Crónicas de uma Leitora: Agosto 2012

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

"Sem Notícias de Gurb", de Eduardo Mendoza - Opinião

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Autor: Eduardo Mendoza
Edição/reimpressão: 2004
Páginas: 155
Editor: Editorial Notícias

Sinopse:Barcelona. À beira dos Jogos Olímpicos. Gurb é um extraterrestre. Pode adoptar o aspecto que mais lhe agrade ou que lhe seja mais co nveniente. Escolhe, então, a aparência de Marta Sánchez, vocalista de uma banda, e lança-se à descoberta da selva urbana. Entretanto , mesmo os extraterrestres podem ter o os seus anjos-da-guarda... Ou, pelo menos, alguém que os procure. É assim que um outro alien se esforça por encontrá-lo. Regista tudo num diário, detalhado e obsessivo: são rostos e máscaras, crónicas assombradas, ora amargas , ora irónicas, sobre os homens urbanos. Isto é, nós, os terrestres....

Opinião:
Hilariante. Original. Curioso.
Este livro tem a particularidade de não possuir uma única página em que o leitor não dê uma valente gargalhada. No meu caso chorei até às lágrimas por dezenas de vezes.
Não é uma ficção rebuscada e nela não são utilizados recursos que noutros livros o autor tão bem aplica.
Trata-se de uma história simples, onde um extraterrestre tenta socorrer o outro.
A melhor parte é a descrição cómica do autor na qual as personagens observam tudo o que o ser humano faz pela primeira vez, sem conhecer os motivos nem as causa de cada acção, como se tudo o que somos e fazemos se resumisse a um gesto primário e instintivo.
É absolutamente delicioso.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ana Vichenstein A Feiticeira da Mente de Ana Crisóstemo - Opinião

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Autora: Ana Crisóstemo
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 302
Editor: Chiado Editora
Coleção: Mundo Fantástico
Sinopse:
Ana Vichenstein é uma adolescente de 13 anos de idade, órfã de mãe, que estuda no mesmo colégio desde os seus seis anos de idade. Excelente aluna, óptima cantora e dançarina e ainda uma excelente pessoa.
Tudo isto poderia ser comum a um grande número de adolescentes, não fosse ela uma feiticeira da mente.
No mundo de Ana existem três categorias de feiticeiros, todos eles com as suas qualidades e as suas limitações: os feiticeiros da mente, os feiticeiros com manopoderes (nas mãos) e os feiticeiros da varinha.
Não se pense que os feiticeiros conseguem ser aceites na sociedade. Eles vivem à margem, encobertos por detrás de um colégio comum, onde estudam tanto alunos feiticeiros como os outros não-feiticeiros. Durante o dia convivem entre si com aulas comuns. A partir da hora de saída dos alunos não-feiticeiros, as aulas de magia são leccionadas numa secção específica do colégio.
Ana entrou naquele colégio sem saber a verdadeira razão. A sua mãe foi morta para a conseguirem colocar naquele sítio a estudar. O seu pai divorciara-se da sua mãe ainda antes deste acontecimento fatídico. Encontra-se sozinha no mundo.
Tudo parece correr bem até que alguns acontecimentos insólitos assolam a vila de Cascais, próximo da zona de Sintra onde fica o Colégio…
Opinião:
 Os acontecimentos deste livro de Ana Crisóstemo passam-se em Cascais e Sintra, zona que me é bastante querida por viver aqui há vários anos. Conta a história de Ana, uma adolescente que parece igual a tantas outras, contudo o colégio interno onde ela estuda acolhe vários alunos que têm um segredo comum, são feiticeiros. A nossa protagonista logo no inicio demonstra ser diferente dos seus colegas feiticeiros pois além de ser uma feiticeira da mente bastante forte tem um poder raro, as premonições. Com o desenrolar da história Ana vai descobrir quem é o pai e o porquê de ter ingressado nessa escola. Sofre também um grande desgosto que mudará a sua vida.
Um pouco mais parado ao inicio para conhecermos as personagens, depressa vemos a ação desenrolar a grande velocidade. Contudo depressa percebemos que a dinâmica deste colégio não é de todo comum às escolas portuguesas o que desilude um pouco, ainda assim não tira o interesse da história, que é deixada em aberto para uma possível continuação.
Com uma escrita simples Ana Crisóstemo faz-nos entrar no enredo mas nota-se a grande influência de J. K. Rowling e algumas parecenças aos livros do famoso Harry Potter são visiveis desde o inicio.
Um livro para uma faixa etária mais jovem e que é uma óptima aposta para adolescentes até aos 16 anos ou até para jovens adultos fãs de Harry Potter. Gostei, recomendo e acho que cada vez devemos apostar mais nos nossos autores pois têm bastante qualidade.

