Crónicas de uma Leitora

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

9 de Novembro | Colleen Hoover | Topseller | Opinião

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O dia 9 de novembro
No último dia de Fallon em Los Angeles, a sua vida cruza-se com a de Ben e os dois apaixonam-se perdidamente. A química que os une é tão forte e incontrolável que, apesar de Fallon estar a caminho de Nova Iorque, os dois prometem encontrar-se novamente. 

Os reencontros
Durante cinco anos, sempre no dia 9 de novembro, Fallon e Ben encontram-se para construírem a sua história de amor, entre as várias relações e atribulações das suas vidas separadas. Apesar de só estarem juntos uma vez por ano, os dois envolvem-se cada vez mais e partilham um amor pleno de entrega, paixão e intensidade, capaz de os transformar e de sarar cicatrizes profundas. 

Cinco anos depois
Fallon descobre que Ben carregou um enorme segredo durante cinco anos. O choque e a desilusão tomam conta do coração da jovem, devastada com a possibilidade de tudo ter sido uma farsa.

Estarão os dois preparados para aceitar que as histórias de amor nem sempre têm um final feliz? Ou será Fallon capaz de perdoar o homem que ama? 

O passado, o presente e o futuro cruzam-se num livro arrebatador e envolvente.

 Antes de mais devo dizer que me senti enganada quando vi a sinopse pois nunca tinha ouvido o nome Fallon e pensei que fosse um rapaz, então o primeiro pensamento foi "boa já precisávamos mais de livros assim por cá" depois percebi que afinal era uma rapariga e a desilusão durou uns bons 3 segundos até me lembrar que é Colleen e isso chega-me. Já lá vão cinco livros o que é o mesmo que dizer cinco murros no estômago, cinco leituras intensas que me fizeram chorar, rir, emocionar. Por isso só tenho a dizer N-Ã-O D-E-S-I-L-U-D-E! E é esta a minha opinião, obrigada e até amanhã...

Eh não! Isso lá chegava? Fiquei até depois da 1h30 da noite a ler para escrever um parágrafo? Nem pensar! Vamos lá falar a sério.

A premissa fez-me questionar muito quão provável seria uma história destas. Falamos de uma ligação tão forte que em apenas algumas horas que faz com que duas pessoas se queiram ver todos os anos no mesmo dia durante 5 anos mas sem ter nenhum tipo de contacto nos outros dias, nem chamadas, nem mensagens, nem redes sociais. E nem nós leitores temos acesso ao que Fallon e Ben vivem nesse entremeio, vamos apenas sabendo aquilo que eles contam naquela altura.

Aquilo que parecia ser a história de sobrevivência de Fallon transforma-se também na história de sobrevivência de Ben e é impossível ficar indiferente a qualquer um deles. Fallon tinha 16 anos quando um incêndio colocou a sua vida em perigo e lhe deixou marcas profundas, não só na pele mas no coração e na auto-estima e vai ser Ben que vai ensiná-la a amar-se.

É impossível ficarmos indiferentes a esta história e quando mais entramos nela mais sofremos com os protagonistas. Há duas reviravoltas intensas, sendo a última a mais grave, a mais chocante e aquela que determinará o futuro deste casal.

Sofri imenso com as últimas revelações e passei aquelas páginas do fim num sofrimento imenso, é de tão intenso que é este livro, vibramos a cada página que viramos, choramos com os desgostos e sofrimento dos protagonistas. Colleen Hoover arrasta-nos num turbilhão de emoções e faz-nos sentir que estamos lá, a viver todos os acontecimentos. Dá para perceber que ainda estou a ressacar com esta leitura? É que a vontade é reler agora mesmo. 




Exemplar gentilmente cedido para opinião

Cinema | A Casa da Sra Peregrine para Crianças Peculiares | Opinião

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'A Casa da Srª Peregrine para Crianças Peculiares" é mais uma adaptação cinematográfica do rol de muitas que já estrearam ou estão em fase de produção. Pode-se dizer que qualquer estúdio procura o mesmo sucesso que Harry Potter, Crepúsculo ou os Jogos da Fome tiveram e portanto estas adaptações tentam sempre trazer ou um elenco com alguns nomes conhecidos ou um realizador que cative não só o publico fiel do livro mas também fãs de cinema.

Embora não tenha lido o livro e portanto não sei dizer se é uma boa adaptação da obra de Ransom Riggs ou não, falando do filme em si, foi um filme que gostei de ver nas quase duas horas que passei no cinema.

A introdução do filme é muito boa com todas as fotos que aparecem no livro e banda sonora prometia - já desde o trailer - contudo posso já dizer que tendo visto o filme em 3D eu não achei os efeitos especiais nada de especial, desculpem lá a concordância. 

As personagens são todas bem apresentadas, especialmente as crianças peculiares, cada uma com o seu "dom" e Eva Green está muito bem como Srª Peregrine. O mesmo posso dizer de Samuel Jackson, o vilão da história.

