinopse:
Sarah Addison Allen dá-nos as boas-vindas a uma nova povoação: Walls of Water, na Carolina do Norte, onde os segredos são mais espessos do que o nevoeiro das famosas quedas-d’água da cidade, e as superstições são, de facto, reais.
Willa Jackson vem de uma antiga família que ficou arruinada gerações antes. A mansão Blue Ridge Madam, construída pelo bisavô de Willa durante a época área de Walls of Water, e outrora a mais grandiosa casa da cidade, foi durante anos um monumento solitário à infelicidade e ao escândalo. E a própria Willa há muito se esforçou para construir uma vida para lá da sombra da família Jackson. Não é tarefa fácil numa cidade moldada por anos de tradição e com fronteiras bem demarcadas entre ricos e pobres.
 
Opinião:
Fui seduzida pelas histórias e pela escrita da Sarah Addison Allen quando li "O Jardim Encantado", que adorei e logo soube que tinha de ler todos dela. Mas de facto este foi o meu preferido.
Neste livro, conhecemos os mundos diferentes de Paxton Osgood e de Willa Jackson que, ao fim ao cabo, estão ligados e voltam-se a ligar 75 anos depois.
Paxton decide restaurar e trazer nova vida à mansão Madam, onde a sua avó e a avó de Willa tinham formado um clube de sociedade feminina. Ao restaurar a mansão, desenterraram-se segredos do passado que há muito estavam esquecidos, dando uma volta descomunal na vida das personagens.
Aquilo, que acho, que toda a gente passou, o passado do liceu ou da secundária em que somos levados para os chamados grupos, em que somos rotulados, foi o que aconteceu às personagens: uma rebelde, a menina perfeita, a aberração e o homem esperto, pertencentes a diferentes grupos, descobrem que o passado é passado e que só lhes resta é viver o futuro, sem ter tempo para olhar para trás.
Um pessegueiro, um belo pessegueiro que não era suposto estar no jardim. Nunca esteve a não ser no final do clube. E agora Paxton quer destrui-lo, deitá-lo abaixo, apenas para a casa ser como era. As avós sabem porquê que aquele estúpido pessegueiro não deve ser deitado abaixo, há demasiada história por baixo dele, demasiadas coisas para se esconder. E Paxton só acredita nisso quando e encontrada uma mala no meio das raízes.
Willa e Colin foram as duas personagens que adorei, talvez por me identificar com eles, simples e completamente perfeitos.
Paxton nem tanto, mas pela sua maneira de ser, é uma personagem igualmente forte, mas por vezes irritava-me. O que é bom! Sarah Addison Allen tem essa magia, de criar personagens que nos parecem reais, porque nos faz ligar a elas, amando-as ou odiando-as, tipicamente "escolar". Mas Paxton vive disso das aparências.
Com uma escrita fluída e apaixonante, a autora consegue prender-nos e fazer-nos sentir culpados se pararmos de ler o livro, mostrando-nos o que a amizade quer realmente dizer.
Acolhedor e simplesmente maravilhoso, volto a repetir que foi dos melhores livros que li.

Deixo uma parte que pode ter spoiler.

"- Tens razão, apaixonar-me por ti, foi algo que aconteceu naturalmente. E essa é a melhor coisa que resultou das minhas visitas.
- Já te disse várias vezes que deixasses de passar cá quando estás cansado. Dizes coisas que não deves.
Colin levantou a cabeça, olhando para ela com uma expressão séria.
- E porque não devia ter dito isso?
- Porque não sei se sabes quem realmente sou. - respondeu ela com sinceridade.
Como poderia ele saber, quando ela própria só recentemente começara a descobrir isso?
- Pelo contrário. Tenho andando a prestar muita atenção.
- Diz-me isso pela manhã e talvez acredite em ti. - retrucou Willa, com um abanar de cabeça.
- Está bem.- estendeu as mãos para os lados, passando-as pelo estofo do sofá. - Posso dormir outra vez no teu sofá? Foi a única boa noite de sono que tive desde que cheguei.
- Está bem. - concordou Willa, suspirando. - Vou buscar uma almofada.
- Não, não quero nenhuma almofada. - recusou Colin. - Só tu.
(...)
Colin inclinou-se para ela, obrigando-a a deitar-se de costas. Ainda de pé, mas as mãos ao lado do tronco dela, fitou-a e disse:
- Willa?
- Sim?
- Já é de manhã.
- Eu sei.
- E continuo apaixonado por ti."



"O Grande Amor da Minha Vida" - Paullina Simmons

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O Grande Amor da Minha Vida - O Cavaleiro de Bronze (Tatiana and Alexander #1)


Sinopse:
Tatiana vive com a família em Leninegrado. A Rússia foi flagelada pela revolução, mas a cidade mais cosmopolita do país guarda ainda memórias do glamour do passado. Bela e vibrante, Tatiana não deixa que o dramatismo que a rodeia a impeça de sonhar com um futuro melhor. Mas este será o pior e o melhor dia da sua vida. O dia assombroso em que conhece aquele que será o seu grande e único amor. Ameaçados pela implacável máquina de guerra nazi e pelo desumano regime soviético, Tatiana e Alexander são arremessados para o vórtice da História, naquele que será o ponto de viragem do século XX e que moldará o mundo moderno.

Opinião:
Um triângulo amoroso no meio da Segunda Guerra Mundial. É a isto que se resume o livro “O Grande Amor da Minha Vida – O Cavaleiro de Bronze”, 1º livro da trilogia Tatiana e Alexander da autora russa Paullina Simons. Mas isto é apenas uma síntese do que as 700 páginas deste livro me transmitiram ao longo de duas semanas de leitura.

O livro tem como pano de fundo a Rússia dos anos 40, quando é invadida pelos alemães a mando de Hitler. Nesta Rússia ameaçada pelos nazis, conhecemos na cidade de LeninegradoTatiana de 17 anos, muito madura e consciente da situação que o seu país atravessa mas esperançosa no seu futuro. Devido à sua gula por gelados, conhece Alexander, um soldado do Exército Vermelho. They fall in loveE é este amor que nos irá prender, emocionar, fazer rir e chorar durante todo o livro.

Eu não vou contar a história, pois a magia deste livro é mesmo ler (ou devorar) todas as frases, todas as palavras e sentir a magia, a alegria, a mágoa, o drama, o sofrimento que este livro nos trás. A escrita da autora é viva, aquele tipo de escrita que nos transporta para acção, que nos leva para o interior das personagens. Damos por nós a sentir o que as personagens estão a sentir e a viver o amor do par protagonista. Sendo um romance histórico, os detalhes e descrições da guerra e de outros acontecimentos políticos não são poupados, e foi muito bom ver todo o enquadramento, principalmente quando é tão bem construído e detalhado. A pesquisa histórica está muito bem feita e pude realmente aprender algo. Adoro isso num bom livro.