Os Segredos dos Outros de Louise Candlish - Opinião

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Autora: Louise Candlish
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 384
Editor: Livraria Civilização Editora

Sinopse:
Ginny e Adam Trustlove chegam de férias a Itália, destruídos por uma tragédia pessoal.
Duas semanas numa casa na margem do tranquilo lago de Orta é exatamente aquilo de que precisam para restaurarem a sua fé na vida - e um no outro.
Vinte e quatro horas mais tarde, o silêncio é interrompido. A família Sale chega à casa principal da propriedade: Marty, um homem bem-sucedido, Bea, a sua bela esposa, e a sua prole privilegiada e confiante. Não demora muito até Ginny e Adam serem atraídos para o círculo, especialmente quando a filha adolescente, Pippi, traz um novo amigo. Porque há qualquer coisa em Zach que deixa toda a gente imediatamente encantada, qualquer coisa que liberta antigos segredos - e cria segredos novos e chocantes. E contudo, nenhum deles suspeita que a chegada de Zach às suas vidas possa ser tudo menos uma coincidência…


Opinião:
Tive a oportunidade de ler este livro com o apoio da Civilização Editora, o qual agradeço imenso pois tem uma história interessante.
Começamos por conhecer Ginny e Adam Trustlove um casal com um drama enorme. Ela com trinta e tantos anos e ele com mais de quarenta perderam um filho, um bebé com apenas 8 dias nascido três meses antes com uma grave doença cardiaca, e estão a viver numa enorme amargura, com Adam a fazer de tudo para tentar melhorar a situação depressiva da esposa. A passar férias numa pequena casa de barcos pertencente a um palacete em breve percebem que este afinal deixará de estar vazio pois é ocupado 24 horas depois por um casal de meia idade (Marty e Bea Sale) e os seus três filhos (Dom, Esther e Pippi). Esta familia rica e cheia de glamour vai mostrar que também tem os seus problemas.
No desenrolar do livro vamos descobrindo pequenos segredos das personagens ou vendo novos segredos a surgirem com as situações que se apresentam.
Começa a haver uma certa amizade entre os casais e Ginny e Adam começam a frequentar o palacete saindo assim de umas férias rotineiras. As actividades promovidas pelo casal Sale têm de facto um efeito benéfico em Adam e com o tempo até Ginny começa ter algum interesse em fazer algo mais que contemplar a água do lago. Entretanto a juntar-se às duas familia chega também de Inglaterra Zach um rapaz que trava rapidamente amizade com Pippi e começa a frequentar a casa de férias dos Sale.
Ao longo do livro temos vários apontamentos dramáticos que são as recordações de Ginny sobre os fatídicos dias entre descobrir a doença do filho e a sua morte, são com certeza o mais penoso em todo o livro, ver o sofrimento desta mãe. (Um aparte bastante pessoal, a história de Ginny e Adam chocou-me imenso porque tenho um bebé com 3 meses e mais que uma vez tive vontade de chorar com o sofrimento deles perante esta situação aterradora para qualquer casal).
Temos também as lembranças de Bea Sale da sua vida, de como começaram o seu império sem nada e conseguiram vencer mas tendo de suportar as traições constantes do marido.
As personagens mais destacadas ao longo do livro são o casal Trustlove, Bea, Pippy e Zach, sendo que as outras quase podiam nem ter estado presentes nestas férias, gostei imenso de ver o desenvolvimento de Ginny ao longo de toda a história. Dom e Marty têm mais impacto no final quando se descobre o que atormenta o filho dos Sale. Esther é uma personagem completamente apagada que não vem trazer qualquer dinâmica à história. O maior segredo de todos é o que Zach revela e confesso que nunca esperei tal coisa, foi de facto surpreendente e fez com que o final compensasse algumas partes mais aborrecidas do livro que tem um desenvolvimento lento e bastante descritivo. Os dramas familiares não são incomuns e facilmente nos podemos identificar com uma ou outra personagem.
No geral gostei deste livro e apesar de não o achar inesquecível foi uma excelente maneira de voltar a ler romances.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Crime Adormecido de Agatha Christie - Opinião

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Autora: Agatha Christie
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 191
Editora: Edições ASA

Sinopse: 
Gwenda mudara-se há pouco tempo para uma nova casa quando estranhos e inexplicáveis incidentes começaram a acontecer. Apesar dos seus esforços para modernizar a casa, ela apenas consegue desenterrar o passado. Pior ainda, o seu pavor é tanto que se sente aterrorizada pela simples ideia de subir as escadas. 
Desesperada, Gwenda recorre a Jane Marple para exorcizar os seus fantasmas. Juntas, vão ter de resolver um crime "perfeito" cometido muitos anos antes…