Menos bem achei o protagonista, Jack, que para mim só tem uma expressão durante todo o filme. Até gosto deste actor, que já fez bons filmes como "O rapaz do pijama às riscas" ou "A invenção de HugloCabret", mas aqui não consegui simpatizar com o actor e acho que não foi bem escolhido para este papel.


A atmosfera do filme não é light mas sendo um filme do Tim Burton esperava algo muito mais sombrio  e obscuro, talvez com mais referências às fotos que para quem não sabe, foi a partir das fotos que o autor escreveu o livro, não sei. Esperava algo a que Tim Burton nos habituou.A certa parte do filme, numa guerra que envolve neve e algodão doce, achei que estava a ver outro filme qualquer, achei esta cena muito fraquinha e a música mais de discoteca também não ajudou nada.

Estava com receio que o autor se esquece-se do principal, o orfanato dã crianças para se centrar no romance entre o Jack e a Emma mas felizmente isso não aconteceu.

Normalmente quando vejo filmes adaptados de livros, espero que o filme me puxe a ler o livro. Admito que tal não aconteceu aqui, fiquei satisfeita cm o que vi e se houver adaptação dos próximos livros talvez veja.

Penso que os fãs dos livros irão gostar da adaptação mas quem vir só por ser do Tim Burton é capaz de sair do cinema um pouco desiludido. 

Confissões | Kanae Minato | Suma de Letras | Opinião

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Os seus alunos assassinaram a sua filha. 

Esta é a sua vingança.

Depois de um noivado que acaba em tragédia, tudo o que resta na vida a Yuko Moriguchi é a sua filha, de quatro anos, Manami. Quando esta é encontrada afogada na piscina da escola Yuko decide aposentar-se. Mas antes deve dar uma última lição. Um mês depois do sucedido, a Professora Moriguchi, no seu discurso de despedida, acusa dois estudantes de matar a sua filha e anuncia a sua vingança pessoal, atroz e imediata, mas concebida de modo a que as devastadoras consequências ocorram lentamente para que os jovens tenham tempo de se arrepender e passem o resto dos seus dias suportando o peso da culpa. Confissões é um romance narrado a várias vozes, magistralmente construído onde o suspense é mantido até o fim, quando as diferentes peças encaixam. Mas também é uma reflexão sobre o sistema educativo, os laços familiares, o comportamento humano, o amor e a vingança.

Esta foi a minha incursão neste género de literatura japonesa, leio ocasionalmente mangás mas nunca tinha lido um livro deste género e tive várias surpresas. A primeira surpresa é que realmente os mangás escolares retratam em geral a realidade japonesa e a segunda foi ter em mãos um livro aterrorizador.

Quando pegamos neste livro não sabemos definitivamente aquilo que vamos encontrar pois temos várias narrativas que se juntam numa só. Cada capítulo é contado por um personagem diferente e vamos ter retalhos de uma história que se vai compondo e nos horrorizando à medida que são desvendados os muitos segredos que se escondem onde menos esperamos.

Tal como disse vemos aqui a realidade das escolas japonesas que é muito diferente da nossa pois os professores envolvem-se muito mais na vida dos alunos chegando inclusive a intervir nas actividades extra curriculares e fazendo visitas a casa (aqui confesso que pensei imensas vezes nas semelhanças com os mangás que leio).

A premissa é simples, uma professora do 7.º ano (ou o equivalente português) acaba de ficar destroçada com a morte da sua filha, porém descobre que os responsáveis são dois dos seus alunos e decide vingar-se. A forma como tanto a turma no geral como os dois assassinos reagem a essa vingança acaba por ditar todo o rumo do livro.

Confissões é contado sempre na primeira pessoa, primeiro pela professora e depois por outras personagens de grande relevância na acção. Apesar do ritmo aparentemente lento vamos tomando noção da grandiosidade da autora que nos prende à história de forma visceral, não conseguimos parar de ler nem conseguimos deixar de nos horrorizar. Os acontecimentos vão sucedendo e acumulando numa tensão vibrante até à última página deixando-nos sempre num suspense petrificado.

Uma narrativa negra e com uma escrita rica que nos deixa suspensos no horror do quebra-cabeças que Kinae Minato nos desvenda ao longo das páginas. Absolutamente viciante!