Eu adorei a Tatiana, apesar da sua tenra idade, a personagem sofre uma evolução enorme ao longo do livro, a Tatiana das últimas páginas não é de todo a Tatiana no início deste livro. Ela é adorável, amiga, forte, inteligente (mesmo com 17 anos, consegue compreender bem as políticas do seu país, a guerra e o comunismo). Talvez a minha cena favorita é quando ela decide comprar um gelado, mesmo sabendo que a Rússia está prestes a ser bombardeada e que brevemente a sua vida irá mudar, mesmo sabendo que o futuro não é risonho, a esperança é sempre a última a morrer e até num clima de guerra, de fome e de miséria, há felicidade. Para Tatiana, aquele gelado era o seu último momento de felicidade genuína. E digamos que, se não fosse o gelado, não teria conhecido o amor da sua vida, o belo e gentil Alexander, um herói vindo da América e agora a lutar e representar a Rússia, o país que escolheu para ser o dele. Apanhado por um triângulo amoroso, irá sofrer pelo amor de Tatiana mas no fim tudo irá valer a pena.

Não é um romance bonito, como talvez algumas leitoras pensam, nem é uma história de amor destinada ao público feminino. É um livro forte que retrata um amor heróico, impossível de abalar. Um livro de qualidade que recomendo sem dúvida.

O final do livro deixa-nos com uma vontade imensa de pegar no segundo volume, a ser publicado brevemente (espero eu!pela Asa.

Mafi

sábado, 27 de outubro de 2012

Coração Envenenado de S. B. Hayes - Opinião

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Sinopse:
Quem é Genevieve? Que segredos esconde? Por que razão está tão determinada a destruir a vida de Katy?
Para onde quer que Katy se vire, Genevieve está lá – na escola, com as amigas de Katy e, o pior de tudo, a tentar seduzir o novo e sexy namorado de Katy. Apesar de ser muito popular, Genevieve esconde uma faceta ameaçadora, uma faceta perigosa que só revela a Katy: Eu sou o teu pior pesadelo!
Será que Genevieve é simplesmente uma rapariga que teve uma infância difícil? Ou será que esconde debaixo do seu encantador sorriso algo sinistro, algo sobrenatural?
Um romance sobre as reviravoltas da amizade, do amor e da maldade que não vais conseguir parar de ler.

Opinião:
Quando li a sinopse pensei "que bom outro livro de fantástico", então assim que ele chegou peguei logo nele mas depois de ler pouco mais de 100 páginas ainda estava sem saber se estava a gostar do livro ou não. Era bom mas demasiado simples, a história estava bastante morna o desenvolvimento fraco e simplesmente não havia nada de sobrenatural. Mas não desisti pois uma vez que a trama era bastante fácil e acessível a sua leitura fazia-se sem grande entraves. Entretanto comecei a envolver-me na história, a tentar perceber as motivações de ambas as personagens femininas e comecei realmente a gostar. A investigação levada a cabo por Katy para tentar perceber quem era Genevieve levou-a a um amadurecimento bastante visível ao longo do livro e a mudança súbita da antagonista já perto do final leva-nos a suspeitar que a sua saúde mental está realmente debilitada. Julgo ter havido uma quebra no ritmo dos acontecimentos que quase nos transporta para uma ação que deveria ter demorado mais a chegar.

De fantástico não tem nada é uma realidade por isso os amantes deste género não julguem que irão encontrar aqui algo de sobrenatural, há apenas referências a isso e de uma forma pouco aprofundada. A reviravolta final está muito bem conseguida, a busca de Katy pela verdade leva-a a descobrir mais sobre si própria do que achou possível contudo alguns acontecimentos foram desnecessários.

Um romance para adolescentes e jovens adultos que os leva a pensar que talvez andem a ler livros de fantástico a mais que o leva a imaginar coisas e a ver o que não existe. A personagem mais coerente ao longo de todo o livro é Luke e a mais fraca é sem dúvida a mãe de Katy, uma personagem apagada que devido aos acontecimentos do passado julgo que deveria ser forte e determinada mas acaba por se limitar a assistir a todos os acontecimentos à parte raramente interferindo.

Apesar dos aspectos negativos que saliento o livro é de facto uma leitura fácil e envolvente, vemo-nos muitas vezes a pensar o que faríamos no lugar de Katy, como resolveriamos a situação, de que maneira conseguiriamos ultrapassar os obstáculos que se atravessam no seu caminho e se de facto agiriamos como ela. No fundo gostei bastante e recomendo a sua leitura que sem grandes floreados nos leva a entrar na história.

Nota: Faltou acrescentar que a Civilização fez uma excelente aposta mantendo a capa original, o tamanho do livro menor que o normal mas maior que tamanho de bolso e um preço extremamente apelativo.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Passatempo

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Quem quer ganhar um exemplar autografado do livro de Sérgio Ferreira? O livro estará a sorteio aqui no blogue até dia 31 de Outubro e será enviado directamente pelo autor com um autografo personalizado! Boa? Então vamos às regras:

1. Decorre até às 23h59 de 31 de Outubro
2. Só poderão participar residentes em Portugal
3. A Administração do blogue e o autor Sérgio Ferreira não se responsabilizam por extravio ou atraso dos ctt
4. Ser fã da página ou seguidor do blogue
5. Preenchimento do questionário AQUI

"1984", de George Orwell - Opinião

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Autor: George Orwell
Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 314
Editor: Antígona
 
 
Sinopse:
1984 oferece hoje uma descrição quase realista do vastíssimo sistema de fiscalização em que passaram a assentar as democracias capitalistas. A electrónica permite, pela primeira vez na história da humanidade, reunir nos mesmos instrumentos e nos mesmos gestos o trabalho e a fiscalização exercida sobre o trabalhador. O Big Brother já não é uma figura de estilo - converteu-se numa vulgaridade quotidiana.
 
Opinião:
Visionário. Palpitante. Provocador.
George Orwell foi conhecido por utilizar a literatura para alertar a sociedade para aquilo que, infelizmente, os seus textos acabaram por não conseguir evitar.
Existem livros que marcam por causa de uma personagem, ou por um estilo de escrita, ou por descrições quase visuais, ou por uma infinidade de razões (ou conjunto delas). Depois, há os livros que se destacam pela sua essência. São os mais raros e 1984 é um deles. Faz os leitores sentirem que, por onde quer que o enredo seguisse, o interesse naquilo que o autor tinha para dizer nunca se pudesse desvanecer. A mensagem passa a ser o mais importante e o resto são acessórios, excelentes acessórios, contudo.
Esta ficção, que prevê uma sociedade amarrada a conceitos onde o sistema remove a liberdade aos cidadãos, num mundo organizado de uma forma diferente à nossa realidade, faz-nos pensar sobre tudo o que existe e sobre aquilo que verdadeiramente desejamos.
Foi o único livro que li no qual não tive curiosidade de saber o final, porque o destino do enredo esteve traçado desde o seu início, fosse qual fosse o caminho trilhado.
Foi escrito nos finais dos anos 40, o que torna ainda mais genial o conceito criado por Orwell. 