Opinião: 
Tinha este livro na estante desde o Natal passado, e finalmente achei que ele merecia a sua oportunidade de ser lido. Até porque é um livro tão fácil de ser lido, que a verdade é que não custou nada, nem demorou tempo nenhum.
Agatha Christie traz-nos, neste “Crime Adormecido”, mais uma história ao seu género, cheia de suspense, cheia de artimanhas. Neste livro, temos Miss Marple a investigar, que é uma senhora com a qual eu não encaro tão bem como com Poirot. Acho que talvez seja porque me parece que em todos os livros que li em que entrava a Miss Marple, ela parecia cair na história assim de uma maneira um bocado estranha. O mesmo aconteceu neste livro. No entanto, desta vez Miss Marple foi quase uma personagem secundária, delegando o seu lugar de detective a Gwenda e Giles.
Gwenda parte para o sul de Inglaterra na esperança de encontrar uma casa para si e para o seu marido, Giles. Depois de bastante procura, há uma que lhe chama a atenção, uma que ela sabe que é a ideal para si: rapidamente a compra. Então Gwenda começa a imaginar as mudanças que irá fazer na casa: o papel de parede novo, a porta na sala, os degraus no jardim. Quando percebe que todos estes elementos que ela quer colocar já existiam antes, exactamente iguais, exactamente da mesma forma, Gwenda começa a assustar-se. Tudo piora quando tem um vislumbre de uma mulher morta no seu vestíbulo, uma mulher que não faz ideia quem seja, mas que tem a certeza de que se chama Helen.
A partir destes dados, Miss Marple vai ajudar o jovem casal a encontrar-se na sua investigação, e perceber quem era Helen e o que lhe aconteceu. Este é um livro com um ritmo não tão acelerado como aquele a que estou habituada nos livros da Agatha Christie. Por estar a ser feita uma investigação de algo que aconteceu há quase vinte anos, o ponto central da história é encontrar as pessoas daquele tempo e esperar que elas se lembrem de algo. Conhecemos assim os amores e desamores de Helen, e como qualquer um deles podia ser um motivo para um crime, caso exista mesmo um crime.
Não foi o melhor livro da Agatha Christie que já li. Apesar de se ter lido facilmente, e de me agarrar à leitura, não foi decerto a melhor história. Faltou o suceder de acontecimentos, as repercussões que crimes do género costumam trazer na história. Neste livro, investiga-se um crime parado no tempo, e essas repercussões só aparecem no final, quando estamos mesmo próximos do desenlace. No entanto, Agatha Christie conseguiu fazer, como de costume, com que nunca suspeitasse do culpado em questão. Nisso, posso dizer que a autora nunca desilude.
Foi uma leitura agradável. Aconselho sempre Agatha Christie, porque acredito que até a sua pior história consegue dar um livro bom.

Novidade Planeta Editora

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Acabei de receber uma excelente notícia! A Planeta Editora vai lançar no próximo dia 06 de Setembro o próximo volume da saga Caçadores de Sombras da Cassandra Clare. Com o nome A Cidade das Almas Perdidas, este livro tem uma capa maravilhosa, como as anteriores claro. Estou super entusiasmada pois é uma das minhas sagas preferidas. Deixo-vos a capa e a sinopse!
Sinopse:
Amor. Sangue. Traição. Vingança. As Trevas ameaçam reclamar os Caçadores de Sombras neste quinto livro.
O demónio de Lilith for destruído e Jace liberto do cativeiro. Quando os Caçadores de Sombras chegam, porém, nada encontram além de sangue e vidros partidos. O rapaz que Clary ama desapareceu, bem como o que odeia: o irmão, Sebastian, determinado a vencer os Caçadores de Sombras.
A magia da Clave não consegue localizar o paradeiro de nenhum dos jovens, mas Jace não pode ficar afastada de Clary. Quando se reencontram, Clary descobre o horror causado pela magia de Lilith - Mal. A Clave está determinada a destruir Sebastian, mas é impossível atingir um dos rapazes sem destruir o outro.


Resultado do Passatempo

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E já temos o resultado do passatempo Ana Vichenstein A Feiticeira da Mente.

 vencedora é Inês (...) Rodrigues de Lisboa

Parabéns Inês vou enviar os teus dados à Chiado Editora para fazerem o envio do livro!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

"A Bofetada", de Christos Tsiolkas - Opinião

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A Bofetada
Autor: Christos Tsiolkas
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 544
Editor: Dom Quixote


Sinopse:
Numa festa, um homem esbofeteia o filho de um amigo. O menino tem três anos… Trata-se de um acto isolado, mas as suas repercussões vão fazer-se sentir nas vidas das oito pessoas que o testemunham de perto. Para os oito personagens, aquele é um momento transformador. Uma a uma, as suas vozes vão dar início a uma caleidoscópica e inquietante viagem aos limites do amor, do sexo, do casamento e da família. O que se segue é um implacável exame à vida no século XXI. 
Celebrado pela crítica e pelos júris dos mais importantes prémios literários, A Bofetada é um livro fracturante e controverso.

Opinião:
Mordaz. Cru. Realista.
Este é um livro que marca pelas descrições sociais e pelas relações humanas entre uma série de personagens que estão interligadas entre si. São amigos, conhecidos e familiares que acabam por estar no centro do enredo, por vezes trágico, por vezes absurdo, mas sempre intenso. Com isto o autor invoca claramente os podres da comunidade australiana, na qual se incluem gentes oriundas de diferentes culturas. Temáticas como a velhice, a educação, a amizade, a cumplicidade ou a justiça estão permanentemente em foco à medida que os acontecimentos se vão desenrolando.
Existem duas situações que, para mim, são deliciosas. A primeira é o facto de este retrato, tão psicológico e social, ser contado numa ficção tão excitante, através de uma narração fluida, irónica e surpreendente. A segunda é que, mesmo ocorrendo no outro lado do mundo, é em tudo tão semelhante ao que vejo neste país.
Acredito que não agrade a todos, mas este foi o livro que mais gostei de ler no ano de 2011.
Acho-o mesmo genial.

Nova parceria

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Depois de alguma conversação foi estabelecida uma parceria com a conhecida editora Quinta Essência e para começar bem nada melhor que um livro para opinião, certo?