Exemplar gentilmente enviado para opinião

Book Blitz | Sucker Punched | Kelley R. Martin | Xpresso Book Tours

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Sucker Punched
Kelley R. Martin
(Knockout Love #2)
Publication date: September 27th 2016
Genres: Contemporary, New Adult, Romance

From New York Times bestselling author Kelley R. Martin, comes a sexy new standalone in the Knockout Love series.
“Macy Dunham” is synonymous with “off-limits.” Not only is she practically a virgin, but she’s a walking, talking angel who’s way too good for a devil like me. She’s straight-up beautiful, and so far out of my league I want to cry. Did I mention she’s also the godmother to my future niece or nephew?
Now I have to play nice with “Aunt Macy” for the next 18 years. There’s just one tiny problem—the first night I met her, I played with her a little too nice.
Macy was only supposed to be a hook-up. I was supposed to show her a night she’d never forget—give her a little taste of what it’s like to be bad—and then send her on her way. She wasn’t supposed to stick around, and she damn sure wasn’t supposed to become my best friend.
Do you have any idea how hard it is to pretend like I don’t know how soft her skin feels, how good her lips taste, or how perfect it feels inside her? It’s torture. I’d give my left nut for another chance to sink inside Macy, but I can’t afford to mess this up and that’s exactly what would happen.
It’s too bad “Blake Whitmore” is synonymous with “screw-up.” Macy’s a sweet girl who deserves an epic love story. She deserves romance, and a knight in shining armor who slays dragons. I’m not the knight in this story.
I’m the fucking dragon.
EXCERPT:
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Author Bio:
Kelley lives in Texas, but she swears it's not all country music and cowboy boots... Okay, some of it is, but not all of it. She's got an amazing husband, who continues to inspire her every day, even after twelve years and two ridiculously cute little girls.



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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Séries | The Good Place | Opinião

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Chegamos à fall season, cheia de séries a estrear. Confesso que não sou muito de ver séries novas porque normalmente, a não ser que realmente odeie o primeiro episódio fico sempre com vontade de continuar a ver. Por isso tento só acrescentar à lista aqueles pilotos que realmente me chamam a atenção. Este foi um deles.
Para quem me conhece sabe que sou uma verdadeira fã de séries de episódios de 20 minutos, chamadas Sitcom. Fiz maratonas intensas de Modern Family e New Girl. Sou aquele tipo de pessoa que parece que se cansa de ficar 1 hora em frente ao portátil ou à televisão a ver um episódio. Um bocado estranho, eu sei, mas talvez seja por ser irrequieta ou talvez impaciente. Mas já estou a fugir ao assunto, enfim, The Good Place chamou a atenção por ser uma série comédia, como eu tanto gosto. Além disso, ter como personagem principal a bela Kristen Bell ajudou em muito na decisão de começar a ver este episódio. Antes de mais, deixo aqui o promo para verem antes de continuarem a ler a minha opinião.


Então, como puderam ver...(se não viram, vão ver! Não mandei?!...estou a brincar, claro), esta séries fala sobre o,  que talvez muitos já tenham adivinhado só pelo nome, o Céu depois da morte. Só que neste "Lugar Bom" só seguem as pessoas verdadeiramente boas. Acreditem, eles têm um algoritmo que contabiliza todas as acções boas e todas as acções más e só se se tiver um valor realmente alto é que se terá direito de ir para o "Lugar Bom". Uma das más acções que me chamou a atenção foi a de não "dar a mão" às pessoas no trânsito. Admitam lá, muitos de nós temos bastantes pontos negativos nesse sentido, não é mesmo?
A nossa protagonista, Eleanor Shellstrop (Kristen Bell) chegou ao "Lugar Bom" com uma morte no mínimo embaraçosa. Têm de ver para se rirem um bocadinho. Mas o problema é que...Eleanor não foi uma boa pessoa durante toda a sua vida. Na verdade, vamos vendo flashbacks da vida dela e ela foi realmente muito má pessoa. A questão é que ela foi enviada para lá por engano. E mesmo que digam "E o que tem? O que está feito, está feito!" não é bem assim. A chegada dela, por engano, vai ter consequência na vizinhança onde foi inserida que a farão ver que, para continuar no "Lugar Bom" ela terá realmente de se tornar uma melhor pessoa depois da morte.
Kristen está bastante divertida no seu papel e sinto que ela se diverte a filmar esta série. Eleanor, a meu ver, é uma personagem bastante engraçada e com que nos relacionamos. Não que sejamos todos pessoas horríveis mas que todos erramos, mais ou menos. Chidi Anagonye, a alma gêmea de Eleanor é um personagem que nos mostra que às vezes temos que dar uma oportunidade a outra pessoa mesmo que ela pareça não a merecer. Gostei bastante da dinâmica dos dois. Acho que são uma combinação interessante de protagonistas.
Além deles dois vamos conhecendo toda a vizinhança do "Lugar Bom" de Eleanor. Adoro o factor deles poderem pedir qualquer coisa e esta se concretizar...e o factor de haverem montes de gelatarias. Aposto que ia adorar.
Uma comédia que faz com que 20 minutos passem a correr. Se precisam de relaxar e esquecer o mundo exterior, aconselho uns minutos "perdidos" a ver esta série. Não se vão arrepender. Não posso dizer que seja das melhores séries de sempre mas serve de entretenimento, o que às vezes é o mais importante.