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Portugal, Terra de mistérios

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Título: Portugal, terra de mistérios
Autor: Paulo Alexandre Loução
Editora: Ésquilo (1ª Edição, Abril 2001; 2.ª Edição, Maio 2001; 3.º Edição, Dezembro 2001; 4.ª Edição, Abril 2003)
Páginas: 400


Sinopse:
Depois do aturado trabalho de investigação, “Os Templários na Formação de Portugal”, Paulo Alexandre Loução percorreu Portugal ao encontro de símbolos, tradições e lugares mágicos, verdadeiros tesouros espirituais que merecem ser estudados, interpretados e sentidos, pois constituem uma riquíssima memória cultural e espiritual do nosso país de que urge tomar consciência.
O autor, enquadrando a sua interpretação simbólica tanto no âmbito da Nova Antropologia como da tradição esotérica, transporta-nos, através de símbolos, ao período da fundação que conforma o Portugal Mítico das Origens e, indo mais além, faz-nos viajar até à magia da antiga Lusitânia, a “Cidade da Luz”, e da misteriosa Ophiussa, a “Terra das Serpentes”.

Opinião:
Como apaixonada pela arqueologia (uma especialidade que, num futuro próximo, me irei especializar) e pela história do nosso país, este foi um dos livros que mais apreciei ler. Uma obra de auto nível, resultado de um grande trabalho de investigação por parte de Paulo Alexandre Loução para reavivar as memórias culturais e espirituais de Portugal, que percorreu o país de lés a lés na procura da descodificação de símbolos ancestrais existentes em vários monumentos, pertencentes a variados períodos da história, muitos deles abandonados à sua sorte mas que mereceram a atenção deste especialista na matéria. Recorrendo a uma vasta bibliografia, como suporte do seu trabalho, explica de forma clara e objetiva cada imagem existente numa igreja ou mosteiro como resultado do legado de um determinado povo que passou pela antiga Lusitânia e lá deixou a sua marca para a posteridade.
A cultura rica do nosso país assim o merece e pode-se dizer que para mim este livro funcionou como uma espécie de guia turístico que me levou a perceber toda a vertente esotérica, uma área que também me agrada profundamente, de um Portugal que merece ser conhecido por nós de uma forma mais apegada. Por isso, quando um dia, em trabalho, estive uns dias em Celorico da Beira aproveitei para conhecer de perto a famosa Pedra do Sino, colocada em cima de uma fraga, além dos diversos sarcófagos espalhados no local. Também a Capela-gruta dedicada ao culto mariano, situada nas imediações do Santuário de Nossa Senhora da Penha, em Guimarães, minha cidade natal, é para mim um local de culto, porque representa a ligação à Mãe-Terra. Dolmens, Menires e Mamoas descritas no livro também já mereceram a minha visita e, posso dizer, que fiquei encantada porque uma aventura no desconhecido é sempre um desafio aliciante. Aconselho vivamente esta leitura porque, tal como eu, vão ficar mais enriquecidos e orgulhosos da nossa pátria.

Susana Cardoso
Saudações literárias

Crónica da Vera #2

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Crónica do dia: Vicio dos livros
Por: Vera Carregueira











O amor pela leitura nasceu comigo, só pode! Não me lembro de nunca ter tido livros, ainda nem sabia o que isso era e os meus pais ja me faziam uma coleção do circulo de leitores de livros da Condessa de Ségur. Lindissimos, eram livros que me encantavam por se passar no seculo XIX e que ensinavam verdadeiros valores, amizade, entreajuda, solidariedade, lindos. A essa coleção seguiu outra e outra. Guardei tudo religiosamente para um dia passar aos meus filhos, assim o fiz! Os meus gostos foram crescendo, evoluindo mudando. No verão que fiz 15 anos tinha centenas de livros Harlequin oferecidos por uma tia, todos em pt-br, juro que passava os dias agarrada a eles e chegava a ler 3 por dia. Um ritmo alucinante. 

Ao chegar à idade adulta o amor pelos livros não morreu, nem sequer adoeceu, aliás nunca se atreveu a um pequeno espirro mas fui colocando outras coisas à frente. Trabalho desenfreado, reuniões familiares, a falta de dinheiro também não ajudava e ia fingindo que ficava feliz com 3 ou 4 livros por ano. Relia avidamente o que tinha, quase decorando as páginas. 

O meu amor à leitura fez-me querer criar o blogue e depois pensei: e agora? Como vou fazer para arranjar livros para ler? Tou feita! Falando com uma amiga que fazia troca de livros decidi ir cuscar desavergonhadamente o que se passava em vários grupos do facebook dedicados a trocas ou vendas de livros em segunda ou terceira ou mesmo quarta mão. Com a mesma qualidade de um livro novo poderia desfazer-me de algum livro que tivesse gostado menos ou que já tivesse farta de ler e comecei aos poucos a trocar um aqui, outro ali...

Conheci gente, muita gente, gente espectacular que me mostrou livros novos, fabulosos que me apaixonaram. Infelizmente e acho que acontece o mesmo com todos os amantes de livros comecei a ver livros que não conhecia, lia as sinopses e também queria este e aquele, construi listas de livros que queria ter enormes, proporções épicas mesmo. Desorientei-me porque queria tudo e não conseguia ler ao mesmo ritmo que os livros iam surgindo nos grupos. Quantas vezes a pessoa que tinha o livro que eu queria não gostava de nenhum da minha lista de livros para troca o que levava a um "desespero" de perder o livro.

 Troquei e voltei a trocar comecei inclusive a reservar o que ainda não tinha lido entrei num ritmo alucinante e comecei a ficar stressada. Mas tem alguma lógica já estar a trocar o que ainda não li??? O amor pela leitura estava-se a perder, ler à pressa e passa a outro não faz de todo o meu estilo. As trocas estavam a virar um vicio, cheguei a trocar livros sem os ler porque perdia a vontade com a pressão da pressa! Parei... Coloquei um travão nisto tudo! Tenho livros para enviar e outros para receber mas estou confiante que dentro de um mês estarei com tudo resolvido e acabarei com as trocas nos tempos mais proximos. Tenho cerca de 30 livros por ler o que me deixa feliz. Portanto neste momento o stress diminuiu consideravelmente e concluindo o que tenho em mãos acaba de vez.

Quem é que já se meteu numa alhada destas? Quem tem o vício das trocas?