Brevemente opinião sobre o novo lançamento Escravos da Paixão de Kate Pearce!

[Crónicas da Isabel] " A vida que nunca te contei", de Josephine Cox

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Autora: Josephine Cox

Título da Edição Portuguesa: “ A Vida que nunca te contei”

Título Original: “Songbird”

Editora: Publicações Europa-América

Colecção: Contemporânea

Data da 1ª Edição: Agosto de 2009

Páginas: 320


Sinopse:

Na cidade de Bedford, quatro estudantes ouvem a voz insistente de uma mulher a cantar. A bela melodia é entoada pela vizinha — uma pessoa solitária, que nunca abre a porta a ninguém, nem sai de casa em pleno dia.

Não podiam saber que a mulher na casa ao lado, Madeleine Delaney, é perseguida por uma recordação antiga que durante vinte anos controlou a sua pobre existência…

A voz angélica de Madeleine e a sua beleza impressionante atraem os corações de muitos. Mas ela só está interessada no proprietário do clube, Steve Drayton, um homem extremamente atraente mas assustador.

Então, uma noite, ela presencia um crime horrível e a sua vida muda irrevogavelmente para sempre. A gentileza e a amizade de uma rapariga — Ellen — salva Madeleine da destruição total. Mas para sobreviverem têm de fugir de Londres, deixando para trás aqueles que amam, e o perigo segue-as para onde quer que vão...


Crítica/Opinião

Por: Isabel Alexandra Almeida


   O romance “A vida que nunca te contei” da autora Britânica Josephine Cox, com a chancela de Publicações Europa-América, traz-nos de volta a um género por vezes esquecido da literatura, que poderemos livremente apelidar de romance dramático, que poderá ser também caracterizado como literatura feminina.

   Trata-se de uma obra escrita de forma exemplar, com uma linguagem fluída mas também algo elaborada (sem que tal prejudique a inteligibilidade da obra e antes afastando a mesma da categorização, tantas vezes perjorativa, de literatura light). A autora transporta-nos numa viagem que, temporalmente, decorre entre 1978 e 1996, tendo por cenário cidades Britânicas como Bedford, Londres, Blackpool, Bedfordshire e novamente Bedford. A obra apresenta-se estruturalmente dividida em cinco partes, num total de 25 capítulos não demasiado extensos ( o que também facilita a leitura), sendo a narrativa feita de uma forma circular, na medida em que a acção é narrada no presente (Bedford em 1996), seguindo-se três partes que correspondem a analepses, e terminando no mesmo local em que tivera início, de forma surpreendente.

   A personagem Central da obra é Madeleine Delaney, outrora cantora conhecida entre o público da Noite Londrina, tendo sido cantora residente no Clube Pink Lady, propriedade do sedutor, violento e inescrupuloso Steve Drayton, com o qual manteve uma relação destrutiva, e cujo medo persistirá ao longo de vinte anos como um terrível fantasma do passado que persiste em atormentar Maddy, e vedar-lhe o acesso a uma vida tranquila,  livre e plena, pois que o confronto final com Steve Drayton, em Londres ficará sempre gravado na mente de Maddy, que não esquece a ameaça a si dirigida pelo homem que tanto amou “ - A tua carta está marcada sua cabra. Não deixes de olhar por cima do ombro. Dia e Noite, onde quer que tentes esconder-te, eu encontrar-te-ei.”

  É também ainda em Londres, enquanto cantora no Pink Lady, que conhece a sua melhor amiga e protectora Alice Mulligan, o dedicado Jack e o prestável Raymond, amigos dos quais se verá tragicamente separada.

   Em Blackpool, onde se refugia na companhia de Ellen Drew, que conhece acidentalmente em Londres em circunstâncias gravosas para ambas, conhecerá momentos temperados com bastante ternura e quase encontra uma nova família e Ellen e no seu simpático avô Bob (a personagem mais simpática, carinhosa, divertida e positiva da história), mas o destino força-a a fugir novamente, e em Bedfordshire encontrará Brad Fielding, um sofredor e simpático Veterinário, viúvo e com um filho ainda menor, também ele uma vítima das circunstâncias da vida, mas um lutador incansável. Mais uma vez, não o destino, mas a traição de alguém que julgara ser-lhe leal,  separam Maddy de um local seguro e quase põem fim à sua vida.

   Em 1996, encontramos novamente a personagem, já com cinquenta anos, descuidada e perturbada mentalmente (depressiva, paranoide, apática e isolada socialmente), será ajudada por um casal de jovens estudantes universitários, seus vizinhos que a socorrem de um problema de saúde. E sabemos então o desenlace final da história desta personagem dramática, com elevada carga psicológica, e que nos faz pensar na gravidade da violência exercida contra tantas e tantas mulheres que não vislumbram inicialmente o perigo que correm em relacionamentos amorosos que estão condenados à partida, como se lhes escapasse toda a lógica e racionalidade para julgar o carácter dos agressores, que muitas vezes as manipulam.

