Crónicas de uma Leitora

quarta-feira, 7 de novembro de 2012



A Mão do Diabo
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 592
Editor: Gradiva Publicações



Sinopse:
A crise atingiu Tomás Noronha. Devido às medidas de austeridade, o historiador é despedido da faculdade e tem de se candidatar ao subsídio de desemprego. À porta do centro de emprego, Tomás é interpelado por um velho amigo do liceu perseguido por desconhecidos.
O fugitivo escondeu um DVD escaldante que compromete os responsáveis pela crise, mas para o encontrar Tomás terá de decifrar um criptograma enigmático.
O Tribunal Penal Internacional instaurou um processo aos autores da crise por crimes contra a humanidade. Para que este processo seja bem-sucedido, e apesar da perseguição implacável montada por um bando de assassinos, é imperativo que Tomás decifre o criptograma e localize o DVD com o mais perigoso segredo do mundo.
A verdade oculta sobre a crise.
Numa aventura vertiginosa que nos transporta ao coração mais tenebroso da alta política e finança, José Rodrigues dos Santos volta a impor-se como o grande mestre do mistério. Além de ser um romance de cortar o fôlego, A Mão do Diabo divulga informação verdadeira e revela-se um precioso guia para entender a crise, conhecer os seus autores e compreender o que nos reserva o futuro. 

Opinião: 
Apesar de vários livros escritos pelo autor José Rodrigues dos Santos, nunca me senti tentada a adquirir nenhum deles… apesar do senhor do Círculo dos Leitores me ter tentado bastante com o: A Vida Num Sopro, aquando da sua publicação. No entanto outro dia ao passar no Continente dei de caras com este volume… ainda bem que tinha uma contracapa pois se a capa fosse a original do livro, nem sequer tinha olhado duas vezes. Peguei nele e li a sinopse: «Interessante, pensei, talvez o arranje mais tarde.» No entanto passado pouco tempo abri o livro e li um capítulo… mal feito, muito mal feito, não se deve fazer isto sem € na carteira. Acabei por mandar vir da Fnac pois tinha um vale.

Relativamente ao livro propriamente dito e a toda a sua trama começo por dizer que gostei bastante do tipo de escrita que o autor tem. Fácil, leve e com um fio condutor bastante visível em todo o seu desenrolar. O tema em si; A Crise deixou-me arrepiada. Completamente estarrecida, talvez para alguns que estejam mais por dentro do que se passa na Europa, acabe por ir de encontro às suas expetativas, eu que raramente ligo ao telejornal pois só se ouvem desgraças, foi como um balde de água fria cheio de pedras de gelo. JRS não tem papas na língua o que me deixou abismada com o que ele afirma, de forma «fictícia» ou não, do que os nossos políticos têm andado a fazer já há décadas. Mas o que mais me revoltou, abismou, arrepiou, foi de que forma esta crise não tem solução e dificilmente os autores da mesma possam ser chamados à justiça.

Não esperem uma leitura fácil no que diz respeito à trama em si, e de certo vão sentir o estômago dar diversas voltas quando se derem conta para onde caminhamos. O livro já foi passado a uma colega, aguardo com expetativa a sua opinião bem como qualquer outra opinião de quem o ler.

Decididamente será um escritor a seguir. Recomendo a sua leitura com grande dose de esperança!

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