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Jardim Encantado de Sarah Addison Allen - Opinião

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O Jardim Encantado
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 270
Editor: Quinta Essência
ISBN: 9789899578838



Sinopse
Num jardim escondido por trás de uma tranquila casa na mais pequena das cidades, existe uma macieira e os rumores que circulam dão conta de que dá um tipo muito especial de fruto. Neste encantador romance, Sarah Addison Allen conta a história dessa árvore encantada e das extraordinárias pessoas que dela cuidam...
As mulheres da família Waverley são herdeiras de um legado mágico — o jardim familiar, famoso pela sua macieira, que produz frutos proféticos, e pelas suas flores comestíveis, imbuídas de poderes especiais que afectam quem quer que as coma.
Proprietária de uma empresa de catering, Claire Waverley prepara pratos com as suas plantas místicas — desde as chagas que ajudam a guardar segredos até às bocas-de-lobo destinadas a desencorajar intenções amorosas. Entretanto, a sua idosa prima Evanelle é conhecida por distribuir presentes inesperados cuja utilidade se torna mais tarde misteriosamente clara. São elas os últimos membros da família Waverley — com excepção da rebelde irmã de Claire, Sydney, que fugiu da cidade há muitos anos.
Quando Sydney regressa subitamente a Bascom com uma filha pequena, a tranquila vida de Claire sofre uma reviravolta, bem como a fronteira protectora que erigiu tão cuidadosamente em redor do seu coração. Juntas uma vez mais na casa onde cresceram, Sydney reflecte sobre tudo o que deixou para trás ao mesmo tempo que Claire se esforça por sarar as feridas do passado. E em pouco tempo as irmãs apercebem-se de que têm de lidar com o seu legado comum para viverem as alegrias do futuro que se anuncia.


Opinião:

Este foi o segundo livro que li a autora, tendo lido 1º O Quarto Mágico durante uma tarde. Para começar devo dizer que acho a escrita desta autora extremamente envolvente, ela lança-nos um feitiço e passadas algumas páginas, somos transportadas para dentro do livro vivendo a própria estória em conjunto com os seus protagonistas.

Quando li a sinopse associei ao filme Magia e Sedução com a Sandra Bullock (a qual associei a Claire) e Nicole Kidman (que associei a Sydney). Gosto quando associo as protagonistas a uma cara e realmente no decorrer da leitura deste livro, estive constantemente com a companhia da Sandra e da Nicole. Relativamente à estória em si, é apaixonante, lê-se de uma vez só e acabamos por criar laços com as personagens e a sentir vontade de passar uns dias de férias naquela cidadezinha!!!! As personagens são bastante peculiares, com caraterísticas bem próprias que funcionam como as especiarias fundamentais de uma refeição lauda e gratificante.

As duas irmãs têm personalidades completamente distintas mas são o reverso de uma mesma moeda, sós teriam vidas medianas, em conjunto serão capazes de deixar o seu cunho pessoal na história da cidade! Adorei a prima Evanelle, seria maravilhoso existir uma personagem destas na minha família, tão sui generis e sendo o fio condutor da própria narrativa.

Este é um livro que se lê com um sorriso no rosto, seja enrolada num sofá, no metro a caminho do trabalho, no intervalo da hora de almoço ao mesmo tempo que comemos. Sempre que sair um novo livro da autora irá para o topo da minha wishlist uma vez que acredito que, apesar de a magia não existir a olho nu, ela abraça-nos diariamente, aquece-nos o coração através da leitura deliciosa de livros como este onde acabamos por fechar os olhos, recostamo-nos para trás e damos asas à nossa imaginação!

Um grito de ajuda de Steve Mosby - Opinião

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Autor: Steve Mosby
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 272
Editor: Europa-América
Coleção: Crime Perfeito

Sinopse:
Quando viu os seus amigos pela última vez? 
Dave Lewis é um homem assombrado pelo seu passado. Entre a morte do irmão, o desgosto dos pais e o afastamento de Tori, a sua ex-namorada, Dave tenta convencer-se de que não tem contas a ajustar com o seu passado. 
Quando um assassino persegue várias mulheres, as rapta e se faz passar por elas, enviando mensagens e e-mails a familiares e amigos das vítimas, Dave Lewis é o principal suspeito depois de Tori aparecer morta. Mas Sam Currie, o agente responsável, parece acreditar na sua inocência. Resta-lhes descobrir o perigoso assassino e o que fariam para salvar os seus entes queridos.

Opinião:
Mais um livro carregado de emoção e ansiedade que nos prende desde o inicio. Com personagens forte e marcantes Um grito de ajuda é sem dúvida uma obra de mestre, como não me canso de chamar Steve Mosby. Pormenores desinteressantes e factos adquiridos são totalmente transformados às suas talentosas mãos. A ansiedade de apanhar o assassino é crescente, uma espiral de sentimentos que culmina com a reviravolta final que nos deixa mais uma vez embasbacados.
Desta feita temos um assassino frio, cruel, doentio. Deixa as suas vítimas amarradas à cama para ali morrerem entrando em contacto com a família como se fosse a pessoa que está a deixar à morte de maneira a que ninguém se aperceba o que está a acontecer. Mais uma temática actual e que nos deixa a pensar! Até que ponto a nossa rede de amigos e a nossa família está próxima de nós o suficiente para saber quando estamos em perigo, para perceber quando não somos nós a responder quando nos contactam. De novo vemos a componente psicológica em grande foco como já vem sendo hábito nos seus livros.
Como vem sendo hábito nas suas obras além do tema central somos da obra somos confrontados com outros em menor plano mas igualmente importantes. Violência contra menores, violência doméstica, corrupção policial e a polaridade de uma das personagens e no seu internamento. Mosby dá-nos vários núcleos disfuncionais que nos prende desde o inicio.
A ação passa-se mais uma vez em dois tempos distintos, de um lado vemos Dave como narrador participante pelo outro temos um narrador-omnisciente quando se trata de Sam Currie o detetive da policia. A vida de ambos cruzam-se mais que uma vez sendo que vamos tirando as nossas ilações e construindo as nossas conclusões que mais uma vez nos mostram que estamos errados e não conseguiriamos chegar nunca à verdade.
Um livro de nos tirar o fôlego que aconselho a todos, não só amantes de policiais mas a todos os amantes da leitura. Um livro forte, realmente marcante!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

"Os Homens que Odeiam as Mulheres", de Stieg Larsson - Opinião

1 comentário:

Autor: Stieg Larsson
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 576
Editor: Oceanos

Sinopse:
O jornalista de economia MIKAEL BLOMKVIST precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro HANS-ERIK WENNERSTÖM e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. HENRIK VANGER, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem LISBETH SALANDER. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.