   As personagens podem facilmente distinguir-se entre bons e vilões, a narrativa é rica em detalhes que permitem caracterizar diversos espaços sociais, desde a vida nocturna Londrina em finais dos anos sessenta (em moldes que, se abstrairmos da época e espaço, nos chegam a fazer lembrar algumas descrições próprias de policiais noir povoados por Gangsters ao estilo de Al Capone), passando pela vida modesta da classe média em Bedford, ou o ambiente agradável e sereno de uma pequena povoação balnear Britânica (Blackpool) que nos evoca por vezes, as férias estivais, deixando-nos curiosos para conhecer directamente as paisagens, onde acabamos por simpatizar até com as vizinhas coscuvilheiras da povoação, e tomamos também contacto com a vida numa típica quinta Britânica (em Bedfordshire).

    Podemos encontrar descrições abundantes e claras dos locais onde decorre a acção, as personagens vão-se dando a conhecer, nos seus vícios e virtudes, forças e fraquezas, quer pela caracterização do narrador quer pelos seus diálogos e interacções diversificadas.

  Denotou-se alguma diferença no ritmo narrativo nos quatro primeiros capítulos da obra, sendo que, daí em diante, o ritmo vai gradualmente acelerando, apenas nos pareceu menos necessária à construção da narrativa a descrição do ambiente entre os estudantes universitários vizinhos de Madeleine no início da obra, se bem que, na parte final, acabamos por entender melhor a pertinência de tal menção. O romance é pautado por um permanente clima de tensão e suspense que incentiva o leitor a avançar na sua leitura, e inevitavelmente, a questionar-se sobre se, em algum momento, Maddy encontrará a paz e a felicidade tão merecidas e desejadas, bem como o reencontro com algumas das pessoas mais importantes da sua vida, em termos positivos.

   De um modo geral, podemos considerar que a narrativa é fechada ( com conflito, climax e desenlace) , mas a nosso ver, existem alguns pormenores da história que bem poderiam dar lugar a um novo livro, e que, em nossa opinião, não foram totalmente explorados pela autora.

   Em suma, uma obra de elevada qualidade literária, que prende os leitores do início ao fim, apenas com a ressalva do ritmo dos quatro primeiros capítulos, com descrições de alguma violência, uma forte carga psicológica, e a levar a reflectir, por exemplo, sobre valores como a amizade, a lealdade (até onde vai a nossa lealdade e amizade?), e acaba por nos transmitir uma salutar mensagem de esperança perante muitas das adversidades da vida. Gostámos e recomendamos a leitura !
 

A ler...

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Neste momento a ler Os Segredos dos Outros de Louise Candlish!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Percepção de Sara Farinha - Opinião

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Sinopse:
Joana cedo descobriu que os estados emocionais dos outros toldavam o seu raciocínio e moldavam o seu comportamento.
Em busca duma vida anónima, Joana esconde-se em Londres, procurando ignorar a maldição que a impede de viver uma vida normal. É aí que a sua vida se cruza com a de Mark, um arqueólogo americano que viaja pelo mundo à procura de outros sensitivos como ele. Joana relutantemente aceita a amizade de Mark, acabando por encontrar nele o seu maior aliado na aprendizagem sobre a vivência dum sensitivo.
As capacidades crescentes de Joana atraem as atenções não só de Mark como do Convénio, uma organização ilegal que pretende reunir sobre o seu domínio todos os sensitivos. É apenas quando a sua melhor amiga é posta em perigo, que Joana descobre que a sua maldição pode ser um dom, e que a vida ultrapassa todos os seus receios e expectativas.

Opinião:
Acabei de ler ontem à noite o livro Percepção uma estranha realidade de Sara Farinha e adorei! Um romance que a principio parece simples e se desenvolve numa teia mais complexa. Joana é uma portuguesa residente em Londres, fugida devido ao seu dom de sentir o que os outros sentem e sem forças para enfrentar a família e amigos. Uma verdadeira anti-social Joana não consegue gerir o relacionamento com os outros pelo facto de tudo ser condicionado pelo que sentem e ela gravitar à volta deles e agir levada pelos sentimentos alheios. Contudo ao conhecer Mark tudo muda e Joana durante uns tempos não consegue entender quem sente o quê. Este homem vem mudar radicalmente a vida de Joana que começa a entender e controlar melhor o seu dom e acaba por fazer descobertas fantásticas. Afinal não é uma aberração, a única no mundo com uma percepção dos sentimentos que a rodeia. Na verdade Joana como Mark e tantos outros é uma Sensitiva e por sinal bastante poderosa. Tenho pena que a relação com a sua melhor (e praticamente única) amiga tenha sido pouco explorada devido à grande focalização no casal. Assim o enredo gira muito à volta do romance entre as duas personagens principais tendo pouco espaço para outras personagens, exceto no fim que tem bastante ação. O final deixa as coisas em aberto para uma continuação que a chegar será concerteza estrondosa. É um livro muito bem conseguido devido à temática que não é usual. A escrita da Sara é bastante fácil e agradável, levando-nos a entrar rapidamente na história e fazendo-nos desejar saber mais sobre cada personagem e apesar de nunca ter ido a Londres senti-me transportada para lá a cada descrição. Recomendo este livro que mais uma vez vem mostrar a qualidade dos novos autores portugueses.