Opinião: 
Admito que não sabia muito bem o que esperar deste livro. Tinham-me dito que me iria deparar com um policial recheado com problemas políticos suecos, e eu não fazia ideia de como isso se iria relacionar com o título. Aliás, acho que foi o título do livro que mais me indignou enquanto não comecei a ler o livro, não só pela sua força, mas porque não revelava claramente a sua intenção. Agora, claro que tudo faz sentido. Depois da leitura, e depois dos dados estatísticos disponibilizados no livro, é fácil perceber que a Suécia é um país onde realmente existe ódio pelas mulheres.
Foi muito fácil embrenhar-me na leitura. Apesar de ser um livro com um tamanho considerável, li-o rapidamente, tal era a forma como Larsson me envolveu na história. Admito que a parte política me passou um pouco ao lado, pois é um tema do qual estou completamente de fora, mas felizmente o autor também foi bastante breve no que a isso tocou. Por isso, resultou um livro muito bem constituído e pouco convencional em comparação com os policiais que li até hoje. Senti-me até um pouco como se estivesse a ler algo escrito por Agatha Christie!
Não vou revelar pormenores da trama, mas posso dizer que é uma história em que acontece tudo aquilo que não estamos à espera. Começando pelo caso nunca resolvido do desaparecimento de Harriet, e terminando num crime de proporções horríveis, muita coisa me deixou boquiaberta. E, só para provar o ritmo frenético do livro, vejam que a mais de 100 páginas do final já estava resolvido aquele que eu pensava que era o ponto central da história! (Vá, para mim era mesmo o ponto central da história, porque como já disse, a parte política passou-me um pouco ao lado). E então, quando se faz essa descoberta, o autor mostra-nos que afinal andamos às voltas em busca de nada... 
O livro pode chocar em algumas partes, muitas delas protagonizadas por Lisbeth Salander. Foi nestas partes que realmente percebi porque é que o título se encaixava tão bem. Realmente, é difícil acreditar que coisas como as que são retratadas no livro possam acontecer num país que se diz civilizado! Juro que ao ler essas páginas o meu estômago se revolveu e não consegui deixar de sentir uma crescente revolta!
Concluindo, este é um livro genial. De leitura rápida, com uma trama espectacular, com um tema interessante e envolvente. Este é o livro que iniciou a era dos policiais suecos e mostrou muito do que anda mal na Suécia, o que valeu várias ameaças ao autor (e, quem sabe, a própria morte!). Estou desejosa de pegar no segundo volume e continuar a ler este excelente trabalho do autor.


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

[opinião] À Procura do Amor de Jodi Picoult

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Autora: Jodi Picoult
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 376
Editor: Civilização

Sinopse:
Durante anos, Jane Jones viveu na sombra do marido, Oliver Jones, um conhecido oceanógrafo de San Diego. Mas na sequência de uma acesa discussão, Jane parte com a filha adolescente, Rebecca, numa odisseia pelo país, orientada pelas cartas do irmão Joley, que as guia até ao seu pomar de macieiras em Massachusetts, onde a esperam algumas revelações surpreendentes sobre si própria. Oliver, especializado em seguir baleias-de-bossa pelos vastos oceanos, irá agora seguir a mulher através de um continente e descobrir uma nova forma de ver o mundo, a família e a si próprio: através dos olhos de Jane.
Opinião 
Este foi o primeiro livro que li da Jodi Picoult. E de certa forma não o li com qualquer expectativa.
Devo dizer que o inicio era muito aborrecido e não me conquistou lá muito, mas continuei e apesar de tudo revelou-se ser um livro até interessante.
Cada capitulo é um ponto de vista de uma pessoa diferente e na personagem principal vai entre o passado e o presente, enquanto que os restantes contam a história cronologicamente. Aparentemente pode parecer confuso e confesso que no inicio foi-me complicado perceber estas mudanças, mas habituamos-nos a estas "viagens".

Tal como diz a sinopse Jane e Rebecca,partem numa odisseia pelo país depois de Jane ter uma grande discussão com o marido, o famoso oceanógrafo em San Diego.
Elas seguem então até ao pomar de macieiras em Massachusetts. enquanto que Oliver segue a mulher através do continente revelando a si mesma uma maneira diferente de ver o mundo e o amor, a sua família e especialmente a si mesmo.
Pessoalmente gostei do jogo, ler a história contada de diferentes pontos de vista e depois vê-las interlaçar-se e do ponto de vista de Rebecca o que aconteceu e como chega ao presente. No geral, tal como o titulo diz, todas elas andam à procura do amor á sua maneira.
Quantos ás personagens,achei toda bem pensadas, Rebecca revelou-se ser bastante adulta apesar dos seus 15 anos, já a mãe Jane que é praticamente indecisa e depressiva revelou-se ser o contrário da filha, que nos leva ás paixões da adolescencia.

Algo que acho que não calhou bem foi talvez a paixão que as personagens principais (Rebecca e Sam) tiveram, pois parecia que não tinha vindo de lado nenhum, simplesmente apareceu do nada.

Sendo o primeiro livro que leio da autora, acho que a escrita é simples e de fácil leitura,que nos envolve na descoberta do amor.

Divulgação - Ao encontro do teu silêncio de Sérgio Ferreira

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A Obra:

O livro “Ao Encontro do teu Silêncio” é uma página da vida, escrita pelos batimentos de um coração.
As páginas pretendem ser “o sangue” que invade o corpo, enchendo-o de amor.
A página é a semente que cuidamos com as lágrimas, que protegemos com o sorriso, para tornar-se na flor.
“A Flor” é a personagem da nossa vida, aquela que nos guia, que nos protege, aquela com que sempre sonhamos.
O sonho é a escrita de um jovem autor que se deixa levar pela bússola , ao silêncio do seu destino, caminhando passo a passo até a porta.
A porta encontra-se num jardim em que só “o jardineiro” nos saberá encaminhar até ela.
Sê “o sangue”, “a flor”, “a bússola”, “o silêncio”, “a porta” e “o jardineiro” nesta bela história criada para nós , no qual nos iremos rever como personagens principais.

O Autor:

Da Economia para os livros
Sérgio Ferreira é natural de Clermont Ferrand, França, mas vive desde os dez anos de idade em Vermoim, Vila Nova de Famalicão. Segundo o escritor, a sua família deixou a França porque os seus pais tiveram receio que mais tarde este não quisesse vir para a terra deles.
É licenciado em Economia, pela Universidade da Beira Interior, e esta é uma das áreas que mais admira, a par da Política.
Descobriu a paixão pela escrita há cerca de um ano, ao mesmo tempo que despertou para a leitura. “Descobri um mundo novo, maravilhoso… Nada do que pintamos a preto e branco. A minha escrita procura alegrar o nosso caminho”, explica. Sonhador por natureza, Sérgio Ferreira garante que só parará de sonhar no momento em que “tocar nas estrelas do céu”. Inspira-se na “vida” e escreve essencialmente sobre o amor. “É um tema nada fácil, mas que me cativa, não fosse eu um romântico”, enaltece.
Gosta de ler Fernando Pessoa, Vergílio Ferreira, Miguel Torga e Eça de Queiroz. Confessa-se apreciador de Música e Cinema e admira Nelson Mandela e Francisco Sá Carneiro, entre outros. Adepto do FC Porto, o autor nutre, ainda, um carinho especial pelo ciclismo, não perdendo as grandes provas desta modalidade. Já colecionou canetas, calendários e selos. Agora reúne moedas de um, dois e cinco cêntimos com um propósito: “Juntar uns trocos”.
Define-se como uma pessoa teimosa, paciente, positiva e que gosta de “aprender”. “Todos os dias tento realizar um sonho, que é conseguir fazer os outros felizes como eles me fazem a mim”, finaliza Sérgio Ferreira.
Filho único, o escritor nasceu a 30 de Abril de 1981.


Podem seguir a página do facebook https://www.facebook.com/AoEncontroDoTeuSilencio

domingo, 21 de outubro de 2012

Resultado do Sorteio

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Olá, então vamos lá a número! Tivemos 58 participações mas infelizmente uma delas não era válida por conter uma resposta errada.
Assim e sem mais demoras o número sorteado foi o 8 que pertence a

Paula (...) Ferreira - do Porto

Aviso que farei o envio no decorrer da próxima semana mas que não me responsabilizo por possíveis atrasos ou extravios nos ctt!

sábado, 20 de outubro de 2012

[Crónicas da Isabel] "Soberba Tentação", de Andreia Ferreira [Alfarroba Edições]

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Autora: Andreia Ferreira
1ª Edição: Julho 2012
Editor: Alfarroba
Colecção: Romance
PVP: 15€
ISBN: 978-989-8455-41-3
Formato: 21 x 14 cm
Páginas: 300


Sinopse


Os demónios já deixaram marcas na vida da Ana e da Raquel e a Carla começa a sentir algumas dificuldades em encontrar-se.

Entre lacunas na memória, sentimentos e novas preocupações, surge uma existência virada do avesso com a linha da vida mais ténue do que nunca.

Com a ausência do Caael, assomam revelações que levantam um plano ancestral de uma disputa entre iguais. A Carla vê-se num tabuleiro de xadrez, como um rei isolado, com a rainha a jogar contra ela. Depois de descobrir que o sobrenatural não representa um medo irracional e que as criaturas caminham lado a lado com os humanos, a Carla tem de enfrentar as consequências do seu envolvimento com o Caael.


Crítica/Opinião:
por: Isabel Alexandra Almeida/Os Livros Nossos
"Soberba tentação" é o segundo volume da Trilogia "Soberba", da jovem autora Andreia Ferreira. Nesta obra acompanhamos a evolução, surpreendente diga-se, do percurso das personagens de Soberba Escuridão, com especial destaque para Carla (a principal Personagem feminina), o seu namorado Caael ( um misterioso e sensual anjo Caído), as melhores amigas de Carla - Ana (agora transformada em Vampira)e a sofredora e ingénua Raquel, assumindo um papel de destaque neste livro Ricardo ( um ser híbrido, Vampiro, humano e demónio), que fica incumbido de zelar pela vida de Carla durante um período de ausência de Caael.

Todas as personagens evoluem, sendo os humanos envolvidos na luta entre o bem e o mal, e numa guerra inevitável entre seres sobrenaturais, para a qual acabam por ver-se arrastados. Carla vive momentos de paixão, desejo, angústia e culpa que a revelam ainda mais rica em termos psicológicos do que no primeiro livro da trilogia, sendo marcada pelo conflito permanente entre a sua existência antes de se ver envolvida no mundo sobrenatural (que julgara apenas existir nos livros do género fantástico de que era ávida leitora)e os perigos e novas emoções que agora experiencia com a sua ligação ao sobrenatural.

Mais uma vez, o enredo mostra-se engenhoso, original (sem se colar a estereótipos de obras já existentes)e a narrativa surge perante os olhos do leitor num ritmo bastante rápido, criando um permanente suspense, e a vontade de acompanhar os ulteriores desenvolvimentos, criando-nos dúvidas sobre as reais intenções e sentimentos de algumas personagens, ao ponto de nos identificar-mos com Carla (surgindo uma ainda maior empatia com esta personagem, com a qual partilhamos as incertezas e desconfianças oscilantes com os seres sobrenaturais com que convive e que vê afectarem o seu núcleo de amigos mais próximo, começando já a recear pela segurança da sua família).

A acção narrada surge pautada por várias reviravoltas, que conseguem surpreender o leitor, ou seja, é impossível prever o que se seguirá, e este tipo de narrativa é o que distingue os escritores comuns daqueles que se mostram já acima da mediania.
Quanto ao estilo de linguagem utilizado, também se revela evidente uma evolução positiva da mesma, no sentido de um amadurecimento da escritora (enquanto tal) que acaba por ficar patente no modo como são construídas as frases (de modo mais elaborado). Os diálogos surgem ainda mais contextualizados com descrições que permitem complementar os estados de alma das personagens, construindo-se a desejada tensão permanente que se pretende evidenciar.

Ainda a merecer destaque, o crescendo de sensualidade que se vai notando ao longo do livro, e a forma por vezes até poética como a autora a coloca, considerando-se por exemplo, alguns dos momentos de intimidade entre Carla e Caael, e o modo como são descritos - " (...) Perdi toda a consciência do tempo, do espaço, da física, da ordem como o mundo corria.(...)Totalmente na posse dele. Não havia como contestar o quanto eu me deixara entregar, o quanto ele me envolvia a alma e o corpo."

Se é certo que há momentos de verdadeira prosa poética, também não são esquecidos os momentos de verdadeiro terror, tão do agrado de qualquer amante do género fantástico, aqui a autora arriscou, na crueza de algumas descrições, mas foi muitíssimo bem sucedida - " Os gritos dele ecoaram no cemitério, o vento levou-os para as aldeias."

As expectativas não só não saem goradas, ao ler este livro, como são ultrapassadas, está de parabéns Andreia Ferreira por ter conseguido pegar na sua história inicial, desenvolve-la a bom ritmo (não há momentos parados no livro), manter constantes os níveis de interesse do leitor, e surpreendendo-o pela positiva.

Pensamos que não seria descabida uma internacionalização desta obra! Parabéns Andreia Ferreira, e que venha o terceiro volume!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

"O Chacal", de Frederick Forsyth - Opinião

2 comentários:

 

Autor: Frederick Forsyth
Edição/reimpressão: 1998
Páginas: 352
Editor: Livros do Brasil
 
Sinopse:
O Chacal é um thriller acerca de um assassino profissional contratado pelo OAS, um grupo terrorista francês activo na década de 60, com o intuito de pôr termo à vida de Charles de Gaulle, presidente da França na data.
 
Opinião:
Minucioso. Coerente. Hipnótico.
Em 'O Chacal' é possível ler situações a que não temos acesso, a pensamentos que não ligamos no dia-a-dia e a estados de alerta e antecipação que nunca passaria pela cabeça de um cidadão normal.
Neste livro é descrito todo um processo de recrutamento, preparação e execução de um assassino altamente qualificado. Em 'O Chacal' tudo faz sentido e nele entendemos o motivo pelo qual existe gente habilitada a cometer atentados de forma tão eficaz. É aqui que percebemos a razão pela qual existem crimes que nunca serão descobertos.
Durante a ficção não existem pontas soltas nem actos por justificar.Trata-se de um livro exímio na acção e impecácel na descrição.
Aconselho a todos os que gostam de conhecer mundos obscuros.