Brevemente entrevista com a autora a publicar aqui no blogue! Não percam...

sábado, 11 de agosto de 2012

Passatempo Ana Vichenstein A Feiticeira da Mente

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Olá a todos,

Com o apoio da Chiado Editora temos para sortear um exemplar do livro Ana Vichenstein a Feiticeira da Mente. Já li algumas páginas do exemplar que foi enviado para mim e estou a gostar. Desta vez e porque queremos levar o blogue mais longe um dos requisitos é a divulgação do sorteio, mas atenção para ser considerado válido eu tenho que conseguir ver a publicação!
Para participarem têm que ser residentes em Portugal e preencher o formulário que poderão encontrar no link abaixo! Este passatempo termina quando o blogue atingir os 250 seguidores ou a página de facebook chegar aos 150 fãs aqui. As respostas podem ser encontradas no site da Chiado Editora.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Soberba Escuridão de Andreia Ferreira - Opinião

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Autora: Andreia Ferreira
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 256
Editor: Alfarroba
Sinopse:
"Quando o relógio pisca as doze horas intermitentes, Carla recebe no seu quarto uma visita indesejada. A partir daí, todo o seu mundo desmorona e a solidão e o medo encarregam-se de a arrastar para um estado deprimente que só um desconhecido parece compreender.
Cega de paixão, nega as evidências de que o seu novo amor é mais do que um rosto angelical. Ele esconde segredos que a levarão para perigos que parecem emergir das profundezas do inferno."
Opinião:
Recebi esta semana o livro Soberba Escuridão da Andreia Ferreira e larguei tudo o que tinha em mãos para pegar nele. Estava a medo pois criaram-me uma expectativa tao grande que temia desiludir-me mas não! Apesar de não ter achado ser o livro que mais me marcou acho que a nível nacional e dentro deste género, tem imensa qualidade e originalidade.
Ainda assim tem alguns aspectos negativos, achei que a Carla mesmo fragilizada como estava deu demasiadas informações ao Caael quando o conheceu e o facto de ter ido para a cama com ele em pouco foi muito rápido para um namoro, achei que deveria ter havido mais qualquer coisa ali entre eles antes de se proclamarem namorados, também o facto dele ter olhos dourados que mudam de cor pareceu-me um pouco puxado à Edward Cullen. O facto da Carla fumar não abona nada a seu favor, acho que esse é um pormenor que poderia ter sido evitado (Andreia põe a Carla a deixar de fumar sim? please!). Não acho a Carla burra e como tal acho que ela poderia ter descoberto alguma coisa.
Contudo os aspectos negativos não tiram a genialidade à obra. Gostei imenso da inserção da mitologia egipcia até porque adoro todo o tipo de mitologia e adoro apanhar documentários na TV (sejam gregos, romanos, egipcios, incas, maias, chineses marcha tudo). A história do Caael é boa e todo o lado oculto do livro é interessante. Até ao fim não sabemos quem ou o que ele é, pensamos igualmente o que é afinal o Ricardo e o Daniel e este ultimo foi uma surpresa agradável porque não é nada do que se estava à espera. O final assoberbou-me com demasiada informação e alguma poderia ter sido deitada a conta gotas ao longo de toda a história.
A escrita da Andreia é fácil e fluída e apesar das críticas achei bastante acessível. Não faço crítica literária apenas dou opinião sobre os livros que leio contudo gosto de livros que não tenhamos que andar à procura das palavras dificeis no dicionário, o livro lê-se rapidamente, não têm demasiadas descrições enfadonhas que faz com que saltemos parágrafos inteiros e é fácil gostarmos das personagens que poderiam ser nossas vizinhas, amigas, filhos de amigos. Adorei a Ana e estou desejosa de saber mais da Raquel. O facto de se passar no nosso país é uma mais valia que a Andreia soube aproveitar sem nos despejar um rol de sítios em Braga até porque não estava a fazer um roteiro turistico. 
No geral achei um óptimo livro e quero ler mais, estou ansiosa pelo "próximo capítulo desta novela" sobrenatural. Parabéns Andreia, afinal há qualidade no fantástico em Portugal.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Steve Mosby Vence Prémio Literário CWA Dagger

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Steve Mosby foi galardoado com o "CWA Dagger in the Library" um prémio literário atribuído pela Crime Writer's Association, uma associação que reúne escritores ingleses na área policial/mistério.
Este prémio foi atribuído ao escritor pelo conjunto dos seus livros, tramas sombrias mas cuja a simplicidade das histórias e a humanidade das personagens conseguem ser revigorantes.
Na colecção «Crime Perfeito» já foram publicados os seguintes títulos do autor: O Assassino 50/50, Um Grito de Ajuda e Mar de Sangue.
O último livro do escritor Black Flowers, brevemente em Portugal, foi também nomeado para o prémio Theakston's Peculiar Crime.

Press Release de Publicações Europa América

O Aprendiz de Tess Gerritsen - Opinião

1 comentário:
Autora: Tess Gerritsen
Edição/reimpressão: 2009
 Páginas: 328
Editora: Bertrand Editora
Sinopse:
Ao ser chamada ao local de um crime, a detective Jane Rizzoli, da polícia de Boston, faz uma descoberta aterradora: o homicídio aparenta ter sido cometido por Warren Hoyt, o Cirurgião, um perigosíssimo psicopata que um ano antes a deixou quase morta e marcada para sempre. Porém, isso não é possível, já que o Cirurgião está na prisão para onde ela mesma o mandou...
Tratar-se-á de um imitador? À medida que novos corpos são descobertos, os seus medos ressurgem, principalmente quando Jane descobre que Hoyt fugiu da cadeia determinado a acabar o que começou... e desta vez a vingança será mais cruel do que ela pode imaginar.

Opinião:  
Esta é a continuação daquele que eu achei um óptimo livro, “O Cirurgião”. Nele conhecemos um assassino frio e cruel, que se acha capaz de expurgar os males de determinado grupo de mulheres arrancando-lhes o útero. Neste livro, “O Aprendiz”, temos duas histórias que se cruzam: a do “Cirurgião”, que continua a brindar-nos com os seus belos e temerosos pensamentos, e a do “Dominador”, o novo assassino que nos é apresentado, e que parece, ao início, ser um imitador daquilo que o “Cirurgião”, fizera.
 Comparando com o antecessor, temos aquilo um livro não tão feito para chocar. Talvez porque já se tinha visto de tudo no primeiro, era difícil Tess superar-se nisso. Mas não implica que o livro ficasse a perder, antes pelo contrário: assim, foi mais fácil concentrarmo-nos noutros pormenores. Então, já que perde na violência, este “O Aprendiz” ganha no que toca às personagens, e isto é sem dúvida uma mais-valia.
No fim do primeiro livro tinha dito que não tinha gostado de Jane Rizolli. E não era para menos! Toda aquela ânsia de mostrar que era melhor que os homens, de se inferiorizar por ser mulher, irritava-me profundamente. Felizmente, e depois do que viveu no primeiro livro, Rizolli foi obrigada a deixar cair a máscara e deixar mostrar o que realmente é e não quer admitir: uma mulher e, sobretudo, uma vítima! Sim, foi bom ver a detective a perceber que não era invencível, e que precisaria sempre da ajuda de alguém, homem ou mulher!
Mais interessante ainda, foi entrar na cabeça do “Cirurgião”. Porque motivo uma pessoa à partida perfeitamente normal sentiria prazer ao ver mulheres a ser torturadas? Sim, neste livro é procurada uma explicação para tamanha barbaridade. Curiosamente, e talvez seja esta uma das partes mais perturbantes do livro, o assassino continua a pegar em actos cometidos na história da humanidade, actos tão hediondos quanto os seus, para se justificar. Afinal, todos temos alguma maldade dentro de nós, apenas uns a controlam melhor que outros!
A maior desilusão foi o final. Durante várias páginas Tess fez um interessantíssimo enredo, cheio dos pormenores que ela mais gosta, e quando está a chegar ao fim resolve tudo em menos de uma página. Não gostei, especialmente quando já estava a especular o que iria acontecer a Rizolli. Em todo o caso, este continua a ser um óptimo livro, com um ritmo avassalador, actos de cortar a respiração, e, desta vez, até algum romance à mistura! Gostei mais do seu antecessor, mas este não lhe fica muito atrás.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Eu quero #3

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Autora: Lauren Kate
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 264
Editor: Editorial Planeta
 

Sinopse
Luce era capaz de morrer por Daniel. E morreu, vezes sem conta. Luce e Daniel encontraram-se e separaram-se penosamente ao longo dos tempos: ela morta e ele só, com o coração despedaçado. Mas talvez não tenha de ser assim... Luce tem a certeza de que qualquer coisa - ou alguém - numa vida passada pode ajudá-la e começa a jornada mais importante desta sua vida... recuar eternidades para testemunhar em pessoa os seus romances com Daniel e, por fim, desvendar o mistério que não a deixa ser feliz.
Cam e as legiões de anjos e Proscritos, desesperados, tentam apanhar Luce, mas não tanto quanto Daniel, que a procura ao longo do passado em comum, aterrorizado com o que pode acontecer se ela reescrever a História porque o seu amor ao longo dos séculos pode desaparecer em chamas... para sempre.