Crónica da Vera #1

7 comentários:
Surgiu como uma explosão e anda a deixar as mulheres doidas, as bloggers literárias andam todas entusiasmadas, empolgadíssimas com o tema e eu claro tinha que ver o que se passa. O tema: Romance Sensual.
Apesar de haver há muitos anos livros versando este tema parece que houve algo que despertou o mulherio (e alguns homens) para este estilo literário. Esse algo foi claro "50 Sombras de Grey" e agora o estilo de livros virados para o sexo (e até o sexo sado-maso) desatou a saltitar quais pipoquitas malucas na panela. Em blogues, páginas de facebook e até no goodread aparecem listas infidáveis de livros versando o tema.
E eu? Eu olha fui ver o que se passava como boa portuguesa, tal e qual maluquinha no transito que pára para ver o acidente e faz uma fila desgraçada no sentido inverso. Comecei pelo "Escravos da Paixão" de Kate Pearce e ia caindo de rabo no chão, não chocada pelas descrições mas por haver quem tivesse adorado. Depois li "Uma aposta perversa" de Emma Wildes e aí sim fiquei a gostar. Tenho já a meio "Tabu" de Jess Michaels e estou a gostar mais ou menos da história. Contudo nunca li as 50 sombras e é livro que não me atrai, não me perguntem porquê mas é daquelas embirrações que às vezes temos. O que me apercebi é que aquele livrinho chocho que mais não é que uma fanfiction de Crepusculo está a fazer sensação entre pessoas que não lêem habitualmente. Bem não contem comigo que não vou por aí!
Agora a pergunta que se impõe quantos de vocês lê romance sensual? Quando começaram a interessar-se por este tema? Acham que esta moda vai passar?

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O Mar Vermelho é Azul e outras crónicas

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Título: O mar Vermelho é Azul e outras crónicas
Autor: António J. Farinha Marques
Editora: Edições Vieira da Silva, Abril de 2012
Páginas: 149

Sinopse:
O autor reuniu neste livro a respiga de pequenas histórias, reflexões, evocações de vivências próprias e alheias, lembranças da vida, registos e memórias de viagens, recensões críticas do quotidiano paroquial.
É manifesta a ausência, aliás, ponderada, de uma unidade temática da obra. E também de qualquer ordenação cronológica dos escritos. O livro é uma versão recorrente de um género muito cultivado na literatura portuguesa e brasileira que teve em Miguel Leitão de Andrada, com "Miscellanea" (1629), e, já no século XX, em Jorge Amado ("Navegação de Cabotagem"), Miguel Torga ("Diário") e António Alçada Baptista ("A Pesca à Linha") alguns dos seus mais lídimos obreiros.

Opinião:
Confesso que o título chamou-me logo à atenção, dada a sua extrema originalidade, e depressa verifiquei que não estava enganada quanto ao conteúdo do livro. Sem uma linha cronológica ou uma temática, o autor António J. Farinha Marques, compilou todas as crónicas que, nos últimos anos, têm surgido na imprensa regional, abordando temas tão variados como o célebre desaparecimento do rei D. Sebastião numa noite de nevoeiro, o centenário da morte de Alves Redol, o conhecido José do Telhado, a tão falada Gripe A, o novo acordo ortográfico, algumas viagens que fez, designadamente a São Petersburgo (cidade agora cheia de contrastes), além de outros episódios que foram marcando o seu dia-a-dia como o caso de um senhor que por dar um murro na mesa e dizer “é por isso que sou comunista” foi de imediato atendido numa longa fila de espera no médico.
Este é um género de publicação que me cativa muito, porque eu própria tenho o sonho de um dia mais tarde fazer algo do género, por força dos escritos que deixo publicados no meu blogue pessoal, entre poemas e outras deambulações, e dos artigos de opinião que todas as semanas dão à estampa no centenário Jornal de Santo Thyrso, publicação com quase 150 anos de história. Fui absorvida por cada palavra, por cada frase, por cada história contada de forma simples e prática neste livro, de modo a ser entendida por todos os leitores. Afinal, a vida é mesmo assim! Não é preciso demasiados floreados para a entender e viver em toda a sua plenitude.

Saudações literárias
Susana Cardoso

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sedução Intensa sucede a Desejo Subtil na chancela 5 Sentidos

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Título: Sedução Intensa 
Autores: Lisa Kleypas
Tradução: Cláudia Ramos e Helena Ramos
Págs: 352
Capa: mole com badanas
PVP: 14,40 €


Em março, chegou às livrarias  portuguesas o primeiro livro  da 5 Sentidos, uma nova chancela dedicada ao romance sensual. Desejo Subtil, de Lisa Kleypas, conquistou rapidamente muitas leitoras, que nos últimos meses ansiaram por uma nova obra desta autora bestseller do The New York Times. No dia 25 de outubro, a espera terminará com a publicação do muito aguardado segundo livro da  5 Sentidos, intitulado Sedução Intensa.
Lisa Kleypas é uma autora premiada e com uma obra vasta: 21 romances publicados.  A  prestigiada revista  Publishers Weekly considerou-a «francamente talentosa». Desejo Subtil e  Sedução Intensa fazem parte de uma série  de Lisa Kleypas intitulada À flor da pele.

SINOPSE
Quatro jovens da sociedade elegante de Londres partilham um objetivo comum: usar os seus encantos femininos para arranjarem marido. E assim nasce um ousado esquema de sedução e conquista. Num refinado baile londrino, Lillian Bowman depressa descobre que a sua educação tipicamente americana não está propriamente  na moda. E encontra no insuportável Marcus, Lord Westcliff, o seu crítico mais implacável. Pena que seja um excelente partido... Quando Lillian cai acidentalmente nos braços de Marcus, vê-se chocada e consumida por uma súbita paixão por um homem que julgava detestar. O tempo parece 
parar e o corpo da jovem cede ao erotismo do momento, descobrindo sensações que nem sonhava existirem... Marcus, conhecido pela sua constância, também se vê perdido num turbilhão sensual. Cada toque de Lillian é pura tortura, cada beijo o faz gemer por mais. Mas como pode ele pensar em aceitar uma mulher tão pouco adequada para sua noiva?

A AUTORA
Lisa Kleypas é autora de 21 romances  já publicados em 12 línguas. Licenciada  em Ciências Políticas, editou o primeiro romance com 21 anos. Os seus livros figuram  constantemente em listas de  bestsellers como o The New York Times e a Publishers Weekly. Os seus romances conquistaram já vários prémios  RITA, o  prestigiado galardão da  RWA (Romance Writers of America). Figura no panteão da literatura de cariz sensual ao lado de autoras já bem conhecidas em Portugal, como Madeline Hunter, Elizabeth Hoyt, Mary Balogh, Emma Wildes ou Nicole Jordan.