domingo, 5 de agosto de 2012

Beijo Gelado de Richelle Mead - Opinião

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Autora: Richelle Mead
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 256
Editor: Contraponto
Sinopse
Lissa Dragomir é uma princesa Moroi - um vampiro mortal com um laço inquebrável com a magia da Terra - e deve ser protegida dos Strigoi, os vampiros mais perigosos - os que nunca morrem. Rose Hathaway, a melhor amiga de Lissa, é uma Dhampir - nas suas veias corre uma mistura de sangue de ser humano e de vampiro. Rose tem como missão proteger Lissa dos Strigoi, que tentam por todos os meios tornar Lissa uma deles. Após dois anos de uma liberdade proibida, Rose e Lissa são apanhadas e arrastadas de volta à Academia São Vladimir, escondida nas profundezas da floresta de Montana. Aí, Rose deverá continuar a sua educação de Dhampir, enquanto Lissa será educada para se tornar a rainha da elite Moroi. E ambas voltam a quebrar corações na Academia. No entanto, é dentro dos portões de ferro de São Vladimir que a segurança de Lissa e Rose está mais ameaçada. Rose e Lissa vêem-se forçadas a deslizar por este perigoso mundo, resistindo à tentação de romances proibidos e nunca baixando a guarda, ou os Strigoi farão de Lissa um deles para a eternidade...
Opinião:
Neste segundo livro da Academia de Vampiros vemos um amadurecimento das personagens. Rose vai fazer um exame que deveria ter feito no ano anterior mas que perdeu devido à sua fuga, vai com Dimitri à casa de uma família Moroi ser testada pelo mentor deste e acabam por se ver perante um cenário de morte e destruição. Devido ao ataque planeado e perpetrado por Strigoi e humanos os Moroi e Dhampir sentem que não há segurança e levam os alunos da Academia a passar as férias de Natal a uma estância de sky onde se encontram com pais e outros Moroi que consideram que a união faz a força.
Marcado por vários acontecimentos que dão uma dinâmica rápida ao livro, Beijo Gelado tem um desenvolvimento acelerado e cheio de ação que nos prende e faz querer saber o que vem na página seguinte. Rose recebe aqui as suas primeiras marcas que em vez de deixarem-na orgulhosa, quase lhe despedaça o coração, contudo a sua força, determinação e crescimento está bem presente em todo o livro. É a personagem que se desenvolve mais ao longo de todo o livro, a que cresce mais depressa. Há aqui uma injeção de novas personagens que darão outra dinâmica a toda a história e que nos faz compreender melhor várias questões que ficaram por responder, principalmente em relação à nossa Dhampir. A personalidade de Rose faz dela uma das melhores personagens femininas que já li. Lissa também vai amadurecer e descobrir coisas sobre o poder que domina que lhe dará mais segurança e sede de saber. O namoro com Christian é cada vez mais forte o que também ajuda a dar-lhe mais confiança em si mesma e mostrar aos adultos que sabe representar os Dragomir.
 Ao chegarmos ao fim só desejamos pegar no próximo volume de tão envolvente que esta história se torna. Mais um dentro do género que se destaca pela diferença, recomendo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Insaciável de Meg Cabot, Opinião

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Autora: Meg Cabot
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 520
Editor: Bertrand Editora
Sinopse:
Está farto de ouvir falar em vampiros? Meena Harper também. Mas os seus patrões obrigam-na a escrever sobre eles na mesma, apesar de Meena não acreditar na sua existência.
Não é que Meena seja alheia ao sobrenatural. O que se passa é que ela sabe como vamos morrer. (Claro que não acreditamos nela. Nunca ninguém acredita.) Nem o dom da premonição de Meena pode contudo prepará-la para o que sucede quando ela conhece Lucien Antonescu (e depois comete o erro de se apaixonar por ele), um príncipe dos dias de hoje com um lado negro. Trata-se de um lado negro pelo qual muitas pessoas, como por exemplo uma antiga sociedade de caçadores de vampiros, preferiam vê-lo morto.
O problema é que Lucien já está morto. Talvez seja por isso que é o primeiro tipo que Meena conhece com quem se imagina a ter um futuro. É que, apesar de Meena ser capaz de ver o futuro das outras pessoas, nunca conseguiu ver o próprio.
E apesar de Lucien parecer ser tudo o que Meena sonhou encontrar num namorado, poderá acabar por ser um pesadelo. Esta poderá ser uma boa altura para Meena começar a prever o seu próprio futuro…
Opinião:
Confesso que esperava mais deste livro, não me aqueceu nem me arrefeceu. Apesar da história ter bastante ação achei os desenvolvimentos demasiado rápidos para tão pouco tempo. Temos uma vidente, um principe vampiro e um caçador de vampiros. Há violência, sensualidade e amor. Só que apaixonarem-se depois de se verem duas vezes? Dá que pensar que no caso de Meena seja realmente a dopamina que o caçador fala. Acabei por pensar muitas vezes que os sentimentos dela são influenciados pelas mordidas de Lucien, principalmente porque Meena odeia a simples ideia dos vampiros dos livros e filmes. Não faz sentidos ela não fugir a sete pés de um verdadeiro e a prova disso é a conversa deles sobre vampiros logo no inicio. Apesar de não ter feito nenhum esforço para me obrigar a ler este livro a verdade é que não anseio por mais. A continuação a ser publicada em Portugal só lerei se me vier parar às mãos por acaso. Considero que este livro poderia ser substancialmente melhor se Meena e Lucien tivessem tido mais encontros e mais oportunidades de se conhecerem realmente. Depois de uma noite tórrida ela já chama o vampiro de namorado e está apaixonada e é este ponto que me faz achar que falta algo à história. Se Lucien não a tivesse mordido e o namoro deles durasse mais umas semanas a história talvez fosse perfeita, neste caso acho que tem buracos e faltas que deixam muito a desejar. Não desgostei mas esperava mais.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Resultado do Passatempo

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Olá! Já fiz o sorteio através do random.org para apurar o vencedor do passatempo A Ilha de Victoria Hislop.

Tive 36 entradas, gostaria de ter tido mais mas enfim foi o que se arranjou! Agradeço a todos os participantes.

O número sorteado foi o n.º4.

Teresa Maria Valente de Carvalho

Vou enviar um e-mail à vencedora e à Civilização a dar os dados! Parabéns Teresa...