A menina na Falésia de Lucinda Riley - opinião

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Autora: Lucinda Riley

Edição/reimpressão: 2012
Editor: Edições Asa


Sinopse:
Grania Ryan tem em Nova Iorque a vida com que sempre sonhou. Tudo é perfeito até ao dia em que o seu desejo mais íntimo é brutalmente estilhaçado. Arrasada, Grania decide voltar à Irlanda e aos braços da sua adorada família. E é aqui, à beira de uma falésia, que conhece Aurora Lisle, a menina que vai mudar profundamente a sua vida. A ligação entre ambas é imediata e profunda. Pouco a pouco, Grania descobre que as histórias das suas duas famílias estão estranha e intrinsecamente ligadas... De um agridoce romance na Londres do tempo da grande guerra a uma relação tempestuosa na Nova Iorque contemporânea; da devoção a uma criança terna e carente a memórias esquecidas de um irmão perdido, o passado e o presente das famílias Ryan e Lisle estão unidos há um século. Cem longos anos de equívocos e segredos, paixões e ódios... Apenas a intuição e a coragem de Aurora poderão quebrar o feitiço e vencer as barreiras que o passado ergueu. Assombrosa, terna e comovente, a história de Aurora é uma inspiração para todos nós. Um exemplo de como a esperança e o amor podem ultrapassar todas as perdas.


Opinião: O que dizer deste livro? Sem sombra de dúvida um dos melhores que li nos últimos tempos e só espero que a autora continue a ser editada cá por Portugal.



A escrita irlandesa encanta-me, adoraria conhecer aquele país e de fato, este é um livro que nos transporta para as bonitas paisagens irlandesas, onde um toque de magia e de misticismo nos envolvem no decorrer da leitura. Durante a leitura do livro estive sempre com um «pé atrás» em relação a Aurora, ali «havia gato» e como não podia ser, o final do livro deixou-me com vontade de ler mais um bocadinho, continuar a viver a vida de seus personagens durante mais uns capítulos.



Para quem «sofre» de permanentes sensações de «dejá vu» como eu mesma, aconselho pois de certo irão identificar-se bastante com Grania.



Aconselho também a ser lido numa tarde de final de Verão, daquelas nos sentimos nostálgicas e com vontade de mudar algo... ou numa tarde chuvosa de Outono rodeada de chocolates, bolos doces cheios de doce condensado, sobremesas deliciosas como profiteroles... não me perguntem porquê!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Bizâncio - Novidades de Outubro

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Título: O Perfeito Cavalheiro – Maomé, Jesus e James Bond
Subtítulo: Um rapazinho muçulmano encontra o Ocidente
Autor: Imran Ahmad
Colecção: Vidas
ISBN: 978-972-53-0516-4 Código de Barras: 9 789 725 305 164
Págs.: 320
Preço: Euros 13,21 / 14,00
Memórias
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Uma cativante autobiografia que tomou de assalto o mundo literário, que conquistou o favor da crítica e que tocou o coração de leitores de todo o mundo. Escrito com humor e funda perspicácia, O Perfeito Cavalheiro é a história verídica de um rapaz muçulmano que cresceu dividido entre a sua identidade islâmica e o desejo de integração na sociedade inglesa. Junte-se a Imran na sua luta contra a corrupção e a injustiça, no seu eterno desejo de ser o Perfeito Cavalheiro Inglês (Simon Templar, o Santo) e de ter o carro ideal (Jaguar XJS) e a namorada perfeita (morena, de preferência, mas não necessariamente). Com um estilo original e uma honestidade a toda a prova, o livro aborda temas sérios, — o encontro de civilizações, o prevalecente racismo ocidental — com a candura de um olhar infantil, divertindo o leitor e convidando-o à reflexão.




Título: A Cidade da Saúde
Autor: Artur Portela
Colecção: Autores Portugueses
ISBN: 978-972-53-0514-0 Código de Barras: 9 789 725 305 140
Págs.: 208
Preço: Euros 12,74 / 13,50
Romance
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A Cidade da Saúde destina-se a políticos da saúde, assessores, gestores, seguradores, bastonários, psiquiatras, neurologistas, dream teams da cirurgia, médicos em geral, enfermeiros, doentes, utentes, respectivos familiares, laboratórios, técnicos, farmacêuticos, estudantes de medicina, funcionários dos hospitais e serviços clínicos públicos e privados, maqueiros, empresas de segurança, banqueiros, agências de notação, mercados, todos os manifestantes do 15 de Setembro, etc. É também um livro de auto-ajuda, um mapa do tesouro (ou se quiserem um GPS) que se consulta e se lê com a mais-valia de ser também uma ficção entre realista, satírica e fantástica.


Título: Eu Faço Sexo Amoroso
Subtítulo: A Sexualidades dos Jovens pela Voz dos Próprios
Autor: Cristina Pereira Vieira
ISBN: 978-972-53-0510-2 Código de Barras: 9 789 725 305102
Págs.: 304
Preço: Euros 13,21 / 14,00
Sociologia / Sexualidade
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Um estudo inovador sobre a sexualidade dos jovens portugueses, um testemunho ímpar

— Amor é uma coisa, sexo é outra.
— É isso é... Eu faço sexo amoroso, digam-me se eu estou certa ou errada... É sexo?

«A palavra, em discurso directo, é dada aos jovens. A autora, utilizando grupos de discussão, recolheu discursos de jovens, entre os 18 e os 23 anos (…) É esta a grande novidade (…). Conhecer, mais de perto, um pensamento e experiências a que dificilmente se tem acesso, pois, tomando as palavras dos próprios, “falar assim descaradamente, tudo direitinho, (só) com o meu namorado... e com a minha melhor amiga”.»


Título: Repensar Portugal
Subtítulo: Apontamentos Político-Económicos
Autor: António Marques-Mendes
ISBN: 978-972-53-0515-7 Código de Barras: 9 789 725 305157
Págs.: 208
Preço: Euros 12,74 / 13,50
Política / Economia
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«Encontramo-nos numa encruzilhada do tempo, e dela fala oRepensar Portugal... de António José Marques-Mendes»

«Preocupado com a felicidade dos povos, vê no capitalismo de mercado um dos pilares que sustêm o bem da Humanidade, e no capitalismo de Estado um dos males que a afetam. A análise torna-se particularmente viva no modo como descreve a constituição de oligopólios que, em nome das virtudes da privatização, associam o Estado e capitais privados em setores chave da economia, mantendo troca de favores e de cadeiras e desvirtuando a concorrência.»

in Prefácio, de Amadeu Lopes Sabino

Título: Baby Blues 29 – Cocó, Ranheta e Facada  
Autor: Rick Kirkman e Jerry Scott
ISBN: 978-972-53-0509-6 Código de Barras: 9 789 725 305096
Págs.: 132
Preço: Euros 11,90 / 12,61
Banda Desenhada
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Cocó, Ranheta e Facada traz−nos o habitual em Baby Blues: o Hammie a fazer malabarismos, a Zoe a meter o irmão em sarilhos, a Wren a observar tudo isto e a Wanda assoberbada.

Qualquer semelhança com a realidade, não é pura coincidência.